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Sabado, 14 de Abril de 2007
Um dos principais conceitos disponíveis atualmente no que diz respeito a gestão empresarial é o BI.
BI é um termo muito utilizado mas ainda pouco compreendido no mundo dos negócios. Podemos notar, pelas diversas definições que apresentaremos adiante, que o assunto está longe de apresentar uma definição única.
No site da Dall Piero - Agência de Inteligência Competitiva (www.dallpiero.inf.br) encontramos uma definição bem focada para BI:
"É o conjunto de softwares que ajudam em decisões estratégicas"
Segundo Carlos Barbieri, BI é, de forma mais ampla, "a utilização de variadas fontes de informação para se definir estratégias de competitividade nos negócios da empresa".
Uma das maiores fornecedoras de software para BI - MICROSTRATEGY - define BI como, "Injetar inteligência nas informações latente nas empresas para traduzir medidas tangíveis em estratégia e objetivos para a empresa".
Segundo Tyson (1997), "BI é um processo que envolve a coleta, análise e validação de informações sobre concorrentes, clientes, fornecedores, candidatos potenciais à aquisição, candidatos à joint-venture e alianças estratégicas. Inclui também eventos econômicos, reguladores e políticos que tenham impacto sobre os negócios da empresa. O processo de BI analisa e valida todas essas informações e as transforma em conhecimento estratégico"
A definição acima é a que mais se enquadra com nosso entendimento, fazendo apenas um adendo que para se montar uma ferramenta confiável para análise de informação se faz necessário ter equipamentos (hardwares) e, principalmente, sistemas de informação (softwares) compatíveis a estrutura e necessidade da sua empresa.
Conhecimento do negócio na era da competição global e das comunicações on-line, passou a ser chamado de BI ou IN (Inteligência de Negócios).
Como falamos anteriormente, a empresa deve traçar suas metas e possuir ferramentas compatíveis à estrutura da mesma, para então pensar em implantar um BI.
Já que inteligência é o resultado de um processo que começa com a coleta de dados e esses dados são organizados e transformados em informações, a empresa deve possuir ferramentas e estrutura compatíveis com o que deseja alcançar.
Falamos também sobre os SISTEMAS INTEGRADOS de GESTÃO (ERPs), mas como será que são armazenadas todas as informações que esses sistemas geram ao longo do tempo referente as operações de determinada empresa?
Um bom projeto de BI deve ser feito modularmente, isto é, com a construção de pequenos Datamarts (repositório de dados departamentais. Por exemplo, datarmat de marketing), cujos resultados sejam rapidamente visíveis.
Uma abordagem mais corporativa, que vise a construção de um grande DATAWAREHOUSE corporativo, já mostrou ser um grande risco, pois o projeto torna-se demasiadamente longo (mais de um ano) e caros (centenas de milhares de dólares).
Ao mesmo tempo, um projeto com abordagem departamental deve ser feito com cuidado para que haja integração total entre os datamarts e não haja retrabalho.
Como se pode observar, um projeto de BI é bastante complexo e deve ser feito a partir da análise das informações do cliente.
Mas nem sempre a implantação do BI é um bom negócio. Existem muitos casos de fracasso. Geralmente isso acontece quando há falha da integradora ou consultoria que implementa o projeto, por permitir que a empresa organize os dados sem antes estabelecer qual é a prioridade e que tipos de benefícios espera conseguir. Pelo fato de não atuar em pontos estratégicos, o sistema acaba sendo pouco utilizado e não se obtém o retorno esperado sobre o investimento.