Sérgio Dal Sasso
Domingo, 30 de Novembro de 2008
O que seríamos sem o praticar para ultrapassar as limitações da palavra “talvez”
no sentido de encontrar as diferenças entre o sim e o não, de conquistar o
conseguir depois de passar pelo “tentar”. Penso que por mais facilidade que a
vida possa nos propiciar, que por mais conhecimento que tenhamos para usar e
ousar, sempre haverá um “talvez” como processo de insegurança a ser superado.
Hoje mais do que as reações e análises sobre o que vem acontecendo na economia
global, o que percebemos como fato dilatador da crise, é o próprio receio de
agir, mesmo quando não nos encontramos diretamente impactados com ela.
Contra a mídia e a favor das palavras simples, fico nesse momento com o Lula,
quando se refere que para a preservação dos empregos e negócios temos que
estimular o consumo, pois o buscar proteção evitando gastos por insegurança pode
ocasionar danos a aparente estabilidade que ainda temos, ou mais diretamente,
contribuir para a nossa própria queda, quer seja pelo desemprego, quer seja pela
ausência de exemplos que garantam o comprar.
Não somos os responsáveis por essa crise, mas sem querer analisar as culpas, a
saída se encontra no estímulo (políticas governamentais diferenciadas) a ser
aceito para gerar ousadia por parte do consumidor. A China saiu na frente e pelo
visto a direção adotada vem sendo agora seguida por outros blocos econômicos e
acredito que ninguém tenha duvidas sobre as reais situações a serem propostas
para que de fato tenhamos em breve o retorno do equilíbrio entre ofertas em um
grau satisfatório de demandas e procuras.
De um lado estou com Lula, do outro aguardo mais objetividade nas ações dos
governos, pois as do tipo oferta de crédito são sempre atreladas a cauções, ou
seja, mesmo quando de forma mais vantajosa, vou cobrar mais na frente. Governos
não são fontes de receitas, mas a lição de casa nesse momento é a de criar
alternativas para salvar o consumo, assumir uma menor arrecadação a serem
compensadas pela redução dos gastos públicos.
Em outras palavras chega “do toma lá e não dar cá”, se Deus nos perdoa, está na
hora de verificarmos nesse momento o que nossa nação pode fazer no sentido de
recuperar seus próprios filhos, reduzindo tributos, perdoando dividas,
acelerando os investimentos em infra-estrutura e condicionando aos contratados
obrigatoriedade de geração de empregos, garantindo como conseqüência a queda do
medo e a substituição de tanto “talvez” pela retomada do grau de confiança.
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Sérgio Dal Sasso
Quarta, 19 de Novembro de 2008
Num mundo tão recheado por opiniões, por informações, às vezes é muito fácil
você desenvolver o que não representa exatamente o que pensa. Muitas vezes e
muitas pessoas não produzem, apenas utilizam o que os outros já fizeram,
mapeando e complementando artificialmente suas produções, distorcendo o próprio
esforço daquele que realmente pensou, se expôs e assumiu os riscos das suas
idéias.
Nessa geração competitiva, aonde os valores da criatividade são tão exaltados
deve-se atentar que o novo pode ter como base as melhorias do velho, mas que
nunca deve ser um disfarce do que já foi feito, afinal até hoje temos idéias
revolucionárias de gente que rabiscou suas visões futuristas há mais de séculos
e que até ainda ninguém se arriscou a tirar do papel.
Em nossa produção, e em particular, no resumo de minha obra, procuro ser
enfático no poder de informar ao leitor: Visões, teses e idéias que de alguma
forma gerem um lado reflexivo, nunca conclusivo, mas aberto para a aceitação do
útil ou não, por parte dos nossos leitores e públicos.
Todos nós, sem exceção, buscamos por alternativas que somem em melhorias, opções
e visões que conduzam o ampliar dos caminhos facilitadores aos meios que
perseguimos. Incluindo desde o esclarecimento de dúvidas momentâneas até o
redirecionamento dos futuros, das estratégias que proponham a condução do
sucesso de forma mais rica, mais segura e sustentável ao longo do tempo.
O que vale de tudo que fazemos incluindo versões mais críticas, outras mais
acadêmicas e reflexivas, estão pelo propósito de formar riquezas e contribuições
pelo renovar, impulsionando assimilações, apreciações e questionamentos, o que
de uma forma ou de outra nos estimulam pelo continuar.
A Administração é a reunião de uma série de possibilidades com a finalidade de
enriquecer às vezes com pequenos detalhes de cada um, para que juntos possamos
fazer melhor, ampliando essa construção aos níveis de exigência dentro de um
mercado que sempre e graças a Deus continuará pelas mudanças, se distanciando do
que definiríamos como rotina.
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Jerônimo Mendes
Segunda, 10 de Novembro de 2008
Uma das afirmativas mais infelizes que você vai ouvir durante toda a sua vida é
a famigerada “sou pobre, mas sou feliz”. Em diferentes lugares, por diversas
razões, algumas explicáveis, outras não, há sempre um inconformado pronunciando
esse ditado, ainda que o faça em tom de brincadeira. Entretanto, poucos imaginam
o estrago que isso pode provocar na vida das pessoas. Afirmações dessa natureza,
quando repetitivas, são absorvidas rapidamente pelo subconsciente, tornando a
condição de pobreza sua fiel companheira até o dia em que a própria pessoa
decida mudar a linguagem para quebrar o “feitiço” das palavras.
Obviamente, esse jargão tem um cunho de verdade, considerando que a
felicidade é um estado de espírito e não depende, necessariamente, de dinheiro;
porém, não há como negar, um saldo bancário confortável ajuda a aproximar essa
tal felicidade, desde que haja bom senso e equilíbrio quanto ao uso do dinheiro
e este, por sua vez, não torne as pessoas medíocres nem avarentas.
Há dois extremos possíveis, ambos totalmente prejudiciais: pobre e infeliz, rico
e avarento. Contudo, não existe pobreza maior do que a pobreza de espírito.
Afirmações do tipo “sou pobre, mas sou feliz”, “sou pobre, mas sou honesto” ou
ainda “sou pobre, mas não sou ladrão” tendem a levar as pessoas do nada para
lugar nenhum. Como diz a máxima judaica, a única pobreza possível é a
ignorância, portanto, nesse sentido, ninguém precisa afirmar aos quatro ventos
sua condição de honestidade para ser reconhecido na sociedade. Quando uma pessoa
é íntegra, honesta e ética, por assim dizer, o fato de ela ser menos abastada
não faz a menor diferença, pois o que conta é o caráter.
Por outro lado, de acordo com Alfred Whitehead, filósofo e matemático inglês
radicado nos Estados Unidos, “uma das grandes falácias do modo americano de
pensar é a de que o valor humano se constitui de um conjunto particular de
atributos que conduzem ao avanço econômico. Isso está longe de ser verdadeiro”,
portanto, as razões de muitas fortunas são inexplicáveis.
Para Whitehead, “dois terços das pessoas que conseguem ganhar (muito) dinheiro
são medíocres, e pelo menos metade delas se encontra moralmente em baixo nível.”
No seu conjunto, elas são vastamente inferiores a outros tipos que não se animam
por conta de motivos econômicos, assim como artistas, professores e outros
profissionais que realizam trabalhos dos quais gostam por si mesmos e ganham
apenas o suficiente para prosseguir.
Quer você seja rico, quer você seja pobre, o seu modo de pensar, agir e falar
influencia diretamente a sua maneira de ver o mundo, de beneficiar-se dele e
também de ser julgado por ele. Tal como as palavras, os pensamentos e as ações
são determinantes na atração ou na repulsão da pobreza e da riqueza; a escolha é
meramente pessoal; as conseqüências são inevitáveis.
Nesse sentido, tenho procurado fazer a minha parte e tentado, de todas as
formas, elevar o espírito das pessoas que me escrevem diariamente, contando suas
histórias de vida. Riqueza e pobreza são estados de espírito. Ambos podem ser
alterados de acordo pela convicção.
Penso que não há nenhuma virtude na pobreza. Pergunte a um amigo o que ele mais
deseja na vida e as respostas invariavelmente serão: estudar, crescer
profissionalmente, ganhar mais, ser feliz, trabalhar por contra própria. Ninguém
nasceu para viver num casebre, vestir-se mal ou passar fome. Estamos aqui para
progredir, prosperar, contribuir e ser feliz.
A melhor maneira de promover o próprio bem-estar e elevar o espírito,
independentemente da sua condição financeira, é adotar um discurso mais alegre e
otimista. Pense no poder das palavras, seja menos amargo, equilibre-se na
balança da vida. Você não precisa ser rico para ser feliz nem infeliz para ser
rico; portanto, mude seu discurso e sua vida mudará radicalmente. Pense nisso e
seja feliz!
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Rafael M. Menshhein
Quinta, 30 de Outubro de 2008
O êxito em um mercado dependerá dos estudos e pesquisas de uma organização, o
que engloba todos os colaboradores, já que todas as pessoas que trabalham na
empresa devem ter um foco único e caminhar em uma única direção.
Quando a empresa deixa a integração de lado é superada facilmente pela
concorrência, deixa de aprender, não desenvolve conhecimento e passa a achar que
sabe tudo, que uma única pessoa é capaz de resolver os problemas e que apenas
uma área é responsável pelo sucesso.
Logicamente estas empresas esquecem que se uma pessoa fosse responsável por tudo
não haveria necessidade de mais ninguém, assim como não seriam necessárias as
outras áreas e o trabalho com problemas seria o único existente no planeta.
Por outro lado as empresas com inteligência e integração colhem os melhores
frutos, conseguem entender melhor o mercado e o aprendizado é distribuído.
Também é evidente que as empresas que pensam conseguem planejar melhor, atendem
melhor seus clientes e tornam-se a referência no mercado, já as empresas que
acham desaparecem rapidamente do mercado.
Então é possível perceber que a concorrência também é positiva para as
organizações, pois traz a necessidade de desenvolver novos estudos, entender
melhor o seu próprio consumidor e aprender que existem diferentes produtos para
diferentes clientes, e que uma única empresa não pode atender a todos os
consumidores do planeta.
A melhor forma de uma empresa aprender a lidar com o mercado é saber que sempre
terá que atender um grupo limitado de pessoas, que os concorrentes também ocupam
seu espaço e que sem o relacionamento com o consumidor não há razão para a
empresa existir.
Ao pensar a empresa desenvolve um conhecimento maior, faz com que suas
estratégias sejam construídas com base em dados e fatos, além de oferecer os
melhores produtos e serviços para seus clientes.
Categorias:
Pesquisa, Conhecimento, Colaboradores, Concorrência, Integração, Estratégia, Desenvolver Conhecimento, Clientes, Pesquisa de Mercado, Organização,
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Jerônimo Mendes
Segunda, 27 de Outubro de 2008
Enquanto os verdadeiros culpados pela crise financeira mundial não encontram
culpados mais fáceis de serem punidos, vamos extrair algumas lições da crise
antes que ela interfira definitivamente em nossas vidas e provoque estragos
maiores do que aquele que já surrupiou 50% da nossa mísera poupança aplicada na
bolsa de valores.
De fato, não é necessário entender muito de economia ou de finanças para saber
que o principal culpado pela crise financeira atual chama-se consumo
irresponsável norte-americano, aliado ao capitalismo selvagem alimentado pela
ganância das instituições financeiras que estimula a realização o sonho de
consumo dos emergentes, também de maneira irresponsável.
Parafraseando o comandante Rolim Amaro, ex-presidente da TAM, “em crises
financeiras mundiais não existem culpados”, mesmo porque eles nunca serão
encontrados, mas existem lições a serem aprendidas. Lições que há muito tempo já
foram assimiladas pelos homens mais ricos do mundo, que sabem como ninguém
extrair o melhor das crises para se tornar ainda mais ricos.
O fato é que uma crise dessa proporção vai afetar, como sempre, as camadas menos
favorecidas da população: os pobres, os miseravelmente pobres, os emergentes e,
em parte, a classe média. Nessa hora, há uma tendência de todos tentarem se
proteger do reflexo, principalmente aqueles que têm pouco a perder. Como diria o
célebre escritor La Fontaine, há mais de trezentos anos, “os pequenos sofrem com
a tolice dos grandes.”
No caso do Brasil, somos doutores em crises financeiras, caos e planos
econômicos. Sobrevivemos aos Planos Cruzado, Cruzado Novo, Bresser, Verão,
Collor, Collor II e Real, tablita, URV, maxidesvalorização do real, apagão e
outras parafernálias econômicas; portanto, nada mais nos assusta. A capacidade
de conviver com a incerteza e de prosperar diante dela é apenas um dos motivos
pelos quais os executivos brasileiros são cada vez mais requisitados no
exterior.
Falar em crise não basta; esconder-se debaixo da mesa, também não; antecipar o
sofrimento para ver se passa mais rápido, menos ainda. Antes que ela entre de
cabeça na sua vida para subtrair o pouco que você conquistou com muito esforço,
aqui vão algumas reflexões úteis para reduzir a ansiedade geral:
1. Não ignore a crise. Pense nas sábias palavras de Arkad, o homem mais
rico da Babilônia: é melhor uma pequena cautela do que um grande remorso. Pare
de sonhar e acreditar no governo que afirma ter tudo sob controle enquanto o
mundo inteiro desaba. Não seja um otimista irresponsável. É óbvio que a crise
vai passar; mas, a que custo e em quanto tempo nenhum espertalhão se atreve a
dizer.
2. Não superestime a crise. O mundo não acabou na crise de 1929 nem
durante a grande depressão dos anos subseqüentes; também não implodiu durante a
crise do petróleo, em 1973. Da mesma forma, o Brasil não acabou quando o
Presidente Sarney decretou a Moratória, em 1987 nem quando um ex-metalúrgico
assumiu o governo e passou a contrariar a premonição dos empresários na época.
Toda crise tem seu remédio cujo tempo se encarregará de aplicar.
3. Aperte o cinto. Não é hora de sair fazendo dívidas ou de assumir
compromissos a perder de vista. O momento requer sabedoria, além de cautela.
Vivemos um período de total incerteza em relação ao futuro econômico do mundo.
Portanto, enquanto as coisas não se acalmam, procure conter o impulso do
consumo. A velha máxima continua a mesma: poupar em tempo de vacas gordas para
sobreviver em tempo de vacas magras.
4. Continue trabalhando. Nada de berço esplêndido, a despeito de todo o
dinheiro que você possa ter no banco. Quer seja empresário, quer seja empregado,
lembre-se: nada supera o trabalho. É na crise que a oportunidade aparece. Dê o
melhor de si e agora, mais do que nunca, não perca o seu objetivo e o seu
cliente de vista.
Por fim, lembre-se de que você está no Brasil e, graças a Deus, o que não falta
nesse país é trabalho. Se você depender do governo para colocar a vida nos
trilhos, pode se considerar um bom escravo porque ela não vai além do que o
governo ditar como verdade. Faça o seu caminho e não olhe para trás. De acordo
com Francis Bacon, político e filósofo inglês, “tudo o que a mente agarra com
avidez e tudo em que ela se demora com singular satisfação deve ser tomado com
desconfiança.” Pense nisso e seja feliz!
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