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Os paradigmas na visão de Peter Drucker

Terça, 9 de Setembro de 2008
Em conseqüência, os paradigmas tradicionais da Administração estão desatualizados. Sem a sua revisão não será possível adaptar as organizações aos novos desafios.

Em primeiro lugar, a Administração não diz respeito apenas à empresa com fins lucrativos. Segundo Drucker, este modelo organizativo tem vindo a perder peso no conjunto da atividade desenvolvida nos países a favor das atividades fomentadas pelo Estado e suas ramificações ou por organizações sem fins lucrativos. Aliás, uma das suas preocupações dominantes sempre esteve centrada nas organizações sem fins lucrativos. Dado o volume de atividade desenvolvido por estas organizações nos Estados Unidos e o envolvimento da população local - estima-se que mais de 50% dos americanos contribuem ativamente com trabalho voluntário -, não é de surpreender o interesse manifestado por Drucker e a sua consultoria a organizações com milhões de membros, como as "girl scouts" (escoteiras). Quer se trate de empresas quer de organizações sem fins lucrativos, a descoberta incessante de necessidades por satisfazer e a investigação permanente são condições indispensáveis ao sucesso e sobrevivência das organizações.

O segundo paradigma diz respeito à impossibilidade de encontrar um modelo universal de organização eficiente. Nem a organização hierárquica tradicional nem o trabalho em equipe, tão defendido ultimamente, são adequados a todas as situações. Para Drucker, a hierarquia continua a ser uma instituição fundamental, mas o modelo ideal para um departamento de vendas pode não ter eficácia num laboratório de investigação de uma empresa farmacêutica. No entanto, dada a evolução da atividade econômica, o grande desafio para um número crescente de trabalhadores independentes é a gestão de si próprios. Finalmente, também não existe um modelo ideal de coordenação de pessoas. No contexto da importância crescente dos trabalhadores do conhecimento, os "subordinados" sabem freqüentemente mais sobre a sua tarefa do que os seus "superiores". Por exemplo, um diretor de hospital pode até nem ser médico, tendo de coordenar uma equipe que constituída por médicos especialistas nas mais variadas doenças. Drucker sugere uma analogia em que o Administrador é, muitas vezes, como o maestro que pode não saber tocar violino, mas tem um papel decisivo no desempenho da sua orquestra. No entanto, a motivação dos trabalhadores do conhecimento é muito mais complexa de que a dos trabalhadores da era industrial. O modelo baseado na remuneração fixa, ou em função do desempenho, é largamente insuficiente.

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A Semana do Administrador (Parte 01): Empresas, Gestores e Universitários

Segunda, 25 de Agosto de 2008
Reanalisando o aprendizado...
Não adianta colecionar cursos e preencher as paredes do escritório. Para se obter resultado dentro do aprendizado é necessário criar uma escola que lhe atenda 24 horas por dia, que seja itinerante, virtual e dinâmica entre teoria e pratica.

Existe uma única possibilidade para o enriquecimento continuado e está na sua capacidade de formar grupos permanentes para troca, enriquecimento de informações frente as suas execuções.

Quanto mais próximo você conseguir estar com as pessoas de interesse, maior será a sua capacidade de aprender coisas novas. O fator fundamental para se obter sucesso na arte da troca é a capacidade de se mostrar útil, pois este valor será o acumulativo de créditos para que lhe aceitem como um ser competente e assim tenham interesse em apoiá-lo na mesma moeda e qualidade quando da solicitação das suas necessidades.

Não se esqueça que na escola do aprendizado, os destaques estão nas ações de identificação dos vazios não percebidos pelos comuns e é nesse momento que o tempo se faz facilitador para os criativos.


Revendo os objetivos...
Entenda que um projeto acontece quando é recheado de qualidade e que tal situação somente ocorre quando destinamos concentração e dedicação ao que fazemos.

Sua atitude deve andar junto com a capacidade de criar, pois está na criação a possibilidade de inovar para ter a sua parte na estrada principal da vida. Nada será simples e fácil, sua jornada será alcançada após exaustivos planos e testes, erros e acertos, vivência, experiência e um grande, mais muito grande “saco” para agüentar, enquanto as coisas não estiverem retornando com o “dindim” esperado. Em alguns momentos acharemos que já estamos por merecer mais, pelo próprio sentimento de utilidade e prestatividade, mas sempre existiram outros fatores (políticos, por exemplo...), que exigirão sua paciência ou mesmo mobilidade. É muito interessante observar que persistir por uma busca é conseguir transpor obstáculos dentro de uma caminhada seletiva, ou simplesmente conseguir chegar aonde poucos chegam.


Reforçando o acompanhamento...
Trabalhar com visão no futuro, antes de qualquer coisa é reservar um espaço diário para analisar e verificar o que aconteceu com as propostas do dia anterior.

Quanto menor for o espaço criado entre o que se pretende com o que se faz, melhor será a sua capacidade de revisar com eficiência e a tempo, para redirecionar e ajustar sua operação. Nunca haverá sucesso para aqueles que gostam de sonhar, porém não aceitam controlar.


Valorizando a equipe...
Quanto maior for a capacidade de troca entre os membros do grupo, melhor será a resposta do mercado alvo do seu negocio. Esta é a única equação razoável para se medir o resultado e qualidade do capital humano que nos rodeia.

A comunicabilidade empresarial é dependente do nível do conhecimento e comprometimento das causas necessárias ao êxito do negocio. A sua plataforma de trabalho deve ser horizontal, homogênea, atuante e conhecedora do mercado.

Um terceiro ponto será o responsável para medir o seu sucesso e estará condicionado a distancia que sua organização possui dos acontecimentos externos dependentes para o processamento das ações. Será que seu faxineiro tem autonomia e conhecimento para reformular o processo de limpeza através da analise própria do como e porque fazer melhor?

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Motivação contra rigidez

Domingo, 24 de Agosto de 2008
É comum encontrarmos pessoas dispostas a zelar pela saúde física.Elas dedicam parte do seu tempo prevenindo-se de possíveis doenças. Conscientes do seu papel, elas fazem sua parte, enquanto outros deixam na mão dos especialistas a solução da saúde.É bom lembrar que a competência dos outros nem sempre salva nossa vida. Para muitos está faltando competência para administrar e prevenir futuras doenças. Isso explica a grande incidência de morte devido a problemas cardíacos.Sem nossa interferência consciente, as artérias vão aos poucos obstruindo nossa vida. E o que contribuiu para a obstrução das artérias? Querem saber? Pois bem, em grande parte podemos atribuir a causa principal à rigidez.

O que é RIGIDEZ?
Rigidez está definida no dicionário como dureza, tensão, rigor e aspereza.

Isso significa que a rigidez é o oposto de flexibilidade.

A maioria das pessoas pode ser considerada rígida e, nesse caso não importa o grau de instrução, a classe social, nem o cargo que ocupa. Este dado é alarmante, à medida que sabemos que o grau de rigidez de uma pessoa determina o grau de relacionamento que ela tem com o mundo e por conseqüência, consigo mesma.

O interessante é a relação direta que existe entre saúde física e postura de vida.

Sabe-se hoje que uma das grandes causas de morte, no mundo, é provocada pela aterosclerose.

A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica que evolui com a formação de placas de gordura que vão se instalando, aos poucos, nas paredes das artérias, comprometendo o cérebro, o coração, rins, os membros superiores e inferiores. As artérias vão perdendo sua flexibilidade, tornando-se duras e rígidas. Vários são os fatores de risco, entre eles destaco a vida sedentária e o estresse emocional. A rigidez, portanto, é um péssimo sinal. O corpo físico grita em forma de doença, denunciando a postura rígida que mantemos em relação à vida.

Portanto, viva a FLEXIBILIDADE. Viva as pessoas com motivação suficiente para lerem os novos tempos. Estamos numa época em que a saúde e o trabalho estão interligados.

A flexibilidade é o antídoto contra a rigidez. Precisamos de flexibilidade nas artérias e na vida. Quantos de nós insistimos em manter um estilo de vida, mesmo sabendo que ele não é adequado.

Este é o caso dos fumantes, dos sedentários, dos autoritários, dos rebeldes, dos obesos, dos pessimistas, dos rígidos com colegas e familiares, dos negativos, dos tristes e confusos, enfim, uma infinidade de comportamentos tão ásperos que corroem qualquer artéria.

Nas organizações empresariais, encontramos muitos motivos para entupimento de artérias.Tudo é sempre muito urgente, mais do que o corpo físico consegue suportar. É lógico que o corpo não resmunga, nem reclama, o que ele faz é adoecer. E às vezes é tarde demais para qualquer possibilidade de mudança. Pois o tempo cansa de nos dar um tempo e então envelhecemos antes do esperado.Isso é tão intenso que chegamos ao ponto de nos atrofiarmos. O interessante é que, na maioria das vezes, somos responsáveis pelo que fazemos ao nosso corpo e, portanto, ao nosso destino.

Em todo processo de limpeza, somos obrigados a jogar fora o que pesa, o que nos enferruja, o que nos limita e, finalmente, o que nos absorve a ponto de nos tornarmos rígidos e doentes. Por esse motivo devemos fazer de tudo para flexibilizar a vida. Dessa forma, as artérias ficarão flexíveis também e, em silêncio, elas nos permitirão mais tempo de vida. De vida plena!

A rigidez impede que absorvamos o melhor da vida. Flexibilizar, portanto, é um ato que acena para uma vida longa... Uma longa vida, na qual o bem estar é compromisso diário!

Diga não à rigidez, diga sim à VIDA!

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Desenvolvimento de Novos Produtos

Quinta, 21 de Agosto de 2008
A decisão de desenvolver um novo produto está intimamente ligada à necessidade de atender uma nova tendência de mercado ou a reciclagem de um produto já existente. A introdução da novidade no mercado, em geral, segue alguns preceitos que envolvem:

- Uma nova função, através de um produto inteiramente novo;
- Aprimoramento do desempenho de um produto já existente;
- Desenvolvimento de uma nova função para produto já produzido;
- Funções adicionais;
- Novo design;
- Introdução do produto em um novo mercado, entre outras.

A escolha de qual desses modelos aplicar deve ser realizada levando-se em consideração o conceito de ciclo de vida dos produtos, onde o momento mais apropriado para introdução de um novo produto está ligado à necessidade de impulsionar as vendas ou compensar a decadência de um determinado artigo em sua fase de declínio.

A criação e o desenvolvimento do novo produto deverão envolver a organização como um todo, num processo que se inicia com a análise do mercado, através das tendências identificadas pela equipe de vendas e funcionários, além de outras fontes externas. Após o surgimento de novas idéias, cabe à organização decidir qual delas levar adiante, questionando se o novo conceito irá atender as necessidades da empresa e se fará uso de seus pontos fortes. Igualmente importante é saber se a idéia faz sentido comercialmente ou não. Após essas considerações a empresa pode, então, testar a aceitação do novo produto, colocando-o a venda em uma área limitada, onde seu desempenho poderá ser medido e avaliado.

Processo de Desenvolvimento de um novo produto.
Após identificar a necessidade de criação ou adequação de um produto, a organização deve buscar idéias que possam ser aplicadas. Tais idéias podem partir de dentro da própria empresa, através de funcionários e membros da equipe de vendas, ou também de fontes externas, através de pesquisa de mercado e observação de outras empresas. A organização pode usar ferramentas que auxiliam no surgimento de idéias, como o método Delphi, livre associação, régua holística, dentre outras. De posse do conceito do novo produto, cabe ao profissional de marketing decidir de sua aplicação é viável ou não. Para isso, ele deve se utilizar de técnicas de pesquisa que mostrem qual seria a demanda para o produto a ser introduzido no mercado, formando uma previsão de vendas. Também deverá avaliar os custos incorridos na produção e divulgação desse produto.

Ao desenvolver um novo produto, a empresa deve analisar o perfil do publico ao qual ele será oferecido. Consumidores organizacionais levam em consideração o nível de qualidade e funcionalidade do produto na hora de decidir a compra, baseando-se em oito critérios:

- Desempenho
- Recursos oferecidos
- Confiabilidade
- Conformidade
- Durabilidade
- Serviços de pós-venda
- Estética
- Avaliação geral

Já os consumidores domésticos podem estar mais inclinados ao design e ao custo de um produto, levando igualmente em consideração aspectos como segurança e funcionalidades oferecidas.

Embalagem
Parte importante do Produto, a embalagem deve comunicar as características e benefícios oferecidos pelo artigo, além de ter design atraente sem deixar de protegê-lo convenientemente e ser funcional no momento de transportá-lo. Devem constar na embalagem informações técnicas e especificações de uso, além de serem produzidas com materiais que não agridam o meio ambiente.

Causas de fracasso de novos produtos
Um das principais causas de fracasso de um novo produto é a incapacidade da empresa em atender às necessidades do consumidor, interpretando de forma errônea as tendências observadas no mercado ou as informações obtidas através de pesquisas e outras ferramentas. Outro fator importante para um possível fracasso está relacionado com uma comunicação incorreta e canais de distribuição que não sejam adequados àquilo que os consumidores esperam ou estão acostumados a usar.

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O MITO DA EMPRESA FAMILIAR

Segunda, 23 de Junho de 2008
O mito da empresa familiar foi construído ao longo da história sobre uma infinidade de sucessos e fracassos de milhares de empresas em todos os países do mundo. Uma casta de empreendedores e, respectivamente, seus sucessores, foi capaz de perpetuar os negócios por várias gerações pelo fato de ter atribuído ao negócio um sentido mais amplo do que as emoções afloradas no seio da família e da empresa familiar. Eles acreditaram fortemente em sua missão de vida e em sua própria capacidade de realização. Isso foi além dos fortes laços pessoais com a organização inicialmente concebida por eles.

Durante muito tempo, o fundador foi associado ao patriarca enérgico, de pulso firme, centralizador, dono da razão e ao mesmo tempo o "paizão" que tinha a palavra final, cujo papel era determinante nas decisões e no rumo que a empresa deveria tomar em situações adversas. Embora a característica seja latente nas empresas familiares, a administração moderna tem feito esforços para reduzir as estatísticas das empresas onde o fundador ainda vive o papel do "todo poderoso" na empresa.

De acordo com John Davis, professor de Harvard, os líderes das empresas familiares "são todos superprotetores em relação ao patrimônio construído e críticos quanto às habilidades e à lealdade alheias. Tendem a enfatizar a lealdade em seus relacionamentos e a controlar os outros em excesso". Entretanto, nunca admitem esse fato e se julgam acima de tudo isso.

O mito é tão antigo quanto a própria família e sua importância é a mesma desde o princípio da humanidade, pois nada existe de mais primário do que a confluência entre família e trabalho. As primeiras empresas eram familiares e nasceram da necessidade de fixação na terra e sobrevivência, da organização das sociedades primitivas, da característica nômade dos homens e mulheres que buscavam em cada pedaço chão constituir família e trabalho para a subsistência, da permuta do excedente da produção dos senhores feudais e dos atravessadores que viam no excedente da produção uma possibilidade de ganho.

Empresas familiares estão sempre envolvidas em questões emocionais e afetivas e os membros geralmente não têm interesse, vocação ou ainda formação necessária para administrar o empreendimento, porém é a família que detém a propriedade do capital, o que a torna responsável pelas decisões que envolvem o comando dos negócios de forma direta ou de forma delegada a outros membros de sua inteira confiança, quase sempre parentes ou amigos mais próximos.

Em pleno Século 21, a maioria dos fundadores não sabe como preparar os filhos para a sucessão. Esquecem o fato de que a herança deixada para eles será uma sociedade familiar, composta por irmãos, primos, genros, noras e outros parentes indiretos, os quais, inconscientemente, são agregados ao negócio na medida em que empresa cresce, com um cargo figurativo, bem remunerado, quase vitalício já que na empresa familiar é mais difícil demitir filhos e parentes.

Apesar de óbvio, empresa familiar não é família. Poucos herdeiros e sucessores têm consciência disso. Diversas empresas familiares com as quais tive a oportunidade de conviver durante a minha experiência como consultor esforça-se para ser diferente perante o público, porém esbarra naquilo que John P. Kotter denomina de "As Fontes de Complacência", onde nem tudo é permitido, mas acaba tolerado e encobre níveis altíssimos de incompetência e desmandos de qualquer natureza. De fato, quando acordam para a realidade da empresa, a recuperação é praticamente impossível.

O fato de o fundador ter estimulado os filhos a acompanharem os negócios desde a infância não os transforma em potenciais empreendedores nem administradores. Naturalmente, os filhos têm habilidades que podem ser herdadas, mas são pessoas diferentes, com objetivos, desejos, aptidões e, em muitos casos, universos completamente diferentes. Dessa forma, os conflitos são inevitáveis e quando estes afloram na organização, instala-se um processo destrutivo irreversível que tende a dilapidar o patrimônio de todos e a provocar feridas que não se curam durante uma vida inteira, sem contar ainda o desestímulo aos profissionais que não são da família e, apesar da dedicação, acabam frustrados por não poder competir com membros do clã e ocupar cargos de maior importância.

A partir da entrada do conflito no cenário organizacional, o bom-senso é atropelado pelo jogo de poder e interesse que envolve os membros da empresa familiar. Muitas acabam sendo negociadas por um valor muito inferior ao seu valor de mercado, pois os membros não se entendem quanto ao preço e ao percentual de cada um. Existe sempre a ilusão de que podem ganhar mais para a tentativa de um recomeço mais adiante. Em certos casos, o orgulho "quebra" a empresa porque ninguém quer "dar o braço a torcer".

Ao final do conflito, o que sobra é muito pouco, quando sobra alguma coisa. Os laços familiares se tornam cheios de mágoa e o sobrenome da família que até então era capaz de abrir portas transforma-se em num fardo difícil de ser carregado. Os membros da família se distanciam levando consigo ressentimentos dignos de reflexão e desencantamento até o fim da vida, quando a natureza se encarrega de por fim ao que não pode ser resolvido com base no diálogo e no bom-senso.

Um dos maiores erros que alimentam o estigma da empresa familiar é manter pessoas inadequadas para ocupar cargos importantes na organização. Isso traz conseqüências irreversíveis, portanto, o segredo é profissionalizar a empresa com membros preparados ou, prioritariamente, do mercado. É necessário discutir abertamente com os herdeiros essa possibilidade sob pena de ter os sonhos e aspirações interrompidos abruptamente. De acordo com o Professor Elismar Álvarez da Silva Campos, da Fundação do Dom Cabral, os principais problemas enfrentados pelas empresas familiares são:

1. Conflito entre as necessidades de dinheiro da família e as da empresa;

2. Desenvolvimento e profissionalização dos acionistas;

3. Incapacidade do líder da empresa e da família de sair na hora certa;

4. Dificuldade de obter capital para crescer sem diluir a participação das famílias proprietárias;

5. Rivalidade entre os sucessores: primos, irmãos, genros etc.

6. Incapacidade de atrair e reter sucessores da família competentes e motivados;

7. Falta de habilidade para criar congruência cultural apropriada;

8. Necessidade de transferir patrimônio de uma geração para outra.

Empresas familiares que desejam se perpetuar precisam ter em seus quadros profissionais arrojados e empreendedores. Muitas famílias não sabem como enfrentar a sucessão nas empresas. Outras carregam dúvidas se desejam manter a característica familiar ou não, portanto, cabe aos fundadores e ao conselho de família demonstrar aos filhos que a sobrevivência da empresa é a prioridade maior, para o bem de todos. Ela vem muito antes do orgulho, dos interesses pessoais e do dinheiro.

As empresas nascem, originalmente, no âmbito familiar e resultam do desejo dos filhos de livrar-se das "asas do pai e da mãe" para construir algo diferente, por iniciativa própria, consciente de todos os riscos que o negócio pode proporcionar. Quando o empreendimento toma proporções gigantescas, a empresa torna-se um organismo vivo, com vontades próprias e seu destino não depende mais do criador.

Infelizmente, milhares de empresas familiares desaparecem todos os anos, por razões muito simples como excesso de orgulho, falta de humildade para buscar ajuda e insistência equivocada do fundador em acreditar que um dia, "se Deus quiser", as coisas vão melhorar.

Contrário à sua vontade, chegará o dia em que o próprio fundador não será mais o dono da empresa. Os verdadeiros donos serão o resultado, o fluxo de caixa e a ambição dos filhos e agregados. E assim sendo, se a empresa for gerida de forma irresponsável será irremediavelmente punida com a falência. Quando isso acontece, não há unidade familiar que resista e dificilmente alguém assume a culpa, pois aquele velho orgulho não deixa. Pense nisso e seja feliz.