Wagner Campos
Segunda, 5 de Maio de 2008
Ouvi durante minha infância, dezenas de histórias sobre duendes e seus potes de
ouro ao final do arco-íris. Perguntava-me se realmente existiam duendes, se eram
pequeninos e porque deixavam o pote no final do arco-íris? Ficava inconformado
quando verificava que o final do arco-íris era praticamente impossível de se
achar, pois quanto mais eu caminhava em direção a ele, mais distante ficava. Até
tentei procurar o pote de ouro no fim de um arco-íris feito com um jato de água
da mangueira no quintal de minha casa, mas o arco-íris ficava pela metade e não
continuava (devia ser malandragem dos tais Duendes).
Percebi que a história do pote com moedas de ouro não representava um bem
material, mas um bem inestimável, contendo tudo o que guardamos em nosso
coração. Representa as pessoas que amamos, nossos desejos, nossos momentos
inesquecíveis, nossas melhores lembranças, nossos sonhos e metas, o salto
comemorativo da vitória de uma competição, o coração querendo sair do peito
diante do reconhecimento no trabalho, a emoção de possuir um relacionamento
feliz, o calor e a alegria imensurável do nascimento de um filho.
O pote está localizado no final do arco-íris de nossos sentimentos, um lugar
iluminado por nossas experiências de vida. O pote não tem fundo assim como o
arco-íris não tem fim. O valor que damos a cada segundo de nossas vidas
representa a importância conforme nossas percepções.
Quando acumular tamanho tesouro, que tal dividir com seus amigos, familiares e
conhecidos? Alegria, sucesso e realização são alguns dos bens mais preciosos de
nossas vidas. Poucos sabem reconhecê-los e desfrutá-los. Aumente seu tesouro
dividindo-o com outras pessoas. Com certeza os sorrisos, agradecimentos e
reconhecimentos que receberá agregarão ainda mais valor ao seu tesouro. Este é o
único bem que quanto mais se reparte, mais se acumula!
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Wagner Campos
Segunda, 10 de Março de 2008
Durante séculos os homens dominaram as sociedades. Sempre foram líderes, reis, guerreiros. Conquistaram aldeias, reinados inimigos e até continentes. Considerando as enormes responsabilidades guerreiras, intelectuais e de lideranças, contavam com a submissão de suas mulheres (literalmente suas, pois em alguns casos eram mais do que uma). Mulheres sem poder e sem liberdade. A fragilidade feminina não proporcionava posições de destaque, respeito, decisão ou liderança.
Homens atuam nos mais variados segmentos, "suportando" pressões no trabalho, viagens, happy hour com clientes, conversas sobre futebol, etc., enquanto as mulheres "apenas" realizam suas atividades profissionais e depois têm o "prazer" de ficar em casa com a família e realizando "pequenos" afazeres como arrumar as crianças, preparar as refeições, cuidar das roupas de todos e "implicar-se" desnecessariamente com detalhes relacionados a alguns pertences que deixamos pela casa, não jogados como elas vêem, mas de fácil acesso para quando precisarmos utilizá-los. (Homens não podem ficar se apegando a detalhes aos quais as mulheres se prendem inutilmente...).
Enquanto trabalhamos arduamente somos obrigados a conviver com mulheres incríveis que de alguma forma apresentam uma enorme vontade de superar nosso reinado através de sua admirável determinação.
Relacionemos algumas conquistas femininas alcançadas nos últimos séculos, tanto no Brasil quanto no mundo.
Enquanto seus maridos iam para a guerra, as mulheres foram sendo obrigadas a assumir os negócios da família e a posição dos homens no mercado de trabalho. Pelo fato de muitos maridos falecerem ou voltarem impossibilitados de trabalhar após o combate, elas sentiram-se na obrigação de deixar a casa e os filhos para levar adiante os projetos e as atividades que eram realizadas pelos esposos.
Em 1827 foi determinada a primeira lei sobre educação das mulheres, permitindo que freqüentassem as escolas elementares. Em 1879 tiveram autorização do governo para freqüentar o ensino superior e eram criticadas pela sociedade. Em 1932 Getúlio Vargas dá o direito de voto às mulheres. Em 1914 a primeira jornalista do Brasil, Eugênia Moreira, aos 16 anos escreve artigos em jornais afirmando que "a mulher será livre somente no dia em que passar a escolher seus representantes". Declarou-se em 1945 a igualdade de direitos entre homens e mulheres. (Não é que a mocinha conseguiu prever o que iria acontecer?).
Em 1974, Izabel Perón tornou-se a primeira mulher presidente. Roseana Sarney em 1994 é a primeira mulher eleita governadora de um estado brasileiro, o Maranhão, e ainda conseguiu ser reeleita em 1998. Uma mocinha conhecida como Coco Chanel que havia saído de um orfanato no interior da França, com seu jeito despojado de se vestir anunciou as grandes mudanças que viriam a ocorrer nos guarda-roupas femininos. Aboliu os espartilhos, os vestidos com armações e os cabelos postiços, deixando-os na altura do pescoço (assim surgiu o famoso corte Chanel).
Vários estudiosos afirmam que a grande virtude das mulheres é colocar a liderança como uma orientação e que homens e mulheres podem ser igualmente eficientes.
Empresas de Recursos Humanos reconhecem grandes vantagens na contratação de uma mulher em vez de um homem.
Segundo afirmam essas empresas, as mulheres:
- São mais persistentes numa negociação; - Trabalham em equipe; - Fazem planejamento a longo prazo; - Preocupam-se com detalhes, etc. - Estão começando a servir como modelo na hora de contratar.
Finalmente compreendi como as mulheres têm tanto para falar, discutir e participar. Ficou difícil para o sexo masculino ter que lutar de igual para igual no mercado de trabalho e muitas vezes aceitar sair na pior. A luta pela igualdade das mulheres trouxe um constante desafio para os homens.
É "insuportável" comprovar que as mulheres estão conquistando cada vez mais os cargos de liderança. É "insuportável" aceitar que além de toda jornada de trabalho externo, assumem uma nova jornada dentro de casa, e no final percebemos que por mais que nos esforcemos, elas se dedicam mais, trabalham mais e ainda têm disposição para nos dar atenção e carinho.
É "insuportável" saber que entre milhares de pessoas em todo o mundo, nós, homens, somos a minoria. No entanto, é preciso dar o braço a torcer reconhecendo que aprendemos muito com as mulheres que nos deram a vida, a educação, o exemplo, o carinho e formaram nossos valores pessoais.
Tanta determinação, dedicação, energia e pró-atividade das mulheres se devem a séculos de batalhas das quais não participarmos com o mesmo empenho. Lutas em busca de espaço, respeito e dignidade. O resultado destas conquistas femininas não envolve valor financeiro, mas um valor inestimável: seu amor próprio.
É gratificante reconhecer que em meio a tantas batalhas que se fizeram necessárias para essas conquistas, as mulheres ainda mantêm consideração pelos homens e não propõem como maior objetivo superar o sexo masculino, e sim desfrutar do mesmo espaço!
Parabéns a todas essas INCRÍVEIS MULHERES, pois INSUPORTÁVEL mesmo, seria não podermos participar de suas vidas e conquistas!
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Administrador
Quinta, 20 de Setembro de 2007
Coimbatore Krishnao Prahalad, ou C.K. Prahalad, como é conhecido é um indiano de nascimento e naturalizado americano, físico por formação, na Universidade de Madras (Chenai), iniciou sua carreira como gerente da Union Carbide. Para complementar seus estudos formou-se PhD em Harvard, dedicando, daí em diante à carreira acadêmica, tanto na Índia como nos Estados Unidos. Hoje é professor titular de Estratégia Corporativa do programa de MBA da Universidade de Michigan e também conselheiro do governo indiano para empreendedorismo.
Sem dúvida, C.K. Prahalad é um dos maiores pensadores do mundo dos negócios, além de ser um dos mais dos mais influentes especialistas em estratégia empresarial da atualidade. Consagrado internacionalmente por sua inestimável contribuição ao pensamento estratégico corporativo, é considerado um dos dez maiores especialistas em administração e negócios do mundo. Consultor e membro do conselho de administração de empresas de classe mundial tem entre seus clientes companhias como: Citigroup, Colgate Palmolive, Cargill, Motorola, Whirlpool, Oracle, Philips e Unilever.
Em Michigan, Prahalad encontrou-se com Gary Hamel, então um estudante de novos negócios. Em conjunto, escreveram o best-seller Competindo pelo futuro, publicado em 20 idiomas. Nessa obra, os autores procuram identificar mudanças nas gerências tal como existem, buscando encontrar oportunidades para os novos gerentes nesse novo mundo. Na época o livro foi visto como uma resposta crítica ao processo de reengenharia que havia se transformado em um modismo.
Os artigos de C.K.Prahalad foram publicados nos mais importantes periódicos do mundo, tanto os especializados em gestão de negócios como os de interesse geral, e muitos deles receberam da Harvard Business Review o prêmio McKinsey de melhor artigo do ano publicado naquela revista e por dois anos consecutivos foi laureado como o melhor artigo da década pelo Strategic Management Journal e com o European Foundation for Management Award.
Em seu livro, A Riqueza na Base da Pirâmide Prahalad demonstra um interesse profundo pelas camadas que se encontram no estrato mais baixo da sociedade, em função de sua experiência e conhecimento da Índia. País pelo qual viajou em função de sua consultoria e na busca de uma solução para a pobreza no mundo.

C.K. Prahalad desafia a ordem econômica ao propor a "base da pirâmide" como um mercado potencial para qualquer companhia explorar, ao afirmar: "A fonte real do mercado não são os consumidores médios ou emergentes que surgem no mundo, mas sim bilhões de pobres que aspiram uma oportunidade de entrar em um mercado do qual sempre ficaram à margem."
Para Prahlad o que falta às empresas e instituições financeiras é um aprendizado de como lidar com essa chamada "base da pirâmide" econômica e social. Há no mundo quatro bilhões de pessoas que vivem com cinco dólares por dia. Um terço dessa população sobrevive com menos de um dólar. Se as empresas, agindo em seu próprio interesse melhorar a vida dessas pessoas, segundo Prahalad, estarão abrindo um gigantesco mercado, ávido e capaz de consumir produtos e serviços criados sobre medida para essa parcela da humanidade. Para isso é preciso inovar, baixando custos e colocando na prateleira aquilo que é alcançável por quem está nesse estrato sócio-econômico.
Em seu livro mais recente - O Futuro da Competição, escrito em parceria com Venkat Ramaswamy - Prahalad desafia a noção tradicional de valor e de criação de valor. Para ele as empresas não fazem o suficiente para aproveitar as oportunidades que surgem com a globalização. Neste novo mundo, o cliente é uma figura mais pró-ativa, logo as regras do jogo mudaram: não basta apenas servir, é necessário criar um valor real para o consumidor. Pois o conceito de valor já é outro. Para isso, além de admitir limitações, é necessário sair do que eles chamam de "zona de conforto" para ingressar nas novas "zonas de oportunidades".
Colaborador: Andrei Lima
Categorias:
Motorola, Harvard, Estratégia, Estratégia Empresarial, Criação de Valor, Mercado Potencial, Coimbatore Krishnao Prahalad, C.K. Prahalad, Estratégia Corporativa, Gary Hamel, Unilever, Philips, Cargill, Zona de Oportunidade,
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