Mateus Paulini
Quarta, 20 de Agosto de 2008
Mudamos de endereço, agora o Portal da Administração se chama Adm Today e é
acessado através do endereço:
http://www.admtoday.com .
Já disponibilizei algumas de várias mudanças que serão feitas. Para começar,
mudanças referentes á divulgação dos colunistas já estão funcionando. Sempre que
acessado o site ( http://www.admtoday.com
) serão mostrados os 10 últimos artigos e seus respectivos autores.
Outra questão importante a ser comentada é a busca da qualidade do conteúdo
publicado no Adm Today, continuarei rígido na seleção dos artigos e dos novos
colunistas que quiserem participar. Sempre privilegiando a qualidade ao invés da
quantidade, e este será o principal diferencial do Adm Today em relação aos
demais sites referentes aos temas ligados á Administração de Empresas.
Também não existirá definição de dias fixos para publicação de artigos para
colunistas (como ocorre atualmente). Á partir de agora os artigos podem ser
enviados á qualquer data que serão publicados assim que recebidos.
Agradeço á todos a atenção e dedicação, e lembrem-se o Portal da Administração
agora é chamado de Adm Today e seu endereço de acesso é:
http://www.admtoday.com
Caso houver algum feedback sobre as mudanças, não hesite em enviar.
Espero que todos gostem das mudanças.
Grande abraço,
Mateus Paulini
Adm Today
http://www.admtoday.com
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Giancarlo de Mazo
Quarta, 13 de Agosto de 2008
Todas as atividades humanas estão sujeitas a riscos que podem ou não ser evitados. O gerenciamento de riscos no transporte de cargas busca minimizar os mesmos. Existem varias formas de se tratar os riscos em logística, sendo que as principais são relacionadas à segurança das cargas contra roubos e extravios, destacando-se nesse sentido a aquisição de apólices de seguros e a pratica de diversas medidas de segurança.
O ambiente onde é praticado o transporte de cargas está sujeito a diversas variáveis, sendo que as ligadas à segurança estão, em geral, vinculadas a dois fatores:
- Criticidade: onde as medidas de segurança não são eficazes. Como exemplo, podemos citar um acidente de ordem natural, como uma enchente;
- Vulnerabilidade: onde medidas de seguranças adotadas diminuem os riscos.
As apólices de seguro, em geral, são feitas de forma a atuar junto aos elementos que incidem na vulnerabilidade das cargas em seu transporte do local de origem até seu destino, sendo que, no Brasil, o principal risco observado nesse processo é o roubo de veículos e mercadorias. Os seguros estão intimamente ligados ao ambiente em que o transporte das cargas é feito. O fator risco é determinante para o estabelecimento de regras contratuais e normas da apólice, sendo que em alguns momentos é obrigatória a aquisição de um contrato com a Companhia de Seguros, lembrando que toda apólice feita incorre em compromissos e condições tanto por parte da empresa que pratica a logística como por parte da companhia securitária.
Dentro do Gerenciamento de riscos em transportes, devemos entender o seguro como sendo a transferência de um risco. Assim, as seguradoras em geral impõem condições para que haja cobertura no bem segurado, e as apólices passam a obedecer aos seguintes critérios:
- Incerteza: a existência de um determinado risco;
- Previdência: diz respeito às precauções que a empresa transportadora deve tomar para mininizar esse risco;
- Mutualismo: prática do cooperativismo. Cada parte envolvida no processo colabora para que haja um benefício para as demais.
Outro ponto a destacar é a abordagem que se dá ao gerenciamento dos riscos nos dias atuais. Outrora, usava-se a chamada Teoria da Culpa, ou seja, o transporte de cargas estava sujeito a fatores de riscos que não podiam ser evitados e que deveriam ser tratados na medida em que estes ocorriam. Hoje, trabalha-se baseado na idéia de que, se um risco existe, ele deve ser minimizado através de práticas de segurança. Nesse contexto o Seguro de cargas passa a ser um fator a mais de segurança.
Ao contratar uma seguradora, a empresa de logística deve observar que a apólice adquirida estabelece diversas medidas, condições e planos para o transporte da mercadoria. Com base nesses elementos é elaborado o chamado Plano de Operações, que envolve todos os atores envolvidos no processo logístico, partindo do local de origem da carga a ser transportada até seu destino final, passando pelos responsáveis diretos pelo transporte e pela segurança da mercadoria.
O ambiente onde se pratica o transporte de cargas e mercadorias no Brasil é dominado pelo modal rodoviário, sendo que grande partes das estradas brasileiras são enquadradas como ruins ou péssimas. Uma apólice de seguro leva em conta esse ambiente, buscando nas estatísticas existentes os índices de rotas e horários onde haja maior incidência de roubo e extravio de cargas. Outro elemento importante no processo é a figura do caminhoneiro, responsável legal pela carga até sua entrega no destino final. Vários estudos apontam que o caminheiro brasileiro é, em media, mal instruído e pratica altas jornadas de trabalho, sendo usuário de medicamentos para combater o sono e o cansaço.
Outra importante forma de minimizar os riscos no transporte de cargas é o uso de equipamentos específicos. Tais equipamentos são, em sua grande maioria, destinados à comunicação com o condutor do veiculo e ao rastreamento da carga, possibilitando a tomada de medidas de emergência em casos de necessidade como, por exemplo, o travamento da quinta roda, bloqueamento de passagem de combustível e cerramento do casco onde se encontra a mercadoria. Existe a tendência de criação de centrais próprias de monitoramento de caminhões pelas grandes empresas logísticas, que hoje em sua maioria confiam em serviços terceirizados. Outros exemplos de tecnologias usadas para monitoramento de cargas e veículos são GPSs, Triangulação de ERB (Estação Radio Base) e DGPS (Sistema de posicionamento global diferencial), além dos tradicionais telefones celulares e pagers.
Tais recursos podem ser aplicados tanto em veículos de transporte (cavalo mecânico e casco) e suas cargas como em veículos de passeio e se tornaram medidas muito eficazes, senão indispensáveis, para o controle dos riscos a que está submetido o transporte de cargas no Brasil.
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Raúl Candeloro
Quinta, 31 de Julho de 2008
Um livro que todo empresário deveria ler é A Alquimia do Crescimento, publicado no Brasil pela Editora Record. Nele, Mehrdad Baghai e seus colegas da McKinsey defendem que uma empresa, para crescer, precisa administrar projetos em três horizontes diferentes.
 Horizonte 1 - É o presente, os projetos ligados ao dia-a-dia, a busca de metas estabelecidas. O perfil do profissional de sucesso nesse horizonte busca a maximização do lucro através da excelência na execução.
Horizonte 2 - Novidades e lançamentos. São os novos produtos e serviços lançados por empresas para completar seu mix, entrar em novos mercados, contra-atacar a concorrência, etc. O perfil do profissional de sucesso aqui são empreendedores que aceitam o desafio de desbravar novas fronteiras.
Horizonte 3 - É o que chamaríamos de "laboratório". É onde novas idéias e conceitos são testados - se forem aprovados e tiverem viabilidade comercial, passam para a fase 2. Nesse estágio, precisamos de visionários e planejadores estratégicos.
Da mesma forma que qualquer expert no mercado de ações recomenda que se tenha um portfólio de empresas na sua carteira de investimentos, os autores também defendem que a empresa precisa ser uma máquina constante de lançamentos e inovações. A questão toda é saber quais são exatamente os projetos que deveriam ser estimulados e como isso deveria ser feito. A idéia é se criar um funil de projetos sendo desenvolvidos ("stairways" ou escadarias), que permitam à empresa se adaptar ao meio ambiente, sempre em mutação, e ir "subindo" pela nova escadaria em busca de um futuro promissor sustentável. Daí a necessidade de administrar os três horizontes.
Isso é claramente difícil e complicado, pois as exigências de cada uma das fases são obviamente diferentes umas das outras. E as empresas que desenvolvem uma competência raramente conseguem administrar bem as outras duas - até mesmo por causa de atritos internos constantes.
Por exemplo: quando mal planejados, os projetos do Horizonte 2 também são maltratados e, com isso, minam o crescimento das empresas. É comum um novo produto ou serviço ser lançado com expectativas altíssimas, pressão sobre equipes de vendas, campanhas de lançamento, etc. e, depois, deixado de lado porque atrás dele vem um outro lançamento que precisa de atenção.
Mesmo sabendo que um novo produto ou serviço leva tempo para se estabelecer e atingir seu pleno potencial, a correria é tanta que não se consegue dar a eles a atenção necessária. É mais ou menos como fazer um suco de laranja, tendo apenas um segundo para espremê-la. Metade do suco fica na fruta, não sendo aproveitado por causa da pressa. É a mesma sensação que me dá em muitas empresas que visito. As pessoas claramente ficam frustradas com isso, mas não sabem o que fazer e continuam lançando novidades mesmo assim.
O segredo todo está no equilíbrio. Escolher e planejar bem os projetos nos quais vai se investir (Horizonte 3), testá-los e desenvolvê-los com paciência, permitindo que realmente cresçam e alcancem todo o seu potencial (Horizonte 2) e, depois, foco total na disciplina e excelência operacional (Horizonte 1).
O interessante é que a mesma lógica pode ser aplicada para projetos pessoais. Assim como as empresas, qualquer pessoa de sucesso estará sempre administrando esses três horizontes - curto, médio e longo prazo. É isso que evita a acomodação e nos faz crescer. E você - como tem tratado seus horizontes? Quanto suco tem tirado das suas laranjas?
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Fernando Gomiero
Sabado, 10 de Maio de 2008
Cadeiras e mesas com alturas não apropriadas, postura inadequada do corpo, falta
de um período reservado ao descanso e relaxamento - pelo menos dez minutos a
cada cinqüenta de movimentos repetitivos -, geralmente dedicados a alongamentos
de braços, mãos e pescoço (movimento laterais de um lado para outro com a
cabeça), número reduzido de funcionários impossibilitando a prática de
revezamentos, entre outros, são fatores que precipitam o aparecimento de doenças
como a LER (Lesão por Esforços repetitivos), além de dificultarem o
tratamento e recuperação daqueles que já são portadores do mal.
Com o advento do avanço tecnológico, principalmente no mundo da informática, uma
necessidade cada vez maior de se adequarem às novas exigências do mundo
globalizado obrigou as empresas a se armarem com equipamentos de última geração
em todos os seus departamentos.
A partir daí, o constante e envolvente desafio de superar suas próprias
limitações na interminável tarefa de descobrir os limites das máquinas passou a
exercer uma forte atração sobre aqueles que as "pilotam". Algo como se coçar ou
jogar vídeo game. É só começar! Profissionalmente ou não, eles se aplicam até a
exaustão, esquecendo-se dos cuidados básicos que devem ser tomados para sua
própria segurança.
O resultado disso é uma propensão à incidência de doenças relacionadas com os
tendões de braços e mãos, como é o caso da LER (Lesão por Esforços Repetitivos),
por exemplo, além dos danos aos resultados das empresas e, dependendo da
gravidade ou estágio da doença, as inevitáveis seqüelas com as quais os
funcionários terão de conviver no seu dia-a-dia, muitas vezes até mesmo
incapacitados para a realização de determinadas tarefas.
O problema já se constitui numa verdadeira epidemia no mundo corporativo
e um enorme desafio para as organizações, que se vêem privadas de mão-de-obra
qualificada durante todo o tempo de tratamento e recuperação de cada um de seus
"doentes". Tanto que uma boa parte das empresas do mercado vem desenvolvendo
programas voltados à prevenção do surgimento de novos casos e ao tratamento
intensivo e eficaz para os já existentes. São organizações que, percebendo a
gravidade da situação, encaram o problema e buscam incessantemente um
aprimoramento contínuo do seu arsenal de combate às causas da doença, até porque
o problema é institucional e mexe também com seus lucros e resultados.
Então, urge que as demais empresas se engajem nessa luta. Começando por criar
sua equipe de profissionais especializados em ergonomia, para que seus
líderes e colaboradores sejam definitivamente ligados no problema e instruídos
sobre a forma correta de desenvolver cada uma de suas atividades. Além de criar
condições que viabilizem o combate aos fatores negativos citados na sinopse.
Pois, só assim elas conseguirão evitar os terríveis transtornos causados pelas
constantes privações do desempenho de funções, muitas vezes ocupadas por grandes
talentos.
Para aqueles que já contraíram a doença, manter a esperança é fundamental para
uma recuperação adequada. Por isso, paralelamente ao tratamento especializado,
as empresas devem dispensar especial atenção ao trabalho com o lado emocional e
psicológico dessas pessoas, pois nem tudo está perdido para elas. Mesmo porque
está disponível no mercado um programa de reconhecimento de voz, destinado a
substituir, quase que integralmente, o trabalho de digitação pelo comando da
voz, dispositivo que possibilitará o exercício normal de suas atividades e o
conseqüente resgate de sua auto-estima.
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Fernando Gomiero
Sabado, 26 de Abril de 2008
Com a globalização da economia e a disputa cada vez mais acirrada pelo mercado,
há uma corrida das empresas em busca de uma reestruturação que as
mantenha competitivas. Uma reestruturação que visa adequá-las às novas regras e
exigências impostas pela atual conjuntura: redução de custos e aumento da
qualidade dos produtos ou serviços oferecidos aos consumidores.
A estratégia usada para se atingir tais objetivos é o investimento maciço no
capital humano, com cursos e treinamentos voltados a descobrir e/ou formar
grandes talentos e verdadeiros líderes capazes de conduzir os negócios. Aqueles
que tem boa comunicação empresarial e visão de futuro sabem lidar com as pessoas
e administrar os conflitos, além de conseguirem satisfazer os colaboradores,
motivando-os a encarar sua cota de responsabilidade com os destinos das
organizações, isto é, vestir a camisa. Tudo com o objetivo de cumprir um
planejamento que as levará ao sucesso, e nada diferente do que vêm fazendo as
empresas vencedoras, grandes vedetes do mercado.
Por que a empresa depende dos líderes? Ora, qualquer organização, seja ela uma
empresa, um clube, um time ou até mesmo uma entidade filantrópica, irá sucumbir
se não contar com grandes líderes gerindo seus negócios. Se um exército
necessita de vários, uma orquestra ou até mesmo um grupo musical, de pelo menos
um, que mágica faria uma empresa para alcançar o sucesso sem a presença de
grandes líderes?
Liderança é um requisito fundamental na estrutura organizacional de qualquer
empreendimento, desde a sua base até o mais alto escalão das empresas. É um
instrumento que deve ser compartilhado e disseminado, através de gestões
participativas, entre todos os colaboradores, pois só assim, induzindo-os a
participarem e permitindo que possam fazê-lo com toda a espontaneidade e
transparência possíveis, é que os talentos virão à tona, podendo daí surgir os
grandes líderes, até então escondidos em meio a um emaranhado de procedimentos
obsoletos, situação típica de uma administração arcaica e ultrapassada.
Os grandes empresários, visionários e inovadores, sabem muito bem disso e não
baixam a guarda. Sabem que se não contarem com líderes em todos os níveis
organizacionais, para um bom andamento dos negócios e a saúde financeira da
empresa, seus projetos e objetivos estarão fadados ao fracasso. E como eles
conseguem identificar e manter seus líderes? Implementando programas de
descentralização e delegação de poderes.
Um grande líder não surge ao acaso. Ele deve ser perspicaz, eclético e
persuasivo, ter bom jogo de cintura para manter a harmonia entre as diferentes
personalidades e temperamentos, além de muita criatividade para lidar com
imprevistos. São qualidades indispensáveis para criar motivação e convencer um
grupo a trabalhar em sintonia com as rotas e estratégias definidas, qualidades
que só aparecerão quando colocadas à prova, seja numa competição qualquer, em
organização de eventos ou, é claro, em uma gestão participativa.
Portanto, será melhor que todas as empresas que ainda não o fizeram, encarem
essa nova realidade do mercado, sob pena de serem esmagadas pela concorrência. A
adoção de uma política de integração e de comunicação conjunta, com
flexibilidade, significa facilitar o encontro entre as lideranças dos mais
variados níveis de uma organização, o que viabilizará as trocas de idéias, as
discussões de assuntos ligados com metas e objetivos, definições de estratégias
voltadas a superar dificuldades, ameaças do mercado, enfim, todos os assuntos
que podem influenciar no desempenho da empresa. Só assim é que poderão florescer
os relacionamentos interpessoais que levarão aos resultados positivos e ao
sucesso empresarial.
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