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Petrobras prevê produção-piloto de 100 mil barris em Tupi a partir de 2011

Quinta, 8 de Novembro de 2007
A Petrobras planeja iniciar uma produção-piloto de 100 mil barris por dia no campo de Tupi a partir de pelo 2011. Situado na na Bacia de Santos, a área só deverá começar a produzir em escala comercial daqui a pelo menos seis anos, estimou o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella.

Antes, no entanto, a Petrobras vai iniciar produção na área de "Pré-sal" (800 metros de extensão entre a costa de Santa Catarina e o Espírito Santo) em 2009, disse o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli.

O óleo será produzido na Bacia de Campos, no estado do Espírito Santo, na área denominada de Parque das Baleias, onde a Petrobras já fez descobertas anteriores.

Custos triplicados

Estrella ressaltou que os custos para a exploração em regiões tão profundas devem ser bastante elevados. "À medida em que se dobra a profundidade, o custo para se explorar petróleo triplica", afirmou.

Até hoje, a Petrobras produziu petróleo, no máximo, a 2.700 metros de profundidade. Estrella observou que os reservatórios encontrados em Tupi são semelhantes aos que já haviam sido encontrados, o que indica uma continuidade dessas áreas. O que, segundo ele, amplia as chances de haver reservas gigantes em toda a extensão do "Pré-sal".

O diretor disse ainda que a Petrobras vai avaliar como vai usar o gás associado nos campos da região "Pré-sal". Como os campos estão em áreas distantes até 250 quilômetros da costa, a companhia está mapeando tecnologias para aproveitar o gás da melhor forma, sem desperdiçá-lo.

Entre as possibilidades avaliadas, está a liquefação do gás na costa, a compressão do insumo, e até mesmo a instalação de unidades termelétricas flutuantes. Nesse caso, a energia elétrica produzida a partir do gás seria transmitida por cabos submarinos.

Fonte: Folha Online

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Cachorros Loucos

Domingo, 19 de Agosto de 2007
O Simples Nacional foi criado para complicar e não para simplificar. Chegou para elevar a carga tributária e não para reduzi-la. Nasceu para sangrar os cofres já estourados de empreendedores de cinco milhões de estabelecimentos, responsáveis por 60% da mão-de-obra do país e mais de 20% do PIB nacional.

"Muitas leis, nenhuma lei."
(Montesquieu)

Agosto é conhecido como o mês do "cachorro louco". Veterinários dizem ser a época do ano em que as fêmeas entram no cio, atraindo a atenção dos machos que ganham as ruas em busca de suas parceiras. Outra justificativa relaciona-se às campanhas de vacinação contra a raiva, geralmente agendadas para este período.

Como toda lenda urbana, fiquei a imaginar se felinos em guerra não teriam invadido as instalações de uma indústria de rações para contaminar o cobiçado alimento canino, levando-os à insanidade após a ingestão...

Mas tenho uma nova versão para preservar a fama do oitavo mês do ano. Nesta, os cães são representados por empresários, em especial aqueles vinculados a micro e pequenas empresas. Contabilistas também integram a categoria. E neste agosto, estão todos doidos! Explico-me.

Em 1996, mais precisamente no dia 5 de dezembro, foi aprovada a Lei Federal 9.317 instituindo o chamado "Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte", ou apenas "Simples Federal", um regime de tributação especial que tinha por objetivo unificar uma série de impostos e contribuições a fim de desonerar e facilitar a vida do empresariado, estimulando a produção e promovendo a geração de emprego e renda.

Ao longo dos anos, o sistema sofreu diversas alterações por força de leis e Medidas Provisórias, este câncer do Executivo que confere ao presidente da República poder ditatorial. E as mudanças raramente foram para melhor. Em regra, observou-se a elevação de tarifas e a restrição a diversas atividades corporativas que não poderiam anuir ao Simples. O propósito original foi sendo desvirtuado e deturpado.

Dez anos depois, mais precisamente no dia 14 de dezembro de 2006, a LeiCachorro Complementar nº 123 enterrou o velho Simples, instituindo um novo regime, agora apelidado de "Simples Nacional", que entrou em vigor em 1º de julho último, levando à loucura empresários e contabilistas neste mês de agosto, prazo final para adesão e pagamento da primeira parcela do novo imposto.

O fato é que o "Simples" é tão complexo que ninguém até o momento compreendeu-o na íntegra. Os municípios, que passaram a integrar o sistema, pois o ISS (Imposto sobre Serviços) foi incorporado na arrecadação, ainda não decidiram como irão aderir. A prefeitura de São Paulo, por exemplo, continua a reter das empresas, na fonte, seu ISS calculado à alíquota de 5% do valor da nota fiscal.

A Lei criou diversas tabelas de enquadramento, para atividades distintas, separando indústria, comércio e serviços, sendo que para os últimos há mais de uma tabela. Os cálculos são dignos de deixar atuários, estatísticos e economistas de cabelos em pé, quanto mais empresários que em sua maioria sequer sabem formar o preço de venda de seus próprios produtos e serviços...

Na verdade o sistema foi criado para complicar e não para simplificar. Chegou para elevar a carga tributária e não para reduzi-la. Nasceu para sangrar os cofres já estourados de empreendedores de cinco milhões de estabelecimentos, responsáveis por 60% da mão-de-obra do país e mais de 20% do PIB nacional.

O que estes pusilânimes e imbecis de nosso Legislativo não percebem é que não adianta criar leis repletas de incisos, artigos e parágrafos. Quanto mais exceções, mais brechas para discussão judicial. Quanto maiores as alíquotas, maior a sonegação e a elisão fiscal - e menor a arrecadação.

. E não tem data para acabar.

Tom Coelho - Economista pela FEA/USP, Publicitário pela ESPM/SP e especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP.

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Planograma… você já fez um?

Quinta, 31 de Maio de 2007
Esta é uma das ações, que mesmo sem saber da sua existência, muitos responsáveis por pontos-de-venda fazem de forma comum, em termos de prática, é porém de alta responsabilidade quando analisada como uma ferramenta de marketing e vendas, pois ela busca atingir resultados rápidos e muitas vezes decisórios para a continuidade de um processo organizacional.

Em geral, o pequeno e médio varejo não perdem muito do seu tempo estudando as melhores formas de exposição do produto, focam seus pensamentos e trabalhos diretamente na forma de comercialização, ou seja, analisando preços, realizando promoções, copiando a concorrência, enfim, fazendo com que seus produtos possuam o maior giro possível, sem encalhar em suas prateleiras e estoques.

Diante desta visão, não condeno as atitudes acima mencionadas e nem as classifico como de importância menor em relação a qualquer outra ação, porém questiono a falta de olhar crítico para a forma com que estes produtos estão sendo dispostos e apresentados aos consumidores em geral.

Assim, partimos para uma análise voltada ao planograma, ou seja, o estudo e a produção de mapas de layout para os pontos-de-venda, de forma a gerar um trabalho de disposição dos produtos nas prateleiras e destas no ambiente em que estão inseridas.

Realizar um planograma é essencial para qualquer atividade que tenha sua atuação voltada à exposição ao público consumidor, de forma que observar as atitudes de procura e aquisição por parte dos clientes que freqüentam a loja, poderá trazer soluções nunca antes imaginadas para cada atividade em questão.

Muitos são os estudos voltados a este ponto, e um dos que mais me chamaram a atenção foi o relacionado à forma com que os consumidores entram na loja. Você alguma vez observou isso? Talvez não, porém façamos uma reflexão sobre a sua atitude ao entrar em uma loja. Aí vêm a pergunta: quando você entra em um estabelecimento, geralmente, para qual lado você tende a se dirigir, esquerdo ou direito? Com certeza, por mais que você possa ter pensado para a esquerda, estudos mostram que os consumidores tendem a ir para a direita, salvo exceção do povo britânico, que por indução estimulada pela forma cultural de possuir tudo para a direita, tendem a ir para a esquerda.

Com este dado em mão, inúmeras ações podem surgir dentro desse panorama, já que com a tendência de se dirigir a direita, todos os produtos ali dispostos receberão um destaque, pois serão vistos e tocados primeiro. Porém, aí entra um importante dado, qual o perfil de consumidores que freqüentam a loja?

Se o perfil for de mulheres em sua maioria, não adiantará expor nesta primeira seção produtos masculinos, pois elas passarão por eles rapidamente, sem dar a devida atenção e vice-versa. Por tendência, as lojas que possuem este tipo de trabalho, costumam expor neste primeiro campo seus principais produtos, sendo que existe um processo interessante para os novos produtos, como eles estão em fase de lançamento e portanto necessitam de um destaque maior frente ao consumidor, deverão ocupar este espaço, deixando para os demais, que são comuns aos olhos dos consumidores, a esquerda.

O que se procura evidenciar neste artigo, é a importância do layout, de realizar um planograma bem feito, com estudos e observações prévias, ou seja, conhecer muito bem cada canto deste espaço em que os produtos serão expostos, de forma que o ponto-de-venda receba um sistema de fluxo, previamente programado e que induza o consumidor a percorrer o maior número de corredores possíveis, para que assim, a loja, possa ganhar com as famosas compras por impulso

Portanto, conceber uma ação de resultado, necessita de importantes análises, em diferentes campos, já que a atitude do consumidor é o que definirá o caminho a ser seguido e quais obstáculos deverão ser vencidos. Abordarei em outros artigos, maiores detalhes a este respeito, pois julgo importante cada ponto existente e cada ação, análise ou estudo que possa surgir a partir de um ponto-de-venda.

Autor: Thiago Cabrino
Fonte: Portal do Marketing

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As Barreiras à Comunicação Humana e sua Minimização

Quarta, 30 de Maio de 2007
A) TIPOS DE BARREIRAS

1. LIMITAÇÃO DA CAPACIDADE DO RECEPTOR

O receptor tem uma capacidade, capacidade essa relativa ao seu grau cultural, aos seus interesses e ao seu modo de ver o mundo. A expressão "perda da informação" sugere um déficit mecânico, como o vazamento de água por um cano. Churchill observou: "Quando há uma inundação não se modificam os hábitos do cano de quatro polegadas. Continua a transmitir o seu fluxo costumeiro, rejeitando prazenteiramente o resto".

2. DISTRAÇÃO

São todos os fatores extrínsecos que interferem na recepção da mensagem. É mais conhecido como os ruídos na fórmula E-c-M-d-R, onde E (emissor), c (código), M (mensagem), d (decodificação) e R (receptor).

Fatores extrínsecos são aqueles que não se relacionam com o significado nem com a interpretação do tema.

Podem ser: clarão ofuscante, um ribombo atroador, telefonema inesperado, conversa sobre o mesmo tema de que o receptor está tentando seguir.

3. PRESUNÇÃO NÃO ENUNCIADA

Muitas informações são perdidas porque o orador pressupõe que o receptor já saiba o significado do termo que lhe vai comunicar. Nesse caso, deve-se considerar a ignorância do receptor e não a sua predisposição.

4. APRESENTAÇÃO CONFUSA

A comunicação de assuntos, sem uma ordem lógica e coerente, dificulta a formação de imagens na cabeça do receptor. Não a tendo de imediato, começa a focar outras imagens, que nada têm a ver com o tema em questão. Nesse caso, o receptor opõe-se, tanto afetivamente quanto inconscientemente, ao teor da mensagem do emissor.

5. REPRESENTAÇÃO MENTAL

O ouvinte não é uma estátua. Ao mesmo tempo em que ele recebe os dados, ele vai formando uma imagem afetiva do que está sendo comunicado. Observe quanto o carisma de um emissor consegue que sua mensagem seja recebida. Uma voz melodiosa, como a dos radialistas, também chama a atenção do ouvinte. Por outro lado, pense naquela pessoa que tem fama de faladora. Mal começa a falar, o seu discurso parece que não tem mais fim.

6. CREDIBILIDADE

Como algumas pessoas contam com mais credibilidade que as outras, temos a tendência de acreditar nessas pessoas e descontar a informações recebidas de outros. A autoridade e o status têm um peso muito grande.

7. DISTÂNCIA FÍSICA

Resultados de pesquisas têm sugerido que a probabilidade de duas pessoas se comunicarem decresce proporcionalmente ao quadrado da distância entre elas.

8. DEFENSIDADE

Quando os ouvintes têm um conceito já formado de algum orador, eles acabam se colocando na defensiva, impedindo que os seus ouvidos participem da comunicação interpessoal.

B) COMO MINIMIZAR AS BARREIRAS

Usar linguagem apropriada e direta

Fornecer informações claras e completas

Usar canais múltiplos para estimular os vários sentidos do receptor (visão, audição etc.)

Comunicação face a face. Observe que os políticos, em época de eleição, falam da campanha corpo a corpo.

Escuta ativa. Não permitamos que os oradores falem para nós. Participemos ativamente da comunicação.

Empatia. Colocar-se na posição ou situação da outra pessoa, num esforço de entendê-la.

Fonte:

PARRY, John. Psicologia da Comunicação Humana. Tradução por Octavio Mendes Cajado. São Paulo: Cultrix, 1976.

BOWDITCH, James L. BUONO, A. F. Elementos de Comportamento Organizacional. São Paulo: Pioneira, 1992. (capítulo 5)

Fonte:www.ceismael.com.br

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Para Fiesp, porto de Santos pode entrar em colapso

Sexta, 25 de Maio de 2007
O porto de Santos poderá entrar em colapso durante o segundo semestre deste ano, caso não sejam implementadas melhorias em sua operação, disse nesta quinta-feira (24) o diretor de infra-estrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Saturnino Sérgio da Silva. Ele se reuniu com o ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, para discutir melhorias no maior porto da América Latina.

Segundo o dirigente da Fiesp, o porto deveria adotar uma gestão baseada no modelo europeu, em que empresas com vida própria administram a atividade portuária. Na avaliação de Saturnino, a estadualização do porto - solicitada pelo governador de São Paulo, José Serra - poderia ser um avanço. Porém, tem que ser apenas um passo inicial para a criação de uma empresa mista, que tenha gestão transparente, afirmou.

O diretor defendeu também a possibilidade da abertura de concessões menores, para a administração de algumas áreas ou de terminais do porto.

Após a reunião com o ministro, ficou acertado um segundo encontro, maior, para a próxima quinta-feira (31). Além da Fiesp, participarão da reunião representantes dos usuários dos portos, da Marinha, da Receita Federal, da Anvisa e do Ministério da Agricultura, além de prefeitos da região da Baixada Santista.

Governo

O ministro Pedro Brito disse que o governo federal pretende dobrar, em um prazo de cinco anos, a capacidade do porto de Santos. Atualmente, são movimentadas cerca de 76 milhões de toneladas por ano no maior porto da América Latina.

A ampliação dos acessos terrestre e marítimo é uma das prioridades, segundo Brito. Ele afirmou que o processo de execução das obras nas avenidas perimetrais do porto já estão sendo retomadas, mas que ainda dependem de licenciamento ambiental. "Vamos tentar correr (com as licenças ambientais)", disse.

No caso da dragagem, o ministro voltou a dizer que o governo estuda a abertura de concessões para que empresas estrangeiras atuem neste segmento. Segundo ele, a idéia é incluir outros portos no processo. Com a adição de portos menores, se aumenta o volume (de dragagem a ser feita) e fica mais interessante para as empresas estrangeiras, explicou.

O ministro se reúne ainda hoje com o governador de São Paulo, José Serra, para, entre outros temas, discutir a necessidade do porto de Santos ter maior volume de resíduos dragados para despejo em alto-mar. Atualmente, o limite é de 300 mil metros cúbicos por mês.

Brito disse também que ainda não definiu um nome para comandar a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Ele garantiu apenas que dará prioridade para profissionais com experiência no setor, descartando indicações políticas.

Sobre a questão da dívida da Codesp, o ministro afirmou que o governo deverá apresentar uma solução em, no máximo, 60 dias. Uma das hipóteses citadas por ele foi o reconhecimento do passivo por alguma estatal.

Além disso, Brito lembrou que a Codesp tem cerca de R$ 800 milhões em créditos a receber. Os principais devedores são a Libra Terminais (R$ 500 milhões) e a Cosipa, do grupo Usiminas (R$ 270 milhões). Vamos adotar alguma medida para receber. Não tem sentido uma empresa como a Usiminas dever para o porto de Santos, observou o ministro.

(Murillo Camarotto | Valor Online)