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Como Investir em Treinamento

Sabado, 19 de Julho de 2008
"Todos nós adoramos vencer,
mas quantas pessoas adoram treinar?"
(Mark Spitz)

A atividade de treinamento é inerente ao mundo corporativo. Algumas empresas a entendem como imprescindível para o desenvolvimento de seus colaboradores, elevando a produtividade com impacto positivo na última linha do balanço. Já outras companhias a enxergam como símbolo de desperdício - de tempo e dinheiro. E outras tantas apenas a realizam para colorir suas estatísticas de responsabilidade social corporativa a fim de concorrer a prêmios e ganhar títulos.

O fato é que o treinamento é primordial para capacitar, desenvolver, integrar e estimular as pessoas, permitindo-lhes realizar mais com menos, ensinando-as a trabalhar mais inteligentemente. Todavia, um programa formatado sem planejamento pode mesmo representar tempo, dinheiro e energia jogados ao vento.
Como Investir em Treinamento
Por isso, uma questão recorrente é: Como realizar um treinamento produtivo?


1. Palestra ou Treinamento?

O primeiro passo é compreender as diferentes abordagens possíveis.

Uma palestra caracteriza-se por ser um evento de curta duração, podendo se estender desde apenas quinze minutos até duas horas, sendo que convencionalmente gira em torno de 75 a 90 minutos.

Em regra, a palestra é proferida por um único ministrante que a apresenta em formato de monólogo, ainda que muitos profissionais façam uso de diversos recursos para interagir com a platéia, admitindo sua participação.

Diante do tempo disponível, uma palestra tem alcance reduzido, abordando diversos assuntos superficialmente, exceto se o tema for muito específico e de cunho técnico ou científico. Todavia, no universo empresarial, a palestra tem o poder de agir com caráter de sensibilização, buscando promover a reflexão, surpreendendo, provocando e estimulando as pessoas a saírem da zona de conforto para atentar sobre novas possibilidades.

Já um treinamento consiste em um trabalho de maior profundidade que demanda maior dedicação. Evidentemente que a carga horária recomendada depende de variados fatores, podendo transitar de um mínimo de oito horas até cerca de 100 horas ou mais, divididas em módulos exercitados no decorrer de semanas ou meses. Entretanto, diante das dificuldades de agenda das empresas, é comum observarmos a realização de treinamentos com carga de 8 a 16 horas, num sistema de imersão total (cursos de um ou dois dias integrais) ou parcial (cursos de meio período ou realizados à noite).

Um treinamento pode ser conduzido por um único facilitador, não sendo raro dois ou mais profissionais trabalharem em conjunto. Enquanto uma palestra pode ser apresentada para um público diminuto ou para grandes platéias, um treinamento, a fim de ser bem sucedido, deve considerar grupos menores, com um máximo de 50 participantes por turma, sendo desejável até a metade deste número em muitos casos.

O propósito de um treinamento é mais do que sensibilizar. Espera-se desenvolver nos participantes a habilidade de desempenhar uma determinada tarefa com desenvoltura e segurança. Isso justifica a recomendação de grupos menores, pois um treinamento deve contemplar a realização de atividades individuais e coletivas para fixação dos conceitos ilustrados. Não basta ao participante ouvir e falar. É imprescindível fazer.

Há outras modalidades de trabalho derivadas das anteriores, como por exemplo, os chamados workshops, que nada mais são do que mini-treinamentos com cerca de quatro até oito horas de duração.

Entre contratar uma palestra ou um treinamento, a empresa deve considerar seus objetivos e orçamento. Assim, para divulgar um novo conceito, reforçar um procedimento ou festejar uma conquista, a contratação de um palestrante é suficiente e adequada. Já para a implantação de projetos e desenvolvimento de competências, um treinamento faz-se necessário.


2. Planejando o Evento

Qualquer que seja a modalidade de trabalho escolhida, a ausência de um planejamento detalhado é o caminho mais curto para o fracasso. É dentro deste contexto que colhemos tempo perdido, investimento sem retorno e funcionários desestimulados.

O filme "Como Fazer o Treinamento Valer a Pena", distribuído com exclusividade no Brasil pela Siamar, apresenta uma eficiente metodologia de planejamento para eventos de treinamento corporativo. A proposta básica consiste em gerenciar o antes, o durante e o depois do evento.


2.1. Antes do Evento

É responsabilidade do gestor levantar necessidades e objetivos que pretende atingir. Isso já sinalizará inicialmente qual modalidade de trabalho contratar.

Se o motivo for premiar os resultados alcançados pela força de vendas, a melhor opção é uma palestra com abordagem motivacional e até lúdica, pois o momento é de celebração. Porém, se os resultados estão insatisfatórios, a mesma palestra com perfil motivacional deve primar pelo conteúdo, buscando de forma envolvente apresentar técnicas que possam ser colocadas em prática com o intuito de auxiliar na reversão dos resultados adversos.

O local do evento também é importante. Muitos trabalhos podem ser realizados in company, dentro das instalações da própria empresa, minimizando custos com deslocamento e infra-estrutura. Contudo, treinamentos com imersão merecem um ambiente neutro, fora dos muros da corporação, para incentivar os participantes a se desligarem da rotina e entregarem-se de corpo e alma à atividade.

A contratação da empresa ou profissional que conduzirá o trabalho deve considerar formação, experiência, referências e, em especial, capacidade de personalização do serviço. Converse com o profissional. Observe se há a preocupação em conhecer o perfil dos participantes e os objetivos delineados pela empresa. Nada leva mais ao descrédito que uma apresentação que nitidamente não foi preparada para a audiência que a assiste. São os famosos "enlatados", trabalhos padronizados que são indistintamente levados à apreciação de empresas de todos os portes, de todos os segmentos e para públicos de todas as idades, graus de escolaridade e níveis hierárquicos. A customização é um fator crítico de sucesso, pois cada empresa e cada público têm características próprias que exigem abordagens diferenciadas.

Definidos tipo de evento, objetivos e empresa contratada, é fundamental orientar e aconselhar os colaboradores. O grande erro neste estágio reside em enviar as pessoas para o treinamento sem prepará-las. Por isso, explique a necessidade do evento. Diga abertamente porque a empresa está investindo tempo e dinheiro na atividade. Demonstre claramente suas expectativas de melhoria no desempenho. E, sempre que possível, explicite como será feito o acompanhamento pós-evento, evidenciando que a proposta básica é utilizar efetivamente o aprendizado no dia-a-dia da empresa. Isso derruba a mística de que a atividade é um mero evento social, desconectado da realidade da companhia e que no dia seguinte não se lembrará de nada do que foi visto.


2.2. Durante o Evento

Há uma regra entre os organizadores de evento que diz: "Só termina quando acaba". De fato, até que todos tenham partido, nenhum detalhe pode ser negligenciado. Isso envolve, por exemplo, a estrutura física. Cadeiras desconfortáveis, baixo índice de luminosidade, ar condicionado desregulado, acústica deficiente, são fatores que comprometem a atenção dos participantes.

Os equipamentos solicitados pelo palestrante ou facilitador devem ser previamente checados. Atenção com pilhas e baterias usadas, pois podem falhar no momento da apresentação, prejudicando a qualidade do áudio. A sugestão é utilizar sempre peças novas.

Horários precisam ser respeitados e intervalos regulares devem ser previstos para café e refeições, sempre com escolha de cardápio adequado. Em treinamentos com imersão, é comum e mesmo aconselhável a realização de uma confraternização. Mas esta deve ocorrer apenas ao final do encontro, nunca na noite anterior ao último dia de evento, por exemplo, pois os efeitos de uma noite com poucas horas de sono e o provável consumo de álcool impactarão negativamente no rendimento da equipe.

Uma ocorrência comum observada é a ausência de um colaborador no evento sob a alegação de que gostaria de participar, mas sua caixa de entrada está cheia. Barreiras ambientais desta espécie precisam ser superadas com a ajuda da liderança. Agendas devem ser flexibilizadas, escalas remanejadas, todos os esforços empreendidos no sentido de possibilitar a inclusão de pessoas identificadas como target para o treinamento.

Por fim, não meça esforços no sentido de subsidiar o evento com a máxima qualidade. É lamentavelmente comum encontrarmos materiais pirateados sendo utilizados o que denota grande incoerência com o propósito do treinamento e possivelmente com a própria carta de valores da companhia.


2.3. Após o Evento

Concluída a atividade é importante verificar se as metas foram atingidas. O primeiro instrumento é uma pesquisa de satisfação que deve idealmente ser aplicada ainda durante o evento, ao seu término. Pesquisas respondidas posteriormente perdem em representatividade, posto que deixam de captar o momento vivenciado pelo participante.

Uma segunda mensuração deve investigar se houve melhora no desempenho e na produtividade em decorrência do treinamento realizado. Porém, isto só é possível se um pré-teste tiver sido realizado antes do evento.

Nesta etapa, cabe novamente ao líder identificar no colaborador as vantagens do treinamento, demonstrando-lhe pontualmente o progresso auferido. É a hora certa para recompensá-lo, sempre ressaltando que a remuneração financeira não é o único e nem sempre o melhor expediente para reconhecer e fidelizar talentos.

Mas como o trabalho não cessa, é significativo também reafirmar periodicamente os conceitos e aprendizados, a fim de promover a melhoria contínua. Um bom instrumento de apoio, nestes casos, pode ser o e-learning.


3. Conclusão

A realização de palestras e treinamentos é uma atribuição das corporações. Afinal, considerando-se a crise do ensino em nosso país e um modelo de desenvolvimento sócio-econômico que transfere muitas responsabilidades do Estado para as empresas, o trabalho de capacitação dos trabalhadores ganha relevância como pré-requisito na busca pela competitividade.

Mas sem planejamento adequado que identifique por que fazer o treinamento, quando e onde realizá-lo, quem participará, quem ministrará, quanto será investido, como será mensurado o resultado e o que empresa e colaboradores ganharão com a atividade, corre-se o risco de efetivamente ver tempo e dinheiro desperdiçados.

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MARIDO É Marido! Marido NÃO É Emprego!

Quarta, 25 de Junho de 2008
"Um marido é o que sobra de um amante depois que o nervo é extraído." (Helen Rowland)

O jogo de interesses advindos de um casal é uma realidade, e tem assolado muitos casamentos, conduzindo-os a médio e em longo prazo a um verdadeiro caos, uma vez que se torna indômita tal relação.

Em meio a essa relação ganha-ganha, o que prevalece é o ter e não o ser, ou seja, você possui valor pelo que tem e não pelo que você é, fato real e lamentável. É de suma importância salientar que valores, princípios, caráter e amor ficam à mercê nessa relação marcada por interesses.

Oportuno salientar que, além de conduzir o casal a uma perfeita desarmonia, este tipo de relação leva de forma muito rápida ao sofrimento da mulher, à tristeza constante, carência e a uma maior fragilização, onde o casal, em um período de médio e de longo prazo, passa a viver mantendo apenas o que denominamos de relação marcada por aparência, uma vez que sua relação afetiva encontra-se totalmente fragilizada, comprometida e destruída; assim, é necessário lembrar que, além dos malefícios advindos desta relação, esta relação ganha-ganha não tem qualquer estabilidade, uma vez que seus esteios se apodrecem de forma muito rápida.

Desta forma, tal relação ganha-ganha deveria ser assim denominada de perde-perde, pois o que se observa são somente perdas, uma vez que o casal está perdendo o tão precioso tempo, não aproveitando os momentos e oportunidades que a vida lhes oferece com amor e harmonia, não se tornando uno na trilha do destino.

Assim, os casamentos caracterizados por esse interesse financeiro sempre acarretam dificuldades extras, uma vez que inexiste uma relação de amor entre o casal e sim uma relação de mera transação comercial onde, além de prevalecer uma forte negociação, e como tal deve ser assim tratada, possui nitidamente seu preço, pagamento e resgate. Ao final, o que se percebe é que nessa "união" advinda desse jogo de interesses o estilo de negociar desempenha um papel decisivo, conduzindo-o ao sucesso e/ou ao fracasso de forma temporária, não deixando de constituir por si só um obstáculo à real satisfação conjugal, levando o matrimônio a inúmeras insatisfações e a destruições. O que era para ser belo deixa de existir, uma vez que não existe de fato entre o casal a verdadeira união.

Se por um lado a mulher não é capaz de sublimar o amor bem como a paixão e o compromisso para com o marido, uma vez que seu foco é o interesse financeiro, inicia assim novas relações afetivas com outros homens, tendo inúmeros amantes em sua "lista". Por outro lado o homem, não enxergando tal verdadeira relação de interesses, fica ludibriado com a mesma, investindo, apostando e depositando todas as "fichas" nesse relacionamento, o que, com o passar do tempo o torna vulnerável, um fraco, passando cada vez mais a guardar e a armazenar em seu eu inúmeros ressentimentos, o que o leva a perder o amor próprio e, na tentativa de recuperar o relacionamento enxergado pelo mesmo como já "perdido" é visto pelos outros como encrenqueiro, chato, inconveniente, uma vez que "perde" o chão, iniciando uma luta ferrenha em prol da conquista do mesmo, não dando conta de controlar suas ações e emoções. Em meio a tantos conflitos, se deparando em um verdadeiro caos.

Importante ressaltar que a auto-estima da mulher nesse tipo de relação acaba com o tempo ficando comprometida, pois essa relação de dependência acaba por gerar com o tempo um tremendo "mal-estar", um desgaste desnecessário, uma vez que a mulher acaba por se colocar abaixo do que realmente é, não enxergando, e muito menos valorizando o seu potencial.

Somados a isso, é preciso salientar que existem três pilares que contribuem no que tange à sustentação de um relacionamento e que são: confiança, transparência nas ações e muito amor.

Por concluir, estamos seguramente convencidos de que, quando a mulher se conscientiza de que o marido é apenas marido e não um mero vínculo empregatício, a mesma busca as forças interiores que possui, "arregaça as mangas" e parte para luta em prol de sua vida profissional, valorizando-se a si mesma, bem como seus talentos, conhecimentos, habilidades e atitudes diante da vida, diante de todos; assim, em meio a tantas mudanças e de cabeça erguida, deslancha no mercado de trabalho, sendo capaz de enfrentar todo e qualquer obstáculo que porventura venha surgir em meio à caminhada, conquistando seu espaço e respeito no mercado; por conseguinte, os ombros do marido tende a ficar mais leve, e o que se observa é que na vida conjugal passa a reinar uma verdadeira harmonia e união, isenta de quaisquer interesses financeiros.

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Plano de Carreira: sua empresa tem que fazer um!

Quarta, 30 de Janeiro de 2008
"A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo."
Peter Drucker

Século XXI, era da globalização, era marcada por grande competitividade, mudanças e incertezas, onde todos estão voltados para resultados e, por conseguinte, preocupados com desempenhos, tornando-se imprescindível então, que para a obtenção da eficiência e eficácia, cada empresa elabore e mantenha sempre atualizado o plano de carreira de seus colaboradores. O plano de carreira contribuirá para que a empresa não apenas sobreviva neste mercado altamente competitivo, mas faça seu diferencial, se tornando sólida, através de seus colaboradores.

O plano de carreira deve vir de encontro à missão e visão da própria empresa, conciliando objetivos e benefícios organizacionais, com objetivos e benefícios dos profissionais, aliando-se então os interesses da empresa com os interesses de seus colaboradores, e assim, pautados na ética, nos valores, princípios e na cultura organizacional, contribuir para o alcance do desenvolvimento e crescimento de ambos, alcançando diferencial no mercado e gerando o rebento denominado sucesso.

A empresa do séc. XXI tem plena consciência que a causa maior de sua existência, são seus clientes, sejam no âmbito interno e/ou externo e por isso, deve zelar e cuidar dos mesmos, buscando sempre satisfazer às suas reais necessidades. Verifica-se que, quando existe a satisfação, existe uma relação de doação, de prazer, de entrega e, como conseqüência, o alcance da produtividade com qualidade.

Plano de Carreira



A partir da elaboração de um plano de cargos e salários é que a empresa deverá implantar e implementar o plano de carreira. Portanto, ao se elaborar um plano de carreira, a empresa deverá fazer um diagnóstico de suas reais necessidades, atentar quanto à estrutura, política salarial a ser a adotada, salários, cargos, perfis dos profissionais coerentes com os cargos, metas, capacidades e competências, visando sempre atender aos objetivos e expectativas da organização e dos profissionais que compõem tal organização. É preciso que fiquem bem claras as progressões, tanto em âmbito vertical como horizontal, e que sejam definidos como e quando o profissional alcançará o crescimento, não se esquecendo de oferecer igualdade de oportunidade a quem de direito, valorizando assim cada colaborador e evitando desta forma um descontentamento, o que poderia gerar futuros dissabores. É inaceitável que um colaborador qualificado seja preterido em uma promoção com favorecimento de outro menos qualificado por conta de uma decisão gerencial injusta ou nitidamente equivocada moralmente/eticamente. Não há nada pior numa empresa do que um "colaborador" ferido em seu íntimo por uma decisão empresarial injusta. Certamente ele se tornará um potencial inimigo na empresa, comprometendo o bom nome empresarial conquistado a duras penas.

Pensando no alcance dos resultados, a empresa deverá liberar recursos destinados à profissionalização e ao aperfeiçoamento de seus profissionais, que somados com envolvimento e comprometimento irão alcançar o desenvolvimento e crescimento esperado, o que não impede que cada profissional também tome tal iniciativa.

A elaboração de um plano de carreira implica na relação de pensar e repensar o passado e o presente, bem como o futuro de forma cautelosa e com muita transparência nas ações, envolvendo todo um trabalho de equipe. Além da participação do Departamento de Recursos Humanos da empresa, o ideal é que esta equipe seja composta por multiprofissionais, devendo ter a participação efetiva de todos os envolvidos.

Lembrando que todo plano de carreira deverá ser flexível, estar aberto às mudanças e adaptações, pois poderá sofrer quaisquer alterações ao longo de todo o processo.

O plano de carreira irá contribuir para com a valorização dos profissionais da empresa, concebendo-os como um ser humano, ser bio-psico-social, que pensa e possui talentos, conhecimentos, capacidades, anseios e necessidades diversas e é capaz de contribuir e muito para que a empresa faça a diferença neste mercado globalizado e de alta competitividade.

Os benefícios da empresa que possui plano de carreira implantado e implementado são inúmeros; dentre estes, podemos destacar a seleção interna de pessoal de forma mais consciente e, portanto, tendo mais chance de acerto na escolha, a intensificação do relacionamento da empresa para com o colaborador, além de conseguir que os funcionários atuem motivados, o que contribui não só com o desenvolvimento profissional, mas também com o desenvolvimento organizacional.

Lembramos que, no séc. XXI, o plano de carreira deverá ser de responsabilidade de cada profissional; portanto, se a empresa não o fizer, o profissional deverá ter a consciência que, para permanecer no mercado e não ser pisoteado correndo o risco da expulsão pelo mesmo, este deverá elaborar o seu.

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Teorias Clássicas da Comunicação

Quinta, 31 de Maio de 2007
HIPODÉRMICA
("Bullet theory")
EMPÍRICO-EXPERIMENTAL
("da persuasão")
ABORDAGEM DE CAMPO
("dos efeitos limitados")
Teoria Hipodérmica
Bala: o público é direta e pessoalmente 'atingido' pela mensagem
Efeito: teoria da propaganda
Anos 20 e 30: Public Opinion (Lippman), The Rape of the Masses (Chakotin), Psychology of Propaganda (Doobs), Propaganda Technique in the World War (Lasswell), ...
Sociedade de massa
Sociedade de Massa
Séc. XIX - Industrialização
Gemeinschaft x Gesellschaft
Isolamento e alienação
Homogeneidade (Gasset) e simplicidade (Simmel)
Massa como agregado de alvos das mensagens da propaganda (Wright Mills)
Inoculação
Modelo da Teoria Hipodérmica
Influenciado pela psicologia behaviorista
"Estímulos e resposta parecem ser as unidades naturais em cujos termos pode ser descrito o comportamento" (Lund, 1933) e "os efeitos, em sua maior parte, não são estudados, são dados como certos" (Bauer, 1964)
Modelo de Lasswell
Superação da Teoria Hipodérmica ('48)
Define setores específicos de pesquisa

Communication Research
Abordagens Empíricas:
- Psicológico-experimentais (indivíduo)
- Sociológicas
(coletivo)
Abordagens Funcionais:
- Estrutural-funcionalismo
(visão sistêmica)
Teoria da Persuasão
Conjunto grande de micropesquisas
Considera a complexidade da relação emissor-mensagem-destinatário
Estuda a eficácia persuasiva dos mm
- Características do destinatário
- Organização da mensagem
Audiência
Motivação - interesse na informação
- Geladeira para esquimó
Exposição seletiva
- Horário político obrigatório (só vejo o meu)
Percepção seletiva
- Detonar o "inimigo"
Memorização seletiva
- Bartlett - esquecemos logo os "contra"
- Sleeper - latência - aumenta com o tempo
Mensagem
Credibilidade do comunicador
Ordem da argumentação
- Primacy - mais eficazes no início
- Recency - mais eficazes por último
Integralidade da argumentação
- Contrário/instruído - melhor expor ambos
Explicitação das conclusões
- Maior conhecimento - menor explicitação
Abordagem de Campo
Dentro da linha da CR, é a primeira de orientação nitidamente sociológica
Percebe a massa como qualitativamente diferente da soma dos indivíduos
Trata da "influência" dos media nas relações comunitárias
2 linhas: composição dos públicos e
mediação social do consumo
Pesquisas sobre o Consumo
Tentam compreender:
- a preferência do público
- a relevância teórica dos problemas
- a adequação metodológica
Propondo:
- análise do conteúdo
- características do público
- estudo das satisfações
Contexto social e efeitos
Eficácia persuasiva só tem sentido quando relacionada ao contexto (Lazarsfeld, 1940; Janowitz, 1948)
Os media atuam dentro de limites
Importância dos líderes de opinião
- Líder local (gemeinschaft)
Generalista
- Líder cosmopolita (gesellschaft)
Competência específica
Contexto social e efeitos
Two-step flow of communication
Contexto social e efeitos limitados
Cristalização e emersão das opiniões
Limitações da Abordagem
Rádio - penetração qualitativa e quantitativamente limitada, frente à interação social.
Opinion sharing

TV - dos anos 40 aos 60 ganha níveis de penetração muito superiores aos do rádio e do cinema.
Opinion giving

Conclusão?
Abordagem de Campo destaca:
- Não-linearidade da CM e de seus efeitos
- Seletividade inerente à sua dinâmica
Conclusões divergentes da Teoria da Persuasão
- Métodos direcionam resultados
População (amostra) selecionada
Escolha de temas (superficiais/profundos)
(Hovland, 1959)

O Prof. Eufrásio Prates é Compositor Musical pela FAAM-SP-Faculdade de Artes Alcântara Machado e Mestre em Comunicação pela UnB, autor do livro "Passeio-relâmpago pelas idéias estéticas ocidentais" e ministra as disciplinas de "Teorias de Comunicação" e "Estética e Indústria Cultural" no IESB-Instituto de Educação Superior de Brasília. É também Diretor-Administrativo da ABSB-Associação Brasileira de Comunicação e Semiótica e Vice-Coordenador do NTC-Brasília-Centro de Estudos e Pesquisas em Novas Tecnologias, Comunicação e Cultura.
e-mail: eufrasioprates@usa.net

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Teorias Clássicas da Comunicação

Quarta, 30 de Maio de 2007
HIPODÉRMICA
("Bullet theory")
EMPÍRICO-EXPERIMENTAL
("da persuasão")
ABORDAGEM DE CAMPO
("dos efeitos limitados")
Teoria Hipodérmica
Bala: o público é direta e pessoalmente 'atingido' pela mensagem
Efeito: teoria da propaganda
Anos 20 e 30: Public Opinion (Lippman), The Rape of the Masses (Chakotin), Psychology of Propaganda (Doobs), Propaganda Technique in the World War (Lasswell), ...
Sociedade de massa
Sociedade de Massa
Séc. XIX - Industrialização
Gemeinschaft x Gesellschaft
Isolamento e alienação
Homogeneidade (Gasset) e simplicidade (Simmel)
Massa como agregado de alvos das mensagens da propaganda (Wright Mills)
Inoculação
Modelo da Teoria Hipodérmica
Influenciado pela psicologia behaviorista
"Estímulos e resposta parecem ser as unidades naturais em cujos termos pode ser descrito o comportamento" (Lund, 1933) e "os efeitos, em sua maior parte, não são estudados, são dados como certos" (Bauer, 1964)
Modelo de Lasswell
Superação da Teoria Hipodérmica ('48)
Define setores específicos de pesquisa

Communication Research
Abordagens Empíricas:
- Psicológico-experimentais (indivíduo)
- Sociológicas
(coletivo)
Abordagens Funcionais:
- Estrutural-funcionalismo
(visão sistêmica)
Teoria da Persuasão
Conjunto grande de micropesquisas
Considera a complexidade da relação emissor-mensagem-destinatário
Estuda a eficácia persuasiva dos mm
- Características do destinatário
- Organização da mensagem
Audiência
Motivação - interesse na informação
- Geladeira para esquimó
Exposição seletiva
- Horário político obrigatório (só vejo o meu)
Percepção seletiva
- Detonar o "inimigo"
Memorização seletiva
- Bartlett - esquecemos logo os "contra"
- Sleeper - latência - aumenta com o tempo
Mensagem
Credibilidade do comunicador
Ordem da argumentação
- Primacy - mais eficazes no início
- Recency - mais eficazes por último
Integralidade da argumentação
- Contrário/instruído - melhor expor ambos
Explicitação das conclusões
- Maior conhecimento - menor explicitação
Abordagem de Campo
Dentro da linha da CR, é a primeira de orientação nitidamente sociológica
Percebe a massa como qualitativamente diferente da soma dos indivíduos
Trata da "influência" dos media nas relações comunitárias
2 linhas: composição dos públicos e
mediação social do consumo
Pesquisas sobre o Consumo
Tentam compreender:
- a preferência do público
- a relevância teórica dos problemas
- a adequação metodológica
Propondo:
- análise do conteúdo
- características do público
- estudo das satisfações
Contexto social e efeitos
Eficácia persuasiva só tem sentido quando relacionada ao contexto (Lazarsfeld, 1940; Janowitz, 1948)
Os media atuam dentro de limites
Importância dos líderes de opinião
- Líder local (gemeinschaft)
Generalista
- Líder cosmopolita (gesellschaft)
Competência específica
Contexto social e efeitos
Two-step flow of communication
Contexto social e efeitos limitados
Cristalização e emersão das opiniões
Limitações da Abordagem
Rádio - penetração qualitativa e quantitativamente limitada, frente à interação social.
Opinion sharing

TV - dos anos 40 aos 60 ganha níveis de penetração muito superiores aos do rádio e do cinema.
Opinion giving

Conclusão?
Abordagem de Campo destaca:
- Não-linearidade da CM e de seus efeitos
- Seletividade inerente à sua dinâmica
Conclusões divergentes da Teoria da Persuasão
- Métodos direcionam resultados
População (amostra) selecionada
Escolha de temas (superficiais/profundos)
(Hovland, 1959)

O Prof. Eufrásio Prates é Compositor Musical pela FAAM-SP-Faculdade de Artes Alcântara Machado e Mestre em Comunicação pela UnB, autor do livro "Passeio-relâmpago pelas idéias estéticas ocidentais" e ministra as disciplinas de "Teorias de Comunicação" e "Estética e Indústria Cultural" no IESB-Instituto de Educação Superior de Brasília. É também Diretor-Administrativo da ABSB-Associação Brasileira de Comunicação e Semiótica e Vice-Coordenador do NTC-Brasília-Centro de Estudos e Pesquisas em Novas Tecnologias, Comunicação e Cultura.
e-mail: eufrasioprates@usa.net