Bruno Soalheiro
Sabado, 30 de Agosto de 2008
Sangue latino, muita paixão, bom humor e descontração em alta! Assim é o
brasileiro médio. Vive um dia de cada vez, faz seu auê com os amigos no fim do
dia e, via de regra, está de bem com o mundo; uns mais no aperto, outros mais
folgados, e quando perguntamos como vai a vida a resposta quase sempre é: “Vou
levando”!
Esta é nossa cultura e nosso jeito de ser. Soltos, intuitivos, passionais!
Planejar não é muito bem visto por aqui. Escrever o planejamento então, que
saco! “Metas? Métricas? Processos? Ah, sai dessa, eu quero é ser feliz! Sei...
Anhãn... Usar um software de gerenciamento financeiro em minhas contas
pessoais... Você está louco? Acha que eu vou virar um fanático com objetivos e
controles e lançar no PC aquela empada com suco de goiaba que comi hoje cedo? Já
falei, eu quero é ser feliz!”
Não sou uma pessoa viajada, muito menos conhecedor profundo de outras culturas
para tecer boas comparações, mas de uma coisa eu sei: A maioria de nós por aqui
é avessa ao planejamento, especialmente quando este se dá no aspecto financeiro.
Aliás, brasileiro parece que tem preconceito com dinheiro; é quase como se
fosse algo sujo, feio, coisa de “gentinha gananciosa” sabe. Educação financeira
é algo que passa longe de nossas escolas, e o senso comum é que cada um se vire
e aprenda como usar seu dinheiro.
Bem, a triste verdade é que há muitos profissionais hoje no mercado que
enfrentarão a terceira idade em consideráveis dificuldades financeiras. Não
porque não ganhem dinheiro agora, e sim porque detestam ter que planejar, poupar
e investir; e se não desconhecem, pelo menos torcem a cara para aquilo a que se
chama na vida de “previdência”.
Não, não é da previdência pública que falo, nem mesmo da privada, e sim do
comportamento previdente. Particularmente, sou da opinião de que pensar no
futuro com responsabilidade não é ser um sovina mão de vaca que deixa de viver
as boas coisas da vida, e sim entender que um dia o imprevisto e a idade vêm, o
pique diminui e a força vai minguando. E claro, todos nós queremos conforto e
segurança para viver, especialmente às portas do crepúsculo da vida.
Há quem ande a pé (ou de táxi) e custe a pagar o aluguel, mas não deixa de
freqüentar constantemente bons restaurantes e viver com tudo “do bom e do
melhor”! Vivem o dia!
Prestação de casa? Carro? Patrimônio? “Eu quero é viajar!”
E assim vão vivendo, até chegar aos sessenta anos e perceberem que mal tem onde
cair mortos. Aí terão que continuar a trabalhar em uma idade na qual o corpo já
começa a pedir descanso e a alma já clama por dias mais amenos. Se derem a sorte
de terem filhos previdentes, estarão amparados, se não, provavelmente vão passar
necessidade ou ter que viver da mísera pensão que o governo (graças a Deus,
nesses casos) o obrigou a pagar através do INSS.
Ora, mas quem sou eu para julgar como as pessoas vivem suas vidas! E longe de
querer dizer a elas se estão certas ou erradas, o que busco aqui é citar fatos,
exprimir meu ponto de vista e, quem sabe, chamar sua atenção para a questão.
Pra mim dinheiro não é sujo nem sagrado. Dinheiro é permissão, só isso, e se for
ganho com trabalho honesto e inteligente é nada mais que legítimo ”poder de
troca”.
Tenho 29 anos de idade e não vivo como um morto de fome, mas abro mão de muitos
luxos imediatos em nome de garantir investimentos e bens duráveis que me farão
falta no futuro. “Ainda” deixo de atender a muitos desejos pontuais meus para
construir segurança financeira em médio prazo.
Ok, tudo bem que eu posso morrer amanhã, como me disse outro dia um colega! Tá
bom, mas é que eu posso não morrer também e, matematicamente falando, se estou
vivo até hoje a tendência de que continue assim é bem grande.
Não me abalo, pois sei que em breve chegará o dia em que as prestações irão
acabar, os investimentos darão retorno e poderei então “viver com mais estilo”.
Mas por enquanto sou assim: guardo, planejo, invisto e espero. Azar meu, que
posso morrer amanhã!
E olha, se você não se comporta assim eu não tenho nada com sua vida! Isto aqui
é apenas um artigo e eu precisava de um bom tema para a semana; aliás, como já
dizia a abolida propaganda de cigarros: Cada um na sua...
Sei, no entanto, que é muito triste ver alguém já mais velho trabalhando por
obrigação, quando queria e poderia estar descansando ou trabalhando somente por
prazer, para complementar a renda.
Pessoas que tiveram um estilo de vida agradável, viajaram bastante, comeram bem,
divertiram-se a valer e agora pensam: E quando o corpo e a mente já não
agüentarem, o que farei?
E não me amarra dinheiro não, sabe, mas que iria ficar complicado manter a
compostura tomando ônibus lotado pra receber pensão do governo e matutando se ia
ter com o que pagar todas as contas do mês, isso iria; ô se iria!
Até a próxima.
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Rafael M. Menshhein
Sexta, 22 de Fevereiro de 2008
As vezes poder aproximar o Marketing de esportes pode não parecer resultar em algo muito bom, mas Alexandre Las Casas (em seu livro Jogada de Marketing - Aplicando as Táticas do Futebol à Gestão Empresarial; Editora Saraiva; 2ª edição 2006) conseguiu visualizar como o futebol é composto por regras que podem ser usadas em Marketing, são explanações realizadas com muita pesquisa e que demonstram o quanto trabalha-se com Marketing no dia-a-dia e como o próprio Marketing faz parte da vida de todos.
Las Casas percebeu que algumas regras de futebol comportam-se como o mercado, utilizar-se de estratégias é vital e saber como atingir os objetivos traçados no planejamento pode influenciar positivamente o profissional de Marketing a ter flexibilidade sem perder seu foco.
Algumas das regras são:
 Sem campo não há jogo: obviamente todos sabem que em um jogo de futebol o campo é um dos pontos que determinam o local de jogo, dão as dimensões as quais os jogadores estão inseridos e limitam as ações dentro de suas 4 linhas básicas. Ao trazer o campo para o Marketing tem-se o mercado, um Segmento de mercado ou um nicho, onde é preciso limitar seu raio (campo) de atuação, pois não há como atingir todo o mercado e todos os públicos disponíveis;
A necessidade da bola: sem uma bola não existe possibilidade de jogar. Para chegar até a mente do consumidor deve-se ter um bom produto, comparando-o com a bola, percebe-se que sem um produto adaptado ou feito para os consumidores certos não há como chegar em seus objetivos dentro do mercado;
Nenhum time pode jogar sem goleiro: um jogo pode até iniciar-se com um uma equipe incompleta, mas o goleiro é vital. Saber posicionar corretamente os profissionais é vital para o sucesso da empresa e seus produtos, cabe ao gerente conhecer sua equipe e selecionar o melhor profissional para exercer a função correta, então o gerente assemelha-se com um goleiro, muito importante para o Posicionamento da equipe e gerenciando o jogo com a colaboração dos demais;
O jogador pode atuar com sapatos comuns: em um campo os calçados devem ser iguais para todos os jogadores, até mesmo a sua ausência é permitida. As regras são comuns a todas as organizações, a forma de atuar no mercado é regida por ética e respeito ao consumidor;
Deve haver um árbitro em todos os jogos: sempre há no futebol um árbitro que visa cumprir e fazer-se cumprir as regras do jogo. No mercado existem órgãos que irão determinar o que é ou não possível para uma organização fazer, como exemplo pode ser citado o Código de Defesa do Consumidor;
Árbitros assistentes podem ser expulsos: quando os assistentes não cumprem suas funções corretamente ou há algum imprevisto, podem ser trocadas. Na empresa os profissionais devem exercer suas funções corretamente, quando isto não ocorre ou o desempenho é menor do que o esperado pode-se optar por trocá-los ou substituí-los;
Gol feito na saída do jogo é válido: caso o jogador chute a bola diretamente na saída do jogo, seu gol é validado, pois o primeiro movimento do jogo é o ataque. No Marketing procura-se pegar seus concorrentes de surpresa, sair na frente no mercado é importante e traz benefícios a organização e aos profissionais de Marketing que elaboram estratégias que podem dar esta vantagem sobre os demais concorrentes no mercado;
Quando a bola está em jogo: qual é o limite que define quando a bola saiu do campo, seja pela lateral ou linha de fundo. O mercado exige que as empresas comportem-se e coloquem seus produtos adequadamente, o consumidor será atingido somente quando o produto estiver muito bem posicionado e fixado dentro do mercado pré-definido;
Os gols: neste ponto pode-se trabalhar para que os adversários não façam os gols, com um posicionamento bem feito da zaga e com um bom goleiro, ou então atacar e fazer com que o time marque primeiro. O objetivo das organizações é o sucesso, dar ao consumidor um produto que esteja em sua mente e que torne-se uma referência em compras futuras, com um bom produtos pode-se "marcar muitos gols" no mercado e impedir com seu goleiro e zaga (gerente e demais profissionais da equipe) que os mesmo concorrentes façam os gols antes da sua organização.
O mercado é um campo a ser estudado constantemente pelo profissional de Marketing, suas estratégias devem ser muito bem elaboradas e tornarem-se diferenciais perceptíveis para os consumidores, trazendo com isso a fidelização de consumidores e o sucesso da organização no mercado diante da concorrência, bem diferente dos marqueteiros que nem sabem onde estão no mercado.
Categorias:
Marketing, Planejamento, Estratégia, Segmento de Mercado, Nicho de Mercado, Profissional de Marketing, Código de Defesa do Consumidor, Comportamento do Mercado, Sucesso da Empresa, Concorrentes no Mercado,
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Wagner Campos
Quarta, 19 de Dezembro de 2007
Em uma empresa o departamento de Recursos Humanos seria responsável pelas contratações e treinamentos. A falta de treinamento aos colaboradores proporcionará perdas, desperdícios, retrabalhos, quebras de equipamentos, acidentes de trabalho, absenteísmo e desmotivação. Percebemos que há uma grande similaridade entre empresa e Estado. Em uma empresa, seriam verificados os problemas existentes, perfil dos colaboradores, qualificação, plano de cargos e salários de acordo com qualificações, levantamento de habilidades e competências, materiais disponíveis e aproveitamento do tempo e recursos necessários para um melhor resultado.
O "departamento" responsável pela saúde anda enfermo há tempos. Faltam médicos, hospitais, postos de saúde, as verbas chegam atrasadas, os poucos médicos existentes no setor público faltam e as consultas ou atendimentos são agendados em longo prazo, deixando a população morrer enquanto espera. Em uma empresa, dependendo do segmento, a simples falta de um ambulatório ou CIPA poderá gerar multas e até impedimento de funcionamento. As empresas investem na estrutura, contratam profissionais qualificados para garantir a segurança e a saúde de seus funcionários. Algumas empresas, como a Petrobrás, por exemplo, doam quantidades expressivas de recursos financeiros a Entidades como a Santa Casa, para que esta tenha condições de investir em equipamentos necessários para dar um bom atendimento a população e também a seus funcionários, o que é muito bem vindo, uma vez que os órgãos responsáveis não suprem esta necessidade.
Os "departamentos" jurídicos (vamos somar aqui legislativo e executivo) se perdem na criação de milhares de leis que não conseguem executar. Há mais de 181 mil leis no Brasil. Ives Granda Martins Filho, Ministro do afirmou que um total de 500 a 1000 leis seria o suficiente para administrar um país, porém, são criadas novas leis diariamente, na maioria das vezes, sempre beneficiando um número pequeno de pessoas, politicamente protegidas. Uma organização empresarial precisa ter suas normas e regulamentos, porém, seria caótico possuir, por exemplo, 100 normas. Pior ainda se criassem centenas de normas que estreitassem demasiadamente o departamento comercial, cobrança, financeiro, de marketing etc. Com toda a certeza a empresa ficaria estagnada e os departamentos seriam desnecessários.
O "departamento" financeiro precisa ter seu setor de contas a pagar e receber. Na empresa as vendas de produtos ou serviços geram os recursos para liquidar as despesas realizadas, os investimentos, folha de pagamento entre outros. O país precisa obter recursos através de seus impostos e taxas. Assim, o Estado retém em média 40% de impostos de cada cidadão e empresa brasileira, para honrar seus compromissos. Em uma empresa, o departamento financeiro trabalha com previsões realizadas no ano anterior, junto ao departamento comercial e de marketing, ajusta seus recursos com base nas previsões estipuladas e caso surja algum imprevisto, luta incansavelmente pela redução de gastos, aproximação dos resultados, otimização de tempo e readequação das estratégias do ano vigente. Se um dos departamentos não cumpre o previsto, os responsáveis passarão, com certeza, por uma dolorosa reunião, que em muitos casos gera demissão ou realocação de pessoas dentro da organização. Diferentemente do Estado, uma empresa não pode "enfi ar goela abaixo" um preço ou produto para seus clientes. Precisa conquistá-los, obter sua aprovação e caso não gostem, trocam de produto ou serviço, indo para os concorrentes e assim, comprometendo o resultado financeiro da empresa.
O "departamento" comercial do país precisa buscar parceiros globais, trazer empresas, fechar bons acordos comerciais com outros países, além de proporcionar condições que favoreçam o crescimento da economia nacional, através da geração de empregos e consumo. No entanto, são doados milhares de dólares para países vizinhos sem qualquer vínculo produtivo para o Brasil, há apoio político a países negativamente visíveis no exterior. Isso acaba refletindo na imagem do Brasil perante os demais países, pois como diz o velho ditado: "diga-me com quem andas que direi quem és".
O departamento comercial de uma empresa anda juntamente com o departamento de marketing. Procuram compreender seus clientes, analisam o mercado, desenvolvem estratégia, lançam produtos que causem interesse, comodidade e realização. Agregam valor ao produto ou serviço, atualizam constantemente os modelos, procurando atuar no mesmo ritmo que o mercado mundial, afinal, a globalização posicionou o mercado de maneira tão competitiva que se as empresas nacionais não seguirem o mesmo ritmo, as empresas estrangeiras retaliarão as nacionais pois terão mais tecnologia, menores custos, mais qualidade e inovações.
Recentemente foi publicado o resultado do PISA, onde 57 países participaram realizando testes de Leitura, Matemática e Ciências entre jovens de 15 anos de idade. Mais uma vez, o Brasil ficou entre os últimos colocados em todos os testes. Houve quem afirmou (inclusive alguns eram ministros) que a classificação não seria tão trágica assim, afinal nossa educação estava sendo comparada aos países europeus e por isso deveria ser aceitável tal classificação, pois no conceito destes deveríamos ser comparados com países da América do Sul apenas.
Fazemos parte de um dos maiores países do mundo, beneficiado por excelente localização geográfica, rico em terras produtivas, recursos minerais, população heterogênea, com mescla maravilhosa de culturas européia, saxônia, oriental e africana. Há uma grande preocupação em sermos "supremos" no futebol, os únicos, mas falta o cuidado e preocupação em desenvolver nosso país.
Se o Brasil perde um jogo ou copa do mundo, reclamamos dos jogadores, do goleiro, do técnico e até do gandula, se vacilar. Porém, quando nosso amado país vai mal na educação, saúde, desenvolvimento, PIB per capita, geração de empregos, violência, entre outros, nós o comparamos com os piores, insinuando que entre os piores estamos melhores. É uma infeliz inversão de valores. Excesso de orgulho em um esporte e descaso com a ética, moral e desenvolvimento do país.
Uma vez que devemos ser os melhores no futebol, superando os europeus, porque na educação, saúde, tecnologia, desenvolvimento, precisamos ser comparados de forma inversa? Uma empresa se satisfaz ganhando apenas um mercado e segmento e desiste de tentar conquistar outros segmentos que ainda não domina? Deixa de investir em tecnologia para investir apenas em fachada? Sem resultados não obtém desenvolvimento. Sem desenvolvimento não obtém recursos. Sem recursos não consegue sobreviver de forma competitiva no mercado global.
Não se trata apenas de um país com problemas e sim de pessoas despreparadas que administram um Estado através de um "voto de confiança" de milhares de pessoas. A responsabilidade é de quem governa e é governado, mas se quem realiza seu voto tem seus valores pessoais limitados a uma simples sobrevivência, sem saúde, educação e cultura, sua escolha terá a mesma qualidade: miséria - miséria política.
Uma empresa jamais conseguiria se manter em funcionamento sem profissionais qualificados em todos os níveis para realizar cada um sua tarefa, dar sugestões e desenvolver novas estratégias. Não poderia simplesmente inserir milhares de colaboradores com salários além do piso, para realizarem tarefas em que 1% desse mesmo quadro de funcionários poderia fazer, desde que tivesse recursos, treinamento e tecnologia. O foco não é a quantidade, mas a qualidade e o resultado.
Se uma empresa não acompanha a tendência do mercado logo perde seus colaboradores, reduz as vendas, minimiza os recursos e poderá ser fechada ou comprada pelos concorrentes que crescem e investem constantemente. Pode até ser que um país não feche suas portas, mas com certeza acabará abrindo-as para outros países governarem indiretamente, em troca de favores ocultos realizados ano a ano.
Devemos então, fazer nosso papel escolhendo bem quem realizará o Planejamento Estratégico e Tático de nosso país, pois com o Planejamento Operacional já nos comprometemos todos os dias. É, na verdade, tudo uma questão de escolha, literalmente!
Categorias:
Planejamento Estratégico, Petrobras, Recursos Humanos, Cobrança, Recursos Financeiros, Estrutura, Departamento de Marketing, Organização Empresarial, Departamento Comercial, Departamento Financeiro, Profissional Qualificado,
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Gabriel L. S. Galvão
Terça, 2 de Outubro de 2007
Chego no escritório, ligo o computador, vejo os e-mails, organizo as tarefas do dia, tomo dois copos d'água e um de café e continuo o dia.
Essa parte da rotina eu gosto, pois não acho estressante, principalmente a parte do café. Porém, em todo o restante do dia chegam momentos em que tenho que repetir atividades que me parecem um tanto desgastantes mentalmente, justamente por conta da repetição. Rotina é um mal necessário para mim, que prefiro um dia-a-dia dinâmico, mas que preciso cumprir uma série de tarefas diárias a fim de que meu trabalho se concretize.
Contudo, para algumas pessoas, repetir as atividades todos os dias não é uma moléstia. Ao contrário, essas pessoas necessitam da repetição, senão acabam se desorganizando e não desempenhando o que a empresa espera deles. Dessa forma, numa organização podem existir os favoráveis e os contra a tal da rotina.
Quando esses colaboradores estão misturados por dentro da empresa, pode acontecer de pessoas extremamente agitadas e ávidas por aventuras e contratempos estarem enfadadas em um birô numa sala fechada, ao mesmo tempo que gente regrada e organizada pode estar trabalhando desesperadamente sem sentido em setores que lidam basicamente com o imprevisto. Cabe aos gestores identificar quem se encaixa com o que, e direcionar cada macaco pro seu galho.
Fazendo desse jeito, os colaboradores terão muito melhor proveito em suas atividades, rendendo mais no que têm que exercer e compreendendo corretamente o que a empresa espera deles, o que evita retrabalho. Até adoecer menos eles adoecem quando estão colocados em seus devidos lugares.

Então, concluímos que:
- Pessoas que não param quietas, gostam quando as coisas acontecem de repente e se divertem com uma gama de atividades diferentes a cada vez que chegam para trabalhar devem ser direcionadas para setores dinâmicos;
- Pessoas que não reclamam da rotina, conseguem desempenhar uma mesma tarefa várias vezes repetidamente e colocam a organização de seus afazeres acima de tudo merecem funções rotineiras.
Rotinas servem para que as coisas tenham mais chances de dar certo. Só que nem todos têm gosto em fazer inúmeras vezes essas mesmas coisas. Uma organização que realmente se importa com as pessoas deve se dar o trabalho de perguntar a cada uma delas o que têm mais aptidão em fazer, para que não tenham o retrabalho de realocá-las para onde deveriam ter ido desdo o início.
Essa vai com cópia para meu gerente.
Colaborador: Gabriel L. S. Galvão
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