Fernando Gomiero
Sexta, 18 de Abril de 2008
O diagrama de Ishikawa se apresenta como uma ferramenta de qualidade
muito eficiente na identificação das causas e efeitos relacionados com a maioria
dos problemas detectados em uma organização. A exemplo do que ocorre na maioria
das empresas, os pontos fracos acabam por gerar inúmeras dificuldades e
problemas operacionais, com grandes e inevitáveis reflexos negativos sobre o
meio organizacional.
A falta de motivação e o desinteresse dos colaboradores para com os destinos da
empresa, na maioria dos casos, são os principais responsáveis pelos fracassos de
seus empreendimentos. O não reconhecimento profissional por parte dos
dirigentes, a inexistência de uma política salarial justa, a não participação
nos lucros e resultados da empresa, a excessiva concentração de poderes tolhendo
a iniciativa dos colaboradores, com exposição de opiniões e idéias que levem-nos
a ter uma efetiva participação nos destinos da empresa, são os principais
fatores que, juntos ou individualmente, costumam gerar insatisfação e a
conseqüente desmotivação dos funcionários. Isto é suficiente para transformar o
ambiente de trabalho num cenário que mais lembra uma guerra sem
comandantes.
Sem desafios para impulsioná-los ou perspectivas que sinalizem para um futuro
reconhecimento de seu trabalho, os colaboradores se acomodam cada vez mais
dentro dos limites impostos pela própria organização. E, quando seus dirigentes
percebem o equívoco, a empresa já está num atoleiro sem tamanho e sem saída,
senão a de recomeçar do zero e não repetir os mesmos erros do passado. É um
preço excessivamente alto, pago por uma aprendizagem que pode levar a empresa à
bancarrota.
Antecipar-se a todos estes problemas é fundamental. Os diagramas Espinha de
Peixe têm um papel decisivo na identificação de possíveis novos gargalos
com os quais a empresa convive diariamente sem se dar conta disto e, assim,
assegurar o bom funcionamento das engrenagens e os conseqúentes tempos de
prosperidade para toda a organização. No entanto, uma implementação bem sucedida
do diagrama Espinha de Peixe requer a adoção de alguns procedimentos, dos quais
a empresa não deve abrir mão.
1. Identificar todos os problemas existentes, para uma posterior análise e
avaliação, estabelecendo as prioridades de acordo com o tamanho do estrago que
cada um deles vem causando na empresa.
2. Identificar o maior número possível das causas geradoras dos efeitos
(problemas) detectados, fazendo-o de forma participativa, ou seja, promovendo
discussões com os colaboradores e estimulando-os a apresentarem uma tempestade
de idéias (brainstorning) que poderão contribuir na solução dos problemas.
3. Esta é a etapa da montagem do diagrama. À frente (no "bico" do peixe)
coloca-se o efeito e nos elementos da espinha colocam-se as causas, de modo a
facilitar a visualização de todas as causas do efeito e permitir um ataque
preciso ao âmago da questão com ferramentas e mecanismos adequados, para
eliminar de vez os gargalos e suas fragilidades.
4. A última etapa consiste em analisar minuciosamente as inúmeras causas de cada
efeito encontrado, agrupando-as por categorias, as comumente conhecidas por 5
emes: Método, Mão-de-obra, Material, máquina e meio ambiente.
Cumpridas estas quatro etapas é só arregaçar as mangas e mãos a obra.
Para a implementação do diagrama Espinha de Peixe não há limites. As empresas
que preferem ir além dos padrões convencionais, podem identificar e demonstrar
em diagramas específicos a origem de cada uma das causas do efeito, isto
é, as causas das causas do efeito. A riqueza de detalhes pode ser determinante
para uma melhor qualidade dos resultados do projeto. Quanto mais informações
sobre os problemas da empresa forem disponibilizadas maiores serão as chances de
livrar-se deles.
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Mateus Paulini
Quarta, 19 de Setembro de 2007
Atualmente não basta apenas lançar o produto no mercado, nada garante que seja um sucesso ou que a empresa consiga ao menos sobreviver. Estamos na era da qualidade total, ou seja, várias empresas concorrentes produzem produtos ou realizam os mesmos serviços.
A qualidade total ou TQC (Total Quality Control) aborda como fundamental importância o foco no cliente, ou seja, todas as características do produto ou serviço devem ser destinadas a atender as necessidades específicas do cliente, e o atendimento de todos os requisitos resulta no alcance da qualidade total. Mas não pensem que existe limite, sempre há algo para melhorar, mas isso abordarei em um próximo artigo o conceito de PDCA.
Devido a este "commodities" de vários segmentos econômicos, ganham as empresas que conseguem incorporar maior qualidade. E esta não é uma tarefa fácil para os gestores. Para que seja possível chegar aos mais altos níveis de excelência é necessário que a organização possua sistemas de monitoramento e controle da qualidade. Vou explicitar um importante conceito da escola da qualidade japonesa (TQM) o Diagrama de Ishikawa.
 O diagrama de Ishikawa que também é conhecido como "espinha de peixe" auxilia na identificação de problemas, sendo uma importante ferramenta do círculo da qualidade. Sua aplicação é simples. Primeiramente o problema específico deve ser abordado, e a partir deste ponto levantar hipóteses sobre as possíveis causas deste problema.
Podem ser utilizados juntamente com a análise de causas, outras metodologias como por exemplo brainstorm.
É importante lembrar que o diagrama de Ishikawa é extremamente importante pelo motivo de auxiliar na identificação das CAUSAS de um problema. Muitos gestores possuem o hábito talvez por preguiça (nem sempre a melhor solução é a mais fácil ou rápida), ou por incompetência de eliminarem apenas os efeitos da causa.
Como resultado da aplicação eficiente do diagrama de Ishikawa para os problemas, a organização sobe para um novo patamar na escala da qualidade total, tornando-se mais eficiente e transparecendo isso em resultado.
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Brainstorm, Qualidade, Ishikawa, Concorrentes, Gestão da Qualidade, Qualidade Total, Espinha de Peixe, Diagrama de Ishikawa, Administração da Qualidade, PDCA, TQC, Total Quality Control,
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Administrador
Quinta, 31 de Maio de 2007
"É preciso mais energia e muito mais trabalho para passar da incompetência para a mediocridade do que para melhorar o desempenho da primeira classe para a excelência". (Peter Drucker)
Este artigo não pretende comparar nem confrontar os conceitos de Reengenharia e Qualidade, até porque é descabida a tentativa, e sim conceituar e evidenciar as premissas concernentes aos dois propósitos.
Michael Hammer, tido como o pai da reengenharia, apregoa: "o objetivo da reengenharia são os processos, não as organizações". (1994, p. 97)
"Reengenharia é o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que visão alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos e contemporâneos de desempenho...". (1994, p.22)
F. Taylor, H. Fayol, A. Smith, W. Durant, A. Sloan... deram ênfase à estrutura organizacional e à produtividade, até porque naquela época a necessidade era "produzir mais com menos", uma vez que a demanda era maior que a oferta; contudo, privilegiaram a departamentalização sugerindo às organizações a orientação às tarefas que são empreendidas no cerne dos departamentos, ao invés de orientadas aos processos como sugere Hammer.
Não adianta melhor o que está sendo feito de maneira equivocada, tem-se que recriar o processo - talvez esse fosse o melhor lema para a reengenharia!
Quanto à qualidade, quiçá a referência mais antiga do conceito esteja no código de Hamurabi (2.500 a.C.) onde "um artesão que construísse uma casa e ela desabasse provocando a morte do morador, seria imolado".
Algumas acepções do vocábulo qualidade: - "Produto(s) e / ou serviço(s) com eficácia"; - "Valor que produtos similares não possuem"; - "Fazer correto da primeira vez"; - "Maior relação custo versus benefício"; - "Conformidade com as exigências do(s) cliente(s)"; - "Adequação ao uso"; - "Fazer certo o que tem que ser feito";...
A norma ISO 9000 define qualidade como "todas as características de um produto ou serviço que são exigidas pelo consumidor" e o manejo de qualidade como "o que a organização necessita assegurar que seu produto tem em conformidade com as exigências do consumidor" (2000). Já a norma NBR ISO-8402 / 1986 define qualidade como sendo: "Totalidade de características de uma entidade que lhe confere a capacidade de satisfazer as necessidades explícitas e implícitas".
"Qualidade é alcançar a excelência". Um pensamento de Aristóteles poderia ser o lema da nossa qualidade pessoal: "Nós somos o quê repetidamente fazemos. Excelência, portanto, não é um ato... mas um hábito". Os preceitos da qualidade não pretendem melhorar um produto e sim dar conformidade aos requisitos previamente definidos.
Diferenças básicas: - Reengenharia é a deliberação da organização em melhorar radicalmente; - Qualidade é a deliberação da organização em melhorar continuamente; - Reengenharia é um tratamento alopático; - Qualidade é um tratamento homeopático; - Reengenharia é uma metodologia; - Qualidade é uma filosofia; - Reengenharia é um recomeçar; - Qualidade é um continuar; - Reengenharia é um projeto; - Qualidade é um processo; - Reengenharia é prescritiva; - Qualidade é colaborativa;
Pensadores - Ocidentais: Juran (adequação ao uso), W.E. Deming (QT/PDCA), A.V. Feigenbaur (TQC), D. Gavin (5 abordagens da qualidade), P. Crosby (adequação aos requisitos)... - Orientais: M. Imai (Gemba kaizen), T. Ohno (ohnoísmo/toyotismo), Ishikawa (TQC), G. Taguchi (Engenharia da Qualidade).
Kaizen (kai = mudança; zen = bom, melhor - mudança para melhor). Filosofia da melhoria contínua no trabalho (lema - não passar um dia sem implementar uma melhoria) - 5'S: atitudes de auto-disciplina e organização no local de trabalho (gemba); - JiT: just in time - pronto suprimento para redução de estoques; (logística); - Kanban (cartão): auto-suprimento na linha de montagem; - 6 Sigmas: busca do zero-defeito (Motorola); - CCQ: círculos de controle de qualidade (pelos próprios colaboradores); - TQM: gerenciamento da qualidade total (engloba todas as técnicas acima); - CEP - controle estatístico do processo.
Wagner Herrera é consultor com formação em Ciência da Computação e Engenharia de Produção pela Universidade Mackenzie e graduando em Administração Estratégica (lato sensu) na Faculdade Camões (CEDAEM) - Curitiba - PR; e cursos na área de Planejamento Organizacional. - wagherrera@yahoo.com.br
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Quarta, 28 de Março de 2007
Diagrama de Ishikawa ou Espinha-de-peixe é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o Gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos. Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes. Também é conhecido como: diagrama causa-efeito, diagrama 4M, diagrama 5M e diagrama 6M.
Este diagrama é conhecido como 6M pois, em sua estrutura, todos os tipos de problemas podem ser classificados como sendo de seis tipos diferentes:
* Método
* Matéria-prima
* Mão-de-obra
* Máquinas
* Medição
* Meio ambiente
Este sistema permite estruturar hierarquicamente as causas de determinado problema ou oportunidade de melhoria, bem como seus efeitos sobre a qualidade. Permite também estruturar qualquer sistema que necessite de resposta de forma gráfica e sintética.
O diagrama pode evoluir de uma estrutura hierárquica para um diagrama de relações, uma das sete ferramentas do Planejamento da Qualidade ou Sete Ferramentas da Qualidade por ele desenvolvidas, que apresenta uma estrutura mais complexa, não hierárquica.
Ishikawa observou que embora nem todos os problemas pudessem ser resolvidos por essas ferramentas, ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las. Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial nos anos 60.
Talvez o alcance maior dessas ferramentas tenha sido a instrução dos Círculos de Controle de Qualidade (CCQ). Seu sucesso surpreendeu a todos, especialmente quando foram exportados do Japão para o ocidente. Esse aspecto essencial do Gerenciamento da Qualidade foi responsável por muitos dos acréscimos na qualidade dos produtos japoneses, e posteriormente muitos dos produtos e serviços de classe mundial, durante as últimas três décadas.
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Qualidade, Ishikawa, Espinha de Peixe, Diagrama de Causa-Efeito, Círculo de Controle de Qualidade, 6M, 4M, Diagrama Espinha de Peixe, CCQ, Diagrama de Ishikawa, Kaoru Ishikawa,
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Quarta, 21 de Março de 2007
1. Diagrama de Pareto
Diagrama de Pareto é um gráfico de barras que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor, permitindo a priorização dos problemas. Mostra ainda a curva de percentagens acumuladas. Sua maior utilidade é a de permitir uma fácil visualização e identificação das causas ou problemas mais importantes, possibilitando a concentração de esforços sobre os mesmos. É uma das sete ferramentas da qualidade.
1. Diagramas de causa-efeito (espinha de peixe ou diagrama de Ishikawa).
O Diagrama de Ishikawa ou Espinha-de-peixe é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o Gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos. Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes. Também é conhecido como: diagrama causa-efeito, diagrama 4M, diagrama 5M e diagrama 6M.
Este diagrama é conhecido como 6M pois, em sua estrutura, todos os tipos de problemas podem ser classificados como sendo de seis tipos diferentes:
Método Matéria-prima Mão-de-obra Máquinas Medição Meio ambiente Este sistema permite estruturar hierarquicamente as causas de determinado problema ou oportunidade de melhoria, bem como seus efeitos sobre a qualidade. Permite também estruturar qualquer sistema que necessite de resposta de forma gráfica e sintética.
O diagrama pode evoluir de uma estrutura hierárquica para um diagrama de relações, uma das sete ferramentas do Planejamento da Qualidade ou Sete Ferramentas da Qualidade por ele desenvolvidas, que apresenta uma estrutura mais complexa, não hierárquica
1. Histogramas.
Na estatística, um histograma é uma representação gráfica da distribuição de frequências de uma massa de medições, normalmente um gráfico de barras verticais. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade.
O histograma é um gráfico composto por retângulos justapostos em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva freqüência. Quando o número de dados aumenta indefinidamente e o intervalo de classe tende a zero, a distribuição de freqüência passa para uma distribuição de densidade de probabilidades. A construção de histogramas tem caráter preliminar em qualquer estudo e é um importante indicador da distribuição de dados. Podem indicar se uma distribuição aproxima-se de uma função normal, como pode indicar mistura de populações quando se apresentam bimodais.
1. Folhas de verificação.
As folhas de verificação são tabelas ou planilhas usadas para facilitar a coleta e análise de dados. O uso de folhas de verificação economiza tempo, eliminando o trabalho de se desenhar figuras ou escrever números repetitivos. Além disso elas evitam comprometer a análise dos dados. É uma das sete ferramentas da qualidade
1. Gráficos de dispersão.
Um gráfico de dispersão constitui a melhor maneira de visualizar a relação entre duas variáveis quantitativas. É uma das sete ferramentas da qualidade. Coleta dados aos pares de duas variáveis (causa/efeito) para checar a existência real da relação entre essas variáveis.
1. Fluxogramas.
Fluxograma é um tipo de diagrama, e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo, muitas vezes feita através de gráficos que ilustram de forma descomplicada a transição de informações entre os elementos que o compõem. Podemos entendê-lo, na prática, como a documentação dos passos necessários para a execução de um processo qualquer. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade. Muito utilizada em fábricas e industrias para a organização de produtos e processos.
O Diagrama de Fluxo de Dados (DFD) utiliza do Fluxograma para modelagem e documentação de sistemas computacionais.
1. Cartas de controle.
Carta de controle é um tipo de gráfico, comumente utilizado para o acompanhamento durante um processo, determina uma faixa chamada de tolerância limitada pela linha superior (limite superior de controle) e uma linha inferior (limite inferior de controle) e uma linha média do processo, que foram estatisticamente determinadas. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade.
Realizada em amostras extraídas durante o processo, supõe-se distribuição normal das características da qualidade. O objetivo é verificar se o processo está sob controle. Este controle é feito através do gráfico.
Tipos de Cartas de Controle:
Controle por variáveis Controle por atributos
Ishikawa observou que embora nem todos os problemas pudessem ser resolvidos por essas ferramentas, ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las. Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial nos anos 60.
Talvez o alcance maior dessas ferramentas tenha sido a instrução dos Círculos de Controle de Qualidade (CCQ). Seu sucesso surpreendeu a todos, especialmente quando foram exportados do Japão para o ocidente. Esse aspecto essencial do Gerenciamento da Qualidade foi responsável por muitos dos acréscimos na qualidade dos produtos japoneses, e posteriormente muitos dos produtos e serviços de classe mundial, durante as últimas três décadas.
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