Gilberto Wiesel
Segunda, 15 de Setembro de 2008
Sabemos, que o maior desafio para as novas empresas que se lançam no mercado é a
capacidade de permanecer nele, e principalmente superar os primeiros anos.
Segundo levantamentos recentes feitos por consultorias especializadas na
área, e com base nas Juntas Comerciais dos Estados, no Brasil são constituídas
anualmente em torno de 470 mil novas empresas. Isto demonstra a capacidade
empreendedora e a vontade de crescer do nosso povo, porém, podemos constatar
também que por trás deste eminente progresso, estão dados assustadores.
As taxas de mortalidade das empresas no Brasil são alarmantes.
Elas se apresentam da seguinte forma:
- Empresas com até 2 anos de existência = 49,4% de mortalidade;
- Empresas com até 3 anos de existência = 56,4% de mortalidade;
- Empresas com até 4 anos de existência = 59,9% de mortalidade.
As principais causas apontadas para o fechamento destas empresas, na opinião dos
empresários envolvidos, baseiam-se principalmente em questões relacionadas a
problemas gerenciais, tais como:
- Falta de capital de giro;
- Problemas financeiros (muitas dívidas);
- Ponto de venda inadequado;
- Pouco conhecimento sobre gerenciamento do negócio.
As empresas que fazem parte deste levantamento, são em 96% formada por
microempresas e, portanto a maioria, e estão inseridas nos respectivos ramos de
negócios:
- Comércio 51%;
- Serviços 46%;
- Indústria 3%.
Outro dado importante é que 29% dos ex-empresários possuíam curso superior
completo e 46% tinham colegial completo até superior incompleto, o que podemos
concluir que não é este aspecto que contribuiu para o fechamento das mesmas.
Bem, baseado em todos estes dados é que devemos nos antecipar para que não
ocorra o mesmo com nossas empresas, para que não venhamos a fazer parte destas
alarmantes e esclarecedoras estatísticas.
Mas como posso me preparar para enfrentar esta situação e passar por este ponto
ou fase crítica das empresas e alçar vôo rumo ao sonhado sucesso?
Preparando-me. Quando se chega muitas vezes em situações que parece não ter
solução, é preciso reelaborar e reestudar tudo o que parecia impossível, e criar
novas possibilidades, provavelmente o que parecia impossível antes, desapareça.
O empresário atual diante de tantas mudanças econômicas, necessita desenvolver
três características muito importantes para sobreviver. Ele necessita ter força
para acreditar em sua capacidade, fôlego para segurar e manter a empresa viva,
flexibilidade para superar as barreiras e mudar o que for preciso no caminho.
Segue abaixo algumas dicas que com certeza ajudarão e muito os empreendedores,
se dispuserem a colocar em prática:
è Lute muito em vez de reclamar, faça com que o sonho que está dentro de você, e
que é só seu, não caia no descaso. O sucesso não ocorre de uma hora para outra,
depende de muito trabalho;
- Crie, invente, transforme. Motive as pessoas que trabalham com você, mostre o
caminho e principalmente, motive-se;
- Busque capacitação técnica, não basta querer fazer tem que saber como;
- Atualize-se, pois as mudanças estão muito grandes, não dá mais para pensar que
o que ocorre no Japão ou na China não vai afetar meu negócio;
- Busque aumentar a sua rede de relacionamentos. As oportunidades estão onde às
pessoas estão, portanto troque informações, busque novas, relacione-se. Não
adianta ficar entocado no seu negócio, saia, pois em conversas com outras
pessoas pode estar a solução para algum problema que esteja enfrentando;
- Desenvolva características comportamentais importantes, como por exemplo:
Confie em Você;
- Levante os seus pontos fortes e fracos para a partir desta analise direcionar
o seu gerenciamento;
- Esforce-se para ver as oportunidades que passam todos os dias e que a grande
maioria não vê;
- Seja feliz, pois a felicidade atrai as maiores vitórias;
- Desenvolva a persistência, a grande maioria das pessoas desiste dos seus
sonhos quando já estão a um passo para alcançá-los. Nada cai do céu, trabalhe;
- Faça as coisas acontecerem, não fique esperando que os outros farão por você
aquilo que somente você pode resolver. Tome atitude, vá para a ação. Ficar
chorando e reclamando só vai aumentar a sua chance de derrota;
- Encare cada dia como o dia mais próximo para realizar o seu sonho. Não é mais
um dia, e sim, menos um dia para o seu sucesso;
- Faça uma analise e responda sinceramente, se o que está fazendo é realmente o
que gosta. Não se envolva por modismos. Não vá atrás de conversas de que os
outros estão ganhando mais por fazer determinada coisa ou negócio. Faça aquilo
que você se identifica, o que ama, e suas chances de sucesso serão ilimitadas. O
maior motivador da vida é fazer exatamente aquilo que gostamos. Busque realizar
isto.
Enfim, o que podemos concluir é que não são somente as habilidades gerencias, a
capacidade empreendedora e a logística operacional fatores primordiais para o
sucesso de nossas empresas, mas também, e de forma bem eminente, as capacidades
comportamentais, como liderança, trabalho em equipe, motivação, valores
positivos, crenças fortalecedoras, persistência, etc.
Pense nisso e Sucesso!
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Mateus Paulini
Quinta, 6 de Março de 2008
É inerente a praticamente todas as empresas a dificuldade em determinar o melhor critério para a remuneração da equipe de vendas. Muitos problemas podem ser solucionados ou até mesmo causados á partir da escolha realizada, por isso todo cuidado é pouco neste momento.
Primeiramente, a intenção de qualquer gestor na definição de um sistema de remuneração é permitir que a equipe de vendas motive-se, e logicamente colaboradores mais motivados serão mais produtivos, e consequentemente resultará em melhores resultados para a organização, por fim, cria-se um círculo virtuoso de crescimento.
Segundo Jack Welch, quando perguntado como deveria ser definido o sistema de remuneração da equipe de vendas, respondeu: "as estrelas devem receber remuneração de estrelas". Então dê aos seus melhores vendedores as maiores remunerações, desta forma os outros sentirão desejo natural de crescimento, permitindo assim o desenvolvimento de uma concorrência interna na equipe, o que apenas vai beneficiar a organização.
 Outro ponto que ocorre em muitas empresas, e causa grandes problemas é a definição de metas que na maioria dos casos não são exeqüíveis, ou seja, são determinadas metas inalcançáveis que ao invés de motivar, causam desânimo e indiferença e até mesmo problemas com os outros departamentos, isso em decorrência da pressão exercida de forma exacerbada.
Como exemplo, imaginemos uma empresa que determina como meta para a equipe de vendas o crescimento de 25% no mercado para o próximo trimestre, sendo que o crescimento médio deste mercado é de 5% no período e a empresa não possibilitou estrutura suficiente para viabilizar este crescimento exigido, como prêmio da meta alcançada é o acréscimo de 20% nas remunerações.
Depois de algumas semanas passadas, é percebida a impossibilidade de alcance da meta planejada, logicamente toda a equipe voltará ao ritmo normal de trabalho. Este caso citado no exemplo acontece com muita freqüência, justamente pela incapacidade dos gestores em definir metas exeqüíveis e coerentes com a realidade da organização e mercado.
Porém existem diversas formas de remunerar os vendedores, dentre as mais utilizadas são a remuneração fixa, por comissão e a mista. Todas possuem seus pontos fortes e fracos que devem ser completamente analisados e adaptados para cada organização e situação.
A remuneração fixa de um vendedor, como já determina seu nome é um montante fixo pré-estabelecido entre as partes, independentemente da quantidade de vendas que o mesmo realizar, logicamente existirá metas internas que deverão ser alcançadas.
A comissão é a participação percentual do vendedor, geralmente relacionado com o valor de suas vendas, mas pode também ser utilizado em relação ao faturamento da empresa ou sobre os valores efetivamente recebidos dos clientes, diluindo assim o inadimplentes e evitando a chamada venda irresponsável, ou seja, quando o vendedor apenas busca aumentar suas vendas para receber maior comissão (quando a comissão sobre valor de vendas é utilizada).
E por último, a remuneração mista é a junção entre a remuneração fixa e comissionada, desta forma pode-se aproveitar os pontos fortes de cada uma, porém os critérios de formulação devem ser bem equacionados a fim de não haver discrepâncias para nenhuma das partes.
Uma forte tendência é a possibilidade de participação nos lucros, isso pode gerar motivação adicional e aumentar a produtividade dos colaborados, pois faz com que os mesmos sintam-se parte da organização. Por outro lado, observo que se existe participação nos lucros também deveria existir a possibilidade de participação nos prejuízos caso ocorressem, pratica esta que não é permitida pela legislação trabalhista. Talvez essa seja a maior barreira para sua aplicação.
Resumindo, não é difícil desenvolver um sistema de remuneração eficiente para a equipe de vendas, basta seguir as dicas sugeridas neste artigo: Remunere bem os melhores vendedores, crie metas exeqüíveis e coerentes, e escolha a forma de remuneração que melhor adapta-se entre a fixa, comissão ou mista.
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Meta, Motivação, Salário, Jack Welch, Administração de Vendas, Equipe de Vendas, Sistema de Remuneração, Definição de Meta, Remuneração Fixa, Comissão, Remuneração Mista, Participação nos Lucros,
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Fernando Gomiero
Domingo, 16 de Dezembro de 2007
Com o mercado globalizado como está nos dias de hoje, os empresários não podem se dar ao luxo de qualquer vacilo. Uma disputa cada vez mais acirrada pela preferência do consumidor faz com que eles se envolvam numa outra briga com os concorrentes, na disputa pelos melhores talentos do mercado. São as cabeças pensantes que podem auxiliar uma organização na superação de cada novo desafio que surge por imposição da conjuntura global.
Uma boa política de gestão participativa que motive e estimule os colaboradores à superação, com a formulação de idéias e sugestões criativas, podem levar a empresa a uma racionalização e a conseqüente melhora dos lucros e dos resultados institucionais. Não é simples como fritar um ovo. Tampouco chega a ser complicado como disfarçar um bocejo diante de uma oratória cansativa. Basta descentralizar, delegando poderes àqueles que tem competência para usá-los, e evitar a obsolescência dos instrumentos promotores da motivação e da satisfação profissional. Pois, não se pode pretender que seus colaboradores fiquem indiferentes às melhores condições oferecidas a colegas de outras empresas. Tampouco se pode subestimar a tentação que o assédio da concorrência pode exercer sobre seus talentos. Negligenciar tais cuidados pode custar a perda de peças chaves e a volta à estaca zero.
 O conhecimento das expectativas e das idéias dos funcionários sobre a empresa, aliado a uma abertura comunicacional, fecha com chave de ouro um processo de implantação da tempestade de idéias. A descentralização pela delegação de poderes e atribuições, torna mais flexível o processo decisório e estimula os colaboradores a participarem mais ativamente dos negócios da empresa, levando-os à satisfação profissional. Pois, ao se dar conta de que estão investidos de maiores responsabilidades sobre o futuro da empresa e que também participam das tomadas de decisões antes restritas aos gabinetes, sentem na própria pele os dramas vividos pela direção da empresa. Porquê, quando, como, onde e quanto, são dúvidas que eles passam a dividir com os patrões no dia-a-dia, que induzem-nos a agir proativamente, antecipando-se às necessidades com boas idéias e sugestões vencedoras, além de motivá-los a investir em seu auto-aperfeiçoamento. Todos querem, mostrar suas aptidões, sensibilizar os caça-talentos e assumir um cargo de maior responsabilidade, ninguém foge à regra. Eles se sentirão muito mais motivados a contribuírem com o aumento da produtividade e das vendas, além da redução dos custos, que levarão a empresa em direção à ambicionada excelência empresarial. É o que pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso dos projetos em andamento.
Nesse contexto pode-se destacar duas ferramentas de eficácia comprovada, que devem ser implementadas simultaneamente, de modo a atingir todos os funcionários: o Brainstorming e o Brainwritting. Ambas possuem as mesmas configurações, exceto pelo fato de que a segunda é talhada para alcançar os mais introvertidos, isto é, aqueles colaboradores cuja dificuldade de comunicação inviabilizam a exposição de suas idéias pela via oral. Nestes casos, eles são estimulados a fazê-lo através de bilhetes que são depositados em urnas específicas para avaliação posterior. No conjunto, essas ferramentas de gestão objetivam assegurar o envolvimento de todos os funcionários com os negócios da empresa, estimulando-os a participarem e expressarem suas opiniões e idéias sobre os diferentes assuntos de interesse comum. Discussões sobre os rumos que devem ser tomados, as tendências do mundo dos negócios, as interferências da conjuntura econômica, as estratégias a serem traçadas, as inovações mercadológicas, enfim, deve-se trabalhar com todos os assuntos que, direta ou indiretamente, podem interferir nos negócios da organização.
Contudo, não se pode esperar grandes resultados se antes não houver um trabalho voltado a conscientizar todos os colaboradores sobre a importância de expor suas idéias assim que elas brotem, ou seja, sem se prender a muitas análises apenas pelo medo da exposição ao ridículo. Pois, está provado que muitas criações brilhantes foram concebidas a partir da lapidação de idéias aparentemente absurdas. Um exemplo? Um empresário descobre que os custos com a embalagem de seus produtos tornavam-nos pouco competitivos no mercado. Reúne seu pessoal em busca de soluções e alguém propõe de utilização de jornais como embalagem. A idéia foi aprovada e assim foi feito. Os custos diminuíram, mas a produção caiu pela metade. Então, descobriu-se que os empacotadores desperdiçavam boa parte do seu tempo, atraídos pelas matérias antigas dos jornais. Outra reunião e uma idéia macabra: "furem os olhos dos empacotadores!". É claro que a medida não foi adotada, mas a idéia absurda apontou o caminho: contratar empacotadores cegos.
Portanto, que não se iludam os que subestimam a capacidade inventiva de seus colaboradores em todos os níveis, com repressão às iniciativas e restrição a acessos, a concorrência está aí para ganhar. Então, o melhor que eles tem a fazer é encarar os fatos e partir para o ataque sem se descuidar da defesa. Ferramentas como o Brainstorming e o Brainwritting podem significar uma solução definitiva para os problemas da empresa, senão para todos, pelo menos para os mais cruciais.
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Politica, Gestão, Comunicação, Produtividade, Consumidor, Cargo, Responsabilidade, BRAINSTORMING, BRAINWRITTING, Gestão Participativa,
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Administrador
Segunda, 23 de Julho de 2007
Um ambiente com os estímulos corretos pode levar à motivação desejada perante a corporação e seus funcionários.
O homem - um ser 98,6% semelhante ao chimpanzé - precisa de um ambiente corporativo que o motive muito mais do que o salário. O refeitório, o uniforme, a carteirinha de identificação, os horários, as pessoas com quem trabalha e o conjunto desses fatores são de extrema importância para a motivação. Uma empresa que não favorece o vínculo entre seus funcionários com incentivos, ou não se preocupa com a vida do indivíduo e sua família, perde grau motivacional.
Essa semelhança influencia na reação a estímulos, que pode ser igual aos estímulos feitos em macacos, já que a ação estímulo-resposta estudada em animais pode ser desenvolvida também para o ser humano. Um ambiente com os estímulos corretos pode levar à motivação desejada perante a corporação e seus funcionários.
E quem acredita que o fator de mais estímulo no ambiente de trabalho é o salário, se engana: De acordo com uma pesquisa feita pelo psicólogo Frederick Herzberg, Realização, Reconhecimento e Responsabilidade aparecem como os principais estimulantes para um bom desempenho. O salário aparece em quinto lugar, e ainda assim como uma condição de desmotivação.
Ao contrário a muitas afirmações que consideram a motivação uma característica pessoal, na verdade ela é o resultado da interação entre o indivíduo e a situação, como um processo de satisfação de necessidades que significam algum estado interno do indivíduo e que faz certos resultados parecerem atraentes.
Na verdade, uma empresa desorganizada destrói a motivação de um funcionário. A aspereza e a dificuldade em estabelecer vínculos e manter carinho na relação líder-subordinado pode ser um problema, pois os seres humanos são como os animais e precisam de vínculos. Do mesmo modo que o homem mantém vínculo com seu cachorro para que o animal o respeite, o supervisor precisa manter vínculos com sua equipe para ser respeitado.
A realização profissional é outro aspecto relevante, pois implica na percepção do empregado perante a importância do seu trabalho para a organização como meio de sentir-se valorizado. Se a empresa não mostra o que produz, não mostra sua posição no mercado, conclui-se que não há uma capacidade de atender à realização dos indivíduos, pois os profissionais não vêem o resultado final daquilo que fazem. As intenções de trabalhar em direção a uma meta são as principais fontes de motivação de trabalho. Isso porque, "dizem" ao empregado o que é preciso fazer e quanto esforço ele vai precisar dispor.
Dessa maneira, é possível dizer que metas específicas melhoram o desempenho, mas metas difíceis, quando aceitas, resultam num melhor resultado do que metas fáceis. Além disso, o feedback, que deve ser dado pelos supervisores, leva a um melhor resultado,já que age para guiar o comportamento do indivíduo e contribui para o crescimento de uma organização, principalmente após ter cumprido metas, seja elas acordadas ou estabelecidas. Muitas vezes, dirigentes têm medo de fazer o reconhecimento, ou seja, dar o feedback, para não perder poder, quando, na verdade, o que se pode perder, certamente, é força motivacional. Portanto, o empregador deve se lembrar que o que um bom empregado realmente precisa é sentir-se valorizado pelo que faz.
Luiz Fernando Garcia - é consultor especialista em manejo comportamental e empreendedorismo em negócios. É metodologista, empresário, palestrante e autor dos livros "Pessoas de Resultado" e "Gente que faz", da Editora Gente.
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Administrador
Quarta, 11 de Julho de 2007
O que mais observo nas empresas onde desenvolvo algum trabalho por todo Brasil, é que a maior motivação é a que menos precisa-se investir. Não é a motivação em dinheiro e sim a motivação que surge pelo relacionamento interpessoal. O Colaborador tem uma necessidade de ser valorizado. Trabalhar em um ambiente propício a um crescimento pessoal e profissional é a maior motivação.
Muitas vezes isso se concretiza quando os gerentes e os diretores passam a ouvir um pouco mais os funcionários. Se preocupar com o ser humano! A empresa onde eu vi os funcionários mais motivados em toda minha vida, foi exatamente a empresa que vai se preocupava com eles, investindo maciçamente , por exemplo, em qualidade de vida. O empresário deve entender antes de tudo, que acima de qualquer outra coisa, lidamos com seres humanos, pessoas que tem família, necessidades, problemas emocionais e por isso é preciso entende-los e não tratá-los simplesmente como um simples robôs, como vejo acontecer em muitas empresas.
No mês passado um empresário me disse que nunca fez nada pelos funcionários, por que os 85 funcionários que tinha serviam somente para carregar caixas. Então perguntei a ele se ele achava que a qualidade de vida de seus funcionários era importante para ele e para a empresa. Ele disse que não e ainda frisou: nenhum pouco! Isso acontece nas empresas com muito mais freqüência do que se imagina. Para que você possa motivar um vendedor, em primeiro lugar você tem que ser flexível. Não existe uma forma milagrosa que serve para todos, até por que cada ser humano é um, com suas características e individualidades, por isso a flexibilidade de entender o que motiva cada um do grupo é fundamental para se conseguir resultados extraordinários no coletivo.
Essa é a forma mais eficaz de se motivar uma equipe de vendas ou de qualquer outra função a um menor investimento possível. Para colocar em prática, precisa apenas ser humanista, ter bom-senso, disposição e boa vontade. Eu enumerei abaixo(não está necessariamente em ordem de importância) 10 atitudes excelentes para ter uma equipe extraordinária em vendas:
1º Seja mais humanista e enxergue sua equipe de uma forma holística, reconhecendo seus pontos fracos e fortes. Saiba que ao enxergá-los individualmente, considerado as características individuais de cada um, o vendedor perceberá uma relação de interesse pessoal saindo da relação fria e superficial como geralmente acontece e como conseqüência essa relação , que obviamente deve ser sincera, gera motivação.
2º Reconheça e diga sempre o quanto sua equipe é importante para você e para a empresa. Saber reconhecer e orientar são características de um bom líder e de uma boa empresa. Reconheça as vitórias, vibre com as conquistas, participe das realizações.
3º Dê Feedback's positivos. Quando um bom vendedor erra e perdi uma venda, ele é criticado, quando vende horrores às vezes nem recebe um simples parabéns. É preciso reconhecer os acertos mais que os erros. O objetivo do feedback é ser construtivo, por isso evite as criticas que não sejam proveitosas e simplesmente de opiniões sinceras que farão o vendedor crescer. Destaque mais os pontos positivos em vez dos negativos.
4º Dê incentivos à seus vendedores. Parta da idéia que é muito melhor vender mais e a empresa ganhar 90% do lucro, por exemplo, do que vender bem menos e ganhar 100%. Sempre fui a favor de comissões e incentivos por metas reais traçadas e alcançadas, por gerar mais vendas devido à sustentação do tripé: motivação, reconhecimento e recompensa. Se possível, surpreenda sua equipe com incentivos extras, algo que não era esperado por eles. Os vendedores que alcançam suas metas, ganham e a empresa também ganha por vender mais e ter colaboradores mais motivados. A empresa fará o investimento em premiações depois que as metas propostas forem atingidas, seja aumentando lucros ou diminuindo custos, assim sendo o programa de incentivo se paga.
5º Crie um ambiente propicio ao desenvolvimento pessoal e profissional de seu colaborador. Invista em programas de treinamento técnicos, propiciando um desenvolvimento profissional e gerais, abordando assuntos que envolvam relações pessoais, gerenciamento do tempo, gerenciamento do stress, relacionamento familiar, qualidade de vida, etc... Propiciando um desenvolvimento pessoal, que gerará satisfação por parte do pessoal e conseqüentemente uma retenção de talentos. Não adianta investir fortunas em treinamentos sendo que quando forma-se um bom vendedor perde ele para a concorrência, tendo que treinar um outro. O mais difícil não é formar talentos, mas mantê-los. E para isso o ambiente tem que ser propicio.
6º Disponibilizar os recursos necessários para boas vendas. O vendedor será muito mais motivado quando tiver em suas mãos os melhores, e de preferência, mais modernos recursos para o auxiliarem nas vendas. Condições excelentes para desenvolver o trabalho geraram resultados extraordinários.
7º De assistência freqüente. Somente estando no campo constantemente com o vendedor é que se entende o por que ele está vendendo bem, o por que as coisas não estão acontecendo e ainda, quais são as reais necessidades dos clientes, que muitas vezes não são entendidas ou compreendidas por quem não vivencia o dia-a-dia no campo de trabalho. Com essas informações ricas e atualizadas é possível desenvolver encontros, que podem ser diários, semanais ou mensais, com o objetivo de capacitar e compartilhar experiência para o crescimento de toda equipe.
8º Gere e conquiste a confiança da equipe. Gerar confiança significa gerar comprometimento que leva a resultados que farão toda a diferença. Como fazer isso? Cumpra, por exemplo, o prazo para pagamento de comissões, cumpra realmente o que prometeu. Uma empresa na qual prestei serviço me prometeu uma grande viajem caso alcançasse uma meta, que para o proprietário era impossível. Eu alcancei a meta e ele, em vez de vibrar comigo a conquista inventou mil desculpas para não pagar o prêmio. Conclusão: Ele não pagou o prêmio e devido a isso eu me desliguei da empresa e até hoje recebo convites para voltar, mas a imagem de desconfiança ficou até hoje, excluindo qualquer possibilidade do meu retorno à empresa.
9º Proponha metas reais. Eu friso muito esse ponto, uma vez que algumas empresas colocam metas irreais para a realidade do mercado. Os gerentes querem, muitas vezes que os vendedores "quase" alcancem as metas, por que assim, a empresa venderá bastante e não precisará conceder os brindes propostos. Que idéia infantil. E o pior é que muitos gerentes fazem isso. Quanta imaturidade na profissão. Trace metas reais, que incentivem o crescimento de cada um. Mas quando alcançadas, pague os brindes e gratificações com prazer, vibre com o vendedor, faça parte dessa conquista. Seus resultados serão tão extraordinários quanto o possível.
10º Forme um time fiel. Forme um grupo campeão e tenha essa base de vendedores campeões na mão. Forme seguidores e vendedores que estarão do seu lado, do lado da empresa onde for. Uma base sólida na equipe de vendas sustenta todo o grupo. As vendas manterão uma média sempre e a empresa terá mais segurança. Mas esse é quem sabe o ponto mais difícil para os empresários e gerentes. Então, medite dos últimos 9 pontos aqui destacados e coloque-os em prática que o resultado dessa 10ª dica certamente virá como conseqüência da realização os outros 9.
Motivar pessoas, liderá-las para alcançarem sucesso nas suas vidas pessoal e profissional está no fato de descobrir as ferramentas necessárias para explorar o máximo do potencial de cada um, alcançando e mantendo - o que é o mais difícil- o desempenho máximo de cada talento. Siga as considerações propostas nesse texto que certamente você terá vendedores mais motivados, sua empresa como conseqüência venderá mais e ainda assim cumprirá com um grande papel: fazer do ambiente de trabalho um ambiente propicio à realização e felicidade de cada um.
Autor: Diego Berro www.DiegoBerro.com.br contato@diegoberro.com.br
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