Jerônimo Mendes
Segunda, 31 de Março de 2008
A palavra carisma tem sua origem no grego antigo e significa favor ou dom especial. Naquela época, acreditava-se que o dom era algo conferido por Deus a determinadas pessoas como um sinal de graça e, originalmente, era exemplificado pelo poder da cura e do talento para idiomas. Segundo o escritor americano Marc Myers, a palavra surgiu pela primeira vez em traduções gregas do Novo Testamento e entrou na língua inglesa em 1641, quando se retomaram os estudos da civilização e do grego antigos.
Sob caráter religioso, carisma - khárisma - significa crisma ou crismado, ou seja, aquele que recebeu uma graça ou um dom divino. Aliás, o termo carisma é um dos fundamentos do Catolicismo para indicar diversos dons conferidos pelo Espírito Santo para todos os engajados na missão de servir a Deus, portanto, para os católicos, carisma são dons especiais concedidos para o bem dos homens, para as necessidades do mundo e, em particular, para a edificação da Igreja.
Max Weber, o grande sociólogo alemão, foi o primeiro autor a utilizar a palavra carisma, na primeira metade do Século XX, em seus escritos sobre qualidades de liderança que arrebatam a imaginação das massas e inspiram inabalável aliança e devoção. A partir dele, a palavra passou a ser vinculada automaticamente a pessoas que estão expostas às massas ou multidões - líderes, artistas, políticos, empresários, religiosos - e exercem o dom de influência ou fascinação sobre o público.
De fato, a maioria dos seres humanos fica impressionada apenas com a presença das pessoas consideradas carismáticas em razão dos seus poderes mágicos de atração. Pessoas carismáticas gozam de uma personalidade distinta, cativante, capaz de satisfazer todas as necessidades alheias de motivação e reconhecimento embora não admitam tal condição de destaque ou superioridade.
Particularmente, entendo o carisma como o talento natural de influenciar pessoas e também de se promover por meio dele. Pessoas como Silvio Santos, Zilda Arns, Roberto Shinyashiki, Pelé, Oscar Schimidt, Max Gehringer e Hebe Camargo entre outros exprimem seu carisma com extrema naturalidade. As pessoas querem se aproximar delas, conversar com elas, tocá-las, ouvi-las, sentir-se parte integrante do seu universo e do seu apreço.
O poder do carisma é determinado pela capacidade de perpetuação dos indivíduos na face da Terra. Quando você pensa em carisma logo vem à mente Airton Senna, Elvis Presley, John Kennedy, Jesus Cristo, Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi. Todos eles continuam exercendo influência sobre milhares de seguidores e admiradores anos depois do seu desaparecimento terreno. O que faz com que essas pessoas exerçam tanta influência sobre a humanidade?
Você pode atribuir diversos fatores às pessoas carismáticas, porém é necessário responder algumas perguntas muito simples antes de tentar entender os seus segredos: você já cruzou o caminho de algum ser carismático mal-humorado, triste, carrancudo ou que se extasie com a desgraça alheia? Você conhece algum ser carismático adepto da vingança, da fofoca, da lamentação, do pessimismo ou da síndrome do Hardy? Definitivamente, não!
Pessoas carismáticas são pessoas simples, porém iluminadas, dotadas de uma energia positiva e superior. Carregam na mente e na alma o sorriso aberto e cativante, o espírito do altruísmo e da docilidade. Entendem o seu papel como algo determinante para mudanças positivas e transformadoras no meio em que atuam, pois, involuntariamente, exercitam a sua vocação a serviço da humanidade com muita simplicidade.
O carisma está diretamente relacionado com a sorte, a prosperidade e o bem-estar. As pessoas em geral vivem à procura de super-heróis ou referências que possam resolver os seus dilemas ou lhes servir de exemplo. Sua esperança, por vezes equivocada, é a de que, associando-se a pessoas carismáticas, possam aprender os seus segredos ou, no mínimo, ficar parecidas com elas. Por isso, elas são copiadas e admiradas.
Durante muito tempo eu fui uma pessoa carrancuda, amarga e tomada de razão. O meu ponto de vista era sempre superior ao dos demais e, aqui entre nós, isso não me levou a lugar algum, exceto ao aprendizado, pelo qual não temos como escapar, a duras penas, graças à sabedoria divina. Você não faz idéia de quanto um ponto de vista unilateral e equivocado atrasa a sua vida. Você pode até estar certo, mas fazê-lo valer a qualquer custo, sem considerar as ponderações do lado contrário, tem um custo muito alto.
A minha primeira demissão foi uma das boas coisas que aconteceram depois de vinte e cinco anos pensando que a vida era somente trabalho e mais nada. Isso me ajudou muito a mudar a maneira de entender o mundo, de tratar as pessoas e de trabalhar melhor o meu lado carismático. Temos em mente que o carisma é uma qualidade maravilhosa que somente pessoas iluminadas dispõem, mas isso não é verdade.
Qualquer um pode trabalhar para tornar a personalidade mais atraente e carismática. O primeiro passo é tomar consciência de que isso é possível. Não é necessário imitar Ronald Reagan, Silvio Santos ou Jô Soares. Isso, possivelmente, nem combina com a sua experiência, biologia, cultura ou história pessoal. Somos seres únicos, dotados de características especiais, portanto, as qualidades que tanto buscamos (nos outros) estão adormecidas dentro de nós.
Ninguém obriga ninguém a ser carismático. A naturalidade é o que torna determinadas pessoas mais carismáticas que outras. Por experiência própria, quero compartilhar pequenas lições que aplico na minha vida pessoal e profissional e espero que isso o ajude a encontrar o seu lado carismático, afinal, como nunca me canso de repetir, o crescimento pessoal com base na experiência alheia é possível somente através do autoconhecimento, da humildade e da disciplina. Quer se tornar alguém carismático? Os seis pontos a seguir são um ótimo começo:
1) Tenha respeito e consideração pelas pessoas, independentemente do grau de escolaridade, sexo, cor, credo, cultura ou origem; respeito é uma condição universal para a sobrevivência das nações e do diálogo entre os povos;
2) Seja bem-humorado: o humor faz bem, revigora, atrai amigos, repele os inimigos;
3) Seja um otimista de carteirinha: ninguém consegue conviver com pessoas pessimistas, amargas, carrancudas que passam o tempo todo tentando contradizer a beleza do sol e da lua;
4) Torne-se um bom ouvinte: o que as pessoas mais precisam é de alguém que lhes dê ouvido e esperança;
5) Lembre-se dos nomes: o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e importante que existe, afirmava Dale Carnegie. Você pode estar perdido no meio do deserto, mas se alguém aparecer e gritar o seu nome, a esperança renasce e os olhos brilham, pois o seu nome é o seu bem mais precioso;
6) Sorria e humanize o que tem a dizer: trate as pessoas como se elas fossem mais importantes do que você, afinal, todos precisamos nos sentir especiais.
As palavras de Mark Twain, famoso escritor e conferencista, encerram a lição de hoje: "tudo o que você precisa na vida é de ignorância e confiança, e seu sucesso está garantido". Pense nisso e seja feliz!
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Giancarlo de Mazo
Terça, 11 de Março de 2008
No dia 15 de março de 1962, o presidente norte-americano John Kennedy, frente às repercussões do escândalo da Talidomida, medicamento que causava defeitos nos filhos de mulheres grávidas que o utilizavam, enviou uma mensagem ao congresso, propondo o reconhecimento de quatro direitos básicos do consumidor: o direito à segurança, à informação, à escolha e a ser ouvido. Tal data representou um marco nas relações entre empresas e seus consumidores, proporcionando o surgimento de regras e legislação específica voltada para a proteção dos direitos dos consumidores. Em virtude da importância da mensagem do presidente norte-americano, o dia 15 de março foi instituído como sendo o dia Internacional dos Direitos do Consumidor.
A preocupação com a transparência das relações entre aquele que oferece um produto e aquele que o compra, porém, data de tempos mais remotos. São conhecidas as normas citadas no código de Hamurabi (olho por olho etc..), que regulamentavam direitos e obrigações de classes especificas, como médicos, construtores de barcos e pedreiros. Por exemplo, se a casa caísse e causasse apenas danos materiais, o construtor deveria restaurá-la sem ônus para o proprietário. Mas, se a casa ruísse com gente dentro e o proprietário morresse no desastre, o construtor era condenado à morte; se o filho do proprietário morresse, quem pagava era o filho do construtor, e assim por diante. Na Roma clássica também houve leis que regulamentavam o comércio e procuravam criar responsabilidade pela integridade das mercadorias. E ao longo da Idade Média os crimes contra os direitos dos consumidores também eram punidos com o rigor apimentado pela severidade da época. São tempos que não voltam.
Com o advento da Revolução Industrial e da produção em massa no séc. XIX, as pessoas começaram a se preocupar com possíveis abusos por parte de quem oferecia os produtos, mas foi apenas no inicio dos 1900 que os consumidores começaram efetivamente a se organizar em busca de seus direitos, dando inicio ao Consumerista. Com raiz na palavra inglesa consumerism, o Consumerismo é definido como o movimento de consumidores que questionam a produção, a comunicação em massa, as técnicas de marketing, a periculosidade dos produtos colocados no mercado, a qualidade das mercadorias e das informações fornecidas pelos fabricantes, entre outros itens das relações de consumo. Com o crescimento do mercado consumidor, o movimento começou a ganhar respaldo legal e apoio de organismos governamentais, iniciando-se primeiramente nos Estados Unidos e irradiando-se para os demais países.
Vários eventos foram importantes para o crescimento do Consumerismo, como a já citada mensagem do presidente Kennedy em prol dos direitos básicos do consumidor e a criação, no ano de 1960, da International Organization of Consumers Unions (IOCU), por organizações de associações de consumeristas dos países industrializados como Estados Unidos, Austrália, Holanda, Reino Unido e Bélgica, que tinha como principal proposta a troca de informações entres organizações que realizavam testes comparativos de produtos.
No Brasil, o Consumerismo tem seu representante no movimento iniciado na década de 1980, com a criação do PROCON e das primeiras legislações que procuravam estabelecer direitos e obrigações para consumidores e comerciantes e fabricantes. A Constituição Brasileira, promulgada em 1988, em suas Disposições Transitórias, estabeleceu que cabe ao Estado promover a defesa do consumidor. Determinava também que fosse elaborado um Código de Defesa do Consumidor. O Código foi aprovado no Congresso Nacional e promulgado pelo presidente Fernando Collor no dia 11 de setembro de 1990, sob a Lei nº 8.078. A legislação abrange questões como qualidade dos produtos e serviços, contratos de adesão, publicidade e responsabilidade do fabricante e do distribuidor, e impõe sanções aos infratores que vão desde a aplicação de multa até detenção.
O CDC (Código de Defesa do Consumidor) é uma das mais importantes legislações em vigor no país, e nos seus quase 20 anos de existência promoveu a mudança das relações entre o consumidor brasileiro e os produtores e prestadores de serviços. Embora ainda não seja respeitado de todo, é inegável sua importância para o amadurecimento das relações de consumo, garantido ao consumidor o exercício da cidadania e o crescimento das próprias empresas.
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Cesar Augusto Cerqueira Leite
Quinta, 28 de Fevereiro de 2008
Duas notícias chamaram minha atenção na semana passada. A primeira delas é a possibilidade da agência de publicidade inglesa Naked entrar no mercado brasileiro. A segunda destacava o favoritismo do filme Ratatouille ao Oscar de melhor animação. Mesmo se tratando de contextos diferentes, ambas destacam o valor da inovação.
Fundada há sete anos, a Naked especializou-se apenas na área de criação e abriu mão de todas as demais etapas do processo publicitário - como produção e veiculação de anúncios. Entre as 100 grandes empresas atendidas pela Naked estão nomes como Coca-Cola, Nike, Nokia e Sony. Todas elas atraídas pela fama de "usina de idéias" que a agência criou.
Numa campanha da fabricante de materiais esportivos Reebok para convencer os britânicos a praticar mais esportes, a Naked colocou um sofá motorizado para circular pelo centro de Londres. A mensagem era óbvia: saia do sofá, calce seu tênis e venha correr. Em outra, para a empresa de telefonia The Number, eles instalaram varais nas principais ruas de várias cidades inglesas. Em cada um deles havia camisetas penduradas nas quais se lia 118-118, o número para informações que a companhia queria divulgar. Em seis meses de campanha, a The Number tornou-se líder desse mercado, com uma fatia de quase 50%.
No inicio do ano, a Naked foi incorporada a Holding Photon Group, em um negócio que envolveu o pagamento antecipado de US$ 38 milhões. Com o aporte financeiro, a Naked prepara um plano de expansão para mercados emergentes, que pode contemplar o Brasil.
Já o caso do filme Ratatouille ilustra como a inovação na indústria do entretenimento pode modificar suas estruturas. Ratatouille já faturou o equivalente a um bilhão de reais, mais do que a soma das bilheterias dos cinco indicados pro Oscar de melhor filme. Detalhe: há alguns anos, a categoria de Oscar para animação nem existia.
Embora Ratatouille seja uma produção francesa, a inovação na indústria de animação é responsabilidade da norte-americana Pixar, responsável por filmes como Toy Story, Monstros S/A, Carros e outros. Nos últimos dez anos, o estúdio faturou mais de 7 bilhões de dólares, entre bilheteria, licenciamento de produtos e vendas de DVD. A média de lançamentos da Pixar é de um filme a cada 18 meses, enquanto seus concorrentes lançam um por ano. Em 1986, Steve Jobs, outro inovador nato, comprou-a por 10 milhões de dólares. Em 2006, a Disney adquiriu a companhia por 7,4 bilhões.
Inovar é sempre correr risco. No Brasil, por exemplo, segundo dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, mais de 80% dos produtos registrados não chegam nem a ser lançados. Contudo, há exemplos à disposição para mostrar que, não importa o setor de negócios, o risco vale a pena.
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Administrador
Quinta, 31 de Maio de 2007
"O processo arrastou-se por semanas provocando o sofrimento do réu, inquietude nos jurados e maior esperança na defensoria e ministério público, menos pro juiz que sabia que após esse, viriam mais processos...".
Na frase acima colhida em um jornal, temos o vocábulo - processo - utilizado no enfoque jurídico como sinônimo de julgamento. Um julgamento tem começo, meio e fim e se presta atingir um propósito singular
Para a administração, este não é o conceito de processo; as terminologias assumem conotações diversas nas várias áreas do conhecimento humano, as quais não compete-nos saber todas, mas sobretudo em nossa área de atuação não podemos cometer tais equívocos.
As acepções da palavra na área administrativa assumem as seguintes conotações: - Seqüência de decisões e ações dinâmicas e contínuas, logicamente relacionadas, necessárias e suficientes para obtenção de resultados contínuos para a organização e seus clientes. - Atividades concatenadas e contínuas para geração de produtos, serviços ou informações em escala. - "Conjunto de atividades que tomadas de forma combinadas, produzem um resultado de valor para o cliente". (Hammer & Champy-1994) - Esforço contínuo e com prazo indeterminado para encerrar (diz-se que não tem início, meio e fim - o absurdo dá ênfase à idéia). - Para Michael Hammer, Pai da reengenharia, "as organizações são processos". - Todo processo tem clientes (internos / externos), senão não tem razão de ser. A definição de Hammer e Champy embute a noção de valor agregado, o que completa e esgota a intelecção do conceito - produtos e serviços com eficácia.
Processos abrangentes que transcendem as fronteiras da organização, com começo e término (ciclo) no cliente são nominados - macroprocesso - conjunto de processos considerados um centro autônomo de resultados com autonomia decisória e recursos plenos, sendo uma organização virtual para o cliente. Um termo emprestado da língua inglesa nos completa este conceito: fullfilment - designa o conjunto de atividades (processos) necessárias e suficientes para atender desde aos pedidos dentro do requisito (escopo) especificado, elaboração e disponibilidade no prazo e local prometido ao cliente.
A quantidade de macroprocessos (teórico) de uma empresa média é de 5 a 10 e de grandes empresas, 8 a 15 processos. Os macroprocessos das empresas privadas não variam muito, sendo normalmente orientados para as clientelas internas e externas à Organização, sendo os principais processos: - Vendas Programadas: prospecção e atendimento de varejo; -Vendas à Pedidos: prospecção e atendimento de atacadistas, grandes clientes; - Gestão de Pessoas: suporte aos Recursos Humanos; - Inteligência e Vigilância (mercado): acompanhamento das necessidades das clientelas, e das ações da concorrência; - Infra-estrutura: suporte aos recursos e operações; - Relações institucionais: satisfação à governança externa, manutenção da imagem; - Pesquisa & desenvolvimento: inovação de portfólio, internalização de novas metodologias e tecnologias; - Gestão de Aprendizado: processo de implemento ao desenvolvimento humano; - Estratégia: sustentabilidade, vantagem competitiva; - Gestão de Finanças: incremento dos ativos financeiros; - Controladoria: empreender a integração, sincronia, sintonia. - Marketing: pesquisa e identificação das demandas; - Produção: provisionar estoque de semi acabados e produtos. Não estamos acrescentando nada, simplesmente dando ênfase na terminologia orientada à processos ao invés da departamentalização.
Divisão dos processos pelos fins: a) de fabricação: geram produtos ou serviços. b) de negócios: apóiam processos de fabricação. pelos meios: a) operacionais: operações finalísticas. b) administrativos: gestões de recursos (suporte) e operações.
Grande é o número de organizações que nos dias atuais mantém uma postura tradicional e arcaica em suas gestões orientadas à fabricação, seguindo as trilhas de Taylor, Smith e Sloan, com suas área de Métodos Organizacionais atuando unicamente na análise de operações e tempos, racionalização do trabalho, produção em escala... visando alcançar o máximo de produtividade, porém sem agregar valor ao bem produzido. O processo deve ter um gestão com visão holística e ser orientado ao cliente, contemplando a eficácia.
Melhorias contínua Masaaki Imai é considerado o guru do Gemba Kaizen (Gemba = local de ocorrência das ações / Kaizen = filosofia de melhoria contínua), que enfatiza o aprendizado e técnica no local de trabalho. Inúmeros são os métodos de melhoria continua: CCQ - círculos de controle e qualidade; Os 5 S - postura, aplicação, disciplina, empenho...; TQM - gestão da qualidade total, Just-in-time - provimento no momento necessário; Kanban - auto provimento; Seis Sigmas - tendência ao zero defeitos; Sistema de sugestões ... elevando os processos ao nível de excelência por ganhos incrementais.
Reengenharia Michael Hammer ao criar o conceito de Reengenharia inovou o estudo de processos! "A reengenharia é o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que visam alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos e contemporâneos de desempenho tais como custos, qualidade, atendimento e velocidade". (Michel Hammer / James Champy) Para Hammer, "O objeto da reengenharia são os processos, não as organizações... as pessoas envolvidas num processo olham para dentro de seus departamentos e para cima em direção aos chefes, mas nunca para fora em direção aos clientes" (1994. p.19). Em verdade, as organizações através de seus silos funcionais (departamentos) - as paróquias - criam, como resultado, a fragmentação do processo, voltando-se, exclusivamente às tarefas. Disso conclui-se que, o organograma é o principal desestimulador da gestão por processo, posto que é mapa de localização de funções e pessoas. Ricardo Semler (Virando a Própria Mesa, Maverick, etc.) diz que: "em suas empresas o organograma é desenhado a lápis para que possa ser alterado conforme a conveniência...".
Algumas empresas adotam gestões matriciais (gerência de processo) para compensar o vácuo formado, "gaps" que se instalam nas fronteiras dos departamentos, criando ai, as disfunções. Melhor seria um mapa de processos! Para completar está série de artigos, discorreremos sobre programas e projetos, reengenharia e melhorias contínua em artigos vindouros.
Wagner Herrera é consultor com formação em Ciência da Computação e Engenharia de Produção pela Universidade Mackenzie e graduando em Administração Estratégica (lato sensu) na Faculdade Camões (CEDAEM) - Curitiba - PR; e cursos na área de Planejamento Organizacional. - wagherrera@yahoo.com.br
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Administrador
Quinta, 31 de Maio de 2007
Não obstante, em alguns setores acadêmicos mais tradicionalistas e conservadores, permanece o desejo respeitável de nacionalizá-la, i.é, dar-lhe tradução mais "pura" em nosso idioma, o que se tenta desde meados da decada de 40, quando o termo norte-americano foi introduzido no Brasil.
Neste texto registram-se as principais ocorrências nesse sentido, dicionarizadas.
MARKETING - Principais definições formais
São muitos os enunciados das definições de Marketing, pelos diversos autores. Contudo, as variações ocorrem mais na forma vocabular do que no significado essencial.
Definição-padrão
Recomenda-se tomar como padrão o enunciado mais difundido universalmente e, portanto, consagrado, que é o da AMA - American Marketing Association:
- Marketing é a execução das atividades de negócios que encaminham o fluxo de mercadorias e serviços, do produtor aos consumidores finais industriais e comerciais.
A esta definição básica, para melhor elucidação, gostaríamos de acrescentar dois adendos de autores renomados:
l) Adendo Gerencial, de Jerome McCarthy: "... de maneira a satisfazer clientes e a realizar cs objetivos da empresa."
2) Adendo societal, de Philip Kotler: "... observando sua responsabilidade de garantir o bem-estar do consumidor e do público, a longo prazo".
Definições diferenciadas de Mercadização, Mercadologia e Merceologia
Desde meados da decada de 40 buscou-se, no Brasil, traduzir Marketing para o vernáculo.
Dessas buscas resultaram as definições registradas no "Glossário de Mercadologia" da Fundação Getúlio Vargas - F.G.V., de 1962, o qual distingue os três termos, a saber:
1) Mercadização Exatamente igual à definição da A.M.A. citada acima. Portanto, Mercadização á a atividade, o fazer. Exemplos: Fulano é o Gerente de Mercadização da Empresa X. O plano de Mercadização da empresa é ótimo.
2) Mercadologia Estudo sistemático da Mercadização, quer sob os aspectos descritivos ou analíticos. Portanto, Mercadologia é o estudo, o saber. Exemplo: Fulano é Professor (ou estudante) de Mercadologia. O curso de Mercadologia desta Escola é um dos melhores.
A palavra Mercadologia aparece escrita pela primeira vez no Brasil no livro "Ciência da Administração", de Alvaro Moitinho, em 1947.
3) Merceologia Planejamento dos bens econômicos a serem mercadizados, ou seja: planejamento do produto ou serviço certo, no local certo, no tempo certo, em quantidades certas e ao preço certo.
Portanto, nesta acepção, Merceologia é sinônimo perfeito de Merchandising.
Marketing: significado literal A palavra inglesa Marketing é, a rigor, intraduzível ipsis verbis para o português, isto porque é um gerúndio, forma verbal nominal latina, que se perdeu em nosso idioma vivo e que equivaleria ao particípio do futuro passivo latino, deixando como traço residual a dessinência ndo(a).
A tradução mais próxima possível do literal seria uma expressão composta, algo assim como:
- Fazendo o Mercado - Operando o Mercado - Executando a Mercadização.
Cid Pacheco - Consultor Associado
Editor de www.cidpacheco.com.br
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