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Quinta, 4 de Outubro de 2007
Para que se faça o planejamento de custos de modo correto é necessário compreender alguns outros conceitos fundamentais para avaliar a viabilidade de seu empreendimento. Dentre estes conceitos, temos que conhecer bem a definição de lucros, preços e tempo de retorno.
Em primeiro lugar, o que é lucro? O lucro é a base para a análise das decisões. Um investimento pode proporcionar altas taxas de lucro em determinados períodos e até prejuízos em outros. Por isso deve prevalecer o retorno médio obtido no período considerado. Para pequenos negócios, é importante que os lucros gerados sejam equivalentes, em média, a 3% do valor dos investimentos próprios. Em relação à lucratividade (lucros sobre vendas) para micro e pequenas empresas, ela varia entre 5% e 10% (indústria e comércio). No caso de prestadores de serviços, a porcentagem varia entre 15% e 20%. Vale lembrar que você deve checar se sua lucratividade está dentro da média do setor. Se não estiver, há algo errado com a sua empresa.
A estratégia de formação de preços busca a maximização dos lucros. A colocação de preços está diretamente ligada às despesas da empresa. Em muitos casos, o empresário apenas aplica uma porcentagem sobre o valor de compra da mercadoria ou da matéria-prima, sem avaliar toda a contabilidade da empresa. Isto é errado. Entre os métodos mais utilizados hoje para a formulação de preço, está o chamado markup, prática que envolve somar custos fixos e variáveis a uma determinada margem de lucro estabelecida pelo empresário. Outra técnica bastante comum é a análise do que a concorrência faz com seus preços e a adoção de valores similares aos do mercado.
 Estabelecer preços de venda competitivos é uma tarefa que exige do empresário um profundo conhecimento de seu negócio. Muitas empresas não apuram seus custos e despesas de maneira precisa, e os preços de venda são obtidos aleatoriamente. Esta prática acarreta diversos problemas, tais como:
- Preço de venda abaixo do real, o que diminui os lucros da empresa;
- Preço de venda acima do real, o que dificulta as vendas;
- Fabricação de produtos que dão pouco lucro em detrimento de outros mais rentáveis, ocasionando má alocação de recursos;
- Esforço de venda não orientado para produtos mais lucrativos;
- Dificuldade para identificar e fixar ações para redução de custos e despesas, o que poderá levar a empresa a operar com custos e despesas mais altos do que deveria;
- Como consequencia de um ou mais desses problemas, a empresa terá lucro e rentabilidade menores, o que é uma ameaça para seu crescimento e até para a sua sobrevivência.
O tempo de retorno, também conhecido como payback, é a relação entre o valor do investimento e o fluxo de caixa do projeto. Ele indica em quanto tempo ocorre a recuperação do investimento. O indicador depende do tipo de projeto, valor do investimento inicial (quanto maior, mais demorado o retorno) e da produtividade da compania. Para micro e pequenas empresas, um tempo de retorno considerado satisfatório é a partir de 18 meses.
Colaborador: Andrei Lima
Categorias:
Markup, Custo, Preço, Lucro, Redução de Custo, Matéria Prima, Fluxo de Caixa, Planejamento de Custo, Tempo de Retorno, Estratégia de Formação, Prestador de Serviço, Alocação de Recurso, Despesa, Payback,
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