Wagner Campos
Quinta, 21 de Fevereiro de 2008
Por sermos seres dotados de emoções desenvolvemos vários hábitos durante toda nossa vida. Grande parte destes hábitos é adquirida durante nossa infância e adolescência, fases estas responsáveis pela formação de nossas referências e valores pessoais.
Os hábitos mais simples como guardar as cartinhas de amores passados, brinquedos quebrados, roupas que não nos servem mais e outros cacarecos são ocasionados por nos apegarmos a momentos que foram marcantes em nossas vidas. A cartinha daquele amor antigo traz, muitas vezes, a lembrança de instantes felizes que foram vividos ou uma esperança de poder desfrutar novamente um momento como aquele. A roupa que não serve mais mostra a maneira como nos comportávamos e pensávamos. Isso causa em nossa memória efeitos nostálgicos e melancólicos de um passado que não poderá se repetir, mas desejamos mantê-lo presente em nossas lembranças.
Juntando as décadas de nossa existência, acumulamos todos estes hábitos e apegos com mais outros que passaram a fazer parte de nossas experiências pessoais, profissionais e familiares. Acumulamos muitas coisas abstratas nessa relação, além de todos os objetos concretos acumulados durante a vida.
Pode ser que pelo fato de trabalhar por longo período de tempo exercendo determinada atividade você passou a acreditar que aquela é somente a SUA função. Habituou-se a executar alguma tarefa e passou a julgar que SUA metodologia era a ÚNICA a ser utilizada. Talvez, por ter implantado determinado projeto ou feito parte dele em algum momento acabou IMAGINANDO que se você deixar de participar, o projeto não sobreviverá.
As revoluções industriais ocorridas nos séculos passados exigiram grandes adaptações de todos. Foi desenvolvido o motor a vapor que passou a dar vida a máquinas e locomotivas. A máquina de tear passou a produzir 24 mais fios que as máquinas rudimentares existentes. As novas mudanças trouxeram fatos positivos para todos, até mesmo para os escravos.
Foi criado um novo descaroçador de algodão que tinha capacidade para trabalhar mil libras de algodão, enquanto que ao mesmo tempo, um escravo trabalhava apenas cinco. Ou seja, a máquina fazia o serviço de 200 escravos e não precisava ser alimentada, não adoecia nem precisava ser controlada. Apenas exigia a manutenção e alguém para operá-la. Esta inovação com certeza passou a colaborar para um futuro promissor àqueles que eram escravos e teriam sua liberdade em breve, graças a uma boa idéia e a uma máquina bem desenvolvida. A propósito, não podemos esquecer que alguém precisou adaptar-se às mudanças e inovações aprendendo a utilizar aquela nova ferramenta de trabalho. Também garantiu seu emprego e diferenciou-se da maioria dos trabalhadores que não tinham conhecimento nem habilidades para lidar com a nova máquina.
Aceitar e nos adaptar às mudanças que ocorrem à nossa volta, nem sempre é confortável. Mudar, para alguns, acaba sendo extraordinariamente complicado e até traumático pois se trata de fazer uma reanálise dos conceitos e atitudes. Sempre existirá uma resistência, mesmo que implícita, para as mudanças e tomadas de decisões que julgamos radicais para nossas vidas. Temos receios da nova tecnologia desenvolvida. Medo que venha a nos substituir. Mas é necessário compreender que as mudanças têm, por finalidade, na maioria das vezes, proporcionar melhorias a você, sua família e todos de sua equipe de trabalho e sempre será necessário existir alguém para operacionalizar as tecnologias existentes, desde que esteja preparado para se envolver com elas.
A felicidade e realização não estão condicionadas apenas ao passado ou ao que sempre fizemos. As mudanças existem para melhorar a qualidade de vida e proporcionar o desenvolvimento de todos. Sem o avanço tecnológico, sem as mudanças e inovações existentes talvez este artigo não estivesse ao alcance de todos. Tanto este artigo, quanto a previsão do tempo, os pacotes de viagens, os filmes que você assiste com a família, o cartão de crédito, o forno de microondas, as comidas congeladas e todas as inovações que direta e indiretamente contribuíram para facilitar nossas vidas hoje.
Enfim, mude, reveja seus conceitos e seja feliz com suas novas descobertas e adaptações. O mundo continuará a funcionar caso você opte por realizar algo diferente, outra atividade e até mesmo se você viajar de férias para outro lugar e não apenas para a mesma pousada que freqüenta há décadas.
Categorias:
Qualidade de Vida, Inovação, Mudança, Tecnologia da Informação, Revolução Industrial, Experiência Profissional, Equipe de Trabalho, Adaptabilidade, Ferramenta de Trabalho, Operacionalizar Tecnologia, Avanço Tecnológico,
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Mateus Paulini
Quarta, 5 de Setembro de 2007
Cada vez mais vejo a falta de percepção da importância da gestão do fluxo de caixa nas organizações, seja por desconhecimento ou por negligência. Muitos consideram esta importante ferramenta da administração financeira apenas uma análise superficial entre as entradas e saídas de valores. Sendo que sua gestão com eficiência pode livrar uma empresa da falência.
No meu artigo publicado anteriormente "Será que a empresa entrou em estado de insolvência?" citei o fluxo de caixa como uma ferramenta fundamental para análise financeira, porem não entrei em detalhes. Por isso abordarei o tema neste artigo com mais profundidade.
Toda organização deve entender a importância em relação aos benefícios (resultante de boa gestão) e/ou prejuízos (resultantes da má gestão) ocasionados pela gestão financeira. O fluxo de caixa é uma ferramenta altamente complexa, que possui interligações com todos os departamentos da organização.
A gestão do fluxo de caixa deve ser planejada estrategicamente, sendo este alinhado com o planejamento estratégico da organização. A empresa deve planejar quando vai antecipar o pagamento de fornecedores, aumentar o prazo de clientes, investir em máquinas, contratar funcionários, etc. Quando este processo é visado com antecedência e toda uma estrutura é preparada, não haverão problemas na gestão financeira.
Para ilustrar essa correlação, suponha que a organização pretende aumentar os prazos de pagamento de clientes com o objetivo de aumentar as vendas. Nesse caso haverá a necessidade de maior capital disponível em caixa para suportar o fluxo na redução de recebimentos. Caso essa ação não estiver prevista para o fluxo de caixa, e juntamente realizada toda a preparação necessária, fatalmente a organização sofrerá grandes problemas para honrar suas obrigações.
Para ajudar no planejamento do fluxo de caixa podem ser criadas situações intituladas de "cenários" que possibilitam visualizar as reações em diversas ocasiões.
Não existem quantidades de cenários pré-determinados, isso vai depender da quantidade de variáveis e/ou complexidade da organização, mas para exemplificar vou simular três situações distintas. A primeira será considerada negativa, sendo uma expectativa de redução de receita, baixa de participação de mercado, etc. A segunda será neutra, ou seja, uma situação normal de mercado. E a terceira será o cenário positivo, crescimento de mercado, necessidade de investimento em infra-estrutura, contratação, etc.
Analisando com cautela os resultados obtidos das simulações de fluxos de caixa, é possível prepara a organização para as necessidades futuras, sejam em relação a uma redução das vendas ou investimentos para ampliação, conforme a realidade é desenhada.
Creio que alcancei meu objetivo de relatar a importância do fluxo de caixa, como também entrar em alguns detalhes importantes sobre sua relação com a estratégia da organização.
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