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CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL É PARA PROFISSIONAIS

Quinta, 3 de Julho de 2008
Atuar com capacitação de profissionais não uma tarefa para muitos. Em minha opinião o fator de maior relevância para a atuação na área da capacitação profissional, vai além das palestras, treinamentos e trocas de experiências profissionais que desenvolvemos durante o decorrer dos anos de trabalho.

É preciso ser apaixonado! Apaixonado pelas oportunidades em conhecer novos profissionais, novas cidades, novas empresas, novos segmentos e obter novos desafios no desenvolvimento de um conteúdo de qualidade. É ser apaixonado pela possibilidade de estar contribuindo para o desenvolvimento de uma empresa, de uma equipe e principalmente de um profissional que se dedicará a obter o máximo de conhecimento possível através das informações oferecidas.

Treinar e capacitar profissionais não é uma tarefa simples. É necessário dedicar horas e até mesmo semanas desenvolvendo os materiais de acordo com a realidade da empresa para se diferenciar da grande maioria das consultorias que oferecem treinamentos de "prateleira" ou "enlatados" como se um determinado treinamento servisse para todas as empresa e segmentos além de também buscar conhecer a empresa e o perfil dos profissionais que farão parte do treinamento para que assim se obtenha o máximo de resultado.

Não há, por exemplo, um modelo de calça jeans que fique perfeita em qualquer pessoa, sendo ela alta ou baixa, gorda ou magra, homem ou mulher. Cada pessoa precisa de uma calça que seja de acordo com suas características físicas. Assim, capacitar profissionais e desenvolver materiais pode ser comparado a esta analogia. São as diferenças que farão a diferença. O corte e a costura no jeans é como os estudos de casos e as identificações específicas de cada situação. São estas características que proporcionarão a capacitação "cair bem".

Faço questão de incentivar o desenvolvimento profissional de todos. Desde meus alunos universitários como a todos os colaboradores das empresas. O aprendizado não acaba nunca. A experiência aumenta mas a cada dia de experiência cria-se uma nova oportunidade de aprendizado e atualização profissional.

Devemos aceitar que alguns erros sempre ocorrerão. Mas estes erros fazem parte do aprendizado. Caímos várias vezes antes de aprendermos a andar. Trocamos várias palavras antes de aprendermos a falar perfeitamente. A insistência e determinação em aprendermos, juntamente com o interesse e apoio de terceiros é que nos auxiliaram a aprender a andar e falar. Assim funciona em nossa vida profissional. Cometemos vários erros, mas desde que estejamos dispostos a aprender com eles e principalmente aprender a evitá-los, nos diferenciaremos mantendo uma constante capacitação profissional.

Estude, leia, faça cursos de idiomas, cursos extracurriculares. Participe daqueles treinamentos que você imagina "saber tudo". Com certeza você será surpreendido. O mundo atualiza-se constantemente, as evoluções mercadológicas ocorrem cada vez mais rápidas e as exigências por profissionais multidisciplinares e com excelente relacionamento interpessoal estão por toda parte.

Esteja disposto a aprender sempre e você será um excelente multiplicador e gestor de profissionais. Cada indivíduo possui ao menos uma destas habilidades: técnicas, humanas e conceituais. O profissional que conseguir assimilar todas essas habilidades estará altamente qualificado para ouvir, compreender, realizar, interagir, ensinar, demonstrar e formar outros profissionais e superar os objetivos pessoais ou almejados pela empresa.

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Variáveis mercadológicas em Marketing

Sexta, 4 de Abril de 2008
Muito mais do que apenas conhecer o mercado, é necessário que o profissional de Marketing saiba corretamente o que encontrar em um mercado antes de ofertar seus produtos ou serviços, são pequenas variáveis que transformam o ambiente em algo favorável a colocação do produto ou então determina a busca por um mercado menos saturado, mais atrativo ou então mais fácil de trabalhar, usando-se de estudos aprofundados e com consciência das ações tomadas.

Dentre as variáveis que mais influenciam a tomada das decisões e que produto se adapta melhor ao mercado-alvo, destacam-se:

- Variáveis ambientais: o ambiente determina a execução ou não de um novo projeto, propicia a aquisição de um produto e também apontam a sazonalidade de certos produtos e que estratégia usar; não é uma variável controlável pela empresa, mas estudos podem apontar locais e épocas corretas para se disponibilizar um produto ao consumidor;

- Variáveis culturais/sociais: a cultura de uma sociedade é um dos pontos que pode influenciar na escolha de um público-alvo, os costumes podem gerar dificuldades na hora de elaborar uma estratégia quando não há conhecimento suficiente e os estudos realizados não trazem uma boa base para que as estratégias sejam elaboradas; Marketing

- Variáveis políticas/jurídicas: outro ponto em que um estudo muito bem feito do mercado, de suas leis e das possibilidades de atuação define o sucesso ou não de uma empresa, especialmente quando elabora-se um planejamento sem conhecer esses pontos e então o investimento foi perdido;

- Variáveis demográficas: apontam as populações, suas classes, sua renda, entre outros aspectos, pode ser um bom conjunto de informações para empresas que procuram um público-alvo mais específico ou então utiliza-se da estratégia de Marketing de massa;

- Variáveis econômicas: uma economia mais favorável aos investimentos das organizações, com clareza de ações e uma população com poder de compra atraem mais facilmente as empresas, mas há casos onde o consumo de produtos e serviços não é alto e então devem ser estudadas outras variáveis antes de entrar diretamente no mercado;

- Variáveis psicológicas: são pontos em que a maneira de pensar, as necessidades e desejos do consumidor são mais visíveis, é neste ponto que aplica-se um estudo em conjunto com a Pirâmide de Maslow, para compreender como pensa o consumidor;

- Variáveis tecnológicas: um dos pontos em que os estudos e aplicações devem ser levados em consideração pelo profissional de Marketing, especialmente para lançar um produto adequado à época e aos desejos e necessidades do consumidor, dando-lhe, do ponto de vista tecnológico, um produto usável.

Como cada mercado é composto por variáveis, não adianta apegar-se apenas a uma delas e elaborar seus planejamentos, estratégias etc, a complexidade das informações pode apontar um mercado de fácil atuação ou então demonstrar, por meio dos estudos e pesquisas, que não há razões para lançar-se no mercado, evitando perdas desnecessárias e direcionando a empresa para um rumo mais favorável de sucesso.

Os mercados variam constantemente, vários dados novos são conhecidos com o passar dos tempos e cabe ao profissional de Marketing utilizar corretamente todas as ferramentas disponíveis, mas o bom senso e conhecimento devem ser usados em qualquer tomada de decisão, porque empresas sérias permanecem no mercado e conquistam o consumidor, fazendo com isso a fidelização e possibilitando um feedback muito melhor.

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Reduzir as Dependências da Organização

Quarta, 27 de Fevereiro de 2008
Sempre existiu e sempre existirão dependências mercadológicas da empresa com os outros agentes do mercado, e isso é normal, pois na cadeia de suprimentos sempre haverá o fornecedor de matéria prima que permite o processo produtivo para a próxima etapa, o cliente seja corporativo ou o consumidor final.

O detalhe neste ponto é a forte dependência que a grande maioria das empresas possuem em relação a poucos agentes do mercado, sejam eles fornecedores ou clientes. E esse fato pode ocorrer por alguns motivos, como em relação a diferença do porte das empresas ou algum processo tecnológico empregado na matéria prima que outros fornecedores não conseguiram produzir. Mas para estas situações existem algumas importantes medidas estratégicas que podem ser utilizadas.

Para saber se existe forte dependência de alguns clientes ou fornecedores faça uma conta simples, verifique qual a relação percentual destes em relação ao faturamento ou o total de compras respectivamente. Outra técnica que pode ser usada para verificar a existência de dependências é a curva ABC. Empresas que possuem fortes dependências de poucos clientes e fornecedores são muito vulneráveis a qualquer mudança que possam ocorrer, então existe a necessidade de fragmentação.

Quando existem poucos clientes com grande participação no faturamento existem algumas medidas que podem ser aplicadas a curto prazo para reduzir este percentual, a intenção não é vender menos para estes clientes, mas sim buscar aumentar a participação de outros, de forma que exista equilíbrio.
Reduzir as Dependências da Organização
O primeiro ponto neste caso é buscar prospectar novos clientes, e isso é possível fortalecendo e qualificando a equipe de venda, de forma que estejam preparados para atender a todas as necessidades do mercado. Pode-se também ser realizada uma fragmentação demográfica, ou seja, a empresa buscará participação de mercado em regiões antes não exploradas, mas para realizar este procedimento, todos os cuidados são necessários no sentido de realmente buscar conhecer esta nova região. Por fim, na busca de aumentar a participação relativa da carteira de clientes, a empresa pode entrar em outros mercados, diversificando sua linha de produtos.

No caso de existirem poucos fornecedores com grande influência sobre a empresa, pode-se tomar algumas medidas que muitas vezes impactam não apenas nessa mudança de dependência, como também podem corroborar em maior eficiência, qualidade e redução no custo das matérias primas.

Deve-se primeiramente buscar desenvolver novos fornecedores, e este processo deve ser cuidadosamente analisado, pois a qualidade desta matéria prima influenciará diretamente no resultado final do produto da sua empresa. Verifique se o novo fornecedor possui todas as especificações desejadas quanto a qualidade, capacidade produtiva e tempo de entrega.

Uma medida que também pode ser aplicada é a integração vertical, ou seja, a empresa é seu próprio fornecedor de matéria prima. Por um lado essa medida pode trazer grandes benefícios, mas algumas vezes por este não ser o core business (foco de negócio da empresa principal), o resultado pode ser desastroso.

Mas muitas vezes existe dependência de poucos fornecedores em razão dos outros não possuírem capacidade tecnológica ou estrutural produtiva, neste caso pode-se investir no desenvolvimento deste fornecedor, de forma a prover suas carências.

Desta forma a dependência de poucos clientes ou fornecedores pode ser reduzida significativamente, tornando a empresa menos vulnerável ás oscilações que podem ocorrer no mercado, como exemplo uma falência de algum agente diretamente ligado com a organização.

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TABUS E PARADIGMAS

Sexta, 1 de Fevereiro de 2008
Um número respeitável de empresas ainda não se curva ante a necessidade de adequação às novas regras de mercado, imposição do mundo globalizado e uma disputa cada vez mais acirrada pelo mercado. Elas permanecem alheias ao movimento, mantendo-se inertes mesmo diante do perigo que representa a forte pressão exercida pela concorrência internacional. É com essa visão imediatista que elas entram num estado degenerativo, fortemente alavancado por preceitos antiquados e idéias ultrapassadas.

As empresas que almejam manter-se em pé de igualdade com a concorrência devem ajustar a sintonia e adequar suas idéias à nova filosofia do mercado. Exatamente como vêm fazendo inúmeros empresários que, com outra mentalidade, acompanham as tendências mercadológicas e usam a criatividade na busca de alternativas que ofereçam vantagens competitivas no confronto com a concorrência. Ou seguirão tentando apenas sobreviver em meio às dificuldades cada vez maiores, num espaço cada vez mais reduzido.
TABUS E PARADIGMAS
O processo de adequação é muito simples. O primeiro passo, fundamental para o sucesso, é a mudança gradual e muita bem planejada, da mentalidade institucional, dispensando-se especial atenção àquelas pessoas mais reticentes e resistentes a mudanças, que poderão passar uma falsa impressão de adesão se não forem bem trabalhadas, especialmente em se tratando dos líderes, que terão a incumbência de trabalhar as mudanças junto aos colaboradores.

Em seguida, tão importante como o primeiro passo, é exatamente a tarefa de convencer os colaboradores. Será preciso promover uma verdadeira revolução nas cabeças mais tradicionalistas e inflexíveis. Muita argumentação e paciência ao desenhar o novo cenário da organização, ajustando-o da forma mais convincente possível à nova realidade do mercado, de modo a facilitar o entendimento e a conseqüente adesão, inclusive a dos mais radicais. Uma tarefa árdua, já que, devido à própria dinâmica do mercado, eles, os colaboradores, não conseguem acompanhar os avanços e inovações que acontecem no dia-a-dia. É um trabalho que pode significar a adesão de todos e a garantia de bons resultados para o empreendimento.

Aí entra o papel ativo dos líderes. Eles devem conhecer muito bem o funcionamento do mercado, o comportamento dos consumidores e da concorrência, e ter uma boa intuição para enxergar oportunidades futuras e as armadilhas do mercado. Com persistência e devidamente sintonizados com as inovações, eles terão a incumbência de orientar os colaboradores. Primeiro, sobre a necessidade de esquecerem as idéias e padrões ultrapassados. Em seguida, sobre os novos rumos, os conceitos de gestão, os avanços tecnológicos, a informatização, as ferramentas empresariais, as informações sobre o mercado, a concorrência e as exigências do consumidor, enfim, tudo o que for necessário para um perfeito encaixe das engrenagens que tocarão a "nova" empresa.

Contudo, em nenhum momento a cautela pode ser deixada de lado, sob risco de um fracasso. As mudanças devem acontecer gradualmente e no tempo certo, pois qualquer precipitação pode levar a desconfiança aos colaboradores mais resistentes a mudanças, o que seria fatal para todo o projeto.

Há vários mecanismos que podem auxiliar, e muito, no planejamento e desenvolvimento de um projeto dessa natureza, e devem ser valorizados pelas empresas, pois representam uma garantia de bons resultados. Gestão Participativa, Plano de Carreira, Qualidade de Vida, Gestão do Conhecimento, Instrumentos Empresariais, Abertura de Mercado, Globalização, Fusões, Parcerias, Sistemas de Informação, Treinamentos, Universidade Corporativa, E-Learning, Softwares de Gestão, Solucionadores de Problemas, Delegação de Poderes, Governança Corporativa, Participação nos Lucros e Resultados, entre outros, estão aí quee vieram para ficar. São realidades que fazem a diferença.

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ENIGMARKETINGS: O CONSUMO GAY

Quinta, 10 de Janeiro de 2008
Continuando a série de artigos sobre os enigmarketings, enigmas que as marcas têm que enfrentar na busca pela compreensão da nova sociedade e suas dinâmicas comportamentais - incluindo aí as novas dinâmicas de consumo -, chegamos ao público homossexual.

De acordo com os dados da Contagem da População - pesquisa realizada pelo IBGE em 97% dos município brasileiros - o Brasil tem pelo menos 17 mil casais homossexuais que vivem juntos. Segundo o Censo GLS, do Instituto de Pesquisa e Cultura GLS e do IBGE, a comunidade GLBT - estimada em 18 milhões de pessoas no Brasil, cerca de 10% da população - gasta 30% a mais que os heterossexuais, sendo que 83% pertencem às classes A e B e 57% possuem curso superior. Ainda segundo pesquisas, o segmento GLBT é responsável por movimentar, no país, cerca de R$ 150 milhões.

Filmes e novelas, já há algum tempo, têm buscado retratar a homossexualidade. A publicidade também começa a ousar mais nas campanhas voltadas para esse público, além de englobá-lo em suas ações tradicionais. Recentemente, no Brasil, o comercial do novo Vectra chamou a atenção porque em uma das cenas mostrava duas mulheres, em clima de romance, sendo surpreendidas pelo novo veículo. A Levi's veiculou nos EUA comercial em duas versões para a linha de jeans 501 - uma versão hetero e outra gay. O filme para o público homossexual foi ao ar exclusivamente no canal Logo, da MTV, que tem programação para a platéia gay. Em São Paulo, a recém-inaugurada agência de propaganda, Seu Expedito, criou um núcleo exclusivo para atender aos clientes que tenham como público-alvo gays, lésbicas e simpatizantes, oferecendo também monitoramento de comportamento e tendências desses consumidores.

Falar sobre os homossexuais talvez seja das tarefas mais árduas, pois é um debate que ainda envolve, além de grande preconceito, questões morais, culturais e religiosas muito intensas. No entanto, também fica extremamente difícil negar a sua existência, ou diminuir sua importância. O objetivo deste artigo não é defender essa ou aquela corrente de pensamento. É mostrar o papel desse público na sociedade atual e, consequentemente, suas implicações mercadológicas. Os homossexuais são parte dessa nova sociedade, têm assumido cada vez mais as suas opções, conquistado seu espaço no mercado profissional e estão explorando um mercado que os entenda, cada vez mais, como regra, não como exceção. Ignorar a sua presença e representatividade, como insistem algumas marcas, é perder a oportunidade de compreender melhor essa nova dinâmica social, além de deixar de considerar um enorme potencial econômico.