Marizete Furbino
Sexta, 31 de Outubro de 2008
Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da
aplicação do nosso próprio esforço. (Immanuel Kant)
Sabe-se que desde a década de 90 percebeu-se que o fácil e direto acesso aos
gestores rendia frutos valiosos para a empresa, pois, os colaboradores atuavam
com mais empenho, mais envolvimento e comprometimento, realizando a troca de
informações e somando conhecimentos. Como conseqüência, gestores inteligentes
adotaram como estratégia a eliminação de quaisquer obstáculos que porventura
viessem a interferir em todo processo organizacional, tomando medidas drásticas
e arrojadas, tais como, derrubar portas e paredes, deixando-as extremamente
livres ao ambiente de trabalho.
Desta forma, ficam para trás as organizações recheadas de salas
compartimentadas, cheias de divisórias e entram em cena as salas enormes, com
ambiente fresco, claro e agradável, onde todos os departamentos executam suas
atividades. Com isso se compartilha, não somente os conhecimentos, habilidades e
atitudes, mas compartilha-se também o ambiente, que é um só, onde todos ouvem as
conversas de todos e aprendem a cuidar de suas próprias vidas, sendo forçados a
deixar para trás a vida alheia, assim como as famosas “fofocas”.
Nesta era, torna-se primordial primar pela soma. Temos que sempre somar para
ganhar; pensando assim, a hierarquia fica apenas no papel, pois, o gestor desce
do “pedestal” e passa a ser mais parceiro dos colaboradores, passando a estar no
meio de todos sempre, chegando até mesmo a dividir a sua mesa com um subordinado
se preciso for, pois, têm claro em sua mente as idéias de soma,
descentralização, compartilhamento e parceria.
Percebe-se que o individualismo, assim como o “engessamento” na maneira de
gerenciar uma organização, bem como o status de poder, obscurecia os
colaboradores, dificultando que enxergassem a visão, a missão e o negócio da
organização. Quando se adota esta organização sem paredes, isto tudo fica para
trás, uma vez que barreiras advindas da existência da estrutura física deixam de
existir, passando a reinar a união, colaboração, a cooperação, a soma, e assim,
toda a cultura da organização passa a ter uma nova visão.
De qualquer modo, nota-se que a equipe tem maior probabilidade de trabalhar de
forma mais harmoniosa e integrada, onde o bem-estar fica evidente, prevalecendo,
além do clima organizacional, relações interpessoais que corroboram com uma boa
produtividade, ficando visível, tanto aos olhos dos clientes internos, quanto
aos olhos dos clientes externos esse bem-estar.
É de se observar que forçadamente ocorre uma reeducação dos colaboradores que
têm alguns hábitos considerados inadequados. Com tais medidas estes deixam de
lados atos prejudiciais ao desenvolvimento das atribuições, como por exemplo,
atos de insubordinação, impaciência, nervosismo, falta de educação, “fofocas”, o
falar mal do outro, o falar alto demais, dar risadas escandalosas, utilizar
material do escritório para fins pessoais. Neste sentido, os colaboradores
aprendem a conviver naquele mesmo ambiente, de forma a descobrir e a respeitar
os limites de privacidade, aprendendo em meio a tantos colaboradores e a tantos
departamentos que estão agora integrados de forma geográfica. Aprendem ainda a
controlar seus impulsos, a aumentar seu poder de concentração, mantendo sempre o
foco, o que permite maior rendimento, e por conseqüência, maior produtividade
advinda da eficiência e eficácia em suas ações.
Importante salientar que a questão que tanto preocupa o administrador, que é
minimizar tempo e custo, assim como maximizar resultado, fica resolvida. Com o
escritório “aberto e sem paredes”, tudo fica transparente, pois, os
colaboradores passam a aproveitar melhor o seu tempo, chegando até a
envergonharem-se de ficar ociosos em meio a tantos ocupados, minimizando
conversas improdutivas e procurando a produzir sempre atendendo às reais
necessidades da organização, adequando seu próprio ritmo e compromisso atrelados
aos resultados.
Somados a isso, a organização, para derrubar portas e paredes, deve
primeiramente realizar um projeto para tal, pois mudará todo layout do imóvel,
“reorganizando toda a organização”. Assim, deverá pensar não apenas na
proximidade dos departamentos, mas também em como preparar os colaboradores para
atuarem e conviverem de forma integrada, de forma a respeitar a privacidade do
outro, pois de nada adianta derrubar paredes e portas se a concepção da própria
organização de visão, missão e negócio permanecem da forma antiga.
Em todo esse processo torna-se imprescindível a opinião dos colaboradores no que
tange a sugestões quanto às mudanças a serem realizadas, sendo que isso
contribui para o sucesso da implementação de todo esse processo.
Pensando assim, fica claro que não apenas a estrutura física deve ser mudada,
como também a estrutura organizacional. Nessa óptica, enfatiza-se que todos os
envolvidos no processo organizacional devem ter conhecimento da visão, missão e
do negócio da organização, mudando também a postura. Portanto, é de suma
importância que cada colaborador sinta-se parte da organização, sinta-se
valorizado, e a tal ponto que possa então entregar e a “mergulhar” de fato no
trabalho da organização em prol do seu negócio.
O que se nota também é que os problemas e entraves surgidos são resolvidos de
forma mais rápida, pois, devido o contato ser intenso e de forma constante,
todos se voltam para o mesmo, em busca de uma rápida solução, o que é
extremamente importante e estratégico nos dias de hoje.
De um lado, é importante perceber que quando o ambiente organizacional é o mesmo
para todos os departamentos, sem paredes, o administrador possui maior chance de
realmente conhecer quem de fato trabalha, se envolve e se compromete com a
organização, minimizando o risco de ser injusto no que tange à valorização e à
avaliação do desempenho.
De outro lado, é importante lembrar que o administrador não deve jamais
subestimar seus colaboradores, deixando de forma clara para os mesmos o que a
organização espera deles, bem como suas responsabilidades, acreditando e
confiando sempre nos mesmos.
Concluindo, a burocracia interna nesse tipo de ambiente organizacional deixa de
imperar, e todos os colaboradores passam a aprender a não ficar dependente dela,
o que contribui efetivamente para o desenrolar das tarefas de forma mais rápida,
pois os entraves da famosa “espera”deixa de existir, pondo as relações de
trabalho em xeque.
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Marizete Furbino
Quinta, 27 de Março de 2008
"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor!" (Johann Wolfgang Von Goethe)
Nos dias atuais, além da qualificação, o diferencial é percebido através da atitude do envolvimento e do comprometimento dos profissionais envolvidos para com a empresa.
Sabedor de que o maior ativo intangível de uma empresa se concentra na soma de habilidades, conhecimentos e competências existentes nos profissionais desta mesma empresa, de pronto se verifica que o profissional comprometido e altamente engajado no que se propõe a fazer, é capaz de conduzir a empresa à emersão no mercado; portanto, é de suma importância conscientizar-se que, além de valorizar tais profissionais, torna-se necessário realizar investimentos e promover programas de incentivos que contribuem e direcionem o profissional a sentir-se motivado para que o mesmo possa "mergulhar" no trabalho se entregando de corpo e alma, e assim, apresentar resultados mais do que esperados.
Deve ser lembrado, contudo, que o profissional envolvido possui, acima de tudo, uma preocupação com o seu nome e com sua reputação, dando assim, uma atenção toda especial no que tange à sua carreira profissional; por conseguinte, realiza suas atribuições com muita responsabilidade e participa de modo ativo no que se propõe a fazer, uma vez que tem um nome a zelar.
Por outro lado, é preciso ser lembrado também que, o profissional comprometido, além de se preocupar e de se comprometer com o seu nome, zelando pelo mesmo, também se preocupa e zela da mesma maneira pelo nome e reputação da empresa, preocupando-se de maneira constante com a missão, visão e cultura organizacional, bem como com os valores e princípios norteadores da empresa no qual exerce suas funções, preocupando-se de forma constante com o desempenho desta empresa frente ao mercado, atuando assim, com muita responsabilidade, muito afinco, muita paixão pelo exercício da função, muita admiração pela empresa em que atua, muito respeito e com muita vontade de fazer acontecer, trabalhando com muito envolvimento e prazer.
Somando-se a isso, o profissional comprometido atua como um intra-empreendedor, ou seja, trabalha na empresa de outrem como se a empresa fosse a sua; assim, além de conhecer e compreender de fato a empresa em que atua, bem como seus modelos de gestão, é um profissional pró-ativo, "antenado", atuando sempre de forma a interferir e a realizar mudanças em prol da melhoria contínua, contribuindo então, para com o desenvolvimento e crescimento da empresa, conduzindo-a à emersão.
Conscientes de que a ascensão de uma empresa está ligada primordialmente aos Recursos Humanos nela existente, e que o comprometimento constitui em vantagem competitiva, torna-se necessário dar uma atenção especial no que tange a seleção, recrutamento, inserção destes profissionais no departamento adequado, capacitação e trabalho em prol da manutenção dos melhores, não se esquecendo de sempre fazer uma aliança entre desenvolvimento profissional com desenvolvimento organizacional.
Contudo, é preciso ter em mente que o comprometimento se consegue quando existe satisfação e paixão no exercício da função. É nessa condição que se verifica a doação, a entrega; todavia, é de suma importância que a empresa propicie um ambiente estimulador e que contemple um clima além de desafiador, agradável, onde possa despertar nos integrantes, o desejo, a vontade e o prazer no exercício de suas funções. Enfim, é essencial um ambiente de troca entre os profissionais comprometidos e o reconhecimento pela empresa, que deverá corresponder a esse esforço e dedicação materializando-o em benefícios pecuniários e outras vantagens importantes para o profissional, como por exemplo, plano de saúde, entre outros. Sabidamente um profissional que se sente "amparado" e reconhecido pela empresa, mas sem qualquer paternalismo, é naturalmente um profissional comprometido.
É imprescindível perceber que, trabalhar não pode jamais ser sinônimo de sofrer, pois, se assim o for não constituirá em nenhum benefício, nem ao ser humano e nem à empresa; ao contrário, o ato de trabalhar deverá ser sinônimo de desenvolvimento, crescimento e prazer; assim, além de se constituir em inúmeros benefícios ao ser humano e à empresa, deixará de ser um fardo.
Diante desse mercado altamente competitivo e cruel, a empresa não poderá ser uma "pãe", ou seja, atuar como se fosse um verdadeiro pai e mãe de seus profissionais; contudo, deverá saber selecionar seu "time".
Dessa forma, é preciso conscientizar-se que deverá permanecer na empresa apenas os exímios profissionais, profissionais estes, que além de deter conhecimentos, habilidades e talentos, desempenham suas funções com muito engajamento, comprometimento e muita vontade de vencer; caso contrário, a empresa estará fadada ao fracasso.
Do outro lado, o profissional, deve fazer jus à oportunidade a ele concedida, não apenas se envolvendo, mas se comprometendo de fato com a empresa, selando uma parceria permanente com a mesma, de forma a ser pró-ativo, estabelecendo-se uma constância no que concerne às suas ações, de modo a compreender, estudar e avaliar a empresa perante o mercado em nível global e local, no que tange a economia, política e finanças, não se esquivando do social e do ambiental, com olhos bem abertos e atentos, de tal modo que consiga alcançar, além da qualidade dos produtos e/ou serviços prestados, eficiência, eficácia e a satisfação dos clientes, contribuindo dessa forma, não apenas para sobrevivência, mas para a ascensão da empresa no mercado.
Ante o exposto, insta dizer que, comprometimento e envolvimento constituem-se em um verdadeiro desafio, tanto para o profissional quanto para a empresa, pois ambos devem, além de conquistar, instigar e trabalhar em prol do comprometimento, isto se desejarem permanecer no mercado por um período mais longo de tempo.
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Marizete Furbino
Quarta, 19 de Março de 2008
"A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo." ( Peter Drucker)
A era do terceiro milênio, além de compelir, exige cada vez mais que as empresas exerçam sua criatividade e inovação em prol da adaptabilidade, melhoria contínua, eficiência e eficácia, fazendo assim seu diferencial no mercado. A criatividade, além de ser a mola-mestra que impulsiona ao sucesso, constitui-se em uma valiosa ferramenta de gestão, sendo considerada fonte inesgotável de vantagem competitiva sustentável.
Hoje no mundo dos negócios a competitividade está cada vez mais acirrada, e é de suma importância que a empresa, além de propiciar um ambiente de trabalho que aflore a criatividade, propicie também um clima de trabalho harmonioso, onde toda a equipe, além de ser demasiadamente valorizada, possa atuar de forma a somar forças, conhecimentos e talentos, fazendo da improvisação, da adaptação, da imaginação, bem como, da criatividade, um trampolim para o sucesso.
Sabemos que a criatividade é condição inerente ao ser humano e que, a partir de seu exercício, a empresa irá realizar rupturas, inserir no mercado produtos e/ou serviços inovadores, e assim conquistar novos rumos, novos mercados, fazendo seu diferencial, agregando valor ao produto e ao serviço, conquistando com isso vantagens competitivas sustentáveis, além de proporcionar condições não apenas para sobreviver, mas, para se solidificar no mercado, a criatividade deve ser considerada dentro de qualquer empresa levando em consideração sua importância, além de preocupação, uma prioridade, tendo valor de destaque nos princípios que regem tal organização, pois, através da criatividade, surge a inovação, fator determinante de emersão no mundo dos negócios.
Por essa razão, além de banir o medo e a insegurança de sua vida profissional e organizacional, é preciso se antever aos fatos, enxergando o que ainda não foi visualizado por muitos, trabalhando a imaginação, compilando a idéia, colocando-a em prática, em prol da agregação de valor do produto e/ou serviço, e através do desejo aguçado e da vontade de acertar, neutralizar a ansiedade, o que favorecerá e muito para a construção de algo novo ou inusitado, fazendo assim, o diferencial no mercado.
Em adição, para que ocorra a criação e a inovação, além da vontade para criar e inovar, é de suma importância sonhar, pois o sonho impulsiona o agir. É preciso também que se tenha conhecimentos para que ocorra a inovação, paixão pelo que se faz, além de pensamentos otimistas, coragem, perseverança, capacidade de correr riscos, determinação, comprometimento, dedicação, envolvimento, disciplina, muita responsabilidade, confiança e capacidade de entrega ao trabalho. Além de tudo isso é necessário se doar de corpo e alma, e ter tempo para se mergulhar de fato no que se propõe a realizar, pensando e repensando sempre as idéias e as ações, com muita vontade de fazer acontecer, constituindo-se assim então a criatividade, bem como a inovação, um desafio.
É fundamental salientar que, em meio a tantas mudanças e incertezas do dia-a-dia, a empresa inteligente não pode mais deixar de sonhar e vislumbrar seu lugar ao pódio, devendo sempre trabalhar de forma criativa e inovadora, transformando dessa maneira seus problemas em grandes oportunidades de negócio. Nesse diapasão, além de valorizar, incentivar e apoiar seus colaboradores a criarem e a inovarem, a empresa inteligente deve propiciar e estimular, tanto um ambiente favorável à criatividade e à reflexão, quanto um ambiente harmonioso, onde possa prevalecer, além da participação, integração, inter-relação e interação entre pessoas e departamentos, a tão sonhada sinergia. É com essa estratégia, através de uma maneira peculiar, ousada e diferente de pensar, obter entre várias alternativas aquela que a leve a um lugar de destaque, fazendo o seu diferencial.
Consciente de que este mercado é bastante cruel e altamente competitivo, o que se verifica é que a empresa inteligente não adormece um minuto sequer, para tanto, permanece bem atenta e com um olhar vivo no mercado, não se acomodando com o sucesso de hoje, mas trabalhando em prol da garantia do sucesso do amanhã, demonstrando demasiada confiança em si mesma, cuidando sempre para não se deixar abater pelo medo de errar, bem como pelos pessimistas e conservadores à espreita, valorizando, respeitando e escutando todos os envolvidos, e com muita ousadia, enfrentando os desafios com um sabor de vitória.
É adequado dizer que, se a empresa não desejar inovar, estará fadada ao fracasso, seguindo rumo à trilha da submersão e sendo conduzida em curto período de tempo à exclusão do mercado.
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Cesar Augusto Cerqueira Leite
Quinta, 6 de Março de 2008
Lembro de uma amiga de Ciências Sociais que certa vez afirmou que beber cerveja é um ato social. Dados recentes do Target Group Index, estudo realizado em 58 países, apontam que há, realmente, uma forte relação do consumo de cerveja com a sociabilidade.
O estudo, publicado no Meio & Mensagem, indica que o perfil dos consumidores de cerveja é na maioria masculino, bem distribuído entre as faixas etárias da vida adulta, nas classes A, B e C. O total chega a quase 22,2 milhões nas regiões analisadas, sendo que 47% consomem 15 copos ou mais por semana.
"Tenho prazer em receber pessoas em casa" e "Gosto de ter bons amigos, que me dêem apoio em tempos difíceis" são frases com as quais os consumidores concordam e que indicam a importância da presença dos amigos e o compartilhamento social envolvido no ato de beber.
Não é à toa que o volume de investimento publicitário da indústria de cervejas aumentou mais do que a média de crescimento do bolo publicitário de todos os setores, incluindo o próprio setor de bebidas, no terceiro trimestre de 2007 em comparação com o mesmo período de 2006. Segundo dados do Ibope, houve um aumento de 146%, com um investimento de R$ 276,4 milhões em publicidade de cervejas.
Recentemente a Schincariol anunciou uma verba de marketing de R$ 450 milhões para 2008. A companhia ampliou de quatro para dez o número de gerentes de produto e, segundo o diretor de marketing da empresa, Marcel Sacco, haverá um foco ainda maior na marca e um grande investimento em compreender as dinâmicas do mercado e as necessidades do consumidor. "Tenho uma pesquisa para entender o consumidor de bebidas 24 por 7 - desde a hora em que ele acorda, todos os dias", afirma Sacco.
Investimentos dessa magnitude e preocupação em compreender as dinâmicas de consumo, não são privilégios da Schincariol. Como ela, todas as demais companhias de cerveja vêem se mobilizando. Contudo, dois aspectos chamam a minha atenção.
O primeiro deles refere-se a uma melhor compreensão dos aspectos intangíveis relacionados ao consumo. Como já disse nessa coluna há algumas semanas, compreender e explorar os vários benefícios emocionais e psicológicos do produto é uma competência que os gestores devem desenvolver.
O segundo é a relação entre esse conhecimento e o aumento dos investimentos em marketing. As cervejas têm aumentado seu conhecimento sobre as dinâmicas de consumo e com isso elevam seus investimentos, especialmente em propaganda.
Esses dois aspectos valem não apenas para a indústria cervejeira, mas para as empresas em geral. Mergulhar no conhecimento do consumidor, compreender benefícios intangíveis e explorá-los em um investimento cada vez maior em marketing é pedida certa para marcas que desejam matar sua sede de crescimento.
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Administrador
Quinta, 6 de Setembro de 2007
Assim como mergulhar de um trampolim de 10 metros (daqueles utilizados nos saltos ornamentais) pela primeira vez, deixar um trabalho estável para abrir seu próprio negócio pode ser algo um tanto assustador. É necessário estar preparado para este grande salto antes de simplesmente "pular sem olhar para baixo". Sendo assim existem maneiras seguras de alcançar o sucesso e aumentar as possibilidades de ser bem sucedido na abertura do novo negócio.
Para alcançar os objetivos é preciso antes de tudo determinar até que ponto é possível manter as duas coisas, conseguindo extrair o melhor de ambos os mundos.
Por que não utilizar a rede de relacionamentos criada ao longo de sua carreira de empregado e executivo até conseguir firmar seu novo empreendimento? Muitas das coisas que funcionam e que não funcionam em um empreendimento pode ser bem analisado nesta fase inicial, antes de se comprometer em tempo integral com este novo negócio. A idéia é tentar alcançar uma renda mínima suficiente para atender a manutenção de seu padrão de vida, antes de dar o pulo.

Não é um objetivo fácil de ser atingido, mas vale a pena o esforço.
Fazendo essa transição com naturalidade, tudo acontecerá mais facilmente, mesmo sendo sua primeira experiência como empreendedor.
Segue uma relação de dez perguntas a serem feitas, cujas respostas determinarão a hora exata de sair do trabalho para se dedicar 100% ao seu novo negócio.
1. Você tem um bom produto ou serviço a ser oferecido? Uma idéia, uma amostra, um protótipo ou o simples gosto (ou aptidão) não contam. É necessário ter uma real oportunidade de negócio, que possa (ou deva) já entrar em funcionamento. Se possível, deve ser testado, e estar amparado por um sólido plano de negócios. Não vale a pena deixar o trabalho estável apenas por ter uma boa idéia na cabeça. Por isto é preciso planejar com segurança. Tenha, de antemão, uma visão clara dos custos do produto, para se possa ter uma idéia da rentabilidade do negócio como um todo. Conhecer bem todos os custos e despesas envolvidos (mesmo que superestimados no início) é fundamental para o sucesso do empreendimento.
2.Existem clientes reais? Independente se os clientes são usuários finais, distribuidores, varejistas ou outras empresas. É preciso avaliar se de fato eles existem e têm interesse em comprar seu produto ou serviço. De nada adianta ter uma excelente idéia, se o publico consumidor não se interessar por ela.
3.Seu novo negócio possui um caixa suficiente para sustentar o negócio durante um longo período de baixa? Com o negócio em funcionamento é necessário avaliar se o caixa é suficiente para suportar um longo período de recessão. Muitas empresas simplesmente quebram por não ter um caixa suficiente, mesmo que estejam vendendo bem. Avaliar e dimensionar com segurança o caixa da empresa fará com que você verifique melhor a sustentabilidade do negócio antes de abandonar seu emprego.
4.Seu negócio próprio será mais agradável e trará mais satisfação que o seu emprego? Isto é mais fácil para as pessoas que simplesmente odeiam seu trabalho do que é para aqueles que se sentem satisfeitos no trabalho atual. É necessário ter uma paixão e entusiasmo excepcional pelo novo negócio, senão estará condenado ao fracasso. Isto é sempre verdadeiro se você for o responsável pelas vendas, por exemplo. É necessário amar o seu produto e ter certeza que ele é a melhor opção disponível. A atitude do proprietário afeta a empresa inteira.
5.Já fez uma análise da concorrência? Se seu grande concorrente tiver recursos ilimitados, pode criar uma barreira de entrada para o seu produto, afetando assim a sustentabilidade de seu negócio. Por isto é importante manter os olhos abertos para a concorrência, sabendo diferenciar o seu produto e defender-se de eventuais ataques que possam acontecer. Por exemplo, na hora em que estiver tudo pronto para entrar em ação, o concorrente pode, simplesmente, baixar o preço do produto ou serviço, tornando sua entrada no mercado inviável.
6.O negócio não irá à quebrar nos próximos três anos? Esta é uma realidade triste, mas verdadeira. A maioria das empresas não consegue alcançar uma vida muito longa. Na verdade, cerca de 50% dos novos negócios fecham suas portas ao final do segundo ano. Há muitas razões para que uma companhia feche suas portas, mas não alcançar lucro é obviamente o principal. Aqui é importante avaliar como o negócio está indo, saber ler o mercado e verificar se sua empresa está bem sucedida e preparada para eventuais crises. Não existe nada pior do que abrir uma empresa, o que por si só gera grandes expectativas e ter que fechar as portas dois ou três anos depois, para encarar novamente o mercado de trabalho.
7.Você tem a disciplina necessária para ser o dono do próprio negócio e seu próprio patrão? Não possuir a disciplina necessária para manter ou perder a paixão pelo seu negócio pode fazer com que as coisas não saiam como esperado, tornando-se um desastre. Ser empreendedor é matar um leão por dia, literalmente. Quando se é empregado você se preocupa apenas em receber seu salário no final do mês. Como dono não. Precisa estar de olho nas vendas, pagar as contas, os salários, os impostos e ter controle sobre tudo o que gira em torno de sua empresa.
8.Você transformou-se em um especialista na sua área? Deixar uma carreira de 20 anos na indústria de seguro para começar uma confecção pode ser arriscado. Todo conhecimento e expertise acumulados ao longo da carreira podem não ser suficientes para manter seu empreendimento. As habilidades são outras e o próprio ambiente do negócio é diferente. Neste caso é aconselhável tentar abrir um negócio numa área mais próxima de sua especialidade, desta forma a transição será facilitada. Além disto você irá aproveitar a credibilidade alcançada ao longo da carreira para tornar seu negócio sustentável.
9.Você tem um boa rede de contatos na área? Uma rede de contatos produtiva é um grande recurso ao construir um novo negócio. Se você conhece as pessoas certas, nos lugares certos relacionados ao seu negócio, isto pode ser uma vantagem inicial para desenvolver sua nova empresa. Trabalhar o networking sempre é uma alternativa saudável para a organização e pode sempre representar novos clientes e novas vendas. Use sua rede para divulgar sua empresa e os resultados virão.
10.Você tem, e aceita conselheiros? Escolha pessoas que podem lhe ajudar no seu desenvolvimento pessoal e também no desenvolvimento do seu negócio. Conselheiros, sejam eles outros empresários ou mesmo consultores podem fazer a diferença para o desenvolvimento de sua empresa. Estes conselheiros podem também ajudar a determinar quando incrementar ou encerrar seu negócio.
É necessário um auto-conhecimento muito grande para determinar a hora certa de sair do emprego e se dedicar integralmente a seu novo empreendimento. Por isto mesmo, é bom procurar desenvolver o novo negócio sob circunstâncias experimentais tanto quanto possível, ainda mantendo o seu trabalho. Você terá assim, mais tranqüilidade para desenvolver a nova empresa. Pode ser que nesta fase, o negócio não renda o esperado, mas sem dúvida neste período ele estará criando uma base sustentável para crescer de forma consistente no futuro.
Portanto a principal dica é: tente desenvolver seu empreendimento até chegar ao ponto em que você se veja forçado escolher entre seu emprego e o negócio.
Colaborador: Andrei Lima
Categorias:
Serviço, Empreendedorismo, Empresa, Cliente, Carreira, Análise, Concorrência, Relacionamento, Negócio, Produto, Caixa, Especialista, Área,
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