Evaldo Costa
Sexta, 25 de Janeiro de 2008
"Os sonhos determinam o que você quer. A ação determina o que você conquista". Anônimo
Você costuma pensar nas coisas que você tem feito na vida e pela vida? Costuma parar para saber se o caminho que você está trilhando é o que gostaria de seguir? Costuma se perguntar se a sua atitude de hoje está te levando para mais próximo do ponto de chegada? Percebo, ao longo de minha vida, o quanto é surpreendente e fácil ser pego pela ilusão das nossas atividades, da nossa pressa, da correria do cotidiano, das tarefas inadiáveis, intolerância, arrogância, prepotência, exigência, impaciência, trabalho árduo de cada dia para subir a escada do TER mais sucesso, dinheiro, patrimônio, riqueza, e por ai vai.
"O que existe atrás de nós e o que existe à nossa frente são problemas menores, se comparado com o que existe dentro de nós." Oliver W. Holmes
Não vejo nada de errado nisso desde que, é claro, que você aja com consciência, competência, benevolência, sabedoria etc. O que assusta é a gente descobrir que passamos boa parte de nossas vidas se preocupando com o TER, sem dar a devida importância ao SER. Recentemente, ao terminar um seminário, fui procurado por um jovem de uns trinta anos. Em poucos minutos ele me contou sobre a sua trajetória profissional. Ele disse-me que antes dos vinte anos de idade abriu uma empresa e que de lá para cá ela não parou de crescer.
O jovem me relatou que quando tiver concluído a obra de uma filial as coisas ficarão melhores ainda. Disse-me também que se tivesse um sócio ou executivo bem preparado para ajudá-lo estaria lucrando mais. E, finalmente, ressaltou que se tivesse mais dinheiro o seu negócio certamente seria mais próspero. Fiquei pensando nas várias investidas que aquele rapaz empreendedor me contou. Pude perceber que quase tudo que ele me disse referia-se a TER e muito pouco a SER. A partir daí, comecei a ficar mais atento com as pessoas que conversam comigo sobre vida, negócios, família, lazer etc.
Uma pessoa no velório do amigo muito rico pergunta ao colega ao seu lado: "quanto ele deixou?" Ao que o outro respondeu: "ele deixou tudo".
A conclusão que chego é que as pessoas passam boa parte da vida em busca do TER, algo do tipo: Se eu tivesse mais tempo...; Se eu tivesse mais dinheiro...; Se eu tivesse um carro...; Se eu tivesse uma casa nova...; Se eu tivesse um verdadeiro amigo...; Se eu tivesse uma formação melhor...; Se eu tivesse um chefe mais companheiro...; Se eu tivesse uma nova oportunidade...; Se eu tivesse como tirar férias... etc.
"O que se leva desta vida é a vida que se leva"
É impressionante como esquecemos da importância do SER para TER o que queremos. Imagine se ao invés de ficar lamentando a falta do TER a pessoa adotasse uma postura proativa em prol do SER. Daí, tomando por base os exemplos acima evidenciados, ela poderia mudar a estrutura de seu pensamento, passando a refletir de acordo com as novas formulações a seguir: Se eu for mais organizado com relação ao tempo que disponho... Se eu for mais estudioso poderei no futuro conseguir uma colocação melhor; Se eu for morar mais próximo do meu trabalho talvez não precise de carro; Se eu for mais cuidadoso com meus gastos pessoais talvez consiga trocar a minha casa atual por uma nova; Se eu for mais atencioso com as minhas amizades... Se eu for mais dedicado e disciplinado nos estudos... Se eu for mais compreensivo, tolerante e proativo talvez possa melhorar o relacionamento com o meu chefe; Se eu for mais persistente, atencioso e participativo talvez surja uma nova oportunidade; Se eu for menos centralizador e confiar mais nas pessoas talvez seja possível tirar uns dias de férias com a família.
"Faça como o carpinteiro: meça duas vezes e corte uma."
Tenho testemunhado muitos exemplos de pessoas que passaram boa parte da vida buscando o TER sem se darem conta de que, muitas vezes, o SER é o caminho mais curto e seguro para se TER o que deseja. Sair por ai como um trator de esteira abrindo caminho na marra, sem planejamento, cuidados adequados, respeito ao próximo causando mágoas e ressentimentos pode ser igual ao carpinteiro que sobrecarregado com seus apetrechos de trabalho sua a camisa para alcançar o último degrau de uma enorme escada só para constatar que a apoiou na parede errada.
Será que não seríamos pessoas melhores e mais felizes se nos preocupássemos mais com o SER do que com o TER?
Pense nisso, um ótimo dia e até a próxima.
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Administrador
Quinta, 31 de Maio de 2007
Na nona e penúltima das Escolas do Pensamento Estratégico - a Escola Ambiental, os processos de formação da estratégia são desenvolvidos pela percepção, no conhecimento e entendimento que a organização tem do ambiente o qual está inserida; as outras escolas vêem o ambiente como um fator, na Escola Ambiental ele é o ator.
Aqui, a organização assume um caráter passivo frente as demandas e imposições do ambiente, o que reduz a formação de estratégias à um processo de espelhamento, reativo ao que ocorre "lá fora". O ambiente assume papel de destaque como a terceira força, junto à liderança e à organização.
O ambiente já foi destaque na formulação de estratégias na Escola do Design com a SWOT, na Escola do Posicionamento como um conjunto de forças econômicas, e com menor relevância nas Escolas Cognitiva e do Aprendizado, porém nesta escola ele força a administração estratégica a aceitar a gama disponível de poderes decisórios, dadas as forças e demandas do contexto externo.
Premissas 1. O ambiente é o agente central no processo de geração de estratégias representado como um conjunto de forças centrais.
2. A organização deve aceitar e responder à essas forças ou será eliminada.
3. A liderança torna-se um elemento passivo com a finalidade de perceber o ambiente e garantir a adaptação adequada à organização.
4. As organizações se agrupam em nichos e suas permanências são determinadas pela sua quantidade de recursos ou condições demasiado hostis.
Considerações
A "Teoria da Organização" criada por Max Weber via as organizações como sendo moldadas pela marcha implacável da racionalidade técnica e gerencial a qual se expressa em burocratização sempre crescente. Sociólogos que partiram dessa teoria criaram a "Teoria Institucional" que vê o ambiente como repositório de recursos econômicos e simbólicos, o primeiro de ordem tangível e o segundo, intangível como eficiência, imagem, prestígio, liderança, realizações, etc., que ao longo do tempo produz um conjunto complexo e poderoso de normas que dominam a prática. A teoria sugere três tipos de isomorfismo: a) coercivo que representa as pressões pela conformidade; b) mimético, baseado nas imitações (benchmarking) e c) normativo, resultante da influência da perícia profissional (experts).
Em contraposição à teoria institucional, C. Oliver em sua obra "Strategic Response of Institucional Processes" (1991) dita algumas ações como respostas estratégicas: a) aquiescência (ceder às pressões institucionais), b) compromisso (ceder apenas parcialmente às pressões), c) resistência (tentar obstar a necessidade de conformidade), d) desafio (contrapor-se às pressões institucionais) e e) manipulação (tentar modificar as pressões).
A grande fraqueza da teoria institucional, para a administração estratégica decorre do fato das dimensões do ambiente serem intangíveis, abstratas e a estratégia ter a ver com seleção de posições específicas que se aproveitem das forças ambientais positivas (oportunidades) e resistam às negativas (ameaças).
As organizações enquanto organismos vivos estão sujeitas às leis ambientais (eco sistema), porém devem criar mecanismos de defesa (anticorpos) para sua auto-preservação.
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Administrador
Quinta, 8 de Março de 2007
Jules Henri Fayol (Istambul, 29 de Julho de 1841 - Paris, 19 de Novembro de 1925) foi um engenheiro de minas francês e um dos teóricos clássicos da Ciência da Administração, sendo o fundador da Teoria Clássica da Administração e autor de Administração Industrial e Geral (título original: Administration industrielle et générale - prévoyance organisation - commandement, coordination - contrôle).
Vida --------------------------------------------------------
Fayol era filho de André Fayol, um contramestre em metalurgia. Casou-se com Adélaïde Saulé e teve três filhos, Marie Henriette, Madeleine e Henri Joseph, o último sempre hostil às idéias do pai.
Criou o Centro de Estudos Administrativos, onde se reuniam semanalmente pessoas interessadas na administração de negócios comerciais, industriais e governamentais, contribuindo para a difusão das doutrinas administrativas. Entre seus seguidores estavam Luther Guilick, James D. Mooney, Oliver Sheldon e Lyndal F. Urwick.
Também direcionou seu trabalho para a empresa como um todo, ou seja, procurando cuidar da empresa de cima para baixo, ao contrário das idéias adotadas por Taylor e Ford.
Seus princípios seguiam dois critérios principais:
* A administração é o processo de planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar. * A administração é função distinta das demais (finanças, produção e distribuição)
Funções do Administrador POCCC
* Planejar * Organizar * Controlar * Coordenar * Comandar
Categorias:
Personalidades, Organizar, Fayol, Coordenar, Planejar, Jules Henri Fayol, Comandar, Administração Geral, Teoria Clássica da Administração, Controlar, Luther Guilick, POCCC,
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