Avatar

A DEPENDÊNCIA QUÍMICA NO MUNDO CORPORATIVO

Sexta, 30 de Maio de 2008
Imagine os prejuízos, tanto os materiais como os de imagem, que as empresas sofrem a cada vez que algum de seus líderes ou colaboradores acende um cigarro. Fatores como distração, perdas de tempo, desconcentração, ausências por problemas de saúde e risco de incêndio, entre outros, além dos inevitáveis confrontos entre o grupo dos fumantes e o dos não fumantes, acabam por promover um verdadeiro "racha" dentro da organização. Então será possível imaginar também o tamanho do estrago provocado pelo consumo do álcool e das drogas nas empresas.

No atual mundo globalizado em que vivemos, a necessidade de resultado nas empresas impõe uma pressão cada vez maior sobre os empreendedores, líderes e colaboradores. Tão forte que, muitos, principalmente entre os integrantes dos dois últimos grupos, são induzidos a novos hábitos não aconselháveis, tendo em vista seus efeitos nocivos à saúde, o que representa uma enorme interferência negativa nos lucros e resultados das empresas.

O estresse provocado pelas pressões no trabalho, pela necessidade de se atualizarem através da leitura de uma quantidade sempre crescente de livros e revistas, pela interferência do trabalho na vida pessoal e pelo próprio trânsito alucinante que são obrigados a enfrentar no dia-a-dia, tem uma influência extremamente negativa sobre o lado emocional dos profissionais, que, não raras vezes, buscam refúgio no cigarro, no álcool ou até mesmo nos entorpecentes.

E o hábito resulta em enormes danos à saúde e na conseqüente queda de rendimento no trabalho, principalmente daquelas pessoas que, sem forças para fugir da dependência química, se entregam ao vício. Além da inevitável deterioração do relacionamento de todo o grupo e queda da produtividade.

Para as empresas as conseqüências e expectativas futuras não são mais animadoras. Elas acabam por perder aqueles grandes talentos que se rendem às sensações de um prazer ilusório. Em nome de um pretenso relaxamento pelas drogas, eles perdem a capacidade de raciocinar, a persistência e perspicácia, a criatividade e a competência para a dependência química, alienando-se completamente de seus ideais. O resto não é difícil imaginar.

Por isso é que, preocupadas com o alto índice de dependentes químicos entre seus profissionais, inúmeras organizações partiram para a implementação de programas e projetos especialmente voltados ao tratamento e reabilitação dos mesmos, além da prevenção de futuras novas ocorrências. Uma cartilha esclarece sobre os riscos das drogas, de modo que todos tenham consciência de seus efeitos devastadores sobre a saúde do ser humano e sua vida pessoal, afetiva e profissional. Atividades de apoio e alternativas diversas, como sessões de reflexão, atividades físicas, lazer, boa alimentação, adoção de horários flexíveis, restabelecimento do equilíbrio emocional com o apoio de psicólogos e especialistas no assunto, estímulo à formulação de idéias e sugestões, enfim, mecanismos que auxiliem líderes e colaboradores a se afastarem do vício e auxiliá-los a encontrar sua forma preferida de relaxamento, que, ao mesmo tempo, não represente riscos para sua saúde.

Então, é preciso encarar o fato de que não há muito tempo a perder com ponderações. Urge que as empresas que ainda não o fizeram, ataquem o problema de frente e se engajem nessa luta, criando mecanismos que ajudem a libertar seus profissionais dos vícios que tantos prejuízos trazem para a saúde, a vida profissional, pessoal e afetiva. Ou elas tendem a amargar enormes dores de cabeça com os problemas institucionais, além das pioras significativas de seus lucros e resultados futuros. Quer dizer: é preciso agir com rapidez e precisão; corrigir e prevenir para não sucumbir!

Avatar

Delegação Ganha-Ganha

Segunda, 25 de Fevereiro de 2008
O dilema "faça você mesmo ou peça ajuda" nos acompanha a vida inteira.  No trabalho, ele está vinculado à questão da delegação. Gerentes centralizadores, por exemplo, confiam mais na própria execução do que na equipe. Consciente ou inconscientemente, eles são adeptos da teoria de "quem sabe faz e quem não sabe manda fazer".

O estilo "deixa comigo" tem raízes profundas. Desde criança, fomos induzidos a crer que adultos e autoridades (pais, professores, administradores, etc, etc, etc) sabem tudo ou, no mínimo, sabem mais que nós. Portanto, estão condicionados a desconfiar da nossa capacidade; é normal que queiram controlar tudo de perto, é compreensível que relutem em delegar e é provável que, quando chegarmos às posições que elas ocupam hoje, faremos tudo, tudo como os nossos pais.

Também é certo que há gerentes que não delegam por acreditarem que mantendo absoluto controle provam que a empresa acertou ao promovê-los. Essa forma de mostrar serviço ignora que quem deve mostrar alguma coisa é a equipe e não o gerente solitário.Delegação Ganha-Ganha

Bom, nem tudo nessa história é uma questão de educação, de berço ou de psicologia humana, A cultura organizacional e a conduta de nossos clientes (externos e internos) reforçam os maus hábitos quando manifestam, em alto e bom som, que gostariam de conversar diretamente com "quem está no comando", e não com um ajudante de ordens, por mais ilustre que ele seja.

O fato é que o pé-atrás em relação à capacidade alheia que acomete os líderes sabichões, aliado à necessidade psicológica de justificar a promoção e à cultura organizacional de comando e controle, são inimigas da delegação. Se não enfrentarmos esses mitos tudo continuará com dantes.

Para pegar o touro da gestão delegadora pela unha nada melhor que aplicar a filosofia ganha-ganha para convencer os mais recalcitrantes. Não nos esqueçamos que os motivos alegados por esta turma, conscientes ou inconscientes, pressupõem que os benefícios de não delegar superam os malefícios de não fazê-lo. Se provarmos o contrário, metade da batalha está ganha.

A delegação deve ser um instrumento de ganhos tanto para o gerente como para os subordinados, organização e clientes. Os benéficos se traduzem em  economia de tempo do superior e subordinado, utilização adequada do talento de cada um para agregar valor em tarefas para a qual estão mais preparados, aprendizagem,  e de quebra, oportunidades de ganhar visibilidade na organização, crescimento pessoal e profissional.

Afora isso, o exercício da autoridade e da liderança delegada cria uma situação excepcional para testar na prática a aptidão gerencial dos membros da equipe, propiciando feedback útil para o plano de sucessão.

Contudo, a delegação só é possível na medida em que o gerente for capaz de organizar uma equipe sinérgica composta de talentos individuais complementares devidamente comprometida com metas e valores comuns. A delegação é uma extensão do trabalho de equipe por meio da qual os subordinados cooperam com o grupo (incluindo o chefe) aplicando as suas aptidões especiais para satisfazer clientes externos e internos.

Essa estrutura requer gerentes que, ao invés de usar e sugar os recursos humanos, desenvolvam pessoas competentes, responsáveis que se orgulham do trabalho que realizam. Sempre é bom lembrar que a qualidade do gerente repousa na qualidade da sua equipe. Gerentes que não delegam falham na sua missão básica que é alcançar resultados com e através das pessoas.

Na prática, a filosofia ganha /ganha assegura que cada um será tratado de acordo com o seu mérito pessoal num contexto em que prevalece o espírito empreendedor, a alta performance e o trabalho de equipe. Portanto, substitua o "faça você mesmo" pelo "faça o que você sabe fazer melhor e deixe que os outros sigam o seu exemplo" nas respectivas áreas de excelência. Delegue mais, nunca menos!