No meu dia a dia de trabalho, metade do que faço são tarefas um tanto repetitivas. A outra metade são urgências que aparecem quando eu menos espero. Por incrível que pareça, prefiro a segunda metade. Não sei porque, mas adoro "apagar incêndios".

Contudo, por mais que eu insista em ser transferido para um setor onde eu possa usar dessa habilidade, a empresa teima em me prender num birô, me deixando inerte. Ao mesmo tempo, pessoas que não mais aguentam trabalhar em um lugar onde todo dia têm de exercer tarefas diferentes não recebem a oportunidade de ter uma rotina mais "light".

Para solucionar esse tipo de problema, somente uma boa gestão do capitão intelectual. O gestor contemporâneo deve se atentar a esse fator, que, quando bem administrado, pode servir como arma para combater a concorrência. Uma organização que direciona as pessoas corretamente para os locais onde melhor conseguem desempenhar suas atividades tem muito mais eficiência que outra que não use dessa prática. Quem tem perfil mais dinâmico, que trabalhe com o inesperado. Para quem é mais metódico, um setor burocrático.

Mas como saber se o colaborador tem essa ou aquela aptidão?

Primeiramente, isso deve ser detectado logo no processo seletivo. Um bom psicólogo poderá dizer em qual tarefa se enquadra determinada pessoa. Contudo, como cada vez mais as empresas estão contratando por indicação, essa etapa da seleção está sendo um tanto ignorada, levando-se em consideração somente o que é descrito pela indicação do empregado, que pode não ser tão fiel à realidade.

Se essa fase já foi superada, pode-se também fazer testes de aptidão com os funcionários já efetivados. Dessa forma, consegue-se melhor identificar quem é quem e remanejar do melhor jeito. Geralmente o resultado é satisfatório.

E a última alternativa pode ser a de simplesmente ouvir o apelo do empregado e dar a ele a chance de mostrar o que sabe fazer de melhor. Se ele diz que gosta muito de vendas, que passe um ou dois meses na gerência respectiva. Após isso, é feita uma avaliação e, se ele realmente nasceu para a coisa, que permaneça exercendo essa atividade.

Gerir as pessoas é algo relativamente novo, porém muito importante nos dias de hoje. Uma organização que tenha uma atitude como essa está anos à frente das que ainda tem o pensamento de que um funcionário está na empresa para trabalhar e pronto. Quando se leva em consideração a satisfação pessoal do colaborador por estar trabalhando em algo que gosta, o lucro tanto vem para o empregador quanto para o empregado.

Colaborador: Gabriel L. S. Galvão