Mateus Paulini
Quarta, 3 de Outubro de 2007
Comumente os gestores são questionados sobre os modelos de gestão adotados, e concomitantemente qual seria o melhor a ser aplicado. Minha intenção é realizar uma reflexão, pois não existe uma regra que pré-estabeleça a melhor opção, mas sim pode-se encontrar uma alternativa através de uma análise profunda da organização.
Existe grande impasse quanto a determinação do modelo de gestão aplicável, alguns preferem um modelo burocrático e outros preferem um modelo adhocrático. Mas vejo que essa escolha não deve ser realizada por questões pessoais do gestor, e sim através da verificação de qual é a melhor opção para a organização no momento que segue.
Para entender melhor o significado de burocracia e adhocracia, vou explanar algumas características de ambos.
A burocracia segundo a visão de Max Weber consiste na determinação de padronizações de todos os processos da organização. Essa determinação de rotinas resulta em maior produtividade. Nesta ótica, a organização obtém grandes benefícios.
 Como existem padronizações em todos os processos, a organização não necessita de profissionais altamente qualificados. Por outro lado observo que a burocratização é um processo totalmente impessoal, ou seja, não leva em consideração os anseios, necessidades e carreira dos funcionários.
A adhocracia é o oposto, este modelo de gestão visa conceder total liberdade aos funcionários, com o intuito destes aplicarem todas as suas habilidades para o aumento da produtividade, alcançando o chamado "empowerment".
Neste caso tudo seria perfeito, a não ser pelo detalhe que este modelo necessita de profissionais qualificados para funcionar, podendo resultar por fim em aumento nas despesas para a organização e engolir os possíveis benefícios.
Então qual é o melhor modelo de gestão?
O melhor é o equilíbrio. Quando cito equilíbrio não refiro-me ao centro absoluto, mas o equilíbrio visando a organização como controle, ou seja, é necessário analisar todos os detalhes para a determinação do modelo de gestão:
Estrutura organizacional: Verifique qual a composição hierárquica e como os dados históricos afetaram os modelos de gestão da empresa no decorrer de sua existência.
Cultura organizacional: Analise com total atenção, pois a cultura organizacional não é exposta, você deverá observar quais são os valores implícitos enraizados nos colaboradores, e com esta informação mapear a situação da organização.
Funcionários: Este passo é fundamental para a definição do modelo de gestão. Classifique os colaboradores de acordo com sua qualificação, analisando o currículo e o histórico do mesmo na organização.
Com todos os dados levantados, basta realizar uma análise minuciosa e definir qual é o equilíbrio ideal para a empresa. Assim será possível aproveitar da melhor forma os recursos humanos disponíveis, obter maior produtividade e consequentemente lucro (objetivo fim de toda empresa).
Espero ter contribuído para o entendimento deste complexo e fundamental tema para todas as organizações, e lembrem-se que não existem regras ou receitas infalíveis, sendo que o sucesso dependerá da análise realizada.
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