Alexander Baer
Quinta, 16 de Outubro de 2008
Qual é a importância de ser comunicativo e saber “vender seu peixe”? Ora, essa é
a saída quando se está diante de um mercado que exige cada vez mais dos
profissionais, como o atual. Hoje, para ter sucesso, é necessário conhecer o
próprio “produto”, saber seu preço, estabelecer metas, identificar sua posição
no mercado, quem é seu cliente e então se comunicar com ele, divulgando e
fortalecendo a própria “marca”. Em outras palavras, é preciso fazer marketing
pessoal.
Conhecer suas qualidades e defeitos e explorar o que há de bom no seu perfil:
essas ações são a essência do marketing pessoal. Profissionais que se valem
delas são mais produtivos e vendem mais. Em via oposta vão os que pensam que o
marketing pessoal se resume ao uso de roupas adequadas a cada ocasião e à
passagem por cursos de oratória.
Essas são apenas duas etapas do processo, já que a execução completa deste
requer autoconhecimento e conhecimento do seu público-alvo. Isoladamente, elas
não são capazes de assegurar uma posição profissional. Com esse intuito, é
preciso se preocupar com o auto conhecimento e desenvolvimento, o aprimoramento
da inteligência emocional, o planejamento estratégico pessoal e profissional, o
comprometimento com objetivos e resultados, o espírito de equipe, entre outros
tópicos que sustentam a eficácia do marketing pessoal.
Conteúdo também é muito importante. Sem ele, qualquer chance de visibilidade
pode ter efeito nulo. Tomemos como exemplo o caso de pessoas que conseguem, em
determinado momento, grande exposição em programas de televisão e que, sem saber
se aproveitar disso, voltam rapidamente para o absoluto anonimato. Para evitar
situações como essa, o segredo está na comunicação de qualidade. São fatores a
favor dela:
1. Ter sempre o currículo atualizado.
2. Identificar e conhecer muito bem o produto chamado “você”, suas habilidades,
competências, diferenciais, forças e fraquezas.
3. Ter muito claro quanto você vale, pois se você não se valorizar ninguém irá
fazê-lo.
4. Mapear todos os seus clientes em potencial: família, amigos, colegas de
trabalho – na igreja, no jogo de futebol, no shopping, nas palestras, cursos e
assim por diante.
5. Vender seu peixe:
- Tendo sempre um cartão de visita com celular, e-mail e empresa (se for o
caso);
- Esforçando-se para transmitir uma imagem adequada, tanto no aspecto estético
quanto comportamental.
- Sendo atencioso e educado.
- Ouvindo muito, prestando atenção às pessoas, olhando dentro dos olhos.
- Falando, sem medo nem arrogância – para que as pessoas o conheçam melhor.
- Ajudando os que realmente precisam de você.
- Proferindo palestras na igreja, em comunidades, na faculdade, e arriscando
sempre para que você vença a timidez caso esta seja uma limitação sua.
- Relacionando-se com pessoas de sua empresa e de mercados afins, sem esquecer a
troca de cartões de visita.
- Enviando textos seus, de opinião, para jornais de bairro, veículos de
comunicação de sua empresa ou revistas especializadas de sua cidade, região ou
até de abrangência nacional.
- Tentando se fazer fonte de referência para jornalistas.
- Sendo 100% ético (nunca a ética esteve tão valorizada).
- Usando sites de relacionamento de forma profissional e madura, sem expor,
nunca, sua vida privada.
- Mandando e-mails com notícias e informações relevantes para sua network e
participando de grupos de discussão, para manter vivo o contato com as pessoas e
fazê-las lembrar de sua existência.
- Ligando para os amigos periodicamente, e não somente quando se está
desempregado e precisando deles.
- Sendo proativo.
- Investindo, de forma equilibrada, tanto em seu conhecimento como em sua vida
pessoal.
Siga essas dicas e comece a aparecer agora! Afinal, de nada adianta ser o melhor
profissional desconhecido do mundo.
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Jerônimo Mendes
Segunda, 14 de Julho de 2008
Tenho lido com freqüência diversos artigos, revistas e outros periódicos
dedicados ao mundo corporativo, alguns de autores renomados, outros nem
tanto, por conta do meu interesse e necessidade de autodesenvolvimento, com foco
maior para os que apresentam fórmulas mágicas para o sucesso pessoal e
profissional.
Quando você lê um artigo disponível numa revista de renome nacional,
especialmente aquelas de capa e matérias bem produzidas, cujo enfoque maior é
vender anúncios, não necessariamente ensinar, há de ter senso crítico apurado e
muito discernimento para não se deixar influenciar por um conteúdo escrito sob
medida para aguçar a sua frágil percepção sobre o assunto. Algumas matérias
podem incendiar a sua motivação que anda meio em baixa, porém a busca pela
realidade pode acabar provocando uma ponta de frustração.
A primeira impressão que se tem, ao se deixar levar pela emoção, é a de que todo
mundo está bem, menos você. É raro encontrar exemplos de alguém que não está bem
profissionalmente ou que está descontente com a empresa, pois se estivesse,
talvez não fosse convidado para participar da matéria.
Em geral, o entrevistado é um profissional que acabou de ser promovido,
transferido ou assumiu uma filial da empresa num país distante. A última coisa
que ele pretende fazer no momento é criticar a empresa e o chefe. Além do mais,
em razão da cultura combalida da qual fazemos parte, quem não gosta de aparecer
nas revistas? Você conhece alguma revista dedicada a pessoas mal-sucedidas?
O mais interessante é que muitos artigos e matérias encomendadas pelos editores
são escritos por pessoas que nunca participaram de um projeto de gestão, de um
planejamento estratégico, de uma reestruturação organizacional ou
mesmo da simples criação de uma empresa. Por alguma razão, elas são convidadas a
opinar sobre algo que pouco ou nada tem a ver com o seu dia-a-dia e pelo fato de
estarem o tempo todo na mídia ou serem ligadas a uma Universidade ou algo
parecido, o que vale mesmo é o título.
É muito mais fácil discorrer sobre determinado assunto quando você tem acesso à
mídia e qualquer baboseira, dita sem o mínimo de embasamento, pode ser acatada
por pessoas de todos os níveis. A mídia é especialista em criar mitos da noite
para dia, como se eles fossem a salvação do planeta embora eles não movam um
dedo para melhorar a sociedade. É capaz de derrubá-los também na mesma
velocidade.
Quando se fala de liderança, por exemplo, uma boa parte dos autores nunca
liderou uma pessoa sequer, mas como a Internet democratizou a informação, e
aliado a um pouco de interesse, fica fácil obter um vasto material a respeito
para compilar o raciocínio alheio e escrever algo parecido.
O sucesso pessoal e profissional é um processo que demanda anos de esforço,
aprendizado e experiência. Não existe fórmula mágica capaz de produzir um
talento profissional da noite para o dia. Quando isso ocorre, suas deficiências
afloram rapidamente e acabam traindo a própria empáfia. Aquela força temporária
acaba sucumbindo diante da própria fraqueza.
Quando nos faltam equilíbrio e convicção, nossas idéias e nossos ideais são
colocados em xeque, principalmente ao assumir um cargo de maior importância na
empresa ou na sociedade e passamos a ser testados com maior freqüência com
relação à ética, valores e princípios. Quando imaginamos saber de tudo e
pensamos que nada mais pode nos derrubar.
Nesse sentido, a idéia transmitida nas revistas e outros periódicos, de que
jovens executivos - em geral recém-diplomados com seus MBA’s de alto nível e
valor - têm mais energia, são mais produtivos e acabam sendo mais cobiçados,
começa a perder fôlego, graças ao bom-senso dos especialistas em recrutamento de
pessoal.
Ultimamente, tenho percebido, com mais freqüência que o habitual, que as
empresas continuam preocupadas com a contratação de profissionais de alto nível,
porém com a experiência necessária para equilibrar o nível de produtividade e
extrair o melhor das equipes. Significa que diploma e energia serão suficientes
apenas para cargos iniciantes, onde o desbravamento depende exclusivamente do
ímpeto juvenil. Entretanto, para cargos de liderança, o que vale mesmo é a velha
e sólida experiência profissional, aquela que somente o tempo é capaz de
proporcionar.
Por razões diversas, e perfeitamente explicáveis, a geração atual de jovens
líderes profissionais ainda tem dificuldades para mesclar a própria energia com
a experiência dos mais velhos. Em geral, suas ações, determinadas pelo seu
comportamento agressivo, acabam atropelando e frustrando a carreira de milhares
de profissionais que ainda tem muito a contribuir. Para eles, é mais fácil
livrar-se dos experientes do que conviver ou enfrentá-los em igualdade de
condições.
Por mais que as revistas especializadas priorizem a divulgação de casos pontuais
de sucesso de jovens executivos que assumem cargos de importância antes mesmo
dos trinta anos de idade, o fato é que equilíbrio e sabedoria não podem ser
antecipados. São necessários muitos anos de convivência com diferentes tipos de
profissionais para se criar um estilo acurado de administração e entendimento do
processo de crescimento profissional e liderança.
Devemos tomar o exemplo do Japão, um país praticamente destruído pela guerra,
que se tornou uma grande potência econômica mundial, sem se descuidar nem
desprezar a importância da experiência profissional para cargos de liderança.
Para se chegar a um cargo de gerência, diretoria ou presidência naquele país,
existe um tempo de aprendizado e amadurecimento, próprio de quem atingiu um
nível de sabedoria digno de tal cargo.
Estar gerente ou estar diretor é algo muito simples, porém atuar com o
discernimento e o equilíbrio necessário para o bom desempenho do cargo é outra
história. O mesmo vale para falar e escrever a respeito de determinado assunto.
Qualquer pessoa com interesse mínimo pode copiar e colar facilmente um tema na
internet e produzir algo semelhante.
Nas palavras de Emerson, o grande pensador norte-americano, por trás de um bom
livro ou de um bom texto deve existir, antes de tudo, um grande ser humano.
Portanto, tome muito cuidado com que você lê para não se tornar refém de uma
idéia que nada tem a ver com o seu modo de pensar e agir. Discernimento, senso
crítico, intuição e bom senso ainda são ingredientes essenciais para quem deseja
construir um raciocínio sólido e distinguir entre as coisas que valem a pena e
as banalidades do mundo.
A opinião é mais barata do que uma caixa de fósforos e, geralmente, cada pessoa
tem uma diferente, portanto, ao ler um artigo, uma revista, um livro ou um
jornal, lembre-se que, para fazer sentido e ser tomado como exemplo, o
raciocínio alheio não deve se sobrepor aos seus valores e princípios, caso
contrário, você nunca construirá o seu próprio conjunto de idéias e valores.
Apesar de tudo, continue lendo, com muito cuidado para absorver apenas aquilo
que realmente faz sentido. Como dizia o Paulo Francis, jornalista e escritor,
quem não lê não pensa e quem não pensa será para sempre um servo. Pense nisso e
seja feliz!
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Sérgio Dal Sasso
Segunda, 30 de Junho de 2008
É preciso se alimentar pelas pesquisas, é preciso conhecer o mercado e mais,
conhecer os agentes que neles atuam. Sempre foi assim, o principio de fazer algo
qualificado depende de um sistema capacitado que recicladamente gere informações
do como e para quem destinamos nosso trabalho.
Falamos em pesquisa, porque é algo fundamental e necessário a qualquer negócio.
Costumeiramente empresas que participam dos mesmos mercados, procuram buscar
dos clientes, dos concorrentes, as informações referentes às suas incertezas,
para compor algo que justifique as próprias sustentações, ausências e
insatisfações. Tudo isso é normal pela necessidade de complementação de
melhores alternativas para dar foco ao que pretendemos.
Estejamos (pois o tempo das mudanças é relativo), como consultores, dentistas,
advogados, empresários ou qualquer outra atividade, pelo “tudo de bom”
percebido, para se estabelecer e fortalecer as posições de mercado. Em comum das
composições que formam estratégias (com formas e características próprias)
devemos procurar oferecer o melhor, com vínculos exclusivos ao interesse do
publico, do seu publico, para justificar o sucesso.
Quem faz o futebol... Os patrocinadores, os jogadores, os técnicos, os
dirigentes ou o publico que financia a continuidade? Essa questão é simples para
ser concluída, pois a resposta tem que alimentar a condição ideal para continuar
sendo financiado, tanto quanto evitar que o publico consumidor desestimule seus
gastos, ou troque de time. Os de fora terão que apreciar os de dentro, e o farão
quando os resultados da operação incluir o pleno aproveitamento da transformação
e controles para geração da quantidade pela qualidade (resultados e conquistas).
Não fiquem questionando o trabalho dos outros, analise-os sim, mas faça o seu.
Estou cansado de observar: Artigos, reportagens, e participar de conversas aonde
o assunto é sempre o outro, quase nunca você (na maioria das vezes vejo a cópia
da cópia em tudo).
Olhe para o seu próprio umbigo, entendendo que o seu tem que ser exclusivo, e
veja através do espelho a onde estão as deficiências, pois tenho a certeza de
que quando as coisas começarem a aparecer, é porque percebeu que pode ser melhor
do que os dos outros.
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Marcos A F Franco
Terça, 1 de Abril de 2008
O desejo de crescer, mudar o mundo, empreender um negócio, inovar, são condições para aparecer ou para o desenvolvimento de um líder.
p. O contato direto e sincero, a empatia motiva os envolvidos, fazendo com que eles contribuam para o objetivo do grupo. Só lidera quem tem seguidores.
É fundamental para o líder transmitir sua visão e conhecimentos de forma clara e concisa. É como engraxar uma engrenagem, ou desobstruir um caminho. Só assim as coisas acontecem. O líder entende e usa a linguagem adequada para cada situação, enquanto os seguidores compartilham sua visão.
 A motivação e o poder de influência são as principais armas do líder. Só influencia de fato, quem conhece, sabe e quer realmente construir. A liderança independe do cargo, quem exerce a liderança é a pessoa e não a função. Já ouvimos falar muitas vezes de "eminência parda", "ele é só uma figura decorativa", "ele tem QI" e muitos outros chavões. O líder é visível, porém ele não se prevalece do seu diferencial.
O líder encoraja, provoca e desafia seus seguidores. Ele consegue o melhor rendimento de cada um. Ele entende os limites e conhece as habilidades de todos que o cercam e sabe utilizar em favor dos objetivos do grupo.
Hoje a liderança faz a diferença nas organizações. Os líderes fazem acontecer pelas suas características e habilidades de convencimento e sedução. Líderes fortes significa crescimento forte, enquanto que líderes fracos significam pouco ou nenhum crescimento. Vejam as diferenças de evolução das empresas privadas, em comparação com as organizações políticas, onde os compromissos pessoais são prioritários em relação à competência. Empresas em crescimento, inovadoras e lucrativas são frutos de lideranças fortes e consistentes.
Para o desenvolvimento de bons líderes há necessidade de ambientes flexíveis e desafiadores. Quanto mais cedo se começa, melhor o desempenho. Quanto mais se pratica maior a capacidade de liderança.
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Jerônimo Mendes
Segunda, 31 de Março de 2008
A palavra carisma tem sua origem no grego antigo e significa favor ou dom especial. Naquela época, acreditava-se que o dom era algo conferido por Deus a determinadas pessoas como um sinal de graça e, originalmente, era exemplificado pelo poder da cura e do talento para idiomas. Segundo o escritor americano Marc Myers, a palavra surgiu pela primeira vez em traduções gregas do Novo Testamento e entrou na língua inglesa em 1641, quando se retomaram os estudos da civilização e do grego antigos.
Sob caráter religioso, carisma - khárisma - significa crisma ou crismado, ou seja, aquele que recebeu uma graça ou um dom divino. Aliás, o termo carisma é um dos fundamentos do Catolicismo para indicar diversos dons conferidos pelo Espírito Santo para todos os engajados na missão de servir a Deus, portanto, para os católicos, carisma são dons especiais concedidos para o bem dos homens, para as necessidades do mundo e, em particular, para a edificação da Igreja.
Max Weber, o grande sociólogo alemão, foi o primeiro autor a utilizar a palavra carisma, na primeira metade do Século XX, em seus escritos sobre qualidades de liderança que arrebatam a imaginação das massas e inspiram inabalável aliança e devoção. A partir dele, a palavra passou a ser vinculada automaticamente a pessoas que estão expostas às massas ou multidões - líderes, artistas, políticos, empresários, religiosos - e exercem o dom de influência ou fascinação sobre o público.
De fato, a maioria dos seres humanos fica impressionada apenas com a presença das pessoas consideradas carismáticas em razão dos seus poderes mágicos de atração. Pessoas carismáticas gozam de uma personalidade distinta, cativante, capaz de satisfazer todas as necessidades alheias de motivação e reconhecimento embora não admitam tal condição de destaque ou superioridade.
Particularmente, entendo o carisma como o talento natural de influenciar pessoas e também de se promover por meio dele. Pessoas como Silvio Santos, Zilda Arns, Roberto Shinyashiki, Pelé, Oscar Schimidt, Max Gehringer e Hebe Camargo entre outros exprimem seu carisma com extrema naturalidade. As pessoas querem se aproximar delas, conversar com elas, tocá-las, ouvi-las, sentir-se parte integrante do seu universo e do seu apreço.
O poder do carisma é determinado pela capacidade de perpetuação dos indivíduos na face da Terra. Quando você pensa em carisma logo vem à mente Airton Senna, Elvis Presley, John Kennedy, Jesus Cristo, Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi. Todos eles continuam exercendo influência sobre milhares de seguidores e admiradores anos depois do seu desaparecimento terreno. O que faz com que essas pessoas exerçam tanta influência sobre a humanidade?
Você pode atribuir diversos fatores às pessoas carismáticas, porém é necessário responder algumas perguntas muito simples antes de tentar entender os seus segredos: você já cruzou o caminho de algum ser carismático mal-humorado, triste, carrancudo ou que se extasie com a desgraça alheia? Você conhece algum ser carismático adepto da vingança, da fofoca, da lamentação, do pessimismo ou da síndrome do Hardy? Definitivamente, não!
Pessoas carismáticas são pessoas simples, porém iluminadas, dotadas de uma energia positiva e superior. Carregam na mente e na alma o sorriso aberto e cativante, o espírito do altruísmo e da docilidade. Entendem o seu papel como algo determinante para mudanças positivas e transformadoras no meio em que atuam, pois, involuntariamente, exercitam a sua vocação a serviço da humanidade com muita simplicidade.
O carisma está diretamente relacionado com a sorte, a prosperidade e o bem-estar. As pessoas em geral vivem à procura de super-heróis ou referências que possam resolver os seus dilemas ou lhes servir de exemplo. Sua esperança, por vezes equivocada, é a de que, associando-se a pessoas carismáticas, possam aprender os seus segredos ou, no mínimo, ficar parecidas com elas. Por isso, elas são copiadas e admiradas.
Durante muito tempo eu fui uma pessoa carrancuda, amarga e tomada de razão. O meu ponto de vista era sempre superior ao dos demais e, aqui entre nós, isso não me levou a lugar algum, exceto ao aprendizado, pelo qual não temos como escapar, a duras penas, graças à sabedoria divina. Você não faz idéia de quanto um ponto de vista unilateral e equivocado atrasa a sua vida. Você pode até estar certo, mas fazê-lo valer a qualquer custo, sem considerar as ponderações do lado contrário, tem um custo muito alto.
A minha primeira demissão foi uma das boas coisas que aconteceram depois de vinte e cinco anos pensando que a vida era somente trabalho e mais nada. Isso me ajudou muito a mudar a maneira de entender o mundo, de tratar as pessoas e de trabalhar melhor o meu lado carismático. Temos em mente que o carisma é uma qualidade maravilhosa que somente pessoas iluminadas dispõem, mas isso não é verdade.
Qualquer um pode trabalhar para tornar a personalidade mais atraente e carismática. O primeiro passo é tomar consciência de que isso é possível. Não é necessário imitar Ronald Reagan, Silvio Santos ou Jô Soares. Isso, possivelmente, nem combina com a sua experiência, biologia, cultura ou história pessoal. Somos seres únicos, dotados de características especiais, portanto, as qualidades que tanto buscamos (nos outros) estão adormecidas dentro de nós.
Ninguém obriga ninguém a ser carismático. A naturalidade é o que torna determinadas pessoas mais carismáticas que outras. Por experiência própria, quero compartilhar pequenas lições que aplico na minha vida pessoal e profissional e espero que isso o ajude a encontrar o seu lado carismático, afinal, como nunca me canso de repetir, o crescimento pessoal com base na experiência alheia é possível somente através do autoconhecimento, da humildade e da disciplina. Quer se tornar alguém carismático? Os seis pontos a seguir são um ótimo começo:
1) Tenha respeito e consideração pelas pessoas, independentemente do grau de escolaridade, sexo, cor, credo, cultura ou origem; respeito é uma condição universal para a sobrevivência das nações e do diálogo entre os povos;
2) Seja bem-humorado: o humor faz bem, revigora, atrai amigos, repele os inimigos;
3) Seja um otimista de carteirinha: ninguém consegue conviver com pessoas pessimistas, amargas, carrancudas que passam o tempo todo tentando contradizer a beleza do sol e da lua;
4) Torne-se um bom ouvinte: o que as pessoas mais precisam é de alguém que lhes dê ouvido e esperança;
5) Lembre-se dos nomes: o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e importante que existe, afirmava Dale Carnegie. Você pode estar perdido no meio do deserto, mas se alguém aparecer e gritar o seu nome, a esperança renasce e os olhos brilham, pois o seu nome é o seu bem mais precioso;
6) Sorria e humanize o que tem a dizer: trate as pessoas como se elas fossem mais importantes do que você, afinal, todos precisamos nos sentir especiais.
As palavras de Mark Twain, famoso escritor e conferencista, encerram a lição de hoje: "tudo o que você precisa na vida é de ignorância e confiança, e seu sucesso está garantido". Pense nisso e seja feliz!
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