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VOCÊ MERECE AUMENTO DE SALÁRIO?

Segunda, 25 de Agosto de 2008
Se existe uma questão polêmica e delicada nas empresas, essa questão aflora quando se trata de pedir aumento salarial. A maioria dos profissionais se diz insatisfeita com o salário e, obviamente, imagina que trabalha mais do que deveria e ganha menos do que merece.

As necessidades humanas são ilimitadas. Lembre-se daquela regrinha básica na economia: a sua despesa cresce na mesma proporção da sua receita, portanto, um simples aumento de salário não vai solucionar os seus problemas. São raros os casos em que o valor equivalente ao aumento salarial é automaticamente transformado em poupança em vez de ser utilizado para o início de novas dívidas.

Aumento salarial funciona muito bem quando você já está conseguindo sobreviver com o salário atual, caso contrário, para muitos, o valor será suficiente apenas para cobrir a despesa antecipada no cartão de crédito ou mediante o uso do limite do cheque especial.

Essa é uma das razões pela qual o gerente do banco adora você. Quanto mais endividado, maior a receita do banco, melhor o cliente. Entretanto, de acordo com Robert Kiyosaki, autor de Pai Rico Pai Pobre, “quando mais credores você tem, mais pobre você é”.

O fato é que num mercado extremamente competitivo, sempre existe alguém disposto a realizar o dobro do seu trabalho pela metade do seu salário, portanto, antes de pedir aumento, procure avaliar os prós e os contras da sua atividade. Aliás, se você fosse o chefe, você daria um aumento a si mesmo por conta do seu desempenho?

Antes de pensar em “dar o bote” no chefe, uma auto-reflexão deve ajudá-lo a encarar essa difícil tarefa para evitar erros grosseiros do tipo “eu preciso de aumento” e outros argumentos ineficientes.

1. Prepare-se: antes de abordar o chefe, mapeie o seu desempenho. Participação em projetos, resultados obtidos, indicadores, conhecimento da política salarial. Tudo é válido na hora da argumentação.

2. Programe-se: não aborde seu chefe no lugar errado e na hora errada. Marque um horário com antecedência. O assunto é sério e exige formalidade quanto ao tempo e ao tratamento, isento de interrupções e longe da platéia.

3. Evite comparações: você não deseja aumento porque os seus colegas ganham mais e sim porque tem o “hábito de caminhar um quilômetro extra”, aplica todo o seu potencial e sempre vai além do que é solicitado. Quem deve avaliar é o chefe.

4. Seja profissional: sua dívida não é problema do chefe, portanto, nada de mencionar carnês, empréstimos, limite de cheque estourado etc. Salário também é uma questão de disciplina, ou seja, de saber viver com o que se ganha.

5. Seja íntegro: nunca utilize o argumento “recebi uma proposta melhor”. Imagine que o chefe pode aconselhá-lo a aproveitar a oportunidade e você ficará sem saída, portanto, nada melhor do que a transparência, apesar de tudo.

6. Be quiet! Salário é uma questão pessoal e diz respeito somente ao interessado. Cada profissional tem uma história na empresa, portanto, ninguém precisa ficar sabendo quanto você ganha nem quanto conseguiu de aumento. Pense nisso e seja feliz!

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Rachid garante que Simples Nacional entra em vigor em 1º de julho

Terça, 19 de Junho de 2007
Segundo o secretário da Receita Federal, as resoluções orientando os empresários saem no decorrer de junho

O secretário da Receita Federal do Brasil e presidente do Comitê Gestor do Simples Nacional, Jorge Rachid, confirmou para a Agência Sebrae de Notícias (ASN), em entrevista na sexta-feira (18), que o Simples Nacional entra mesmo em vigor no dia 1º de julho.

"Temos uma lei complementar a cumprir", disse o secretário, explicando que para mudar essa data seria preciso mudar a lei.

A Lei Complementar 123/06, mais conhecida como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, criou o Simples Nacional que reúne seis tributos federais mais o ICMS estadual e o INSS municipal. A regulamentação do novo sistema de tributação está a cargo do Comitê Gestor, que é integrado por representantes da União, estados e municípios.

Segundo Rachid, as resoluções orientando os empresários deverão sair no decorrer de junho. As decisões serão tomadas no dia 28 de maio, na próxima reunião do comitê, e fundamentarão o normativo da Receita em relação ao Simples Nacional.

Quanto às empresas que já estão no atual Simples Federal, o secretário disse que a idéia é que a migração seja feita de forma automática, desde que não tenham débitos tributários, mas isso também ainda depende de definições do Comitê Gestor. Ele descartou a possibilidade do início dessa migração em maio, conforme vinha sendo cogitado; lembrando, mais uma vez, que a lei só entra em vigor dia 1º de julho.

A idéia é que tudo seja feito via Internet. "Afinal, 100% das obrigações tributárias cumpridas pelas pessoas jurídicas são feitas por meio digital", disse afirmando tratar-se de meio mais seguro e que oferece redução de custos para a administração pública. Para isso, a Receita está desenvolvendo os sistemas necessários. "Vamos oferecer um sistema de auxílio de cálculo do montante devido", afirmou. Ele lembrou que o Sebrae está apoiando a instituição nesse processo.

A expectativa do secretário da Receita Federal é "atingir cerca de 70% dos contribuintes". Ele define o Simples Nacional como "salutar para o ambiente de negócios", facilitando a vida dos contribuintes, especialmente, na medida em que unifica procedimentos e pagamentos e, ao mesmo tempo, idealiza "uma aproximação de cumprimento de obrigação tributária".

Ele acredita inclusive que a entrada em vigor do Simples Nacional estimule a formalização, pelas facilidades que representa. "O papel do Estado é oferecer mecanismos e alternativas para o cidadão. Nesse caso, esta alternativa está sendo oferecida e em condições bastante vantajosas", ressaltou.

Na avaliação do secretário, atendido o pleito, não há desculpa para a informalidade. Ele também lembrou que, quando é oferecida ferramenta que possibilita ao contribuinte o cumprimento da obrigação tributária, quem não cumpre fica em situação difícil, fica mais exposto e "a precisão do alvo aumenta". Além disso, lembrou, como o Simples Nacional envolve tributos federais, estaduais e municipais, a fiscalização também será ampliada, sendo feita pelos três entes.

O secretário lembrou ainda o fortalecimento do Fisco federal, com a criação da Receita Federal do Brasil, que integrou a Receita Federal e Receita Previdenciária. Além das parcerias e ações integradas que a instituição mantém com estados e municípios, como o cadastro sincronizado e, depois, a Nota Fiscal Eletrônica, que estarão à disposição das administrações tributárias e que considera poderosas ferramentas para identificar contribuintes que não cumpriram com suas obrigações tributárias.

Substituição Tributária

Segundo Jorge Rachid, o Comitê Gestor tem vários grupos de trabalho analisando pontos específicos do Simples Nacional, cujas definições saem na reunião do dia 28. Um deles é como se dará o sistema de repasse para estados e municípios dos tributos arrecadados com o Simples Nacional. Mas adiantou que, por determinação constitucional, o repasse tem que ser feito de forma imediata, sendo vedada qualquer restrição a esse repasse. "O comitê irá decidir e estabelecer a melhor forma que faça cumprir o mandamento constitucional", disse.

Outro ponto em análise nas procuradorias da Fazenda Nacional e dos estados e que será submetido ao Comitê Gestor é a chamada substituição tributária que leva em conta a cobrança antecipada de ICMS praticada por diversos estados.

Nesse caso, destacou, o contribuinte informará, no programa de cálculo do Simples Nacional, se houve essa antecipação tributária e o programa deduzirá o valor que já foi pago. "É claro que o Comitê Gestor vai aprovar a resolução do cálculo, mas o programa está preparado para isso", explicou.

Prestadores de serviços

Outro ponto em análise pela Fazenda Nacional é o enquadramento de grande parte do setor de serviços que já está no atual Simples Federal. Isso porque, no texto negociado e aprovado da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, a Lei Complementar 123/06, esse grupo ficou em situação duvidosa, não estando claro se será enquadrado na tabela de tributação III, com modelo de tributação semelhante ao Simples Federal, ou na tabela V, que exige pagamento de 20% de INSS sobre a folha de pagamento e comprometimento de, no mínimo, 40% da receita com folha de pagamento.

Parcelamento

A Lei Geral permite o parcelamento de débitos tributários das empresas para entrar no Simples Nacional. Só que para débitos até 31 de janeiro de 2006, ficando em aberto o caso de quem tiver débito entre esse período e a data de entrada em vigor do Simples Nacional. Segundo Rachid, estando na lei, tem que ser cumprido.

A alternativa, na avaliação do secretário executivo do Comitê, Silas Santiago, presente à entrevista, é que os empresários procurem utilizar legislações estaduais e municipais que abram a possibilidade de parcelar algum débito nesse período, sendo que esse parcelamento deve ser feito antes da opção pelo Simples Nacional.

Rachid ainda orientou os empresários a "analisar as condições postas pela lei complementar", adiantando que "em breve teremos mais informações sobre procedimentos para que o contribuinte possa vir a efetivar sua decisão de aderir ou não" ao sistema.

Para os informais, a orientação é que "façam um exame de consciência das condições que a lei oferece". A expectativa, disse Rachid, é que a decisão desse empreendedor "seja positiva no sentido da adesão ao Simples Nacional".

Serviço:

Agência Sebrae de Notícias (http://asn.interjornal.com.br) - (61) 3348-7494 e 2107-9362

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Planejamento e Controle

Quinta, 31 de Maio de 2007
Introdução
Planejar sempre foi uma necessidade do homem. Desde tempos imemoriais o ser humano procura precaver-se das surpresas desagradáveis tomando medidas preventivas contra toda sorte de danos que possam prejudicar o resultado de seu intento. O homem pré-histórico era nômade e deslocava-se sempre que os recursos (caça e frutos) se esgotavam na região onde vivia. Depois, ele domesticou animais entrando na era pastoril, porém continuou nômade porque necessitava de pastagens para seus rebanhos e ainda hoje, temos tribos no norte da África e estepes asiáticas que mantém esta tradição.
Na era agrícola o homem deixou de ser errante e fixou-se, começou a plantar, sendo a cultura de alimentos a primeira atividade planejada do ser humano. Então, o agricultor precisou estocar sementes, respeitar a data de plantio, preparar do solo, prover a irrigação, colher e armazenar.
A agricultura foi a primeira atividade produtiva do homem onde ele, pelo seqüenciamento racional de atividades, obteve resultados almejados.

Conceito
"Planejar é elaborar um roteiro de ações para se atingir um determinado fim". (Aurélio),
"Planejar é a determinação de um conjunto de procedimentos, de ações (por uma empresa, um órgão do governo etc.), visando à realização de determinado projeto; planificação". (Houaiss)
"O planejamento é uma atribuição pela qual o homem, agindo em conjunto e através da manipulação e do controle consciente do meio ambiente, procura atingir certos fins já anteriormente por ele mesmo especificados". (FRIEDMAN, 1960)
Quando o planejamento consiste em medidas de resultados a longo prazo visando implementar estratégias e almejando a vantagem competitiva das organizações e aumentando seu poderio em relação à concorrência, denomina-se o Planejamento Estratégico.
Se constituído de ações que impetrem medidas que redundam em retornos de médio prazo objetivando melhorias no produto ou serviço através de adoção de novas metodologias e tecnologias restritos a um departamento ou mais, denomina-se Planejamento Tático.
Medidas imediatistas (curto prazo) visando correções de desvios ou o acompanhamento de processos restritas à setores ou seções, denomina-se Planejamento Operacional.
O Planejamento viabiliza a visão antecipada das ações desencadeadas ao longo de um processo, utilizando-se de todos os meios disponíveis para se atingir os fins que se pretende:
. Prevenir surpresas, obstáculos ... previsibilidade
. Antecipar-se aos problemas ... pró-atividade
. Noção das demandas ... eficiência
. Fazer o que é certo ... eficácia
. Fazer o que tem que ser feito ... efetividade.
No planejamento, deve-se ter em conta a:
. Viabilidade Econômica: diz respeito aos custos e receitas envolvidos no projeto, às condições de financiamento, à capacidade de pagamento, etc.
. Viabilidade Técnica: o planejamento deve ser compatível com a disponibilidade de matéria-prima, equipamentos, know-how e de pessoal especializado etc.
. Viabilidade Política e Institucional: considerar a situação legal, a aceitabilidade do plano pelos responsáveis por sua execução e pelos que serão atingidos pelo processo.
"O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes". PETER DRUCKER

A necessidade de planejar
Toda atividade humana realizada sem qualquer tipo de preparo é uma atividade aleatória que conduz em geral, o indivíduo e as organizações a destinos inesperados, decepcionantes e via de regra a situações piores que aquelas anteriormente existentes.
Inúmeros são os prejuízos resultantes da falta de planejamento:
. aumento dos custos (prejuízos)
. aumentos do prazo de conclusão (atrasos)
. descumprimento do contrato (multas)
. perda de credibilidade (imagem)
. e por fim . . . perda do cliente !!!
O planejamento surge da necessidade de gerenciarmos um projeto ou processo e seu produto é um plano onde relacionamos:
. escopo: objetivos a serem alcançados, abrangência;
. ordenação: seqüenciamento e precedência de execução das atividades,
. visão: fatores críticos de sucesso - condições essências,
. previsibilidade: riscos e incertezas no desenvolvimento,
. variabilidade: prazos e folgas de cada atividade,
. quantificação: recursos necessários e disponíveis,
. aquisições: obtenção de bens e serviços externos,
. qualidade: garantia no atendimento das necessidades,
. programação: datas de início, término e datas-limite de cada atividade,
. atribuições: responsáveis pela condução e execução,
. integração: comunicação aos envolvidos.

Controle
"Monitoração, fiscalização ou exame minucioso, que obedece à determinadas expectativas, normas, convenções, etc". (Houaiss)
Conjunto de etapas de:
. acompanhamento: medição, coleta e registro de informações resultantes da execução de uma tarefa,
. avaliação dos dados coletados (desvios, erros, perdas...),
. análise e divulgação das informações resultantes da avaliação (feedback).
O controle previne que os erros se propaguem pelas várias etapas e se corrijam falhas do planejamento a tempo de se recuperar prazos para atingir os objetivos inicialmente definidos, devendo ser:
. contínuo: ocorrer ao longo de todo o processo,
. interativo: concomitante com as ações planejadas (tempo real)
. iterativo: ser repetitivo,
. permanente: não deve ser interrompido,
. eficaz: apontar que o andamento das ações está em concordância com o planejado (ou corrigir os problemas).
A detecção dos problemas (falhas / atrasos) é facilitada pela adoção de indicadores de desempenho e / ou resultados que provêem referenciais de acompanhamento e aferição das ações, nas perspectivas:
. temporais (prazos)
. dimensionais (qualidade)
. ambientais (riscos)
. quantitativas (produtividade, capacidade...)

Conclusões:
O planejamento define o que, como, por quem, quando e onde as ações devem acontecer. . .
O controle investiga e avalia os resultados das ações procurando corrigir as falhas em tempo hábil e registrando as lições aprendidas.
Não adianta planejar o que não vai ser controlado nem controlar o que não sabemos como vai acontecer.
O planejamento não é uma iniciativa onde pretende-se acertar tudo e sempre mas sim, minimizar decepções e prejuízos visando maior eficiência e eficácia nos projetos e processos.


Wagner Herrera é consultor com formação em Ciência da Computação e Engenharia de Produção pela Universidade Mackenzie e graduando em Administração Estratégica (lato sensu) na Faculdade Camões (CEDAEM) - Curitiba - PR; e cursos na área de Planejamento Organizacional. - wagherrera@yahoo.com.br

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Capital Intelectual

Quarta, 30 de Maio de 2007
"Se a organização colocar as pessoas em primeiro lugar, elas colocarão o cliente em primeiro lugar". Claus Möller

Generalização do Conceito
A definição sugerida por Lev (2001, p. 5) para os termos intangíveis, "...ativos baseados em conhecimento e capital intelectual podem ser usados de forma intercambiável, ou seja, são largamente utilizados na literatura que trata sobre esse tema - intangíveis na literatura contábil, ativos baseados em conhecimento por economistas, e capital intelectual nas áreas de administração (gestão) e direito -, mas na prática se referem, essencialmente, à mesma coisa: um direito não físico a benefícios futuros".
Segundo Schroeder e Clark (1998, p. 429), afirma que os intangíveis representam: "ativos de capital que não tem existência física, cujo valor é limitado pelos direitos e benefícios que, de forma antecipada, sua posse confere ao proprietário".
Para Edvinsson & Malone (1998, p. 40), ele é definido como "a posse de conhecimento, experiência aplicada, tecnologia organizacional, relacionamento com clientes e habilidades profissionais que proporcionam à empresa uma vantagem competitiva no mercado".
Já para Brooking (1996, p. 13), esse termo "...compreende quatro tipos de ativos: a) ativos de mercado, onde se incluem marcas, clientes, canais de distribuição e colaborações nos negócios; b) ativos de propriedade intelectual, que incluem patentes, copyrights, designs, segredos industriais e comerciais; c) ativos humanos, compreendendo educação e conhecimento relacionado às atividades, competências, expertise, habilidade para resolver problemas; e d) ativos de infraestrutura, incluindo-se nesse grupo os processos, as tecnologias e as metodologias, como sistemas de informação, cultura, métodos gerenciais e redes de comunicação.

No que Investir?
A relação abaixo contém algumas premissas orientadoras nas quais a alta administração da organização deve manter um foco permanente na maximização do capital intelectual:
. Estrutura organizacional orientada a processos;
. Produtos e serviços com alto valor agregado e de qualidade;
. Funcionários competentes e motivados;
. Processos internos inovadores, eficientes e eficazes;
. Satisfação e motivação dos clientes;
. Investimentos em pesquisas e desenvolvimento de novos produtos e/ou serviços;
. Níveis de investimentos em automação e informatização dos processos produtivos e gerenciais, dentre outros.
Toda organização possui ativos intangíveis, porém aquelas que conseguem através deles, terem ganhos de eficiência, eficácia e efetividade diferenciados de seus concorrentes obtêm a vantagem competitiva e ganhos futuros para a empresa. Iniciativas diferenciais num organização:

Capital Estrutural
Compreende o conjunto de capitais que compõem a infra estrutura lógica da organização, a saber: a) capital organizacional, b) capital de processos e c) capital de inovações.
Abaixo, elencamos os principais vetores:
1. Estrutura organizacional orientada por processos de natureza e objetivos comuns auferindo ganhos sinérgicos nas áreas de ação.
2. A Inteligência Competitiva que propicia o conhecimento do mercado de atuação agregando informação e conhecimento como diferencial.
3. Pesquisa para internalização de tecnologias e metodologias.
4. Redes de comunicação interna (intranet) e externa (internet, extranet) potencializando a comunicação e integração dos colaboradores e parceiros
5. Processos operacionais voltados a otimização e desempenho; atendimento aos requisitos; satisfação dos clientes internos e externos; resposta às demandas e logística orientadas à criação de valor e à qualidade.
6. Processos de desenvolvimento orientados à melhoria e inovação de produtos e serviços.
7. Sistemas de informações transacionais (SI) e de apoio à decisão (BI).

Capital de Clientes
Conjunto de políticas, estratégias e orientações que direcionam a atuação comercial no incremento e sustentabilidade da carteira de clientes:
1. Relacionamentos com o cliente (pré-venda, venda e pós-venda)
2. Sistemas de apoio ao cliente (portal corporativo, SAC, sistema 0800...).

Capital Humano
Time de colaboradores e suas competências, políticas estruturantes e motivacionais, programas de apoio e satisfação:
1. Programas de educação continuada dos colaboradores
2. Políticas de Relações Institucionais, Industriais e Corporativas.
3. Aprendizagem Organizacional que concede ganhos nas competências essenciais individuais e organizacionais quanto à capacidade de ação e criatividade (inovações)
4. Responsabilidade Social (imagem junto aos colaboradores e comunidade).
5. Equipes gerenciais capacitadas e motivadas. (empowerment)

Conclusão
O capital intelectual difere dos outros dois grupos de ativos - o capital patrimonial e o financeiro - por ser um passivo e não um ativo, posto que seu valor é devido aos clientes e funcionários. A organização detém o direito mas não a posse sobre esses capitais dadas as possibilidades de os funcionários deixarem a empresa e os clientes evadirem-se, pois não existem vínculos indissolúveis com essas entidades devendo, haver uma prontidão constante nos programas de fidelização*

* Nota do Autor - Pessoalmente, não acredito em programas de fidelização, pois o mesmo sugere - compromissos, lealdade - o que não existe, e sim - interesses, desejos - que devem ser tratados com esmero, portanto o termo - sedução é melhor aplicável.

Wagner Herrera é consultor com formação em Ciência da Computação e Engenharia de Produção pela Universidade Mackenzie e graduando em Administração Estratégica (lato sensu) na Faculdade Camões (CEDAEM) - Curitiba - PR; e cursos na área de Planejamento Organizacional. - wagherrera@yahoo.com.br

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Problema Clássico de financiamento

Sabado, 17 de Março de 2007
O problema clássico de financiamento possui as 6 variáveis listadas abaixo
Sigla em Inglês     Sigla em Português     Extenso em Inglês     Extenso em Português
pv     vp     present value     valor presente
fv     vf     future value     valor futuro
nper     nper     number of periods     número de períodos
pmt     pgto     payment     pagamento (valor da prestação)
rate     taxa     interest rate     taxa de juros
type     tipo     0 (default), se postecipada, 1 se antecipada     0 (default), se postecipada, 1 se antecipada

A taxa de juros (rate) com que trabalhamos é relacionada a um período, em geral mensal ou anual. Dada a taxa (rate), pode-se calcular a variável auxiliar k como mostrado na fórmula abaixo. Quando a taxa é zero (sem juros), k = 1

O problema postecipado é o mais comum. Para esse problema, vale a figura ao lado.

Para calcular vp, basta observar que ele é a soma de cada parcela de valor pmt trazida a uma taxa de juros rate pelos períodos 1, 2, ..., nper:

Aplicando a fórmula da soma dos termos de uma progressão geométrica, chega-se a: