Sérgio Dal Sasso
Domingo, 7 de Setembro de 2008
Se tivesse que ensinar algo a alguém, talvez dissesse que tudo tem a ver com o
formatar da direção, completando-a com o que se pode adicionar para os avanços
(força pessoal, treinamento intelectual e vontade) e assim reforçar seu sentido
de execução tática até que tudo seja incorporado dentro do que você pretende.
O que poderia valer mais: Saber dirigir de fato ou ser o melhor teórico
conhecedor das leis (que regulamentam a boa condução do que fazemos)? Nesse caso
se tivesse que optar por um dos dois, iria ser aquele que na prática aprendeu a
dirigir pela persistência até que a evolução me conduzisse por antecipação à
sensibilidade e conhecimento do saber desviar, do brecar e do acelerar para
distanciar-me dos problemas. Por outro lado teria a consciência contínua pela
necessidade de acrescentar os acessórios faltantes para completar as garantias
de seguranças e desenvolvimento ao já que vem sendo feito.
O encontrar da direção é muito mais profundo do que ter objetivos claros na
vida, ou mesmo qualificação adequada ao seu exercício. A direção define por onde
começamos e projeta possibilidades para que possamos chegar aonde queremos,
enquanto os objetivos são possibilidades mutantes que acompanham a própria
evolução da maturidade, decorrentes de erros e acertos versus resultados.
Sua trajetória deve ser enriquecida para uma formação variável de
possibilidades, que garantam percepções de que diferentes caminhos podem ser
usados, para superar os desvios e atingir os objetivos compostos pela direção.
Querer ser o melhor dos melhores (novamente uma tese temporária) está pela
perspectiva de conseguirmos alcançar a própria visão analítica que destine as
direções, formulando equações longe das que só medicam, mas não curam e dos
modelos afirmativos dos que querem vender sua teses, do tipo assino, mas não
garanto ou executo.
“O ADMINISTRAR USA E MUITO AS CIÊNCIAS EXATAS, MAS MESMO A MATEMÁTICA OFERECE
INÚMERAS ALTERNATIVAS PARA PODER FAZÊ-LO CHEGAR (EM MUITAS VÊZES) ANTES QUE OS
OUTROS TENHAM SEQUER PENSADO EM INICIAR”.
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Cesar Augusto Cerqueira Leite
Sexta, 5 de Setembro de 2008
Técnica de pesquisa qualitativa que reúne grupos de 8 a 12 pessoas. Também
chamada de entrevista focalizada em grupo (focus group), consiste em uma técnica
de pesquisa em que um grupo de respondentes é recrutado na população. A pesquisa
acontece em uma sala onde as pessoas são reunidas para discorrer sobre um
assunto. Essa conversa é conduzida por um profissional chamado Moderador.
O moderador possui um roteiro para conduzir a discussão, que deve durar
exatamente duas horas. O roteiro é uma lista de tópicos organizados em uma
seqüência lógica que será seguida pelo moderador. O roteiro garante que a
discussão percorra um determinado caminho e que os assuntos sejam discutidos na
ordem predefinida. Um bom roteiro conduz a conversa de forma que o moderador
praticamente não precise interferir nos assuntos. O moderador aproveita o
próprio discurso dos respondentes para passar ao próximo tópico. As mudanças não
são perceptíveis aos respondentes. No início da sessão, os participantes estão
mais tensos e tendem a pensar muito antes de falar, por este motivo o roteiro
deverá iniciar a discussão com assuntos mais impessoais. Esta fase inicial é
chamada de aquecimento. Após quinze a trinta minutos de discussão em grupo, os
participantes ficam mais à vontade e suas respostas são mais espontâneas. Os
objetivos primários e secundários serão organizados no roteiro de forma que o
grupo atinja o objetivo principal da pesquisa exatamente após uma hora de
discussão. É quando o grupo está funcionando espontaneamente e ainda não está
cansado. Nos trinta minutos finais tem início o distanciamento dos objetivos da
pesquisa em direção a alguns dos objetivos secundários. É feito assim para que
os respondentes percebam que a discussão está se encerrando.
As salas onde acontecem as discussões em grupo podem ser salas comuns ou salas
especialmente preparadas para esse tipo de pesquisa. Essas salas especiais são
conhecidas como salas de espelho. Elas diferem de uma sala comum porque têm uma
ligação com outra sala. As duas salas se comunicam através de um espelho, o qual
permite que se veja apenas um lado. As salas de espelho contam com equipamentos
de vídeo e som para registrar a discussão. Os consumidores são informados,
antes, sobre a gravação e a existência de pessoas atrás do espelho. Em salas
comuns são instalados sistemas de circuito fechado de TV para que os
observadores e o cliente acompanhem a discussão em uma outra sala.
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Tom Coelho
Sexta, 29 de Agosto de 2008
“Se você não gosta de mudança, vai gostar ainda menos de irrelevância.”
(General Eric Shinseki)
Você pode ler as 352 páginas de “Reimagine! Excelência nos negócios numa era de
desordem” (Futura, 2004) ou assistir aos 77 minutos do filme com igual título,
distribuído no Brasil pela Siamar, para entender o porquê de Tom Peters
ser considerado um dos nomes mais influentes da administração moderna.
O fato é que Peters aborda temas que por vezes não chegam a ser inovadores, mas
sua forma de apresentá-los é única e surpreendente. Ilustra, exemplifica e
utiliza cases de empresas para demonstrar que é possível fazer diferente, fazer
a diferença.
Algumas sugestões que podem ser extraídas de sua obra acompanhadas de breves
reflexões pessoais:
1. Abrace uma grande visão. Você ou sua empresa alcançarão o grau de
crescimento e de exposição que postularem em seus planos. Pense pequeno e pisará
a grama, pense médio e caminhará por entre arbustos, pense grande e habitará uma
floresta. Se desejar ser a maior empresa de seu setor parecer utópico,
experimente imaginar ser a melhor. Isso é sempre possível. E compartilhe esta
visão.
2. Contrate grandes pessoas. Num mundo de produtos comoditizados, são as
pessoas o grande diferencial. Aprenda a selecionar gente com vontade de
trabalhar, com eletricidade no corpo e brilho nos olhos. Gente com atitude, mais
do que habilidades, que podem ser ensinadas a qualquer tempo. Gente melhor do
que você! E contrate devagar, buscando qualidade a partir da quantidade. Mas
demita rápido, tão logo seja preciso.
3. Promova o envolvimento. Faça as pessoas trabalharem com você e não
para você. Elas devem se sentir não apenas parte do processo, mas protagonistas
das soluções. O envolver é entrelaçar, compartilhar e comprometer-se. Empenho
que decorre do entusiasmo, determinado menos por questões financeiras e mais
pelo orgulho de pertencer e pelo respeito aos propósitos da companhia e à
liderança.
4. Treine o tempo todo. Prepare sua equipe treinando-os continuamente. A
tarefa é desenvolver competências técnicas, comportamentais, relacionais e até
valorativas. Esqueça a mensuração baseada em horas de treinamento anual por
pessoa. Isso é balela estatística. A verdadeira régua está na qualidade do
treinamento. Ajude-os a conhecer tudo sobre seus produtos e serviços, mas
contribua também para que se tornem também pessoas melhores e não somente
profissionais melhores.
5. Comunique constantemente. Mantenha a todos informados: colaboradores,
clientes, acionistas. Faça a informação – de qualidade – circular. Use da
transparência, evite eufemismos, diga a verdade. A mentira tem pernas curtas,
vida longa e seu legado é devastador. Compartilhar resultados favoráveis é
prazeroso e fácil, mas poucos fazem o mesmo com as más notícias, perdendo a
oportunidade de captar grandes aliados para superá-las.
6. Desenvolva idéias e soluções inovadoras. Pense fora da caixa, do plano
bidimensional. Faça propostas absurdas ao mesmo tempo em que reflete sobre o
óbvio – assim surgiu a jornada flexível de trabalho. Atente para as perguntas e
formule outras perguntas quando tiver obtido uma provável resposta – assim
nasceu o carro bicombustível. Fique de olho nas conseqüências, inclusive aquelas
que parecerem totalmente desfavoráveis – assim foi criado o medicamento para
disfunção erétil. Hospitais não precisam ser tristes, aulas não carecem de ser
chatas, políticos não necessitam ser corruptos.
7. Design é fundamental. Em termos de design, o que menos conta é a
beleza, ainda que ela possa e deva ser contemplada. O que está em jogo é a
funcionalidade, a praticidade, o tipo de material empregado. Falamos de leveza,
de manuseio, de alternativas com custo inferior – e valor agregado superior.
Continuo sem entender por que aqueles sachês de mostarda, maionese e ketchup são
tão irritantemente difíceis de serem abertos. Ou por que as embalagens de
sanduíches não são formatadas para funcionarem como guardanapo, evitando o
contato das mãos com o alimento. Alguém se habilita?
8. Tecnologia para facilitar. Tecnologia que se propõe exclusivamente a
transparecer uma imagem futurista apenas intimida e afasta clientes, além do
risco de representar um caminhão de dinheiro jogado no lixo. O que se espera são
instrumentos para agilizar processos, promover a integração, ampliar a
comunicação, reduzir custos diretos ou indiretos. A mudança tecnológica deve ser
evolucionária, e não revolucionária. Pequenos avanços hoje, grandes inovações
amanhã.
9. Ofereça um atendimento extraordinário. Duvido que ainda haja neste
mundo uma pessoa qualquer que não tenha sido flagrantemente destratada,
negligenciada e até desrespeitada enquanto consumidora. São profissionais de
telemarketing ativo que invadem nossa privacidade na calada da noite, muitas
vezes para oferecer um produto do qual já somos seus usuários. São profissionais
de telemarketing passivo, dos ordinários serviços de atendimento ao cliente,
desprovidos de treinamento, autonomia e bom senso, que raramente resolvem uma
demanda com iniciativa, interesse e rapidez. São profissionais em pontos de
venda, que não procuram identificar nossas necessidades, mas apenas sugerir o
que lhes convém, e raramente solícitos por ocasião de uma troca ou substituição.
Estou farto deste desatendimento! Gente que não entende que venda se processa
antes, durante e depois da compra. Gente que não aprende que vender e servir
andam de mãos dadas. Gente que ainda não descobriu que a única coisa que cativa
um cliente é uma experiência de atendimento inesquecível e extraordinária. E que
isso é fácil de proporcionar: basta dar atenção.
10. Divirta-se! Quer colher comprometimento dos funcionários, fidelidade
dos clientes e retorno sobre o investimento? Construa um ambiente que seja
prazeroso para trabalhar e agradável para visitar. Um local onde quem trabalha
aguarde ansiosamente pela segunda-feira para iniciar uma nova e produtiva
semana. Um espaço onde quem consome sinta-se estimulado a permanecer por horas
desfrutando de sua atmosfera e infra-estrutura. Livrarias com confortáveis
poltronas onde se pode degustar a leitura de qualquer obra sem restrições, por
exemplo, já aprenderam esta lição.
Reflita sobre estas propostas, celebre as conquistas e gerencie com paixão.
Tenha menos foco em coisas, mais cuidado com pessoas. Reinvente. E reimagine!
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Wagner Campos
Segunda, 25 de Agosto de 2008
Acredito que todos buscam em sua vida algo que pode ser definido com apenas uma
palavra: sucesso. Pode ser o sucesso profissional, que é ter um bom emprego,
obter um ótimo salário, ter conseguido alcançar um cargo diferenciado etc. Pode
ser também o sucesso em conseguir adquirir determinado bem, como a casa própria,
vencer uma doença, escalar uma montanha ou ganhar um jogo.
Seja qual for o entendimento de sucesso, devemos considerar um fato: o sucesso
não existiria sem a determinação de cada indivíduo.
A falta de esforço, interesse, pró-atividade ou planejamento nunca foi
atitude de levar alguém ao sucesso. Não conheci ninguém em minha vida que
apenas ficando sentado no sofá da sala, em casa, o tempo todo, tivesse
conseguido um emprego importante, um bom preparo físico, uma extensa rede de
relacionamentos ou adquirido conhecimentos úteis que colaborassem para seu
desenvolvimento pessoal.
No entanto, já presenciei centenas de vezes, profissionais desinteressados, que
não se atualizam, não buscam o desenvolvimento pessoal e profissional, não
colaboram, não apresentam sugestões em reuniões, não desenvolvem projetos, mas
são os primeiros a comentarem pelos corredores que não estão satisfeitos com
algo, que não têm o reconhecimento que gostariam, que o salário não é adequado e
assim por diante.
Aproveitando o astral olímpico, farei uma rápida analogia entre os atletas e os
profissionais de mercado. O atleta que participa das olimpíadas, não está lá por
acaso ou sorte. Treinou todos os dias incansavelmente. Fez esforços
sobrenaturais, mudou sua alimentação radicalmente, ouviu elogios, críticas e
muitas broncas durante seus treinos; abriu mão, quando necessário, de momentos
com algumas pessoas que ama, para que todo esse esforço resultasse em sua
vitória e realização pessoal e profissional. Há ainda, uma pequena observação
que vale a pena ser feita: diferentemente de uma instituição empresarial, ele
não tem um plano de carreira começando como ajudante, supervisor, gerente,
diretor ou presidente. Seus méritos, remuneração e reconhecimento, serão
provenientes de suas vitórias, obtidas através de sua determinação e desempenho.
É fácil compreender que para ser um verdadeiro campeão em nossas vidas e
obter o tão almejado sucesso, devemos nos preparar, atualizar, dedicar, esforçar
e estarmos dispostos a em alguns momentos, abrir mão de algo a que somos
apegados e muitas vezes quebrar paradigmas, para centralizarmos toda nossa
atenção e esforços em um projeto mais importante: nossa realização e sucesso!
Assim, que tal refletir sobre o quanto somos determinados para chegarmos ao tão
esperado reconhecimento e sucesso? Mas antes de iniciar esta reflexão, lanço
algumas perguntas simples: Qual seu projeto de vida? O que você deseja conseguir
e em quanto tempo? O que você fará para atingir seus objetivos?
Lembre-se, seu sucesso depende de sua determinação para conquistá-lo. No
entanto, é necessário, antes de tudo, que você saiba o que realmente deseja.
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Scher Soares
Sabado, 23 de Agosto de 2008
Você já parou para pensar na importância que tem o apoio de uma grande torcida,
para um time de futebol, durante uma partida? Bem, provavelmente, você já
presenciou, ouviu ou assistiu aos famosos gritos de “olé”, que a maioria das
torcidas ecoam em algum momento ou em um jogo especial, no qual a equipe em
questão demonstra superioridade técnica sobre a equipe oponente.
A reflexão em questão é: se a referida equipe demonstra superioridade técnica
e exibe um comportamento digno de ovação, por que ao invés de gritarmos “olé”,
não gritamos “mais um”?
Está comprovado que o grito de “olé”, embora apresente sentido, pois se
relaciona com o contexto do espetáculo, promove certa acomodação na equipe. O
time, se sentindo confortado e lisonjeado em função dos apupos, contenta-se em
“tocar” a bola de um lado ao outro, desviando do objetivo principal do jogo:
mandar a bola para o fundo das redes do adversário.
Alguns poderiam afirmar: “não é bem assim”, “o espetáculo faz parte” e coisa e
tal. Bom, o que eu gosto de pensar é que, diferente do “olé”, um grito alto,
forte, vibrante e em uníssono de “mais um” certamente levaria a equipe a
motivar-se ainda mais, a jogar para frente e a engajar-se no objetivo
específico: gols. Ao som do “mais um”, certamente teríamos equipes entrando para
a história, com goleadas nunca antes vistas. Poderíamos substituir o prazer
momentâneo do “olé”, pelo gozo histórico de um placar avantajado e digno de
registro nos livros do esporte.
Não acredita? Então sigamos a receita de uma famosa campanha de marketing e
experimentemos. Vamos iniciar esta grande “corrente de performance” através de
uma sugestão aos torcedores fanáticos. Disseminem entre os seus pares a
filosofia do “mais um” e surpreendam-se com os resultados.
Isso é para você pensar. Na sua vida, na sua profissão, você costuma gritar
“olé” ou “mais um”? Está disposto a trocar o prazer momentâneo e inconsistente
do “olé” por um registro na história através da filosofia de performance do
“mais um”?.
Bom, eu estarei na torcida e certamente gritando “Mais um! Mais um!”.
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