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Inflação - Análise do cenário atual

Quarta, 30 de Julho de 2008
Existem muitas constatações que podem ser feitas se verificado o cenário econômico atual, seja regional ou global. Mas em todas as análises pode-se perceber a força que a inflação está atacando os ativos das nações, causando medo e previsões futuras não muito positivas.

A inflação ocorre quando existe uma re-marcação de preços, fazendo com que em muitas vezes inicie-se uma reação em cadeia, o que não é nada bom. Vou explicar mais adiante neste artigo as principais causas e suas implicações.

Logicamente para conter a inflação, as autoridades monetárias (bancos centrais dos países) buscam tomar medidas cabíveis e necessárias para regular as taxas inflacionárias dentro de um patamar considerado aceitável. Mas cada caso é um caso, por exemplo, no Brasil a meta é de 4,5% com teto inflacionário em 6%. Mas previsões afirmam que 2008 terminará com inflação de 6,8%. Chegamos então á lei de ação e reação, ou seja, todas as medidas tomadas resultarão em algum tipo de conseqüência.

As causas da inflação podem ser originária por duas formas na minha concepção, a primeira é a especulação, e o aumento não controlado da demanda é a segunda e a mais condizente com o cenário atual, as duas são explicadas a seguir:

1 - A especulação é causada pelos agentes econômicos (participantes dos mercados) que visualizam alguma projeção futura não positiva e buscam enquadrar isso á realidade atual. Pense na onda de choque causada quando atire-se uma pedra no lago, isso é o que ocorre na economia quando ocorre inflação, ou seja, um aumento subseqüente contínuo.

2 - O aumento não controlado da demanda é neste caso o que mais reflete a inflação que vivemos nos dias atuais, e continuaremos sentindo-a por ainda algum tempo. Sua causa ocorre pelo desnivelamento entre o que é produzido e o que é consumido (regra da oferta e demanda na economia), na razão que a capacidade produtiva é menor que a demanda pelo consumo de produtos ou serviços.

Traçando um paralelo entre a teoria e a realidade vigente, observa-se um forte aumento no consumo mundial, principalmente se for observado o ultimo ano. Então vem a pergunta: qual foi a causa que motivou este forte aumento no consumo mundial, sobrepujando a diferença entre oferta e demanda?

Resposta: A causa do problema mundial da inflação foi iniciada no ano passado juntamente com a crise hipotecária americana (também chamada como crise do subprime), mas vamos entender como uma crise hipotecária nos EUA pode influenciar o mundo inteiro, é simples: o Dólar.

Desde o final da segunda guerra mundial o Dólar , que substitui a Libra Esterlina, é usado como moeda de base comercial, ou seja, os preços de negociação de commodities (produto com baixo valor industrial agregado, arroz, soja, milho, etc...) são todos estabelecidos em Dólar americano.

Com a crise, a moeda americana começou a perder valor no mundo inteiro, automaticamente em contra partida aumentando o valor das outras moedas. Logicamente como conseqüência, as moedas dos outros países, possuindo maior valor frente ao dólar, aumentaram seu poder de compra.

O resultado do aumento do poder de compra das nações em razão da perda do valor do Dólar pressionou diretamente a inflação mundial. Pois o consumo aumentou significativamente em um breve espaço de tempo. E para realizar aumento na capacidade produtiva (investimento, construção de fábrica, instalação de infra-estrutura, treinamento de mão-de-obra, etc...) é necessário algum tempo.

Por fim, é temerário que pela ânsia em controlar a inflação mundial instaurada, os bancos centrais tomem medidas além do necessário, causando assim uma forte retração no consumo, o que pode resultar em uma nova crise global.

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Alta do petróleo pode elevar risco inflacionário no longo prazo, diz Bernanke

Sexta, 9 de Novembro de 2007
Os indicadores da economia norte-americana continuam a mostrar resiliência, mas o crescimento no próximo trimestre deverá apresentar uma desaceleração visível frente ao registrado no período anterior, afirmou o presidente do Banco Central norte-americano, Ben Bernanke, ao Congresso norte-americano nesta quinta-feira (8).

Segundo Bernanke, desde o seu último testemunho no Congresso em março deste ano, o núcleo do índice de preço (core PCE) tem ficado dentro do esperado, embora as recentes elevações nos preços da energia "deverão liderar um aumento da inflação por um tempo".

Para ele, os recentes acontecimentos poderão levar a um sistema financeiro mais saudável no médio a longo prazo. "No curto prazo, entretanto, estes eventos de redução de crédito impactam no crescimento econômico, já que o crédito se torna mais custoso e difícil de obter".

"O Fomc [comitê de políticaInflação monetária] irá continuar a acompanhar as implicações dos indicadores econômicos e dos desenvolvimentos para o futuro e irá agir se necessário para manter a estabilidade dos preços e o crescimento econômico sustentável".

Medidas monetárias
Com o objetivo de tentar conter os problemas no mercado de crédito, o Fed injetou liquidez nos mercados no início de agosto e, no dia 17 de agosto, o banco cortou a taxa de redesconto em 50 pontos-base.

Para Bernanke, estes esforços para prover liquidez ajudaram de uma forma geral, "mas o funcionamento de importantes mercados se manteve danificado", explica. Com isso, no dia 18 de setembro, o Fed reduziu a taxa básica de juro em 50 pontos-base, reduzindo-a para 4,75% ao ano.

A taxa ainda viria a ser reduzida em mais 25 pontos-base no final de outubro. Na ocasião, o colegiado analisou os números do crescimento do PIB do país no terceiro trimestre (+3,9%) e chegou a conclusão que alguns pontos do relatório mostravam problemas oriundos do mercado imobiliário.

Segundo o chairman, os indicadores publicados nos dias que seguiram à última reunião do comitê mostram que a economia continuou a mostrar resiliência nos últimos meses. Apesar disso, a volatilidade do mercado financeiro e as preocupações persistiram.

"Além disso, mais elevações nos preços do petróleo renovaram a pressão na inflação que podem levar a mais restrições na atividade econômica", explica Bernanke.

Crescimento econômico
A atividade econômica irá desacelerar visivelmente no quarto trimestre em relação à taxa registrada no período anterior, afirmou Bernanke. No início do próximo ano, a economia deve permanecer lenta, até que os efeitos das condições de crédito e da correção do mercado imobiliário comecem a diminuir.

De acordo com Bernanke, os preços das casas nos EUA podem cair mais do que o esperado devido ao grande tamanho dos estoques de imóveis novos, o que pode levar os consumidores a reduzir a vontade em gastar e elevar as preocupações dos investidores.

Inflação
O comitê julgou que os núcleos da inflação irão se manter em um patamar consistente com o controle dos preços no próximo ano, diz Bernanke. Existem, entretanto, riscos para esta avaliação. "Em particular, os preços do petróleo e de outras commodities cresceram consideravelmente nas últimas semanas, e o valor internacional do dólar enfraqueceu".

"Estes fatores devem elevar a inflação no curto prazo e, se as expectativas de inflação se confirmarem, existe o potencial de elevar os preços no longo prazo também", explica Bernanke.

Fonte: InfoMoney Pessoal

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Possível alta do dólar não justificaria freada na queda dos juros, diz economista do Iedi

Terça, 14 de Agosto de 2007
Uma possível desvalorização cambial provocada pela crise no mercado imobiliário norte-americano não justificaria uma freada na queda da Selic, taxa básica de juros da economia. Essa é a opinião do economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Edgard Pereira.

O país sairá perdendo, avalia Pereira, se o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir o ritmo da queda da Selic. "As autoridades monetárias não deveriam comprometer o crescimento econômico por causa de instabilidades externas", diz.

A elevação do valor do dólar pode provocar alta na inflação porque várias mercadorias utilizam matérias-primas importadas, cujo preço depende da cotação da moeda norte-americana. Para impedir que a inflação fuja do controle, o Banco Central pode manter ou até aumentar a Selic.

A elevação dos juros é usada para controlar a inflação. Em teoria, com juros maiores há menos empréstimos e a economia cresceria menos. Isso provocaria um consumo menor das famílias e queda da inflação. Atualmente, em 11,25% ao ano, a taxa está em redução contínua desde setembro de 2005.

Pereira, no entanto, alega que a interrupção da trajetória de queda da Selic não seria necessária porque o câmbio não tem mais tanto poder na formação de preços. "Hoje, o cenário externo não é tão determinante para definir o nível de preços na economia brasileira", acredita.O economista-chefe do Iedi cita como exemplo as tarifas telefônicas e de energia, que em 2006 deixaram de ser reajustadas pelos Índices Gerais de Preços (IGPs) da Fundação Getúlio Vargas, mais influenciados pela variação cambial que os índices setoriais utilizados atualmente. "Não há por que o Banco Central se precipitar e pôr em risco o crescimento do país", ressalta.

No lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a economia brasileira poderia crescer 5% ao ano. As estimativas dos analistas econômicos, no entanto, são mais modestas e apontam expansão de 4,6% em 2007, segundo o último Boletim Focus do Banco Central. Caso os juros aumentem, os brasileiros passarão a consumir menos, o que terá impactos sobre o crescimento.

Segundo Edgard, outro fator que não justifica a interrupção da queda ou o aumento da taxa Selic decorrida de uma eventual subida no dólar é o aquecimento da demanda interna. "As indústrias estão vendendo a maior parte da produção no próprio país, então não vejo razão para o câmbio influir tanto nos preços aqui dentro", ressalta.

De acordo com o economista, o mesmo fator explica por que as importações da indústria não seriam afetadas por uma possível desvalorização cambial. "Os investimentos são planejados conforme o crescimento das vendas, então enquanto a demanda interna continuar em alta, a compra de máquinas e equipamentos se manterá", aposta.

Edgard, no entanto, admite que uma eventual alta do dólar, provocada pela fuga de capitais estrangeiros do Brasil para cobrir os prejuízos da crise imobiliária nos Estados Unidos, impulsionaria as exportações do setor. "De fato, as vendas de manufaturados para o exterior seriam o principal segmento beneficiado pela desvalorização cambial", destaca.

Para o economista do Iedi, o país só tem mantido os superávits na balança comercial porque as commodities [produtos agrícolas e minerais] aos poucos tomaram o lugar das exportações industriais. "Essa crise seria uma oportunidade de as indústrias recuperarem a importância na pauta de exportações brasileira", comenta.(Wellton Máximo / Agência Brasil)

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Orçamento de Caixa

Sexta, 13 de Abril de 2007
O instrumento básico para execução do planejamento e do controle financeiros a custo e a médio prazo da empresa, é o orçamento de caixa. O orçamento de caixa não indicará apenas o total dos empréstimos necessários à manutenções das operações da empresa, como também o período em que deverão ser obtidos. Além disso, o orçamento de caixa serve como um ponto de referência em ralação ao qual os valores realizados podem ser comparados.

Defasagens significativas podem indicar que os pequenos programas da empresa não estão ocorrendo segundo o planejado, mostrando que deverão ser tomadas medidas corretivas e/ou saneadoras. Alternativamente, essas defasagens podem informar que os programas da empresa se tornaram irreais, em vista da ocorrência de acontecimentos imprevistos e incontroláveis.

O orçamento não é nada mais do que um plano descrito, expresso em termos de unidades físicas e/ou monetárias. A complexidade do processo orçamentário e os seus detalhes de elaboração poderão variar de empresa para empresa, porém na sua essência são semelhantes.

Para um melhor gerenciamento das atividades da empresa, um fator importante a ser considerado é o orçamento empresarial, composto pelos orçamentos operacional e de investimento. O orçamento é o instrumento que descreve um plano geral de operações e/ou de investimentos, orientados pelos objetivos e pelas metas traçadas pela alta cúpula diretiva para um dado período de tempo. Um orçamento pode ser estudado em vários estágios dependendo da ótica que se quer desenvolve-lo, mas principalmente, do tipo de atividade econômica e da parte da empresa em que será implantado e implementado. Entre os principais estágios temos: o operacional, o estratégico e o tático.