Giancarlo de Mazo
Quarta, 9 de Julho de 2008
A Administração de Empresas é uma das áreas que mais oferecem cursos superiores,
em resposta à demanda que as empresas possuem em ter pessoal capacitado. Mas a
grande oferta de profissionais pode representar a diminuição da capacidade de
desenvolvimento da ciência da Administração, visto que a maioria dos estudantes
que terminam a faculdade está sendo preparada apenas para corresponder a
expectativa das Organizações, que buscam eficiência e resultado.
Ao concluir um curso superior de Administração, fica-se com a impressão de que
se aprende tudo e não se assimila nada, como uma pessoa que visita uma galeria
de arte. Se formos parar para analisar a fundo cada quadro, entender as
motivações pessoais e conhecer a vida do pintor, entender a técnica utilizada e
o contexto no qual a obra está inserida, corremos o risco de ter que sair da
galeria sem ter visto a metade das obras expostas. O administrador sai da
faculdade conhecendo todas as áreas de uma empresa, mas sem ser especialista em
nenhuma delas. Como na fábula do feitiço que se volta contra o feiticeiro, ele
acaba sendo subjugado pelas leis que o mundo empresarial impõe, e é obrigado a
buscar uma especialização se quiser ser competitivo no mercado. As instituições
de ensino superior perceberam essa necessidade, e em resposta houve um movimento
no sentido de formar profissionais focados em determinadas áreas, as extintas
ênfases. Verdade ou não, alega-se que tais cursos acabavam por formar pessoas
que tinham conhecimento especifico, mas sem visão global da empresa. Mas,
pergunta-se, não é isso o que o mercado pede? Qual a real necessidade de estudar
estatística ou contabilidade, se no momento em que for exigida uma decisão
nessas áreas, dificilmente o profissional recém formado estará capacitado para
tomá-la, a menos que tenha um conhecimento profundo do assunto? Com o fim das
ênfases nos cursos de Administração surgiu a oportunidade das faculdades
explorarem a procura por cursos de especialização, e esses surgiram aos montes.
O papel da universidade é fazer com que as pessoas pensem e sejam capazes de
tomar decisões embasadas no conhecimento cientifico, o tesouro das academias.
Mas, nos últimos tempos, o advento das chamadas ‘escolas de negócios’, ávidas
por formar profissionais voltados para as empresas, parece estar criando uma
ruptura entre o conhecimento científico e a prática no mercado de trabalho.
Podemos visualizar dois cenários: o primeiro, onde existe o administrador que
pensa e aquele que executa; e um segundo cenário, onde existe apenas o
administrador que executa, sujeito à evolução da ciência empresarial saída das
próprias empresas. A pesquisa científica não encontra um lugar adequado dentro
de certas instituições de ensino, o que parece contraditório. O problema é
complexo, e não cabe discutir a diferença entre universidade e faculdade ou as
atribuições de cada uma. Por ser generalista, a Administração pede que o
profissional se especialize em uma determinada área, e o sistema têm funcionado
muito bem com o Lato e o Stricto Sensu, ou seja, aquele que investiga e aquele
que põe em prática, expressando-se de forma superficial. Mas a questão principal
é descobrir até que ponto os estudantes de administração que terminam seus
cursos são capazes de contribuir com o desenvolvimento desta ciência. Ou
ainda, o mercado está realmente disposto a pagar pelo desenvolvimento da mesma,
renunciando a ter executivos capacitados em prol de novos cientistas da
Administração?
Categorias:
Mercado, Administração de Empresas, Desenvolvimento, Conhecimento Científico, Administração Científica, Universidade, Tomada de Decisão, Qualificação Profissional, Profissional, Faculdade,
|
Jerônimo Mendes
Segunda, 26 de Maio de 2008
De acordo com o sociólogo Max Weber, autor de A Ética Protestante e o
Espírito do Capitalismo, "O impulso para o ganho, a persecução do lucro, do
dinheiro, da maior quantidade possível de dinheiro, não tem, em si mesmo, nada a
ver com o capitalismo. Tal impulso existe e sempre existiu entre garçons,
médicos, cocheiros, artistas, prostitutas, funcionários desonestos, soldados,
nobres, cruzados, apostadores, mendigos etc. Pode-se dizer que tem sido comum a
toda sorte e condições humanas em todos os tempos e em todos os países da Terra,
sempre que se tenha apresentado a possibilidade objetiva para tanto."
De fato, obter lucro, ganhar a maior quantidade possível de dinheiro, acumular
patrimônio, levar vantagem sobre os concorrentes, inimigos, vizinhos ou colegas
de trabalho são necessidades e aspirações do ser humano em qualquer lugar do
planeta por questões antropológicas muito simples: sobrevivência e segurança.
Entretanto, ainda que você consiga acumular uma soma considerável de dinheiro
durante os primeiros trinta ou quarenta anos de vida, o apego excessivo ao
dinheiro há de lhe tirar o sono durante os próximos cinqüenta se a sua fortuna
não tiver sido construída com base em princípios, valores e virtudes universais.
A simples sobrevivência nos custa muito caro. Somos constantemente submetidos ao
estresse, à pressão, ao enfrentamento de situações para as quais não estamos
preparados. A cobrança é efetiva e surge de todos os lados, dos filhos, do
cônjuge, da sociedade. Em último caso, vem da nossa própria consciência, por
tudo aquilo que pensamos fazemos errado e tudo que deixamos de fazer correto, se
é que existe alguma coisa correta na face da Terra.
Somos criaturas de hábitos, segundo Aristóteles, e à custa de muita pressão
acabamos sendo habituados a não resistir, a calar-se diante dos fatos, a
imaginar que o mundo é como é porque não existe jeito de mudá-lo e que a vida é
uma sucessão de erros e acertos que só termina quando a nossa própria existência
terrena termina.
Karl Marx, o grande sociólogo alemão, considerava o trabalho a mola
propulsora do desenvolvimento humano, ou seja, não existe homem sem o trabalho
nem trabalho sem o homem. A eterna preocupação do ser humano com o ato de
participar, ora por questão de sobrevivência, ora por questão de realização, faz
com que "a maioria dos homens prefira a escravidão na segurança ao risco na
independência", nas palavras de Emmanuel Mouniere, o pai do personalismo.
A pressão no trabalho é praticamente irreversível e atinge todos os escalões da
organização. Do porteiro ao presidente, a preocupação é a mesma. O que muda é o
saldo na conta bancária e o nível de responsabilidade de cada um, porém, quanto
maior o cargo, maior o orgulho, maior a queda. Ser presidente é fácil. Difícil é
sustentar a posição no alto da colina sem ser bajulado, alvejado de críticas,
invejado e pressionado de todos os lados.
No início das minhas palestras eu sempre faço uma breve pesquisa para saber
quantos participantes estão felizes com o que fazem. Nunca comprovei um
resultado superior a 50% de satisfação, sinal de que a maioria das pessoas está
infeliz e, de alguma forma, pelo menos naquele instante, encontram-se no lugar
errado, na empresa errada ou no cargo errado. A tecnologia e o conforto do mundo
moderno não foram capazes de eliminar a eterna carência do ser humano nem a
pressão cada vez mais assustadora por lucros e mais lucros.
Ganhar dinheiro é bom e necessário, mas o lucro deve representar um mínimo de
dignidade. Lamentavelmente, em nome do lucro, a pressão torna-se o instrumento
preferido dos líderes, dos acionistas, dos donos em geral como se isso fosse
algo normal que qualquer profissional tem a obrigação de aceitar, afinal,
quantos milhares dariam a vida para estar ali no lugar dele?
Em pleno Século 21, o forno de microondas faz sucesso na cozinha e a panela de
pressão continua fazendo sucesso nas organizações, principalmente nas sociedades
anônimas onde os donos são praticamente desconhecidos e o que conta mesmo é o
valor das ações. Como a possibilidade de os acionistas se reunirem para discutir
o significado da palavra dignidade é mínima, a pressão acaba incorporada
naturalmente. Medo, insegurança, necessidade e responsabilidade acima de tudo
afetam o moral dos profissionais que aceitam todo tipo de pressão enquanto não
conseguem livrar-se das amarras do poder.
Quem não estiver contente pode escolher entre ir embora e mudar de emprego. Em
nome do lucro tudo é permitido, pressão, humilhação, desvarios, rompantes,
demissões aos montes, assédio moral, altos e baixos do presidente, dos
acionistas, dos gerentes despreparados. Além disso, executivos e mais executivos
trocados em curtos intervalos de tempo, cada qual com sua política mirabolante,
cheios de promessas e formas completamente diferentes de pensar contanto que o
resultado apareça e o valor das ações seja sustentado na Bolsa.
Milhares de reais investidos em treinamento não são suficientes para aplacar a
voracidade do capital. Ao contrário, são investidos para a multiplicação do
capital, portanto, as perspectivas de redução da pressão são pouco animadoras
ainda que você mude de chefe, de emprego, de empresa ou de cidade, não importa o
cargo nem o salário.
A pressão no mundo dos negócios é inevitável e alguns se arriscam a dizer
que isso é bom, só não dizem para quem. Por trás de tanta pressão existe a
depressão, aliás, uma é reflexo da outra. A depressão é o mal do século e apesar
das recentes tentativas de melhoria do ambiente de trabalho através de
treinamento, palestras, ginástica laboral e outros artifícios criados para
enfeitiçar os trabalhadores, a realidade é cruel, porém somos impelidos a pensar
o contrário. Basta ler uma revista de negócios e a impressão que você tem é a de
que todo mundo está bem, menos você.
Segundo Albert Camus, grande filósofo francês, "não existe dignidade no trabalho
quando nosso trabalho não é aceito livremente", portanto, para evitar que você
se torne a próxima vítima da pressão seguida de uma profunda depressão em nome
do lucro, algumas atitudes são fundamentais para quebrar a ansiedade e reduzir a
pressão imposta sobre seus ombros. Avalie e reflita sobre elas.
1. O mundo corporativo sobrevive sem você, portanto, trabalhe duro, mas não seja
refém do trabalho; contribuir e fazer mais do que o normal não significa
sujeitar-se à escravidão imposta pelo mercado ou pela incompetência superior;
2. Tenha brio e amor próprio e nunca demonstre fraqueza diante da pressão; seja
mais forte do que ela e imagine que é apenas uma condição transitória;
3. Mude de emprego quantas vezes for necessário; apesar de não resolver o
problema, uma nova perspectiva se abre quando você se propõe a mudar e acreditar
num ambiente mais digno;
4. Sorria, apesar de tudo. Sorrir descaradamente ameniza a pressão, fortalece o
moral e reduz as chances de se tornar um deprimido comum.
Por fim, lembre-se: não há dinheiro no mundo que pague o ar de felicidade da
família quando você entra em casa contente, disposto e sorridente depois de mais
um dia extenuante de trabalho. Pense nisso e seja feliz.
|
Scher Soares
Quinta, 13 de Dezembro de 2007
A disciplina é a parte mais importante do êxito. (Truman Capote, novelista norte-americano)
Talvez você já saiba disso, mas vale ressaltar, que algumas pesquisas apontam que um dos maiores sonhos profissionais de vários brasileiros - se não o maior - é abrir o seu próprio negócio; virar empresário, comerciante, profissional liberal ou alguma outra modalidade que caracterize a condição de ser o "dono" do próprio destino.
Muito nobre por sinal que existam tantas pessoas empenhadas em construir e gerar empregos ao invés de procurar empregos. O que se faz necessário analisar porém, são as motivações que existem por detrás deste objetivo de abrir o seu próprio negócio e aí é que vem a surpresa.
 Dentre vários dos pesquisados que sonham em ter o seu próprio negócio, boa parte relaciona como motivações para tal, a possibilidade de passar a ter horários flexíveis, a liberdade para fazer o que quiser a ausência de pressão, o fato de deixar de ter um chefe a quem reportar mais tempo livre, entre outras coisas sem a mínima lógica e conexão com o objetivo de ter um próprio negócio.
As motivações acima, não são de todo inexeqüíveis, porém existem pressupostos para tais conquistas, que passam inclusive por dedicação completa e absoluta ao negócio nos primeiros anos do mesmo, para que se obtenha ao menos uma condição que o permita pensar no futuro em desfrutar desta relação de motivações que o impulsionaram a abrir o negócio.
Observe, o que cada um deseja fazer com sua vida, com seu tempo e com sua energia, é problema particular e não cabe a ninguém julgar; a questão é o absurdo da total incongruência entre os objetivos e as atitudes, pois o perfil das motivações listadas acima em nada converge com a realidade desta pessoa que vai abrir seu próprio negócio.
Talvez isso explique porque milhares de empresas abrem e fecham todos os anos, pois existe uma ausência completa e absoluta de discernimento por parte de sonhadores que não possuem a energia, brio e disciplina necessários para transformar seus sonhos em realidade. São pseudo empreendedores de curtíssimo prazo, que não estão dispostos a lidar com o ônus para conquistar o bônus, não abrem mão das recompensas e conforto imediatos em função de um objetivo maior, mais sólido e mais elaborado. Seus objetivos são superficiais e se concentram em parte apenas no que se pode ter ao invés de se concentrar no que se pode construir. São empresários de mentirinha, que passam boa parte do seu tempo criando cenários falsos e situações irreais para se auto confortar e colocar tanto lay out em torno do seu dia-a-dia, de forma que ela passe ao menos a parecer verdade.
São farsantes categóricos, que fingem possuir um propósito definido e consistência suficiente para se transformar em empresários de verdade, mas o que representam de fato é uma classe de empresários de mentirinha, que só pensa em si mesmo, que pensam em chegar as 10:00 da manhã e sair as 17:00, que não trabalham na sexta feira a tarde, que querem tirar ferias já no primeiro ano e que se transformam em novos ricos assumindo para si as receitas que deveriam ser destinadas ao investimento na empresa.
Empresários de mentirinha existem aos montes; quando eles decidem fazer isso sozinhos, menos mal, mas cuidado, pois empresários de mentirinha adoram se tornar sócios de empreendedores de verdade, estes sim dispostos a construir e prosperar.
Mas cuidado com as análises precoces, nem todos os empresários que sonham com mais tempo livre e férias de 02 a 03 meses ao ano são empresários de mentinha, às vezes se trata apenas de "um parafuso" frouxo, que precisa ser apertado ou colocado no lugar, para que o bólido sob seu comando possa trafegar por estradas seguras, rumo ao seu objetivo, isso, imaginando que haja um objetivo.
Reflita Sobre Isso, Aja e Triunfe!
|
Franco Rosário
Terça, 2 de Outubro de 2007
A maioria das empresas possui uma estratégia bem montada, ou pelo menos tem alguma idéia, de como deve se comunicar com seus clientes e clientes potenciais. Muitas delas possuem sites e serviços de atendimento ao consumidor por e-mail e telefone. Respondem dúvidas, enviam receitas, oferecem todo tipo de informação. E assim elas atingem seus clientes e clientes potenciais com facilidade e, em muitos casos, eficiência. Problema resolvido.
Dentro do site de muitas empresas, também, há uma área específica para funcionários potenciais. É o famoso link "trabalhe conosco". Muitas empresas o possuem e recolhem centenas de currículos diariamente para montar um banco de dados de funcionários potenciais. Mais um problema resolvido.
Assim, a maioria das empresas se comunica com seus clientes potenciais e funcionários potenciais. Mas e com seus fornecedores potenciais, como é feita a comunicação?
O fato é que poucas empresas têm a preocupação de se comunicar com este público. Afinal, fornecedores existem aos montes e estão sempre correndo atrás de clientes oferecendo seus produtos e serviços. Há poucas diferenças entre eles e há, em geral, guerra de preços. Certo?
 Errado. Esta regra não se aplica a todos. Existem fornecedores que pensam em projetos específicos para empresas que não são seus clientes e existe uma dificuldade enorme em conseguir algum contato. Muitas vezes perde-se uma grande oportunidade de negócio por não ser feito contato com o fornecedor.
Acredito que toda empresa deve estar aberta ao contato de fornecedores potenciais e existem algumas formas de se fazer isso. Talvez a mais simples e eficaz seja oferecer, dentro do site da empresa, uma opção de contato específica para fornecedores potenciais. Isto é, oferecer no formulário do "Fale conosco" opções para mensagens dirigidas a setores como Marketing, Parcerias, Franquias, etc. Empresas distintas como a rede de escolas de idioma Wizard e a Livraria Cultura possuem este dispositivo.
O mais importante, entretanto, é a empresa sempre dar algum retorno ao fornecedor potencial, assim como ela responde aos seus clientes. Mesmo que o retorno seja negativo.
E você, concorda? Sua empresa se comunica com seus fornecedores potenciais?
Colaborador: Franco Rosário
Categorias:
Marketing, Estratégia, Comunicação, Cliente, Parceria, Funcionário, Franquia, Fornecedor, Clientes Potenciais, Projetos Específicos, Fornecedores Potenciais,
|
| |