Jerônimo Mendes
Segunda, 23 de Junho de 2008
O mito da empresa familiar foi construído ao longo da história sobre uma
infinidade de sucessos e fracassos de milhares de empresas em todos os países do
mundo. Uma casta de empreendedores e, respectivamente, seus sucessores, foi
capaz de perpetuar os negócios por várias gerações pelo fato de ter atribuído ao
negócio um sentido mais amplo do que as emoções afloradas no seio da família e
da empresa familiar. Eles acreditaram fortemente em sua missão de vida e em sua
própria capacidade de realização. Isso foi além dos fortes laços pessoais com a
organização inicialmente concebida por eles.
Durante muito tempo, o fundador foi associado ao patriarca enérgico, de pulso
firme, centralizador, dono da razão e ao mesmo tempo o "paizão" que tinha a
palavra final, cujo papel era determinante nas decisões e no rumo que a
empresa deveria tomar em situações adversas. Embora a característica seja
latente nas empresas familiares, a administração moderna tem feito esforços para
reduzir as estatísticas das empresas onde o fundador ainda vive o papel do "todo
poderoso" na empresa.
De acordo com John Davis, professor de Harvard, os líderes das empresas
familiares "são todos superprotetores em relação ao patrimônio construído e
críticos quanto às habilidades e à lealdade alheias. Tendem a enfatizar a
lealdade em seus relacionamentos e a controlar os outros em excesso".
Entretanto, nunca admitem esse fato e se julgam acima de tudo isso.
O mito é tão antigo quanto a própria família e sua importância é a mesma desde o
princípio da humanidade, pois nada existe de mais primário do que a confluência
entre família e trabalho. As primeiras empresas eram familiares e nasceram da
necessidade de fixação na terra e sobrevivência, da organização das sociedades
primitivas, da característica nômade dos homens e mulheres que buscavam em cada
pedaço chão constituir família e trabalho para a subsistência, da permuta do
excedente da produção dos senhores feudais e dos atravessadores que viam no
excedente da produção uma possibilidade de ganho.
Empresas familiares estão sempre envolvidas em questões emocionais e afetivas e
os membros geralmente não têm interesse, vocação ou ainda formação necessária
para administrar o empreendimento, porém é a família que detém a propriedade do
capital, o que a torna responsável pelas decisões que envolvem o comando dos
negócios de forma direta ou de forma delegada a outros membros de sua inteira
confiança, quase sempre parentes ou amigos mais próximos.
Em pleno Século 21, a maioria dos fundadores não sabe como preparar os filhos
para a sucessão. Esquecem o fato de que a herança deixada para eles será uma
sociedade familiar, composta por irmãos, primos, genros, noras e outros parentes
indiretos, os quais, inconscientemente, são agregados ao negócio na medida em
que empresa cresce, com um cargo figurativo, bem remunerado, quase vitalício já
que na empresa familiar é mais difícil demitir filhos e parentes.
Apesar de óbvio, empresa familiar não é família. Poucos herdeiros e sucessores
têm consciência disso. Diversas empresas familiares com as quais tive a
oportunidade de conviver durante a minha experiência como consultor esforça-se
para ser diferente perante o público, porém esbarra naquilo que John P.
Kotter denomina de "As Fontes de Complacência", onde nem tudo é
permitido, mas acaba tolerado e encobre níveis altíssimos de incompetência e
desmandos de qualquer natureza. De fato, quando acordam para a realidade da
empresa, a recuperação é praticamente impossível.
O fato de o fundador ter estimulado os filhos a acompanharem os negócios desde a
infância não os transforma em potenciais empreendedores nem administradores.
Naturalmente, os filhos têm habilidades que podem ser herdadas, mas são pessoas
diferentes, com objetivos, desejos, aptidões e, em muitos casos, universos
completamente diferentes. Dessa forma, os conflitos são inevitáveis e quando
estes afloram na organização, instala-se um processo destrutivo irreversível que
tende a dilapidar o patrimônio de todos e a provocar feridas que não se curam
durante uma vida inteira, sem contar ainda o desestímulo aos profissionais que
não são da família e, apesar da dedicação, acabam frustrados por não poder
competir com membros do clã e ocupar cargos de maior importância.
A partir da entrada do conflito no cenário organizacional, o bom-senso é
atropelado pelo jogo de poder e interesse que envolve os membros da empresa
familiar. Muitas acabam sendo negociadas por um valor muito inferior ao seu
valor de mercado, pois os membros não se entendem quanto ao preço e ao
percentual de cada um. Existe sempre a ilusão de que podem ganhar mais para a
tentativa de um recomeço mais adiante. Em certos casos, o orgulho "quebra" a
empresa porque ninguém quer "dar o braço a torcer".
Ao final do conflito, o que sobra é muito pouco, quando sobra alguma coisa. Os
laços familiares se tornam cheios de mágoa e o sobrenome da família que até
então era capaz de abrir portas transforma-se em num fardo difícil de ser
carregado. Os membros da família se distanciam levando consigo ressentimentos
dignos de reflexão e desencantamento até o fim da vida, quando a natureza se
encarrega de por fim ao que não pode ser resolvido com base no diálogo e no
bom-senso.
Um dos maiores erros que alimentam o estigma da empresa familiar é manter
pessoas inadequadas para ocupar cargos importantes na organização. Isso traz
conseqüências irreversíveis, portanto, o segredo é profissionalizar a empresa
com membros preparados ou, prioritariamente, do mercado. É necessário discutir
abertamente com os herdeiros essa possibilidade sob pena de ter os sonhos e
aspirações interrompidos abruptamente. De acordo com o Professor Elismar Álvarez
da Silva Campos, da Fundação do Dom Cabral, os principais problemas enfrentados
pelas empresas familiares são:
1. Conflito entre as necessidades de dinheiro da família e as da empresa;
2. Desenvolvimento e profissionalização dos acionistas;
3. Incapacidade do líder da empresa e da família de sair na hora certa;
4. Dificuldade de obter capital para crescer sem diluir a participação das
famílias proprietárias;
5. Rivalidade entre os sucessores: primos, irmãos, genros etc.
6. Incapacidade de atrair e reter sucessores da família competentes e motivados;
7. Falta de habilidade para criar congruência cultural apropriada;
8. Necessidade de transferir patrimônio de uma geração para outra.
Empresas familiares que desejam se perpetuar precisam ter em seus quadros
profissionais arrojados e empreendedores. Muitas famílias não sabem como
enfrentar a sucessão nas empresas. Outras carregam dúvidas se desejam manter a
característica familiar ou não, portanto, cabe aos fundadores e ao conselho de
família demonstrar aos filhos que a sobrevivência da empresa é a prioridade
maior, para o bem de todos. Ela vem muito antes do orgulho, dos interesses
pessoais e do dinheiro.
As empresas nascem, originalmente, no âmbito familiar e resultam do desejo dos
filhos de livrar-se das "asas do pai e da mãe" para construir algo diferente,
por iniciativa própria, consciente de todos os riscos que o negócio pode
proporcionar. Quando o empreendimento toma proporções gigantescas, a empresa
torna-se um organismo vivo, com vontades próprias e seu destino não depende mais
do criador.
Infelizmente, milhares de empresas familiares desaparecem todos os anos, por
razões muito simples como excesso de orgulho, falta de humildade para buscar
ajuda e insistência equivocada do fundador em acreditar que um dia, "se Deus
quiser", as coisas vão melhorar.
Contrário à sua vontade, chegará o dia em que o próprio fundador não será mais o
dono da empresa. Os verdadeiros donos serão o resultado, o fluxo de caixa e a
ambição dos filhos e agregados. E assim sendo, se a empresa for gerida de forma
irresponsável será irremediavelmente punida com a falência. Quando isso
acontece, não há unidade familiar que resista e dificilmente alguém assume a
culpa, pois aquele velho orgulho não deixa. Pense nisso e seja feliz.
|
Scher Soares
Sexta, 21 de Setembro de 2007
O conceito de "full performance" é bastante disseminado na nossa empresa e sempre que podemos, convidamos outros profissionais, empresas e pessoas a adotarem esta cultura e se surpreenderem com o resultados. È um conceito simples, que exige apenas um pouco de contextualização. Vejamos o exemplo:
Você certamente já passou ou testemunhou a situação na qual mesmo após um dia ou período exaustivo de trabalho, no qual ansiava por um descanso ou repouso, foi convidado para participar de algum tipo de programa de grande atratividade para você, seja um happy hour, uma partida de futebol, um cinema com o namorado (a) ou mesmo um jantar com a família que há tempos não se reunia. Bom, o que ocorre com a maioria das pessoas, é que diante de um convite como este, nós praticamente nos re-inventamos. Encontramos energia dentro de nós mesmos para seguir em frente e costumamos até no espantar em seguida com a capacidade que tivemos de ampliar nossas agendas mesmo após um dia exaustivo de trabalho.
Este fenômeno ocorre, em função da capacidade que temos de ampliar nossos limites, toda vez que usamos da competência de oscilar, que é alternar de forma criativa, inteligente e deliberada, o foco das nossas energias, permitindo assim, que o nosso organismo atue na recuperação de forças das áreas diretamente envolvidas.
Pense nisso: mesmo o mais apaixonado por jogar futebol não irá conseguir que seu corpo permita não se sentir cansado após determinado período; Ele precisa oscilar. Mesmo o melhor leitor, em determinado momento irá efetuar uma pausa; Ele precisa oscilar.
Quando você oscila, você recupera energias. Você alterna o foco e fluxo de energia do corpo, evitando que o mesmo se esgote. Pois bem, agora que expliquei o conceito de oscilar, eu garanto; isso é condição essencial para que você possa se tornar um "Full Performance".
Bom, e o que isso tem a ver com a atividade do representante propagandista?
Tem a ver, que a partir do momento que entendemos os conceitos de "oscilar e full performance", podemos canalizar melhor nossas energias, aproveitando os momentos do dia que permitem oscilação, para que ao entrarmos em um consultório médico, possamos usar o conceito de full performance, que significa não ser nada menos do que o melhor que você puder ser naqueles poucos minutos diante do seu cliente.
Por favor, acompanhe meu raciocínio. É provável que você já tenha algum tempo de profissão e talvez até um bom tempo no mesmo setor / território. Isso significa, que você é uma pessoa de boa ou grande experiência. Pergunta: Qual é a possibilidade de você se deixar levar um pouco pelo fluxo natural do trabalho e descuidar-se um pouco da sua própria performance?
Bom, antes que você me responda, quero propor o seguinte:
Nas suas próximas visitas médicas, comprometa-se com a sua performance. Você sabe, são poucos minutos durante o dia, então é interessante adotar o conceito de full performance, cuidando para que você não seja nada menos do que o melhor que puder ser, desde a entrada no consultório, passando pela abordagem, o tom de voz, a linguagem corporal, a dicção, o vocabulário e repertório, o uso das ferramentas promocionais o cumprimento da estratégia promocional, as sondagens e a negociação, o compromisso, o fechamento, enfim, todas as inúmeras ações que você como bom profissional desempenha dentro do consultório médico.
Este é o profissional full performance; Alguém que gerencia o próprio comportamento e não permite atuar de forma basal nos poucos minutos diante dos seus clientes. Alguém comprometido com a excelência e que sabe a importância de ser simplesmente o melhor que ele puder ser. Alguém que sabe que da mesma forma que a indústria farmacêutica, os médicos também estão segmentando os representantes e classificando-os de acordo com o valor que eles percebem em cada um. E observe com atenção, eu disse o valor que os médicos percebem; Ou seja, só o próprio médico pode atribuir este valor.
Então, será que os seus clientes o percebem como um full performance?
Reflita Sobre Isso. e Triunfe!
Scher Soares - Conferencista, colunista e consultor de treinamento. Especialista em gestão de pessoas.
|
Tom Coelho
Quarta, 12 de Setembro de 2007
"A primeira das riquezas é a saúde." (Ralph Waldo Emerson)
A maioria das publicações direcionadas aos profissionais de vendas aborda temas de caráter profissional. Falam sobre competências técnicas, como negociação e oratória; competências comportamentais, como persistência e comprometimento; e competências pessoais, como empatia e persuasão. E ainda que de forma crescente o equilíbrio entre trabalho e família esteja na pauta dos articulistas, questões práticas como os cuidados com a alimentação são negligenciados.
O propósito deste artigo é apresentar aos vendedores algumas dicas práticas para uma vida mais saudável.
1. Para todos os profissionais O sono é uma demanda biológica para a restauração física. Mas a quantidade de horas de repouso é variável de acordo com o biorritmo de cada pessoa. Assim, descubra qual o número de horas necessário para que você sinta plena disposição para o trabalho no dia seguinte. Identifique também qual o melhor horário para seu descanso. Em ambos os casos, mantenha a regularidade.
Lembre-se de dormir em um ambiente escuro, silencioso, aconchegante, com temperatura e ventilação adequadas. E, antes de deitar-se, evite atividade física intensa, refeições pesadas, consumir álcool e assistir a programas de televisão agitados.
Uma das regras básicas para uma vida saudável está na mudança dos hábitos alimentares. Você deve realizar ao menos três refeições diárias, sendo o café da manhã uma das mais fundamentais. Além dele, o almoço e o jantar são igualmente imprescindíveis. Se puder incluir um lanche no período da tarde, seu organismo também agradecerá, pois o ideal é não ficar mais do que quatro horas em jejum.
Mas quantidade não é sinônimo de qualidade. Ao contrário, o ideal é comer pouco, tendo atenção ao teor calórico de suas refeições. Busque uma dieta balanceada, evitando frituras, gorduras e carnes vermelhas, dando preferência a legumes, peixes e carnes magras. Substitua refrigerantes por sucos. No lanche da tarde, basta uma fruta, iogurte ou barra de cereal.
A higiene é outro fator relevante para se evitar a ocorrência de DVA's, ou seja, doenças veiculadas por alimentos. Trata-se de distúrbios provocados por fungos, bactérias e vírus que se desenvolvem devido ao armazenamento ou descongelamento inadequado de alimentos e que levam à intoxicação alimentar, causando cefaléias e problemas no trato gastrointestinal (constipação, diarréia, gastrite). Portanto, sempre lave as mãos antes das refeições. E evite beber líquidos diretamente em latas e garrafas, a menos que tenham sido bem lavadas.
Como a boa saúde começa pela boca, carregue consigo um nécessaire contendo escova, creme e fio dental. E utilize-os a cada nova ingestão de alimentos.
Nosso corpo é formado por 65% de água, em média, sendo que sua participação no sangue é de 83%. A água atua na regulação da temperatura corpórea pela respiração, além de transportar nutrientes e eliminar toxinas através da urina. Por isso, no decorrer de sua jornada de trabalho, procure beber dois litros de água, no mínimo. Mas faça-o gradualmente, à razão de um copo de 250 ml por hora, pois este é o índice de boa absorção pelo organismo. Fuja do consumo compulsivo de café e, evidentemente, de bebidas alcoólicas.
Aliada a todos estes cuidados, a realização de uma atividade física regular é imperativa. Sedentarismo e doenças coronarianas andam de mãos dadas. Praticar esportes também é um excelente meio para largar o cigarro.
Por fim, coloque em sua agenda a prática de um check-up anual, pois a prevenção é mais barata e menos traumática do que um eventual e inesperado tratamento.
2. Para quem trabalha na rua Os vendedores que atuam em trabalho externo estão sujeitos ao stress proporcionado pelo trânsito, além da poluição, desconforto causado pelo calor e dificuldades para alimentar-se adequadamente.
Algumas sugestões:
- Leve uma pequena garrafa com água fresca para hidratar-se enquanto dirige;
- Mantenha no carro ou em sua pasta executiva (ou bolsa) uma loção anti-séptica para limpeza das mãos antes das refeições;
- Não fuja do café da manhã, ainda que este seja representado por apenas um copo de leite e um pão com manteiga;
- Cuidado com a tentação de visitar lanchonetes e padarias, comendo frituras e lanches rápidos altamente calóricos;
- Para almoçar, escolha estabelecimentos que você conheça e confie na higiene e preparo dos alimentos; do contrário, não hesite em visitar a cozinha e observar suas condições;
- Se você leva marmita, evite alimentos à base de ovos, como maioneses, que podem se deteriorar rapidamente devido ao calor;
- Prefira as carnes grelhadas para reduzir a ingestão de gorduras;
- Habitue-se a comer saladas e verduras in natura - são mais nutrientes do que as refogadas - e utilize molhos leves como tempero;
- Consuma carboidratos com moderação; entre arroz, massas e pães, escolha apenas um deles a cada refeição;
- Planeje suas visitas determinando previamente as rotas a serem seguidas a fim de reduzir o tempo despendido no trânsito;
- Diante de congestionamentos ou trânsito intenso, procure relaxar ouvindo música ou refletindo sobre seu trabalho, traçando metas e estratégicas mentalmente;
- Se você utiliza transporte coletivo, aproveite para ler uma revista ou um livro durante seu deslocamento fazendo, assim, com que o tempo passe mais rápido enquanto investe em seu aprendizado.
3. Para quem trabalha em escritório Àqueles envolvidos em atividades internas, há outros focos de tensão e desconforto que afetam a qualidade de vida. Por isso:
- Resista ao impulso de beber café toda hora, cultivando prudência em seu consumo;
- Quer você trabalhe intensamente no computador ou ao telefone, faça pausas estratégicas de trinta segundos a cada meia hora e pausas mais longas, de até cinco minutos, em intervalos de duas horas; nestes momentos, respire profundamente, observe sua postura, movimente-se, provoque mudanças visuais ou de intensidade luminosa, de modo a elevar seu nível de atenção e de energia;
- Avalie as condições de sua mesa de trabalho, procurando conservar o ambiente limpo e organizado;
- Atenção a aspectos ergonômicos, como a posição do monitor, teclado e mouse, bem como sua postura, apoio de pés e braços, e até a qualidade, dimensões e regulagem de sua cadeira.
Finalmente, relembrando um ensinamento de Robert Cooper, especialista em inteligência emocional e neurociência da liderança, administre a transição de seu ambiente profissional para o familiar. Assim, ao chegar em casa, estabeleça uma zona intermediária de até quinze minutos, período no qual deverá apenas cumprimentar carinhosamente seus familiares com no máximo vinte e cinco palavras. Procure desacelerar. Tome um banho, troque suas roupas, beba algo. Está comprovado que situações de conflito e argumentos prejudiciais começam ou se ampliam nos primeiros quinze minutos após o regresso ao lar.
Siga estas dicas e desenvolva outras, alinhadas com seus princípios e realidade, em direção a uma vida mais saudável.
Tom Coelho - Economista pela FEA/USP, Publicitário pela ESPM/SP e especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP.
Categorias:
Saúde, Profissional de Venda, Bem Estar, Dicas Práticas, Atividade Física, Stress, Trânsito, Escritório, Pausa Estratégica, Ambiente Limpo, Organizado,
|
Moacir Moura
Quarta, 5 de Setembro de 2007
Que tal um ligeiro diagnóstico do seu empreendimento comercial? Depois de uma cuidadosa análise, imaginemos que os resultados são largamente favoráveis, com destaque para os seguintes procedimentos cuidados sempre com primor ao longo da história de sua empresa:
1. Ponto comercial bem localizado. Acesso fácil, fachada chamativa, boa comunicação visual e com fluxo regular de clientes.
2. Vendedores e atendentes bem-humorados, satisfeitos, prontos para prestar o melhor serviço aos clientes.
3. Variedade de produtos ajustada segundo o perfil médio dos consumidores da sua área de abrangência. Foco no foco do cliente.
4. Sistema de compra e de reposição eficiente. Bom nível de serviço e poucas rupturas de estoque.
5. Os colaboradores são treinados com freqüência, cujos ensinamentos enfatizam a importância do cliente, produtividade e a motivação.
6. Há uma dinâmica promocional bem acentuada. Ações promocionais bem organizadas, aproveitando de forma eficaz as principais datas e os eventos sazonais.
7. Como não está ligado a uma rede de loja, procura fazer parcerias confiáveis com seus principais fornecedores, negociando melhor suas compras, observando sempre a relação custo-benefício.
8. Trabalha no sentido de formar sua marca institucional de varejo, visando a criação de vínculos duradouros com os clientes.
Nosso diagnóstico até aqui está tudo bem. Tecnicamente sim, como se diz no esporte. Agora, vamos acessar o painel dos resultados e verificar se a empresa está crescendo, conquistando mais clientes, atraindo e retendo talentos. Sondar se o empreendimento é um bom lugar para comprar e para trabalhar. Transitar pelo interior da alma da empresa. Sentir o que passa pelo corpo, cérebro e coração das pessoas, individualmente e no conjunto, lugares em que a energia e a personalidade da empresa são formadas.
Grosso modo, uma unidade de negócios é composta por três grandes conjuntos:
» Estratégico - Medidas a serem tomadas no campo de "o que fazer" e sobretudo na construção de diferenciais.
» Operacional - Tudo o que diz respeito ao como fazer, por exemplo: nível de serviço, logística, abastecimento, atendimento e padrão de loja.
» Financeiro - Engloba todas as funções de engenharia financeira, crédito, meios de pagamento, controles, lucratividade e avaliação da vida financeira da empresa.
Por menor que seja uma empresa, não há mais condições de dirigir seus destinos sem um mínimo de instrumentos, sem algumas ferramentas de gestão. As aeronaves mais modernas se chocam no ar se estiverem com o transponder desligado, um pequeno aparelho cuja função é receber e transmitir informações permanentemente, pois, se ele estiver desligado, o avião perde a direção e se choca com outro, algumas vezes com um Boeing, causando vítimas. Feeling é importante, mas a informação segura e constante é indispensável.
Como constatamos, desde o início do levantamento, a empresa recebeu nota alta em praticamente todos os quesitos do conjunto B. Entretanto, as notas atribuídas ao conjunto C são classificadas apenas como razoáveis. E o conjunto A recebeu notas baixíssimas, próximas de zero, uma vez que a empresa não dá a devida importância aos aspectos estratégicos, como definição de rumos, diferenciais competitivos e na busca incessante da lucratividade. Nesses aspectos, o seu transponder está desligado, por isso trabalha com baixa rentabilidade e, conseqüentemente, não cresce.
Houve uma época em que o sucesso era mais fácil. Bastava que os produtos ou os serviços fossem bons, bonitos e baratos. Dentre vários outros detalhes, hoje é preciso acrescentar aos 3Bs um R, de Rápido. Não basta fazer bem-feito o essencial, é preciso fazer diferente dos concorrentes e de forma a satisfazer os anseios e os sonhos dos consumidores. É preciso ter interação com os clientes e construir um centro de relacionamento, não um simples local de compra.
Uma empresa lucrativa, simples e feliz. Excelente ambiente de trabalho. Local agradável para as pessoas concretizarem seus sonhos. Um verdadeiro laboratório de marketing em que são realizadas as melhores experiências antes, durante e depois da compra. Abertura total para ouvir as manifestações positivas e negativas dos clientes. Um organismo inteligente e disposto a se reinventar sempre, a fim de ficar o mais próximo possível do cliente, em termos físicos, psicológicos e sentimentais.
É preciso mudar, pois para quem faz as coisas sempre do mesmo jeito fica muito difícil obter resultados diferentes.
Autor: Moacir Moura é administrador de empresas, pós-graduado em Gestão Estratégica de Varejo. Palestrante e consultor especialista em Vendas, Liderança, Motivação, Gestão e Atendimento.
|
Administrador
Quinta, 31 de Maio de 2007
Divididas em categorias, as sugestões servem para estimular o trabalho de Relações Públicas junto aos empregados das organizações, no intuito de que venham a constitui o suporte ao organismo empresarial que pretende permanecer no mercado, de modo eficaz e com lucratividade.
Políticas Formais
embasar as práticas empresariais na ética e no respeito à pessoa;
promover a permanência de funcionários mesmo nas épocas de vendas baixas, com a implantação de um banco de horas trabalhadas;
retirar os supervisores de postos de trabalho, com os operários assumindo o comandando a produção;
dividir os funcionários em times de trabalho autogerenciados;
valorizar os funcionários, o trabalho em equipes de multitarefas, a sinergia entre as diversas unidades do grupo e a cultura de decisão colegiada;
designar tutores para ajudar na ambientação ao local de trabalho e no processo de avaliação de desempenho do funcionário;
estabelecer planos de participação nos resultados e lucros da empresa, extensivo a todos os funcionários;
priorizar a área de recursos humanos da organização, fazendo benchmarking das inovações introduzidas em outras empresas, como a adoção dos sistema home-office, equipando a casa do funcionário com laptop ou microcomputador e linha telefônica, possibilitando o trabalho em locais remotos;
privilegiar o pessoal interno para o preenchimento de vagas e a contratação e promoção de mulheres;
suprimir qualquer tipo de discriminação por raça, cor, sexo, credo ou idade;
impulsionar políticas agressivas de segurança no trabalho;
possibilitar ao funcionário redimir-se antes de ser demitido sumariamente e impedir a existência de barreiras aos retorno de funcionários que saíram da empresa;
instituir o ombudsman dos funcionários para o encaminhamento de reclamações e reivindicações;
eliminar controles excessivos como cartões de ponto, roletas ou de qualquer tipo de revista;
incentivar os executivos a dar palestras e seminários fora da empresa;
estimular atividades filantrópicas por parte dos funcionários, mesmo em horários de trabalho, como a parada da empresa durante um dia por ano para trabalhos em entidades sociais;
observar práticas ambientalistas reais e extensíveis aos funcionários;
estender as competências da empresa para a comunidade vizinha; por exemplo, empresas que trabalham com informática oferecem gratuitamente cursos da área para crianças em escolas da localidade.
Plano de Carreira e de Remuneração
instituir um plano de carreira claramente estruturado, baseado na meritocracia, remuneração por habilidades, e que permita o desenvolvimento profissional e a ascensão rápida, com chances reais e iguais para todos;
esquematizar um programa de treinamento que inclua a oferta de bolsas de estudo para os funcionários;
propiciar a exposição internacional dos funcionários com a participação em projetos no exterior;
possibilitar que o funcionário concorra a cargos nas unidades da empresa localizadas no exterior;
introduzir, quando for o caso, a carreira em Y - funcionários de áreas técnicas podem fazer carreira e ganhar benefícios de gerentes, sem ter que assumir obrigações administrativas para progredir na empresa;
privilegiar a remuneração variável, incluindo a distribuição de ações e de bônus por desempenho, mediante uma avaliação de 360 graus;
estabelecer programas internos de empregabilidade (oferecendo aos funcionários oportunidades de aperfeiçoamento sem pagar os cursos), de requalificação das pessoas que tiveram seus cargos substituídos por novas tecnologias, e de recolocação no mercado de funcionários demitidos.
Programas de Incentivo
incentivar as idéias e sugestões que resultem em pequenas e grandes melhorias operacionais ou para a criação de novos produtos e serviços, que deverão ser premiadas em dinheiro, em viagens nacionais e internacionais etc.;
estimular performances com ampla e constante distribuição de prêmios aos funcionários (viagens ao exterior e automóveis, entre outros);
premiar por tempo de serviço (por exemplo, ao final dos primeiros 10 anos, um salário de prêmio; depois, a cada cinco, recebe outro);
reconhecer e premiar formal e publicamente, pela direção superior da empresa, as performances excepcionais e os elogios feitos por clientes a um funcionários.
Benefícios
sistematizar o acesso a benefícios flexíveis: verbas adicionais, às quais o funcionário tem direito para complementar o que quiser (ou guardar para os meses seguintes, caso não use), e compra de ações da empresa em condições vantajosas;
ampliar os benefícios previstos em lei (pagamento de um salário extra nas férias, em vez dos 33% obrigatórios);
instaurar o mês sabático remunerado aos que completam 10 anos de casa, normalmente tirado junto com as férias;
preparar os funcionários para a aposentadoria com palestras e seminários sobre finanças, qualidade de vida e legislação previdenciária; para o que querem continuar trabalhando, ensina-se a abrir o próprio negócio, para os demais, ensina-se a viver a vida sem culpa;
implantar planos de aposentadoria, com a empresa bancando todos os custos ou mediante o compartilhamento, com o empregado contribuindo minimamente.
Formação Profissional
facilitar, mediante pagamento, financiamento ou reembolso das despesas, a freqüência a cursos regulares ou supletivos de primeiro e segundo graus, nível superior e pós-graduação, e a aquisição de material escolar;
incentivar a aprendizagem complementar, em cursos de línguas e de informática, mesmo quando não estejam ligados à área de atuação da empresa;
premiar os melhores desempenhos escolares de funcionários;
instalar cursos de primeiro e segundo graus dentro da própria empresa.
Comunicação e Participação
estabelecer canais de comunicação entre as diferentes áreas e níveis hierárquicos;
extinguir qualquer espécie de barreira ao fluxo de informações na empresa;
promover reuniões periódicas, cafés da manhã e o uso da videoconferência entre executivos (presidente, diretores e gerentes) e funcionários para tratar de interferências nas relações de trabalho;
instaurar canais de comunicação desimpedidos para resolver problemas de relacionamento entre funcionários e chefias, podendo existir meios confidenciais (linha telefônica direta) para encaminhar as reivindicações;
eliminar as salas fechadas e priorizar um clima de estímulo à participação, à descontração, à liberdade de iniciativa, à criatividade e à evolução contínua;
discutir e avaliar os programas e práticas da empresa e o nível de satisfação das pessoas;
divulgar diariamente os indicadores de satisfação dos funcionários e das metas da empresa, incluindo o acesso às pesquisas salariais e a disseminação ampla dos salários de todos os funcionários.
Qualidade de Vida
proporcionar planos de saúde com cobertura total, inclusive para tratamento psicológico, odontológico, de dependência química, infertilidade, homeopatia, que podem ser estendidos aos aposentados e agregados, e de reembolso de despesas com medicamentos - os planos de saúde poderão ser de livre escolha dos funcionários;
manter consultório médico e odontológico no local de trabalho;
garantir, nos afastamentos por doença, a cobertura de 100% do salário durante um período determinado;
admitir no quadro de funcionários portadores de deficiências físicas ou mentais;
incentivar programas de redução de estresse, fisioterapia e ginástica "laboral" no local de trabalho para todos os funcionários;
facilitar a prática de esporte, patrocinando mensalidades de clubes, aluguel de quadras e promoção de campeonatos e torneios internos (presença constante do presidente nas competições);
instituir intervalos diários de 15 minutos (um em cada turno de trabalho) para a integração e relaxamento dos funcionários em área de lazer;
contratar seguro de vida para funcionários e cônjuges;
transmitir informações a respeito do planejamento familiar;
orientar e acompanhar as gestantes;
conceder licença para a funcionária que adota uma criança;
instalar berçário e sala de aleitamento para as mães que continuam amamentando após o retorno ao trabalho;
reembolsar ou subsidiar as despesas com babá e empregada durante os seis primeiros meses de vida do bebê, bem como a compra de fraldas descartáveis;
ajudar nos custos mensais ou oferecer creche, assistência pediátrica aos filhos de dos funcionários, com até sete anos, por intermédio do pagamento de consultas periódicas, além das vacinas do calendário oficial;
presentear os funcionários quando casam e quando têm filhos - no Dia das Mães ganham presentes todas as funcionárias que são mães e as mães de todos os funcionários;
permitir a licença não remunerada para projetos pessoais;
flexibilizar os horários de trabalho, permitir a informalidade nos trajes e a redução da jornada de trabalho durante o verão nas sextas-feiras, sem compensação de horas;
oferecer refeições gratuitas ou com preço muito baixo para todos os funcionários, garantindo a sua qualidade nutricional;
subsidiar as compras em supermercados de modo criativo, estimulando hábitos alimentares saudáveis;
proporcionar períodos anuais de férias aos funcionários em hotéis;
programar empréstimos, para pagamento a longo prazo, e financiamentos ou subsídios para a compra da casa própria e de carros;
fornecer aos funcionários a preço de custo, os itens produzidos pela empresa;
antecipar o pagamento dos salários e remunerações, normalmente para a terceira semana do mês;
prestar assistência jurídica gratuita para causas particulares dos funcionários, por advogados da empresa ou por escritórios externos;
prever, instalar ou estabelecer convênios com salão de beleza (cabeleireiro, massagista, depilação), academia de ginástica com equipamentos de musculação, aulas de dança de salão, condicionamento físico, nutricionista, restaurante e lanchonete, lojas de conveniência, sala de jogos, bar, locadora de vídeo, biblioteca, serviços de engraxate, mensageiros para serviços particulares, piscina, áreas abertas e equipadas onde os funcionários possam se encontrar a qualquer hora do expediente, banca de revistas, coral, oficinas de artes, festas juninas e de Natal, colônia de férias, happy-hours, salão de festa aberto aos empregados e suas famílias.
Extensão aos Familiares
implantar plano médico especial e de auxílio para funcionários com filhos deficientes;
programar a orientação profissional e vocacional dos filhos de funcionários;
distribuir bolsas de estudos para filhos de funcionários que estejam na universidade e que sejam bons alunos;
custear os estudos dos filhos de funcionários em escolas mantidas pela empresa, com garantias de emprego após a formatura e, se for o caso, custear a formação profissional em instituições de terceiros;
premiar os filhos de funcionários aprovados no vestibular;
proporcionar atividades e recreação para os filhos de funcionários nas férias escolares e em épocas oportunas;
viabilizar clubes de lazer para a família do funcionário;
investir em treinamento para familiares e em cursos de economia doméstica para as mulheres dos funcionários;
estimular a participação dos cônjuges em atividades de treinamento e seminários;
preferir, ao contratar, parentes e amigos indicados pelos funcionários.
Autor: Waldyr Gutierres Fortes Fonte: Portal do Marketing
|
| |