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Checklist para Análise de Riscos na Cadeia de Suprimento

Quinta, 19 de Abril de 2007
A análise de riscos é uma atividade essencial para qualquer projeto na cadeia de suprimento. Devem-se entender os problemas que podem interromper ou dificultar a movimentação de produtos dentro do planejado, e criar planos de ação e contingência para cada caso de maior probabilidade e impacto.

A seguir está uma lista de categorias e riscos que devem ser avaliados. Esta lista não é completa, certamente existirão outros riscos que podem se aplicar em seu caso específico. Portanto, gostaria de saber a opinião dos leitores sobre outras categorias de riscos.

1. Problemas de Fornecedor

* Financeiros: Qual é a segurança financeira do fornecedor? Existe risco de que lhe falte capital para manter o nível de serviço requerido?

* Qualidade: Você conhece o sistema de qualidade do fornecedor? Há risco de ter muitos lotes rejeitados, que afetem seu fluxo de materiais?

* Capacidade: o fornecedor tem a capacidade necessária para atender todos seus clientes? Se há risco neste ponto, você é um cliente prioritário nas entregas?

* Perda de Fornecedor: Você tem alternativas caso um fornecedor seja afetado por um problema de força maior, como incêndios e outras catástrofes?

2. Problemas de Distribuição

* Interrupção das rotas: Existem rotas e modais alternativos para entrega ou recebimento de seu material em caso da interrupção de uma rota por qualquer motivo?

* Distribuidor: Seu distribuidor (ou transportadora) tem a mesma estabilidade financeira e de capacidade necessárias para seus fornecedores?

* Planos de Contingência: Quais são os planos de contingência dos distribuidores para processos que não estão em seu controle?

3. Outros Problemas Externos

* Legislação: Existe algum projeto de lei que, caso aprovado, represente um risco ou oportunidade para sua cadeia de suprimento? Como você está se preparando caso esta lei seja aprovada?

* Cenário Econômico: A sua capacidade de movimentação de materiais e os eventuais planos de expansão são coerentes em relação à situação econômica nacional e internacional? Quais serão os efeitos em caso de mudança brusca desta situação?

4. Problemas Internos

* Funcionários: Como você poderá dar algum tipo de continuidade à movimentação de materiais em caso de greve? Algum processo seu estará em risco se você perder algum funcionário chave?

* Equipamentos: Em caso de danos ou perdas em seus equipamentos, haverá alguma interrupção séria em sua capacidade de movimentar e controlar materiais?

* Tecnologia da Informação: Os sistemas da cadeia de suprimento estão protegidos contra longos períodos fora do ar e perda de dados? Há uma proteção adequada contra ataques de hackers e vírus?

Fonte: Logisticando

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Manufatura Enxuta na Boeing

Segunda, 16 de Abril de 2007
Estamos muito acostumados a ver a teoria sobre Lean e melhoria de processos, mas às vezes é bom também ver casos reais nos quais as empresas aplicaram os conceitos e obtiveram resultados reais.

A Boeing usou conceitos Lean para a produção do cargueiro militar americano C-17. A montagem deste avião é feita em uma fábrica de 100.000 m2, com aproximadamente 6000 funcionários. Em 2 anos, foi possível reduzir o tempo de montagem deste avião de 80 dias para 64 dias (20% menos) usando uma linha única.

Foram aplicadas as seguintes táticas para a manufatura enxuta:

1. Mapeamento e Análise da Cadeia de Valor: foram definidos o estado atual do valor agregado nos processos e o estado desejado no futuro. A partir disto foi possível traçar medidas e metas para a transição.

2. Balanceamento da Linha: todo o trabalho foi redistribuído ao longo das linhas e nos turnos para ter um balanceamento de esforços.

3. Padronização do Trabalho: eliminação das atividades sem valor agregado, padronização do trabalho ao longo da linha e integração com sistemas de qualidade. Isto permitiu reduzir o tempo de contato do funcionário com o produto, o tempo de fluxo, o WIP (material em processo) e os índices de defeitos.

4. Uso de Ferramentas Visuais: diversos indicadores visuais foram usados para garantir a exatidão dos processos e a qualidade. Isto incluía fluxogramas, uso de cores para indicação de passos críticos, acompanhamento gráfico do andamento do trabalho e dos índices de qualidade.

5. "Point-of-Use Staging": o funcionário recebia todo o material necessário (incluindo ferramentas e consumíveis) diretamente em seu ponto de uso, com reabastecimento automático. Isto permitiu sua concentração na execução e produtividade.

6. Uso de Linhas de Alimentação: as sub-montagens passaram a ser feitas em linhas paralelas que alimentavam a linha principal nos pontos-chave. A linha principal de montagem do avião foi reduzida para somente as atividades que envolviam o produto final.

7. Inovação em Processos: os principais processos foram redesenhados com o objetivo de reduzir o tempo de fluxo, WIP e defeitos.

8. Uso de uma Linha em Movimento: cada avião se movia ao longo da montagem final continuamente, usando o tempo Takt (tempo-base das atividades).

Podemos ver que as táticas usadas na melhoria do processo de montagem de um avião são as mesmas que as usadas em produtos mais simples. Claro que as ferramentas envolvidas serão mais complexas, mas os conceitos não mudam, e não são diferentes dos que você pode aplicar em sua empresa, qualquer seja seu tamanho.

A aplicação da manufatura enxuta leva a ganhos em organizações de todos os tipos, e não requer mágica, somente um forte desejo de mudar e melhorar.

Fonte: Logisticando