Daniela Ramos Teixeira
Segunda, 8 de Setembro de 2008
Mercados altamente competitivos e dinâmicos, como TI e Telecom, deveriam utilizar mais as técnicas de Forecasting. Surpresas desagradáveis poderiam ser evitadas com redução de riscos e maior assertividade das áreas de negócio, principalmente, com a aplicabilidade da ferramenta Mercados Preditivos.
1. Mercado Preditivo Mercado Preditivo é um tipo de mercado que combina técnicas do mercado de apostas e do financeiro com o objetivo de prever eventos futuros. É uma ferramenta útil que contribui para a empresa enxergar novos ângulos competitivos, novos mercados, novas parcerias, quer seja na criação de “oceanos azuis”1, nas etapas para desenvolvimento de produtos ou na formação de redes de valor para parceiros.
Como funciona?
Os participantes devem ter um mínimo de conhecimento sobre o que vai ser perguntado. O objetivo é gerar informações de alta qualidade, fazendo prognósticos de eventos.
As decisões são individuais, sendo que os participantes são estimulados pela competição num ambiente de apostas. As premiações são recomendadas e, normalmente, baseiam-se na performance de cada participante.
A internet, intranet e portais B2B são ambientes apropriados para a aplicabilidade de Mercados Preditivos.
Vantagens e Aplicabilidade Apesar de pouco utilizada no Brasil, esta ferramenta tem vantagens que incluem a opinião assertiva de um grupo de especialistas (e não apenas de 1 ou 2 profissionais) a custos reduzidos e maior qualidade das respostas, se comparados com os métodos de pesquisa convencional.
Além de Inteligência Competitiva, a ferramenta Mercado Preditivo pode ser utilizada em projetos de Inteligência de Clientes, de Produtos e de Parceiros Estratégicos.
No setor de TI e Telecom, empresas como Google, Microsoft, Nokia e Motorola já utilizaram essa ferramenta, sendo que a tendência é a expansão do seu uso no ambiente empresarial, incluindo a aplicabilidade em eventos já iniciados e não apenas em eventos futuros.
A Business Week e o Boston Consulting Group fizeram uma pesquisa divulgada, recentemente, pela mídia das 50 empresas mais inovadoras. Das quatro empresas citadas acima que utilizam a ferramenta Mercados Preditivos, três delas estão entre as TOP 50 do ranking de 2008: Google (2º), Microsoft (5º) e Nokia (10º).
2. REVIE – Rede de Valor para Inteligência Empresarial O Mercado Preditivo é uma ferramenta de link para a construção da REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) e representa um modelo de evolução dos métodos de pesquisa convencional, contribuindo com maior assertividade na construção de cenários com recomendações.
A Rede de Valor para Inteligência Empresarial (REVIE) é uma rede formada pela empresa, clientes e parceiros estratégicos (fornecedores, distribuidores, provedores de serviços) com o objetivo não só de reunir a informação e integrar os dados, mas de criar e partilhar o conhecimento com um nível de colaboração em que os ganhos e resultados sejam maximizados.
Figura 1 – REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial)

A REVIE é uma rede com o objetivo de agregar valor para as empresas no curto, médio e longo prazo em quatro eixos: produto, concorrência, clientes e parceiros estratégicos. Por ser uma Rede de Valor para Inteligência Empresarial (REVIE), a colaboração é uma das principais características dessa rede. Colaboração não apenas intra-empresarial, mas envolvendo desde clientes a parceiros/fornecedores. Esta é a principal diferença entre a REVIE e o Business Intelligence (Inteligência de Negócios).
O conhecimento e a colaboração são a base da Rede de Valor para Inteligência Empresarial (REVIE). A inovação e a criação de valor (para os clientes, empresa e acionistas) – os resultados.
3. Análises “What-IF” e Cenários Analíticos com Recomendações Além dos Mercados Preditivos, a construção de cenários com recomendações e as análises “What-If” destacam-se, também, como métodos para Forecasting.
A análise “What-If” é um método de manipular modelos quantitativos de situações de negócio na qual se especificam valores de decisão alternativos e hipóteses do ambiente. O software resolve o modelo e mostra os resultados preditivos (Davis & Kotteman, 1994).
O problema alertado por esses autores é que o usuário fica com uma ilusão de controle da situação e de que tudo se resolve com as análises “What-If”; o que é incorreto, pois programa nenhum substitui a capacidade analítica. As análises “What-If” são insumos para construir cenários analíticos com recomendações; ambos se complementam, sendo possível fazer recomendações sem as análises “What-If”.
Trabalhei em alguns projetos para clientes em que estruturei as análises de Forecasting num cenário de recomendações sem utilizar as análises “What-If”. Foram feitas projeções dos próximos passos da concorrência, dos parceiros em potencial e de crescimento de soluções no mercado. Os resultados para as empresas: investimentos assertivos para desenvolver novos negócios, respostas rápidas às ações dos concorrentes, criação de rede de valor para parcerias estratégicas e modelos de negócio colaborativos.
4. Forecasting: uma análise no mercado de Telecom Como o mercado de Telecom funciona, na maioria dos casos, com foco em ações imediatistas do tipo “apagando incêndio”, o que temos hoje é a aplicabilidade do cenário conclusivo, e não de Forecasting.
Hoje, poucos profissionais trabalham no nível de Inteligência Antecipativa. Isso inclui, também, empresas prestadoras de serviços de Inteligência Competitiva.
Quem acaba fazendo este trabalho é o consultor de negócios (às vezes terceirizado) ou o gerente de desenvolvimento de negócios, de produto; diretor nas médias empresas etc.
É importante alertar que a Inteligência Antecipativa, utilizando as técnicas de construção de cenários analíticos com recomendações para as empresas, pode ser estruturada no curto prazo, não só no longo prazo.
As empresas de Telecom deveriam estimular mais as atividades de Forecasting nas equipes de nível ‘especialistas e consultores’ das áreas de Negócio, Estratégia e Inteligência Competitiva/BI, com trabalho em conjunto de equipes multi-funcionais.
Os ganhos para a empresa são maximizados, incluindo agilidade na entrega do projeto, redução de custos com serviços de consultoria e maior conhecimento partilhado entre as equipes envolvidas.
Em Inteligência de Clientes, empresas, como a OI, utilizam modelos preditivos de aquisição e churn, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido pelas empresas de Telecom.
5. Exemplo de Mercado Preditivo e a correlação com a opinião de especialistas e outros mercados

A figura mostra que “Saddam Security” (Segurança de Sadam – mercado preditivo: preço do contrato/pacto pagando $100 se Saddam for deposto) teve um movimento muito próximo à opinião de especialistas (Will Saletan’s “Saddameter” – estimou a probabilidade dos EUA irem para a guerra no Iraque) e aos preços do petróleo (correspondia à confusão no Oriente Médio). Esse gráfico mostra que os políticos e as autoridades utilizam muito mais do que métodos convencionais de pesquisa para avaliar as chances nas eleições e as escolhas governamentais. (SNOWBERG, E; WOLFERS, J; ZITZEWITZ, 2004)
Para a aplicabilidade de Mercados Preditivos no ambiente empresarial, a intranet ou mesmo os blogs podem ser utilizados para a construção de uma networking de especialistas com o objetivo de verificar, por exemplo, quais são as soluções com maior potencial de crescimento para futuros investimentos da empresa. Ou imagine um grupo de clientes pré-selecionados pela empresa, participando de um mercado preditivo com o objetivo de trazer novas idéias para o lançamento de um novo produto ou ampliar a utilização de um serviço já existente.
Depois das etapas de coleta e tabulação (processo on-line e automatizado por software), podemos fazer também correlações com dados do mercado/macro-econômicos ou pesquisas convencionais encomendadas.
O campo de oportunidades é imenso e, com os avanços da Web 2.0 e dos modelos de negócios colaborativos, o uso da ferramenta Mercado Preditivo já é uma realidade no campo de batalha empresarial; não apenas Forecasting.
BIBLIOGRAFIA - BALCEIRO, R. B. ; ÁVILA, G. M. ; CAVALCANTI, M. C. B. A função logística nas redes de valor. Trabalho apresentado no V SIMPOI 2002 – Operações e Redes Produtivas: Integração e Flexibilidade (Congresso). São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, out. 2002. - CHAVES, B. B. Mercados Preditivos – o novo aliado das corporações. TerraForum Consultores, 2008. Disponível em: <http://www.terraforum.com.br/sites/terraforum/Biblioteca/MercadosPreditivos.pdf>. Acesso em: 29/05/2008. - KIM W. C; MAUBORGNE R. Blue Ocean Strategy: How to Create Uncontested Market Space and Make Competition Irrelevant. Harvard Business School Press, 1 edition, 2005. - MCGREGOR, J. The World's 50 Most Innovative Companies. Business Week, 04/2008. Disponível em: <http://www.businessweek.com/magazine/toc/08_17/B4081best_companies_at_innovation.htm?chan=magazine+channel_top+stories>. Acesso em: 06/2008. - SNOWBERG, E; WOLFERS, J; ZITZEWITZ, E. Information (in) Efficiency in Prediction Markets. Wharton School, University of Pennsylvania, 2004. Disponível em: <http://finance.wharton.upenn.edu/~rlwctr/papers/0502.pdf>. Acesso em: 06/2008. - TAPSCOTT, D. ; TICOLL, D; LOWY, A. Capital digital – dominando o poder das redes de negócios. São Paulo: MAKRON Books, 2001. - TEIXEIRA, D. R. Inteligência Empresarial: muito além do BI. 2008. Disponível em: <http://dramos-teixeira.blogspot.com/2008/05/inteligncia-empresarial-muito-alm-do-bi_20.html>. Acesso em: 06/2008. - WATKINS, J. H. Prediction Markets as an Aggregation Mechanism for Collective Intelligence, 2007. Disponível em: <http://public.lanl.gov/jhw/Publications_files/HCS_PM-1.pdf>. Acesso em: 05/2008.
|
Cesar Augusto Cerqueira Leite
Quinta, 21 de Fevereiro de 2008
Theodore Levitt, professor de Administração de empresas da Universidade de Harvard, escreveu em 1979 o artigo Marketing Success Through Differentiation (Sucesso no Marketing Através da Diferenciação), onde apresentava o conceito de níveis do produto.
O primeiro nível seria o produto básico ou genérico. "Para o comprador em potencial, o produto constitui um agrupamento complexo de satisfações de valor. A coisa genérica não é em si o produto; é meramente, como no pôquer, as apostas sobre a mesa - o mínimo necessário, no início, para dar ao produto uma chance de participar do jogo. É jogando que se obtêm os resultados, e em negócios isto significa conquistar e manter clientes", afirma.
 Depois, vem o produto esperado, representando as condições mínimas de compra do produto - uma série de atributos e condições que os compradores normalmente esperam ao realizar a compra. Para ele, o consumidor, individual ou industrial, nunca compra apenas o produto genérico. Isso porque o mínimo de diferenciação já eleva o produto ao nível de produto esperado.
Em seguida, aparece o produto ampliado, que excede as expectativas do cliente, com diferenciais em relação ao produto esperado. E, por fim, o produto potencial, abrangendo todas as possíveis ampliações e transformações a que o produto possa sofrer no futuro.
Contudo, como afirma Sergio Zyman, ex-Diretor de Marketing da Coca-Cola, "infelizmente, a preferência do cliente tem prazo de validade: a preferência de hoje se torna o preço de entrada de amanhã".
Em termos mais práticos, isso significa que o produto ampliado de hoje, torna-se o produto esperado de amanhã. O diferencial de mercado do presente será apenas o pré-requisito do futuro. E a distância entre ambos é cada vez menor. Pense, por exemplo, na evolução do telefone celular, dos microcomputadores, do acesso a internet, dos produtos eletrônicos em geral.
As empresas devem constantemente avaliar o mercado, a concorrência e o comportamento dos consumidores para analisar e compreender quais são os reais diferenciais de mercado, o que os consumidores enxergam atualmente como produto esperado e produto ampliado e posicionar o seu produto ou serviço da maneira mais adequada. Mas não existe um limite ou uma linha de chegada. É um processo cíclico e permanente. "Marcas são como músculos: exercite-os, alongue-os e mantenha-os em movimento, e eles terão uma vida mais longa e saudável. Deixe que eles fiquem sedentários, e eles atrofiarão", afirma Sergio Zyman.
|
Evaldo Costa
Quarta, 20 de Fevereiro de 2008
Os seus colegas de trabalho são abertos a novas idéias? Quando um novo assunto é abordado eles são flexíveis ou rechaçam de cara a proposta? Sempre que alguém sugere mudanças eles buscam meios para otimizá-las ou buscam derrubá-las? Como consultor, tenho participado de muitas reuniões ao longo de mais de três décadas de carreira profissional. O que mais me impressiona é constatar o grande número de pessoas dispostas a provar que novas idéias, por melhor que sejam, são falhas. Aliás, o meu parâmetro de rapidez atualmente e medido pela velocidade da resposta dada por alguém tão logo eu revele algo que pretendo fazer. A resposta é ligeira: isso não vai dar certo!
Conheci um camarada, muito gente-boa, que atendia pelo nome de Arruda. Ele era um verdadeiro companheiro quando o assunto fosse ir ao estádio assistir uma partida de futebol, tomar um chope ou mesmo organizar um churrasco no fim-de-semana. Porém, ele se transformava por completo quando convidado para participar de uma reunião na empresa. A sua expressão facial mudava e, antes mesmo do encontro começar, ele já se inteirava do que seria tratado para pensar em uma estratégia contrária. A reunião iniciava e ele não dava um pio se quer. Quando alguém abordava uma nova idéia ele ficava atento e não demorava muito para disparar um contra-argumento para provar que a sugestão era falha.
"Os paradigmas são inseparáveis do caráter. Na dimensão humana, ser é ver." Stephen R.Covey
O que sempre me impressionou muito também foi constatar que Arruda tinha bons argumentos para contrariar. Aliás, se ele recorresse a sua ótima capacidade criativa para examinar o lado positivo das questões, tenho certeza que se tornaria rapidamente o presidente da organização. Mas porque, afinal de contas, fatos assim acontecem? Por muitas razões, porém o que está por detrás desse comportamento, normalmente é o que chamamos de paradigmas, ou seja, as lentes através das quais vemos o mundo.
Alguns anos atrás, fui visitar um novo cliente e adivinhe quem estava dirigindo o departamento de vendas? Acertou se respondeu o Arruda. Lá estava ele, agora com mais cabelos brancos. Conversamos um pouco sobre os velhos tempos e, não demorou muito, fui convidado para a sala de reunião. Enquanto me preparava pegando o material em minha pasta, tente adivinhar quem se sentou bem ao meu lado? Acertou de novo se respondeu o Arruda.
Assim que iniciei a minha exposição, com um discreto olhar, percebi que ele mantinha aquele seu jeito peculiar de se comportar nas reuniões. Sorte minha que já o conhecia, daí ao invés de afirmações eu fiz perguntas direcionadas ao Arruda. Para o meu sossego, ele acabou sugerindo o que eu pretendia abordar. Todos ficaram muito impressionados como eu consegui tamanha façanha. Aliás, soube depois que havia até uma bolsa de apostas entre os funcionários sobre o "previsível" resultado do encontro.
Segundo os seus colegas, o Arruda, depois que assumiu a direção do setor, tornou-se uma pessoa ainda mais radical. Durante o encontro percebi que os presentes evitavam contrariá-lo. Parecia que só ele tinha razão. Os seus colegas não desejavam se desgastar e evitavam abordar seus pontos-de-vista. Será as pessoas que têm dificuldade de lidar com novos paradigmas, um entrave para as organizações dos dias atuais?
Mude as suas crenças que os problemas mudarão juntos.
Vou recorrer a uma passagem descrita no magistral livro Os Sete Hábitos Das pessoas altamente Eficazes de Stephen R.Covey para ilustrar melhor a questão. O autor relata a história de dois navios de guerra que estavam há varias semanas no mar realizando uma missão de treinamento. O mau tempo dificultava as manobras. O sentinela do navio-líder tinha a visão quase nula devido ao forte nevoeiro. O capitão permanecia na ponte durante as atividades, tendo se envolvido na seguinte situação: - Luz à proa, à boreste - disse o vigia. - Parada ou movendo-se para a popa? - perguntou o capitão. - Parada, capitão - ele retrucou. Significando que o navio estava em perigo. Em rota de colisão. Imediatamente o capitão chamou o sinaleiro: - Avise aquele navio para alterar o curso deles em 20 graus, pois estamos em rota de colisão. - É melhor vocês alterarem o curso em 20 graus. - veio a resposta. - Envie a seguinte mensagem: "aqui é o capitão, ordenando que vocês mudem a rota em 20 graus imediatamente". - Logo chegou a resposta: "aqui é um marinheiro de segunda classe. É melhor vocês alterarem o curso em 20º graus". - O capitão já furioso, ordenou: "este é um navio de guerra. Mude o seu curso em 20 graus. Isso é uma ordem". - Ao que o marinheiro do outro lado sinalizou: "aqui é um farol terrestre. Mude a sua rota em 20 graus ou vai se chocar".
E quanto a você, enxerga colorido? É aberto a novas idéias? Nas reuniões sempre que um colega apresenta uma sugestão de mudança você, imediatamente, pensa em como otimizá-la ou tentar encontrar um ponto falho? Pois, saiba que um bom líder evita sempre o comportamento reativo preferindo a proatividade. O verdadeiro líder se concentra na solução e não nos problemas.
Pense nisso e até breve,
Categorias:
Paradigma, Gestão de pessoas-, Proatividade, Carreira Profissional, Novos Paradigmas, Capacidade Criativa, Gestão Profissional, Departamento de Vendas, Direção do Setor, Comportamento Reativo,
|
Scher Soares
Terça, 15 de Janeiro de 2008
Se você viu o filme "de volta para o futuro 2", certamente vai se lembrar de um almanaque que é entregue ao jovem Biff que dizia que 1997 o time da Flórida ganharia o campeonato nacional de baseball.
De acordo com o enredo do filme, a idéia - antes do Marty McFly - e em seguida apropriada por Biff, era, de posse do almanaque, realizar apostas esportivas uma vez que o mesmo já tinha as respostas em mãos.
O curioso, é que quando o filme foi escrito, a Flórida nem sequer possuía um time, mas o fato é que em 1997 o ganhador do campeonato nacional de baseball foi o time Florida Marlins.
Espantado? Pois bem, o que comumente chamamos de curiosidade ou mesmo coincidência, pode ser também conhecido como "profecia auto-realizável". Um fenômeno que reza que quanto mais as pessoas acreditam em uma coisa, mais elas podem influenciar na sua realização.
Á época do filme "de volta para o futuro", certamente a menção de um time da Flórida se transformar no ganhador do campeonato nacional de baseball se transformou em uma visão que cativou pessoas e angariou seguidores. A partir daí, as expectativas de que algo podia ocorrer (Um time da Flórida ganhar o campeonato) foram aumentando a possibilidade de ocorrência. Trata-se de uma cadeia de eventos que é muito comum observar, por exemplo, no mercado de capitais. Basta ver o que acontece quando surge um boato a respeito de dificuldades, perda de valor das ações ou mesmo problemas genéricos com determinada empresa de capital aberto; um rastilho de pólvora que começa com o efeito manada das pessoas, que correm para vender suas ações e diante deste movimento, várias dos "boatos" começam a se transformar em profecias auto-realizáveis.
Outro exemplo interessante surgiu também em Hollywood. No filme "O Demolidor", de 1993, o protagonista, interpretado por Silvéster Stallone, ao ser descongelado 70 anos no futuro, descobre uma biblioteca presidencial Schwarzenegger, fruto da ascensão do ator a casa Branca, devido a sua popularidade e sua incrível competência para resolver problemas demonstrada nos cinemas. O resto da história, ainda não sabemos como vai ficar, mas o fato é que o exterminador já é governador da Califórnia e pelo que sabemos, almeja a cadeira principal da Casa Branca, mas para isso acontecer a Constituição Americana terá que ser modificada, já que a lei só permite presidentes nascidos nos Estados Unidos. Mesmo sendo naturalizado norte-americano Schwarzenegger mantém nacionalidade Austríaca.
Pelo que conhecemos a respeito dos seus métodos demonstrados na TV, Barack Obama e Hillary Clinton que se cuidem.
A Profecia Auto Realizável nas Empresas Nas empresas, a profecia auto realizável ocorre de diversas maneiras, como por exemplo, na relação entre líderes e liderados. Pois quando um líder tem poucas expectativas a respeito de determinado colaborador, mesmo inconscientemente, tratará aquele colaborador de uma forma diferente, e, esperando menos, receberá menos. Também quanto à capacidade e potencial de realização, a profecia auto realizável se mostra muito efetiva, pois quanto mais os colaboradores acreditam na empresa, mais a empresa demonstra sua capacidade de realizar o fruto das expectativas. O contrário é verdadeiro, se a pessoas tem uma expectativa ruim quanto ao futuro da empresa, suas atitudes podem corroborar esta percepção e criar este futuro negativo que já se previa.
Exemplos do poder da profecia auto realizável existem aos milhares, desde o caso da professora que obteve mudanças na performance e resultados dos alunos ao informar resultados de uma pesquisa de inteligência a diversos casos do exército.
No caso da professora, ela divulgou aos alunos que uma pesquisa comprovara que os alunos de olhos azuis possuíam mais inteligência que os alunos de olhos castanhos e a partir daí, os alunos de olhos castanhos definharam seu desempenho e tiveram uma redução significativas nos seus resultados. Posteriormente a professora informou que havia sido feito a uma nova pesquisa e que os resultados comprovaram que as pessoas de olhos castanhos eram mais inteligentes e a partir desta notícia, foram os alunos de olhos azuis que viram seu desempenho ser reduzido e seus resultados definharem. Ou seja, diante da informação a respeito de qual grupo era mais inteligente e qual grupo era menos inteligente, as expectativas foram construídas automaticamente e se obteve mais de quem se esperava mais e menos de quem menos se esperava.
No caso do exército, instrutores dos trainees foram informados a respeito dos alunos de maior potencial e dos quais se poderia esperar maior performance. Como esperado, estes alunos obtiveram os melhores resultados e ao serem questionados quanto à impressão a respeito da liderança, todos acharam que houve mais suporte, facilidade na interação, dedicação na instrução, foco na meta e facilidade no relacionamento de trabalho. Enfim, as expectativas que os instrutores tinham a respeito dos trainees (expectativas plantadas) resultaram em tratamentos diferentes que auxiliaram na construção dos resultados esperados.
Bom, se isso quer dizer que o futuro pode ser construído em parte a partir das minhas expectativas quanto ao mesmo, creio que eu posso ser meu próprio profeta e neste sentido, definir as profecias a meu próprio respeito.
Reflita sobre isso e Triunfe!
|
Administrador
Sabado, 21 de Julho de 2007
Para o economista da PUC Carlos Eduardo Carvalho, trata-se de um processo consistente que alcança os mais diversos setores produtivos.
Cenário econômico interno e externo favorável, ciclo mundial de alta liquidez e de juros reais baixos contribuíram, nos últimos anos, para a expansão dos mercados de crédito e de capitais brasileiros.
"Trata-se de um movimento consistente com condições de ser estendido para os próximos anos e que alcança, além das pessoas físicas, praticamente todos os setores produtivos e de serviços, incluindo micro e pequenas empresas até empreendedores informais", avaliou o professor-doutor da PUC de São Paulo, Carlos Eduardo Carvalho.
Ele realizou palestra para especialistas do Sistema Sebrae, reunidos em Brasília. A palestra servirá de subsídio para preparação das ações previstas no Plano Plurianual do Sistema Sebrae na área de Acesso a Serviços Financeiros.
Essas ações objetivam ampliar o relacionamento entre bancos, cooperativas de crédito, instituições de microcrédito e os pequenos negócios, informou o consultor do Sebrae Américo Ciccarelli.
Para Carvalho, a expansão dos últimos anos não é passageira como a ocorrida depois de planos econômicos que, no meio da década de 80 e início da década de 90, derrubaram a inflação e os juros por meio de medidas artificiais como o congelamento de preços ou o confisco da poupança. A estabilidade de preços pós-plano Real e a insistência, desde então, na obtenção de superávits fiscais para controle da dívida pública permitiram a expansão do crédito em um contexto de juros elevados, mesmo que declinantes.
Cenários econômicos mais confiáveis, ressalta o professor, estão permitindo maior ousadia das empresas com relação ao endividamento. Está também influenciando as estratégias de atuação dos bancos públicos e privados, refletidas tanto na maior diversidade dos produtos oferecidos às pessoas físicas e empresas, como no alongamento dos prazos dos empréstimos concedidos e redução de seus custos.
"O crédito cresce mesmo com os juros reais altos. Esta posição macroeconômica atual, de quadro de liquidez confortável e de boa posição externa para o Brasil, é fator determinante para essa tendência de crescimento", explicou Carvalho.
A solidez do sistema financeiro nacional e tecnologia de ponta conquistada disponível, aliadas à conjuntura econômica favorável, está permitindo que os bancos avancem para nichos antes desprezados do mercado. Também favorece esse movimento, a concorrência local que vem sendo feita com sucesso por cooperativas de crédito, instituições de microcrédito e até financeiras ligadas a grandes empresas, mais perto dos pequenos negócios e de empreendedores por conta própria.
Segundo o especialista, os bancos já começam a entender que para ganhar esses novos nichos precisam ampliar a oferta de produtos e serviços e atentar para um atendimento diferenciado para a base da pirâmide empresarial. Para isso, contam com aliados de peso como o Sebrae, que detém o conhecimento sobre as especificidades do segmento.
Alerta
Carlos Eduardo fez, entretanto, um alerta que deve ser considerado. Em momentos de maiores facilidades na área de crédito é hora de pensar, de refletir sobre a construção de mecanismos que protejam as empresas dos períodos de escassez. O ideal, é que os empresários utilizem o crédito para se fortalecerem, inovarem, apostarem na produtividade. O ideal também é que não fiquem dependentes do crédito bancário.
"Quando tudo vai bem é a hora que se deve pensar no que pode dar errado. Em situações assim, como se fará o refinanciamento das micro e pequenas empresas?", questionou. Como sugestão, propôs uma reflexão sobre os mecanismos de hedge, de proteção. "Temos que desenvolver mercados para colocação de ações e títulos de empresas pequenas, nascentes e de alto risco", afirmou.
Uma das apostas é no fortalecimento dos fundos mútuos de investimentos, que viabilizam o chamado capital de risco ou empreendedor, que dão suporte para empresas de grande potencial que queiram crescer e posteriormente ofertarem ações no mercado.
Saiba mais
O volume total de crédito alcançou R$ 786,1 bilhões em maio, com crescimentos de 1,1% no mês e de 20,2% no período de 12 meses. Em conseqüência, a relação desse agregado com o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 32%, ante 31,9% em abril último e 29,3% em maio do ano anterior.
Do total da carteira de empréstimos, os financiamentos efetuados correspondem a: bancos privados nacionais, 42%; bancos públicos, 35,9%; e estrangeiros, 22,1%. A fonte dessas informações é o Banco Central. (Clara Favilla e Tatiana Alarcon / Agência Sebrae)
Categorias:
Economia, Produtividade, Juros, PIB, Inflação, Crédito, Sebrae, Microcrédito, Divida Pública, Hedge, Superávit Fiscal, Plano Plurianual, Cenário Econômico, Liquidez, Expansão do Crédito,
|
| |