Sergio Canossa
Terça, 8 de Julho de 2008
Fazer o que todo mundo faz é uma oportunidade de negócios valiosa enquanto
houver demanda. A pequena empresa necessita estar atenta ao cenário do
mercado em que estiver atuando. Suprir uma demanda pode ser interessante até
que os concorrentes estejam preparados para a batalha. E quando o fizerem, o
mais forte terá muito mais vantagens que sobrepõe às condições iniciais e
tentará lucrar na quantidade ou na logística. A pequena empresa não tem
condições de se estruturar desta forma e assim, precisa diferenciar-se dos
demais para se manter competitiva. Se o mais forte faz uso dos recursos de
capital e de equipamentos para garantir o seu posicionamento de vendas, a
pequena empresa precisa dispor de uma estratégia que faça uso da inovação e,
depois faça uso da gestão do conhecimento.
A inovação pode passar tanto pelo desenvolvimento de novas soluções para
produtos, como em novos métodos e formas de processos bem como um diferencial
no atendimento. Quando o produto ou processo é de domínio público, para
continuar é necessário que o serviço seja diferenciado. A apresentação de seu
negócio, o ambiente de contato com os clientes, a oferta que gera segurança e
tranqüilidade para aquele que adquire o que você vende. Mas até a inovação está
sob risco porque ao ser percebido pela concorrência estará estimulando novas
soluções ou pelo menos variações da sua idéia. Portanto, não se pode considerar
pronto e acabado. Conhecer bem o negócio ao qual empreende ou trabalha é
essencial para dispor de decisões com índice maior de acerto. O processo de
inovação se esgota no momento em que passa a ser referencia para toda a
concorrência. A empresa verdadeiramente inovadora precisa estar apta a inovar
continuamente e surpreender a concorrência sempre. Para isto é preciso que haja
estímulo à criatividade e, respeito ás idéias dentro do ambiente de trabalho. As
pessoas querem ver implantadas as boas soluções, mas, acima de tudo é preciso
reconhecê-las para que estejam dispostas a continuar contribuindo. Se na sua
empresa o ambiente é desestimulador às novas concepções e idéias, é porque a
orientação estratégica está voltada para atender à demandas. Se ela não se
reposicionar é certo que não haverá futuro para quem dela compartilha o
dia-a-dia.
Mas, as boas intenções e estímulo não são suficientes para garantir que se
prolongue a geração de idéias. Na verdade elas acabam sendo pontuais e,
esgotam-se em si mesmas. Quando a demanda é atendida ressurge a necessidade de
novos produtos e processos para valorizar a continuidade da empresa. Por isto, é
importante que haja uma política voltada à aplicação de metodologias de trabalho
e investimentos na capacitação dos funcionários para criar condições à inovação.
É preciso estabelecer um modelo de geração de conhecimento que seja capaz de
analisar a situação atual e dispor de soluções que se tornem inovadoras. Uma
destas ferramentas é o clássico PDCA (Plan-DO-Check-Act) muito adotado
nas áreas de gestão da qualidade e de solução de problemas. Fazer uma análise
dos produtos e processos com esta metodologia e, mantendo postura acessível á
novas idéias é o articulador que favorece a continuidade das oportunidades de
inovação. Outra ferramenta é fazer uso do benchmarking - estude os processos,
produtos e serviços da concorrência, observe o que há de melhor no mercado
internacional, entre outros e, disponha-se a fazer algo ainda melhor. Não há
mágicas: se você conhece bem o produto saberá distinguir o que há de diferente
no produto do concorrente - para melhor ou para pior. Coloque-se o desafio. Em
condições adequadas surgirão novas idéias. Tenha sempre a mão uma folha de papel
e uma caneta - não deixe uma oportunidade se perder na memória porque não foi
possível anotar. Avalie o seu impacto e resultado ao longo do tempo e, decida-se
pela melhor estratégia.
Ainda que todas estas oportunidades sejam viáveis é preciso estabelecer um
projeto de Gestão do Conhecimento. Assim como seu concorrente copia e
adapta as suas idéias faça o mesmo dentro da sua própria empresa. Se prepare
para ensinar tudo aos seus funcionários para que se tornem gestores do produto,
processo ou serviço e, possam introduzir melhorias a cada dia. E, mais, provoque
a mudança dos paradigmas de cada um deles. Tendo uma base comum a todos, a
intenção é que sejam capazes de superar o modelo atual e propor inovações ainda
maiores. Estimule a geração coletiva de idéias, assim a inovação já nasce dentro
do processo de melhoria. Promova a pesquisa de novos materiais e soluções.
Incentive a sua equipe e dê condições para trabalharem - tempo e recursos. Uma
suposta perda pode ser compensada por uma grande idéia que surja entre centenas
de pequenas soluções. O projeto de Gestão de Conhecimento deve ser estruturado
para valorizar e registrar todas as idéias e dar apoio à elas para que possam
nascer e bem sadias. Alguns darão bons frutos, outras desaparecerão antes que os
frutos apontem. Sozinhos e sem que haja esforço dos grupos. Mesmo para estas é
importante verificar se a equipe não está com dificuldades para colocá-las em
prática. Com isto, a ajuda de um bom gestor poderá estimular e salvar uma grande
idéia que estava agonizando.
A chave é não ficar disponível integralmente para a demanda. É importante que se
tenha visão do futuro, porque até em situações especificas da demanda é possível
enxergar oportunidades, inovar e conquistar espaço para que se mantenha por mais
algum tempo. Coloque em prática a gestão criadora em sua empresa e verá a sua
equipe valorizar a empresa como nunca antes havia sido possível.
|
Giancarlo de Mazo
Terça, 13 de Maio de 2008
Entende-se por Logística Integrada o sistema onde todas as operações
logísticas da empresa, incluindo o trânsito de materiais e informações, estão
interligadas em um sistema inteligente, que consegue administrar o fluxo
logístico dentro da organização de forma eficiente. Uma empresa que deseja
alcançar um determinado nível de competitividade frente aos seus concorrentes
deve realizar um projeto de integração de todas as suas operações, deixando
claro o papel que a logística desempenha na organização.
Um dos principais processos usados para implementar essa integração é a
Reengenharia de Processos, que tem por objetivo identificar e estudar as
fases necessárias para executar um determinado trabalho de forma a aumentar a
possibilidade de integração do desempenho. Esse processo é determinado pela
administração da empresa, não possuindo um escopo padronizado, visto que deve
atender primeiramente a realidade e os recursos particulares de cada
organização. Entretanto, quatro fatores são comuns a todas as iniciativas de
reengenharia logística:
- O objetivo é aumentar a integração de alguns ou de todos os aspectos
das atividades em revisão;
- O benchmarking constitui uma parte essencial da reengenharia;
- As atividades em revisão devem ser decompostas e analisadas individualmente
para evitar a média;
- A reengenharia é continua na busca de qualidade.
Sendo um esforço para a integração logística dentro da organização, a
reengenharia deve envolver todos os departamentos, tendo por objetivo principal
a melhoria dos fluxos de mercadorias, insumos e informações. Assim, seu
principal objetivo seria a melhoria da logística como agente de produtividade e
eficiência corporativas.
A estratégia logística é desenvolvida e modificada de acordo com o
ambiente onde será aplicada. A organização deve buscar sempre um modelo adequado
à sua realidade e que proporcione os resultados esperados. Um meio competitivo
exige que as empresas modernas modifiquem a sua estratégia num esforço para
melhorar o próprio desempenho. A empresa que realiza um trabalho superior ao
conquistar e manter a lealdade do cliente desfruta normalmente de uma
vantagem competitiva, e a logística desempenha um papel de grande
importância nesse cenário. Ao buscar um melhor entrosamento das atividades
logísticas dentro da organização, a organização passa a ser capaz de atender
melhor o consumidor. Um sistema logístico ineficaz tende a debilitar todos os
esforços que as organizações venham a realizar no sentido de serem mais
produtivas, impactando diretamente no seu objetivo alvo, que é o de atender o
consumidor de forma rápida e satisfatória. Assim, uma empresa tratada como um
sistema unificado, onde a logística tem papel de agente integrador, desenvolve
uma competência logística superior, difícil de ser igualada por seus
concorrentes no desempenho de serviços e custos.
Categorias:
Logística, Fluxo Logístico, Logística Integrada, Reengenharia de Processo, Reengenharia, Aumentar a Integração, Benchmarking, Fluxo de Mercadorias, Fluxo de Informações, Estratégia Logística, Vantagem Competitiva,
|
Giancarlo de Mazo
Quarta, 23 de Abril de 2008
Entende-se por logística integrada o sistema onde todas as operações
logísticas da empresa, incluindo transito de materiais e informações, estão
interligadas em um sistema inteligente que consegue administrar o fluxo
logístico dentro da organização de forma eficiente. Uma empresa que deseja
ser uma organização de classe mundial deve realizar um projeto de integração de
todas as suas operações com objetivo de alcançar essa integração, deixando claro
o papel que a logística desempenha na empresa.
Um dos principais processos usados para implementar essa integração é a
reengenharia de processos, que tem por objetivo identificar e estudar as
fases necessárias para executar um trabalho específico de modo a aumentar a
possibilidade de integração do desempenho. Esse processo é determinado pela
administração da empresa, não possuindo um escopo padronizado, visto que deve
atender primeiramente a realidade e os recursos particulares de cada
organização. Entretanto, quatro fatores são comuns a todas as iniciativas de
reengenharia logística:
- O objetivo é aumentar a integração de alguns ou de todos os aspectos das
atividades em revisão;
- O benchmarking constitui uma parte essencial da reengenharia;
- As atividades em revisão devem ser decompostas e analisadas individualmente
para evitar a média;
- A reengenharia é continua na busca de qualidade.
Sendo um esforço para a integração logística dentro da organização, a
reengenharia deve envolver todos os departamentos, e deve ter por objetivo
principal a melhoria dos fluxos de mercadorias, insumos e informações. O
principal objetivo seria a melhoria da logística como agente de produtividade e
eficiência corporativas.
Em um mercado competitivo é necessário que as organizações busquem reduzir
custos aumentando sua eficiência. A logística desempenha importante papel nesse
sentido. Um sistema integrado de logística, interna e externa, é fator
fundamental para a conquista de um nível elevado de produtividade e eficiência.
A estratégia logística desenvolve-se e modifica-se de acordo com o
ambiente onde está inserida. A organização deve buscar sempre um modelo que seja
adequado à sua realidade e proporcione os resultados esperados uma real
competitividade. O meio competitivo exige que as empresas modernas modifiquem a
sua estratégia num esforço para melhorar o desempenho. A empresa que realiza um
trabalho superior ao conquistar e manter a lealdade do cliente desfruta
normalmente de uma vantagem competitiva, e a logística desempenha um papel de
grande importância nesse cenário. Ao buscar um melhor entrosamento das
atividades logísticas dentro da organização, a empresa passa a ser capaz de
melhor atender o consumidor. Um sistema logístico ineficaz tende a debilitar
todos os esforços que as organizações venham a realizar no sentido de serem mais
produtivas, visto que impacta diretamente no seu objetivo alvo, que é o de
atender o consumidor de forma rápida e satisfatória.
A visão da empresa como um sistema integrado, onde a logística tem papel de
agente integrador, proporciona o máximo impacto competitivo. As empresas que
desenvolvem competência logística superior estão estrategicamente colocadas para
desfrutar uma vantagem competitiva difícil de ser igualada em desempenho de
serviço e custo.
|
Franco Rosário
Quarta, 21 de Novembro de 2007
Outro dia fui a uma festa de casamento e percebi que podemos tirar as mais diversas lições de qualquer experiência. Até mesmo lições de marketing para nossas empresas. Festas de casamento são eventos que reúnem muitas pessoas diferentes, com gostos diferentes, mas unidas por um mesmo objetivo. Um prato cheiopara observações.
Antes, um comentário: estima-se que a indústria de casamentos no país movimente cerca de 3,5 bilhões de reais.Sim, bilhões. 700 mil casais contraem matrimônio no país todos os anos.É um mercado com opções para todos os bolsos e que enriquece os empresários do ramo. Quem já casou sabe do que estou falando.
Aqui estão algumas das lições que aprendi durante a festa:
- Escolha bem seu ponto-de-venda: a festa foi realizada em um salão no bairro de Sapopemba, em São Paulo. Por sorte uma amiga tinha um mapa, mas ainda assim só conseguimos chegar porqueoutra pessoa conhecia a região. Para ir a uma festa as pessoas se esforçam para achar o local, mas o mesmo não acontece para muitas lojas, por exemplo. Escolha sempre o melhor ponto-de-venda que puder, no melhor local que puder, estudando seu público-alvo. E lembre-se de informar como as pessoas fazem para te encontrar.
- Informação é muito importante: além de informar seus clientes potenciais sobre o seu ponto-de-venda, é importante também oferecer o máximo de informações sobre seu produto ou serviço, e também sobre promoções, descontos etc. Isto pode fazer muita diferençana hora de concretizar uma venda. Na festa, havia um serviço de valet para o estacionamento, mas só tive conhecimento do valor a pagar a póster deixado meu carro com o manobrista. Em compensação, havia um cardápio em todas as mesas e pudemos nos preparar para o jantar.
- Uma boa aparência faz diferença: a decoração de uma loja, o material de comunicação de uma empresa, a embalagem de umproduto. Todos estes itens transmitem uma mensagem e devem ser pensadosde acordo com o público que se quer atingir. Mas uma coisa é certa, quanto mais bonitos e positivos eles forem, melhor. O salão onde afesta foi realizada estava muito bonito, muito bem decorado, e logo na chegada os convidados tinham a impressão de que a festa seria ótima(como realmente foi). Se fosse diferente, quantas pessoas não teriam ido embora rapidamente?
- Se é bom, copie: seu concorrente oferece um serviço diferenciado e muito bom aos seus clientes? Copie sem medo. No marketing há até um termo bonito para isto: benchmarking. Fique de olho na concorrência para monitorar o que estão fazendo de bom, mas também observe outras empresas de outros setores, elas podem render boas idéias. Em todas as festas de casamento recentes que eu fui (incluindo a minha) um momento muito aguardado é a distribuição de apetrechos coloridos como pulseiras, perucas e óculos para os convidados na pista de dança. Não é mais uma idéia original, mas sempre agrada e por isso é copiada.
- Surpreenda e ganhe pontos: na saída da festa, em todos os carros dos convidados havia um recado simpático dos noivos pendurado no retrovisor, agradecendo a presença. Uma bela e inusitada lembrança que com certeza será lembrada por muito tempo. Pense em ações surpreendentes para seus clientes e ganhe pontos (e vendas).
É possível pensar ainda em diversas outras lições. Colabore, escreva a sua nos comentários!
Categorias:
Marketing, Comunicação, Benchmarking, Concorrência, Ponto-de-Venda, Público-Alvo, Material de Comunicação, Monitorar, Monitorar a Concorrência, Lições de Marketing,
|
Administrador
Quinta, 23 de Agosto de 2007
Entender benchmarking é entender que "tudo é relativo", como disse nosso amigo Einstein.
Einstein fez, consagrou, essa declaração há mais de 100 anos! Muito? Nada! Novidade?
A mulher das cavernas já sabia que tinha que ser mais atraente que as demais (concorrentes) para conseguir os melhores homens (... entre os concorrentes) para ter mais e melhores filhos (...que a concorrência)...!! Benchmarking, benchmarking, e mais benchmarking!!
Foi graças a ele - o benchmarking - que o homem evoluiu; e não só o homem (...Darwin)! Sem esse benchmarking, teríamos involuido; nem estaríamos aqui, eu escrevendo, você lendo, questionando, interagindo, "buscando o melhor" (... benchmarking mais uma vez).
Benchmarking é uma prática gerencial imprescindível para a sobrevivência empresarial nos tempos atuais. Achar que estamos fazendo algo muito bem e ficarmos satisfeitos é caminho certo para a frustração, e a curto prazo!
Benchmarking é a busca da melhoria contínua com caráter competitivo.
Superar desempenhos dos concorrentes, bater recordes, ser o melhor ou estar entre os melhores, é praticar benchmarking.
Para uma boa prática de benchmarking, recomendo dar especial atenção ao que considero como seus três aspectos principais:
 1. Tenha objetivos bem claros e bem conscientes. Muitas vezes somos levados pela moda. Não faça benchmarking visando ser mais atraente se seu objetivo for estar entre os menos notados.
2. Faça uso do benchmarking com muito critério. Na maioria das vezes, é necessário levar em conta vários fatores. Não tente superar a média do número de gols por partida que um time tem, sem olhar a média de partidas que ele ganha..., ou o quanto ele gasta para isso.
3. Não faça benchmarking sem avaliar muito bem a qualidade das informações obtidas, em especial as de difícil acesso e fornecidas pelos próprios concorrentes ou seus aliados. Considere sempre meios alternativos ou indiretos (lícitos, éticos) de obtê-las ou verificá-las.
Saiba que pessoas e empresas de sucesso praticam benchmarking continuamente, naturalmente, como um hábito.
Tentar agir igual ou melhor é a primeira atitude já na prática de benchmarking...!
Colunista: Charbel A. Antonio
|
| |