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O QUE É MARCA? PARTE II

Quinta, 19 de Junho de 2008
Na semana anterior, falei sobre marca. Uma abordagem a partir mudanças que ocorreram e continuam acontecendo na sociedade ao longo dos últimos anos, influenciando nossas vidas em todos os aspectos, provocando, também, mudanças na forma de atuação das empresas em um ambiente tão mutável e imprevisível.

Conceitos tidos como fundamentos de gestão, tradicionalmente aplicados, estão sendo revistos e interpretados com muito cuidado; hábitos, percepções e atributos considerados importantes pelos consumidores mudaram radicalmente; a velocidade com que as informações transitam de um continente a outro influenciam de maneira altamente relevante mercados e economias, provocando as mais variadas oscilações de consumo.

Nesse cenário tão turbulento, surge uma necessidade primordial para as organizações: estabelecer relacionamentos estáveis, que superem as expectativas, gerem satisfação e criem vínculos sentimentais, com toda a cadeia de relações existentes entre a empresa e seus colaboradores, distribuidores, fornecedores, consumidores e todos que possam, de alguma forma, contribuir para que o ciclo de produção se sustente e se renove.

Para isso, porém, é preciso haver um ponto de referência entre a empresa e sua dinâmica de relações. Essa referência é a marca.

Marca não mais entendida com um simples recurso de marketing, mas como um ativo estratégico da organização - justamente por ser, ao mesmo tempo, intangível e o mais valioso que qualquer empresa pode possuir -, capaz de dar suporte às mudanças e refletir, como nenhum outro, sua essência: visão de mundo e de negócios, missão e valores.

Um ativo capaz de criar valor para todas as partes envolvidas na cadeia de relações entre a organização e a comunidade, para que elas se identifiquem com esse caráter, percebendo a importância dessa interação e passando a expandir o ambiente de criação e renovação de seu valor. A marca deve, portanto, ser encarada como uma filosofia de gestão desses valores para tornar-se referência na construção de relacionamentos estáveis.

Minha definição de marca, dessa forma, seria assim: Marca é a integração entre a essência da empresa, seu trabalho, suas pessoas, sua estrutura, seus produtos e unidades de negócios, formando uma identidade definida e consistente, capaz de transmitir a todos que com ela se relacionam, a sua origem, suas crenças, seus propósitos e seus compromissos. A transmissão desses valores, por meio das mais diversas manifestações, compõe na mente dos envolvidos nessa dinâmica, uma soma de experiências, percepções e sentimentos, que resulta em um valioso ponto de referência nesse ambiente de interação e, justamente por isso, estabelece relacionamentos que superam expectativas, promovem satisfação e criam vínculos emocionais.

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O QUE É MARCA?

Segunda, 9 de Junho de 2008
Surpreendentes mudanças ocorreram e continuam acontecendo na sociedade ao longo dos últimos anos, influenciando nossas vidas em todos os aspectos, provocando, também, mudanças na forma de atuação das empresas em um ambiente tão mutável e imprevisível.

Conceitos tidos como fundamentos de gestão, tradicionalmente aplicados, estão sendo revistos e interpretados com muito cuidado; hábitos, percepções e atributos considerados importantes pelos consumidores mudaram radicalmente; a velocidade com que as informações transitam de um continente a outro influenciam de maneira altamente relevante mercados e economias, provocando as mais variadas oscilações de consumo.

Hoje não basta para o consumidor ter suas expectativas atendidas. Ele quer que as organizações superem suas expectativas e promovam uma satisfação afetiva, ligada a sentimentos - como a felicidade - e a sua realização como ser humano.

Nas organizações, a necessidade é por criar envolvimento sentimental e afetivo, encantando constantemente e estabelecendo relacionamentos duradouros. Tudo isso procurando acompanhar a evolução tecnológica - cada vez mais veloz -, utilizando suas disponibilidades como recursos para atender essas demandas.

É preciso que as pessoas na organização entendam o processo mental das pessoas, sejam os consumidores, sejam as pessoas da própria organização, sejam todas as outras envolvidas na cadeia de relacionamentos existentes entre a empresa e a sociedade. O foco agora é o indivíduo e o objetivo é criar valor.

Nesse cenário tão turbulento, surge uma necessidade primordial para as organizações: estabelecer relacionamentos estáveis, que superem as expectativas, gerem satisfação e criem vínculos sentimentais, com toda a cadeia de relações existentes entre a empresa e seus colaboradores, distribuidores, fornecedores, consumidores e todos que possam, de alguma forma, contribuir para que o ciclo de produção se sustente e se renove.

Para estabelecer esses relacionamentos, porém, é preciso haver um ponto de referência entre a empresa e sua dinâmica de relações. Uma referência que reflita a origem da organização, suas crenças, seus propósitos e seus compromissos, compondo uma identidade clara e consistente, com manifestações integradas, capaz de criar valor para todos os envolvidos nesse ambiente de interação. Essa referência, sem dúvida, é a marca. Marca não mais entendida como um recurso de marketing, mas como ativo estratégico capaz de criar valor para todas as partes envolvidas na cadeia de relações entre a organização e a comunidade. Marca, portanto, deve ser encarada como uma filosofia de gestão desses valores para tornar-se referência na construção de relacionamentos estáveis.

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Reduzir as Dependências da Organização

Quarta, 27 de Fevereiro de 2008
Sempre existiu e sempre existirão dependências mercadológicas da empresa com os outros agentes do mercado, e isso é normal, pois na cadeia de suprimentos sempre haverá o fornecedor de matéria prima que permite o processo produtivo para a próxima etapa, o cliente seja corporativo ou o consumidor final.

O detalhe neste ponto é a forte dependência que a grande maioria das empresas possuem em relação a poucos agentes do mercado, sejam eles fornecedores ou clientes. E esse fato pode ocorrer por alguns motivos, como em relação a diferença do porte das empresas ou algum processo tecnológico empregado na matéria prima que outros fornecedores não conseguiram produzir. Mas para estas situações existem algumas importantes medidas estratégicas que podem ser utilizadas.

Para saber se existe forte dependência de alguns clientes ou fornecedores faça uma conta simples, verifique qual a relação percentual destes em relação ao faturamento ou o total de compras respectivamente. Outra técnica que pode ser usada para verificar a existência de dependências é a curva ABC. Empresas que possuem fortes dependências de poucos clientes e fornecedores são muito vulneráveis a qualquer mudança que possam ocorrer, então existe a necessidade de fragmentação.

Quando existem poucos clientes com grande participação no faturamento existem algumas medidas que podem ser aplicadas a curto prazo para reduzir este percentual, a intenção não é vender menos para estes clientes, mas sim buscar aumentar a participação de outros, de forma que exista equilíbrio.
Reduzir as Dependências da Organização
O primeiro ponto neste caso é buscar prospectar novos clientes, e isso é possível fortalecendo e qualificando a equipe de venda, de forma que estejam preparados para atender a todas as necessidades do mercado. Pode-se também ser realizada uma fragmentação demográfica, ou seja, a empresa buscará participação de mercado em regiões antes não exploradas, mas para realizar este procedimento, todos os cuidados são necessários no sentido de realmente buscar conhecer esta nova região. Por fim, na busca de aumentar a participação relativa da carteira de clientes, a empresa pode entrar em outros mercados, diversificando sua linha de produtos.

No caso de existirem poucos fornecedores com grande influência sobre a empresa, pode-se tomar algumas medidas que muitas vezes impactam não apenas nessa mudança de dependência, como também podem corroborar em maior eficiência, qualidade e redução no custo das matérias primas.

Deve-se primeiramente buscar desenvolver novos fornecedores, e este processo deve ser cuidadosamente analisado, pois a qualidade desta matéria prima influenciará diretamente no resultado final do produto da sua empresa. Verifique se o novo fornecedor possui todas as especificações desejadas quanto a qualidade, capacidade produtiva e tempo de entrega.

Uma medida que também pode ser aplicada é a integração vertical, ou seja, a empresa é seu próprio fornecedor de matéria prima. Por um lado essa medida pode trazer grandes benefícios, mas algumas vezes por este não ser o core business (foco de negócio da empresa principal), o resultado pode ser desastroso.

Mas muitas vezes existe dependência de poucos fornecedores em razão dos outros não possuírem capacidade tecnológica ou estrutural produtiva, neste caso pode-se investir no desenvolvimento deste fornecedor, de forma a prover suas carências.

Desta forma a dependência de poucos clientes ou fornecedores pode ser reduzida significativamente, tornando a empresa menos vulnerável ás oscilações que podem ocorrer no mercado, como exemplo uma falência de algum agente diretamente ligado com a organização.

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Métodos Estatísticos e Previsão do Volume de Demanda - Parte I

Quinta, 21 de Fevereiro de 2008
Com o mercado atual extremamente dinâmico, faz-se importante a busca da utilização de métodos estatísticos para a previsão do volume de demanda. Esta previsão pode seguir critérios objetivos, subjetivos ou então possuir pesos que combinem critérios tanto objetivos quanto subjetivos, porém o mais importante é que estas informações sejam analisadas com o intuito de estabelecer base às tomadas decisões.

Entender os sinais que o mercado oferece é um trabalho que exige grande habilidade do gestor, experiência e até intuição. O uso de modelos estatísticos possuem como função estabelecer esta análise de forma a não deixar todo o processo arbitrário, reduzindo assim as possibilidades de erros.

Observo que é impossível independentemente da técnica utilizada, prever exatamente uma demanda futura, mas é possível examinar as análises levantadas e interpretar com alguma margem de segurança o que pode ocorrer, mas volto a repetir, previsão de demanda não é uma ciência exata.
Métodos Estatísticos e Previsão do Volume de Demanda - Parte I
Primeiramente são analisadas as séries temporais que o mercado / segmento / produto em que a empresa atua tolera, neste caso são verificadas as correspondências entre a tendência, sazonalidade e a variação aleatórias, conforme serão detalhados á seguir.

Tendência - Quando a linha de demanda é crescente ou decrescente de forma constante ao longo do tempo. Desta forma pode-se concluir que caso crescente, a linha de produto analisada está ganhando participação de mercado podendo ser produto substituto, ou então introduzido em um nicho de mercado não explorado. O caso oposto, a tendência negativa, dependendo do grau de inclinação e constância pode sinalizar o fim do ciclo de vida do produto, porém em muitos casos uma remodelagem do produto para o segmento atuante pode fazer com que a tendência negativa mude.

Sazonalidade - A sazonalidade existe quando é verificado que o produto possui no decorrer do período fortes oscilações de demanda, de forma que em comparação com outros períodos verifique-se um padrão, então chamamos esta oscilação de período sazonal. Empresas que possuem alto grau sazonal no mercado que atuam, geralmente desempenham grande dificuldade em relação às questões estruturais e infra-estruturais por necessitar ajustar a capacidade produtiva apenas para estes períodos e reduzi-la em outros. Apenas para exemplificar, há como altamente conhecidos do comércio varejista como períodos sazonais, sendo as datas comemorativas, ou seja, natal, páscoa, dia das mães entre outros.

Variação Aleatória - Seu estabelecimento é determinado quando os dados temporais de demanda são examinados e não é possível identificar nenhuma tendência ou sazonalidade, pois não existem padrões, pois os índices de demanda estão dispostos de forma dispersa e aleatória no decorrer dos períodos.

Desta forma é possível conhecer sobre o mercado que a empresa atua, e prepara a análise para o próximo estágio. Amanhã será publicado a segunda parte deste artigo, e abordarei os métodos empregados para o desenvolvimento da previsão do volume de demanda.

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Importância da Liquidez para a Empresa

Terça, 16 de Outubro de 2007
A liquidez de uma empresa reflete sua capacidade de saldar dívidas, ou seja, quanto maior a liquidez, mais estável e segura será a empresa e consecutivamente obterá maior facilidade em conseguir empréstimos, financiamentos, investidores e etc, possibilitando assim crescimento sustentável.

Para calcular a liquidez existem variadas técnicas, sendo os mais conhecidas e utilizadas a liquidez seca, liquidez corrente e liquidez geral. Estas ferramentas ajudam a alcançar uma visão global da empresa. Neste artigo vou abordar a importância da liquidez no curto prazo, pois esta é a prioridade de análise das instituições financeiras e uma das variáveis determinantes sobre o risco da empresa.

A gestão da liquidez faz parte de uma boa gestão financeira, e logicamente os reflexos desta gestão não atuam somente externamente á organização. Como verificado no parágrafo acima sobre instituições financeiras, mas também reflete em sua estabilidade, e proporciona uma gestão sustentável em períodos de crise. Por fim, proporciona certa "tranquilidade" para os gestores.

Então a pergunta é: Qual o melhor índice de liquidez?. Resposta: não existe regra, ou seja, o melhor índice de liquidez para sua empresa vai ser determinada através de análise das variáveis, como exemplo: qual o índice praticado no segmento atuante da empresa?, Qual o índice determinado pelas instituições financeiras como ótimo para seu segmento?, Sua empresa suporta um incremento de liquidez?

As instituições financeiras, os fornecedores, enfim o mercado analisa vários aspectos da empresa para que possam classificá-la quanto ao seu grau de risco. O índice de liquidez a curto prazo pode ser considerado entre os principais fatores analisados, ou seja, quanto maior o índice de liquidez, menor será o risco da empresa não ter capacidade de saldar o passivo.

Logicamente quando existe menor risco, a captação de crédito será mais barata, possibilitando reduzir as despesas financeiras com juros e encargos bancários, que por sua vez resulta em aumento da liquidez. Tornando-se um círculo virtuoso de crescimento.

Existem formas fáceis de aumentar a liquidez da empresa em curto prazo, para isso basta analisar minuciosamente as contas contábeis participantes do ativo circulante e passivo circulante.

Procure formas de transformar os ativos realizáveis a longo prazo em ativos circulantes (curto prazo), e os passivos circulantes em passivos exigíveis a longo prazo. Desta forma, você aumentará seu ativo circulante e reduzirá o passivo circulante, resultando em aumento da liquidez no curto prazo. Colocando em outras palavras, alto índice de liquidez significa que a empresa possui capacidade de saldar as dívidas, e ainda sobram recursos.

Há diversas técnicas para realizar a medição da liquidez ou iliquidez (termo usado quando não há capacidade de saldar o passivo). Uma delas são os índices de liquidez já comentados no início deste artigo. Outra ferramenta que pode ser utilizada é o PERL (possibilidade de exaustão das reservas líquidas), ou seja, mostra qual a probabilidade percentual do não cumprimento das obrigações pela empresa. O cálculo é realizado através da seguinte fórmula:

PERL


LI0 = Saldo Inicial de Caixa
FC = Liquidez média durante o tempo
S = Desvio padrão no tempo
T = Tempo

Não preocupe-se, apenas parece ser complicado. A resposta obtida é de fundamental importância para a análise financeira da organização, pois será possível saber se a empresa está preparada para possíveis oscilações de mercado.

Para melhor entendimento da aplicação da fórmula, vamos observar o exemplo detalhado de uma empresa: Saldo inicial de caixa: R$ 150.000,00. Período analisado do fluxo de caixa de 4 meses, sendo respectivamente os fechamentos em R$ 25.000,00, (R$  40.000,00), (R$ 5.000,00), R$ 30.000,00.

Com os dados acima conseguimos preencher a fórmula que ficaria da seguinte maneira:

Resultado PERL



Para verificar o percentual de probabilidade de exaustão de caixa é necessário utilizar a tabela da distribuição normal. Para este caso com o resultado de 2,36 corresponde a 1,82% de possibilidade de iliquidez, ou seja, uma possibilidade muito baixa. Via de regra os resultados do PERL iguais ou maiores que 2 são considerados ótimos.