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Inventores do Além

Sexta, 12 de Setembro de 2008
“Projetar um avião não é nada.
Construir um é alguma coisa.
Fazê-lo voar é tudo.”
(Otto Lilienthal)

Numa palestra sobre empreendedorismo um senhor na platéia ergue o braço e pergunta ao conferencista:

– Tenho um invento fantástico! Como consigo financiamento para produzi-lo?

– Qual é o produto? – pergunta o palestrante.

– Não posso contar. É segredo...

Resignado, o palestrante responde:

– Você pode procurar uma empresa de venture capital e apresentar seu projeto. Se for convincente, pode conseguir que invistam em sua empresa.

– Ah, mas que garantia tenho de que não roubarão minha idéia?

Você acaba de conhecer uma categoria singular de empreendedores. Eles não têm aparência de Professor Pardal, como nosso imaginário costuma postular, mas a presunção de que suas idéias são originais, seus inventos são exclusivos, e seus projetos serão capazes de mudar o mundo e o curso da história. Entretanto, como não dispõem de capital próprio para tocar adiante, buscam desordenadamente investidores – ou incautos – acreditando ser possível persuadi-los sem ao menos dizer do que se trata.

Vamos por partes. É preciso inicialmente compreender a diferença entre invenção e inovação. No primeiro caso, estamos diante de algo inédito, inusitado, seja um produto, um serviço ou um processo, decorrente de uma constatação, de mera observação ou empirismo, concebido com uma finalidade útil e percebido como tal. Já a inovação está associada à evolução de algo existente, que pode ser feito de maneira melhor, mais rápida ou mais barata.

Dentro deste contexto, é coerente notarmos que as inovações são muito mais freqüentes que as invenções, embora não menos importantes. E que inovações sucessivas podem conduzir a tal grau de desenvolvimento que, no limite, o paradigma vigente seja rompido dando espaço a um novo paradigma – e a uma possível invenção.

Olhe ao seu redor neste instante. Talvez você esteja diante de um teclado ergonômico sem fio, que sucedeu um teclado convencional com fio, cujo bisavô foi uma máquina de escrever – e cujos bisnetos serão um teclado virtual projetado sobre sua mesa ou um eficiente comando de voz.

Seu monitor de LCD widescreen com 19 polegadas já foi uma tela plana de 15 polegadas que sucedeu grandes e pesados monitores com visor em fósforo verde. E sua multifuncional, quase em desuso, já deixou sem emprego o fax que mandou para a aposentadoria o telex.

Diante destas e tantas outras evidências há momentos em que chegamos a pensar que tudo já foi inventado. Este era o pensamento de Charles Duell, diretor do Departamento de Patentes dos Estados Unidos, em 1899, ao propor o fechamento da sessão de registro de novas patentes. Contudo, produtos são lançados todos os dias desafiando esta tese. Ora muda a capacidade de armazenamento, ora as funcionalidades, ora o design. E você pode participar deste admirável mundo novo, desde que se conscientize de algumas prerrogativas básicas.

1. Pesquise sobre sua idéia. Antes de acreditar piamente que está diante de algo incrível, consulte o “Deus Google”, e não apenas ele, no seu e em outros idiomas, para se certificar de que não haja nenhum similar.

2. Passe pela peneira do mercado. Supondo que você transpôs a etapa anterior é hora de saber se existe viabilidade comercial para seu invento. Para tanto, você terá que levar sua proposta ao mercado. E não adianta restringir-se aos amigos mais próximos e familiares. Sua mãe certamente achará a idéia maravilhosa, pois ela sempre soube que o filho era um gênio. Mas a prova de fogo passa por um bom coach ou um mentor – um empresário ou professor em quem você confie, por exemplo – e o consumidor final.

3. Analise a viabilidade econômica. Há pouco você pode ter descoberto a viabilidade comercial de seu futuro negócio, ou seja, se produzido, haverá demanda. Porém, é preciso investigar se há viabilidade econômica, isto é, se o custo de produção permite uma oferta constante e a preços competitivos. Lembre-se de que o mundo não tem mais fronteiras e que há países com vantagens comparativas decorrentes de legislação, acesso a crédito barato e abundante e menores custos com mão-de-obra e carga tributária.

4. Registre e/ou patenteie. Contrate uma empresa idônea para a tarefa jurídica de proteger seu invento no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Trata-se de uma autarquia séria, porém carente de estrutura, onde os processos demoram a ser julgados. Portanto, quanto antes você fizer isso, melhor. Ademais, se possível, faça o depósito do registro também no exterior. A verdade é que o desrespeito a direitos autorais e patentes em nosso país é crítico – vide o sucesso da pirataria. Assim, esteja preparado para brigar constantemente na justiça para fazer valer seus direitos, sem qualquer garantia de indenização. Mas é preferível ter a patente a não tê-la. Afinal, você não quer ser o próximo Kane Kramer, o britânico que concebeu a primeira versão do iPod há três décadas e não ganhou um centavo com isso porque deixou de renovar sua patente por falta de dinheiro.

5. Prepare um Plano de Negócios. Este será seu instrumento para vender seu projeto a fundos de investimentos, empresas de capital de risco ou mesmo instituições financeiras. Todo mundo sabe que um plano de negócios é apenas um guia que vale mais pelo treino de pensar o empreendimento do que pelos seus números em si. Aliás, digo que os planos são grandes exercícios de chutometria: gastam o dobro do tempo, o triplo de recursos e alcançam metade dos resultados esperados. Mas é assim que o jogo é jogado.

Neste processo, o maior erro que você pode cometer é pensar como o personagem real do início do texto com seu medo de falar sobre a idéia ou invento. Vai levar o projeto para o cemitério e ser enterrado com ele – um inventor do além-túmulo. Jamais verá o avião construído e nunca terá o privilégio da sensação suprema de voar.

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NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA JÁ ERA !

Quinta, 28 de Agosto de 2008
Há muito se fala que em negociação o importante é ambos os lados saírem ganhando. Este conceito praticamente universalizou-se e está em quase todos os autores, tais como Fischer&Ury (Como chegar ao Sim!, Harvard), Howard Haiffa (The art & science of Negotiation) Alan Schoonmaker (Negotiate to Win), Chester Karrass (Winning in Negotiations) e outros.

Filosoficamente o ganha-ganha é um conceito válido...só que atualmente é irreal! O ganha-ganha, a par de sua retidão ética, tornou-se uma espécie de clichê, uma desculpa para negociadores quando não alcançam seus objetivos, justificando negociações que poderiam ter alcançado mais ou mesmo além dos objetivos pré-estabelecidos.

A realidade atual, com cenários altamente voláteis, nos mostra que simplesmente é quase impossível as duas partes de uma negociação, - onde os objetivos são praticamente opostos (por ex.: venda / compra; patronal / sindical, etc.) - cheguem ao final de um encontro com exatamente os mesmos padrões de ganho e ambas plenamente satisfeitas com o acordo obtido.

Acredito que você mesmo imbuído da melhor das intenções de chegar a um acordo mutuamente satisfatório terá que tomar a iniciativa de buscar o melhor ganho possível, otimizando seu resultado, não se contentando com um ganha-ganha linear.

Você deverá separar as pessoas dos problemas, trabalhar interesses do encontro e não posições pessoais , buscando sua melhor alternativa para um acordo negociado mas a verdade é que a realidade fará com que você proceda no mínimo como espera que a outra parte o faça: buscar ganhar-ganhando!

É o conceito de Ronald Shapiro (The power of Nice) que destaca o posicionamento de ambos ganharem... mas você deve buscar ao final GANHAR ainda mais.

Convém lembrar que esta filosofia de negociação não induz o outro lado a perder nem considera a negociação uma contenda.

Você usará todo o seu planejamento para Ganhar (com G maiúsculo!), mas deverá ter a habilidade de não colocar o outro lado contra a parede e mostrará ser do seu mais profundo interesse que esta negociação seja uma dentre outras tantas legitimadas por sua ação visando mútuos benefícios e um permanente relacionamento.

Mas, na prática, como conseguir isto?

Vejamos algumas chaves para abrir as portas do ganha-GANHA:

A experiência mostra que o primeiro passo é definir claramente seus interesses, seus objetivos e suas alternativas, assim como os pontos fortes e fracos antes da ir para uma negociação.

Por exemplo: se você quer vender seu carro - que está em boas condições - e estudou bem o mercado, checou detidamente suas possibilidades de barganha e identificou as melhores alternativas para o fechamento do negócio você estará com a chave para Ganhar mais desde que se pré-disponha a isto!

Para reforçar este posicionamento que tal você fazer uma auto-simulação procurando colocar-se no lugar do comprador e buscando identificar seus interesses e objetivos, principalmente aqueles decisivos no negócio? Esta é mais uma chave para a negociação ganha-GANHA.

Faça um esforço para identificar as necessidades do outro negociador e também procure ajudá-lo mostrando o quanto este carro agregará valor às suas (dele) expectativas.

Obtido o consenso chega a hora de você polir ainda mais o seu ganho, ir mais fundo, avançar um pouco mais antes de formalizá-lo, buscando efetivamente o máximo ganho possível.

Claro, estamos falando de ações em ambiente de absoluta ética, sem o que o seu Ganha poderá facilmente se tornar um Perde... não só no presente como no futuro.

O simples ganha-ganha é bom mas ganha-GANHA gera mais valor e melhores resultados.

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NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA JÁ ERA!

Quarta, 18 de Junho de 2008
Há muito se fala que em negociação o importante é ambos os lados saírem ganhando. Este conceito praticamente universalizou-se e está em quase todos os autores, tais como Fischer&Ury (Como chegar ao Sim!, Harvard), Howard Haiffa (The art & science of Negotiation) Alan Schoonmaker (Negotiate to Win), Chester Karrass (Winning in Negotiations) e outros.

Filosoficamente o ganha-ganha é um conceito válido...só que atualmente é irreal! O ganha-ganha, a par de sua retidão ética, tornou-se uma espécie de clichê, uma desculpa para negociadores quando não alcançam seus objetivos, justificando negociações que poderiam ter alcançado mais ou mesmo além dos objetivos pré-estabelecidos.

A realidade atual, com cenários altamente voláteis, nos mostra que simplesmente é quase impossível as duas partes de uma negociação, - onde os objetivos são praticamente opostos (por ex.: venda / compra; patronal / sindical, etc.) - cheguem ao final de um encontro com exatamente os mesmos padrões de ganho e ambas plenamente satisfeitas com o acordo obtido.

Acredito que você mesmo imbuído da melhor das intenções de chegar a um acordo mutuamente satisfatório terá que tomar a iniciativa de buscar o melhor ganho possível, otimizando seu resultado, não se contentando com um ganha-ganha linear.

Você deverá separar as pessoas dos problemas, trabalhar interesses do encontro e não posições pessoais , buscando sua melhor alternativa para um acordo negociado mas a verdade é que a realidade fará com que você proceda no mínimo como espera que a outra parte o faça: buscar ganhar-ganhando!

É o conceito de Ronald Shapiro (The power of Nice) que destaca o posicionamento de ambos ganharem... mas você deve buscar ao final GANHAR ainda mais.

Convém lembrar que esta filosofia de negociação não induz o outro lado a perder nem considera a negociação uma contenda.

Você usará todo o seu planejamento para Ganhar (com G maiúsculo!), mas deverá ter a habilidade de não colocar o outro lado contra a parede e mostrará ser do seu mais profundo interesse que esta negociação seja uma dentre outras tantas legitimadas por sua ação visando mútuos benefícios e um permanente relacionamento.

Mas, na prática, como conseguir isto?

Vejamos algumas chaves para abrir as portas do ganha-GANHA:

A experiência mostra que o primeiro passo é definir claramente seus interesses, seus objetivos e suas alternativas, assim como os pontos fortes e fracos antes da ir para uma negociação.

Por exemplo: se você quer vender seu carro - que está em boas condições - e estudou bem o mercado, checou detidamente suas possibilidades de barganha e identificou as melhores alternativas para o fechamento do negócio você estará com a chave para Ganhar mais desde que se pré-disponha a isto!

Para reforçar este posicionamento que tal você fazer uma auto-simulação procurando colocar-se no lugar do comprador e buscando identificar seus interesses e objetivos, principalmente aqueles decisivos no negócio? Esta é mais uma chave para a negociação ganha-GANHA.

Faça um esforço para identificar as necessidades do outro negociador e também procure ajudá-lo mostrando o quanto este carro agregará valor às suas (dele) expectativas.

Obtido o consenso chega a hora de você polir ainda mais o seu ganho, ir mais fundo, avançar um pouco mais antes de formalizá-lo, buscando efetivamente o máximo ganho possível.

Claro, estamos falando de ações em ambiente de absoluta ética, sem o que o seu Ganha poderá facilmente se tornar um Perde... não só no presente como no futuro.

O simples ganha-ganha é bom mas ganha-GANHA gera mais valor e melhores resultados.

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O quê determina o sucesso de um profissional?

Quarta, 30 de Abril de 2008
Entende-se que todos nós aspiramos à realização pessoal como uma necessidade básica da vida, sendo que a condição de uma pessoa realizada envolve muitos aspectos, entre os quais a vida profissional. Normalmente possuímos certo modelo do que seja alguém de sucesso na nossa área de atuação, e buscamos fazer as coisas certas para que nós mesmos alcancemos esse nível de satisfação pessoal. Mas o quê determina o sucesso de um profissional?

Para entender alguns dos fatores que podem ou não levar uma pessoa ao sucesso na carreira escolhida, vamos generalizar e classificar os administradores brasileiros em dois grupos definidos. Aqueles que estão inseridos no contexto das modernas práticas administrativas, aqui apontados como profissionais bem sucedidos, e a grande massa que gravita nas margens desse foco de modernidade e realização profissional. Estes últimos não são pessoas sem qualificação ou sem formação acadêmica. Dos que saem das faculdades de administração e das escolas de negócios (business schools), quantos destes realmente irão se tornar profissionais de sucesso? O sucesso, no meio empresarial, pode ser entendido pela capacidade que um individuo possui de construir uma carreira e obter reconhecimento do mercado, e o critério utilizado aqui se resume apenas nesse ponto e no ideal que todo estudante de Administração de Empresas possui, o de alcançar um alto grau diretivo em uma grande organização.

Vamos considerar que o profissional de sucesso ocupa seu primeiro cargo de gerência antes dos trinta anos, alcança uma diretoria aos quarenta e termina a carreira como consultor ou palestrante renomado. Ele vive na prática todos aqueles conceitos aprendidos na faculdade e lê toda a imensa literatura que está sendo construída para ele, os livros de auto-ajuda motivação pessoal que encontram em qualquer conto oriental ou experiência de vida uma aplicação prática no mundo dos negócios, passando pelos decálogos e mandamentos das pessoas de sucesso. Em contrapartida, temos os demais profissionais que não são executivos de grandes empresas, os que alcançam e mantém por muitos anos um cargo de gerência em uma empresa de porte pequeno a médio, que concluem um curso superior aos trinta anos porque descobriram estar desatualizado no mercado, que também lêem as histórias de monges e generais, e procuram adaptar os conceitos áureos da administração à realidade de suas empresas, amputando aqui e inventando ali. Ambos os tipos são administradores de empresas, mas parecem estar presos a duas realidades diferentes, como os dois lados da moeda. E vale a pena fazer a pergunta: o quê determina o destino que está reservado a determinado individuo? Idade? Formação? Oportunidades? Ou será simplesmente o fator sorte atuando?

A citação mais popular de Peter Drucker diz que o futuro deve ser realizado por nós mesmos. Planejamento pessoal é determinante para o sucesso, a construção de metas e objetivos claros fazem com que nós sigamos um caminho que leve a um futuro promissor. Para um administrador de empresas, é fácil conceber isso. Mas para uma pessoa que nunca ouviu falar em Planejamento, Estratégia e em Objetivos e Resultados, pode parecer algo inalcançável estabelecer um plano de vida e conseguir adaptá-lo de acordo com as mudanças do ambiente. A menos que possua um feeling natural muito forte, o individuo sem noções básicas de Administração vai ouvir falar e não vai conseguir assimilar esses conceitos de maneira produtiva. Surge uma nova aplicação da teoria da predestinação, onde uma pequena parcela da sociedade nasce para administrar. Talvez Bill Gates seja um desses eleitos.

A verdade é que, por mais que nos esforcemos, inevitavelmente poucos de nós chegarão de fato ao sucesso, tal como foi apresentado. O motivo mais óbvio e plausível é que as grandes organizações seguem à risca a lei de Malthus: o número de profissionais que entram no mercado tem crescimento em uma progressão quase geométrica, sendo que as vagas para executivos de sucesso crescem aritmeticamente, se é que crescem. Se voltarmos para a pergunta feita há pouco, o quê determina o sucesso na carreira de Administrador de empresas, dentro desse cenário extremamente competitivo? A resposta é complexa. Alguns elementos para o sucesso profissional foram apresentados aqui. Estabelecer metas, ter um certo planejamento, saber identificar as oportunidades, possuir formação acadêmica. Vários livros tentam passar fórmulas de sucesso com base nas experiências vividas por seus autores, mas o quê é válido para um, pode não ser para outro. A fórmula para alcançarmos aquilo que aspiramos, como profissionais e como seres humanos, talvez seja produto de nossa vontade, a vontade de fazer um algo acontecer. E para isso, devemos começar entendendo a questão principal do tema: o quê é Sucesso para cada um de nós?

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INTRIGA! A erva daninha que destrói uma organização

Quarta, 30 de Abril de 2008
"Um clima saudável aceita a diferença de opinião, a discussão acalorada e até um certo nível de estresse, mas repudia fatos desagregadores como assédio moral, intriga e estrelismos. Coisas assim, não fazem parte da ordem do dia nas empresas que têm, em sua cultura, uma vantagem competitiva". Eugênio Mussak -Revista VOCÊ S/A (Editora Abril, Fevereiro de 2007).

Pode-se afirmar que o século XXI, apesar de ser a era da cooperação, colaboração e união, não impede de surgir dentro da organização a erva daninha da intriga, que caminha de forma aliada com a inveja, e assim, o que se percebe é que a intriga aflora e com toda força, e isso requer de cada profissional a sabedoria no que tange ao seu gerenciamento.

O profissional deve agir com inteligência, não deixando que intrigas, boatos maliciosos e "fofoquinhas" prejudiquem sua vida profissional. A intriga muitas vezes surge devido ao fato da competência e do sucesso alheio que, além de magoar, produz o incômodo de "confrontar" o outro. É desconcertante observar como o sucesso incomoda muita gente incompetente. Se você parar para pensar, você irá perceber que a pessoa que faz intrigas, além de não conseguir fazer com que sua vida profissional caminhe como deseja, não possui sequer produtividade alguma, pois ocupa seu tempo em prol de "armações" tentando prejudicar as demais pessoas. A essas pessoas deve-se dar atenção especial. De início deverá ser tentado um trabalho intensivo (psicológico, terapias outras) no sentido de tentar mudar tal personalidade. Se não conseguir sucesso o único recurso é a demissão, uma vez que tais pessoas são nocivas em qualquer empresa.

O líder tem que ser inteligente e ter essa percepção, identificando o problema e as pessoas, para não deixar que a erva daninha, como a intriga, ganhe força, e, por conseguinte prejudique o ambiente de trabalho e a produtividade, pois, isto causaria um grande transtorno para a organização.

É de suma importância que o líder saiba filtrar o que escuta, tanto dos maledicentes de plantão, quanto o que escuta no corredor, pois deverá ter o máximo de cautela para não prejudicar o próximo e nem ser prejudicado.

Na vida profissional existem profissionais e profissionais; existem os que se entregam de corpo e alma em tudo o que se propõem a fazer, e por conseqüência alcançam o sucesso, e os que nada fazem, mas querem que o resultado "caia do céu"; então costumam querer obter o resultado esperado através da bajulação, através de boatos, traições e intrigas, ou seja, tudo que propõem é tentar derrubar o outro, a qualquer custo.

Podemos dizer que, no mundo dos negócios, esses pobres de espírito de plantão se tornam especialistas em fazer o mal. Esse tipo de profissional faz do mal um hábito, realizando planos mirabolantes, fazendo tudo de forma detalhada, mas não em prol da organização, e sim com o objetivo de "derrubar" o colega, o que é lamentável.

Por este raciocínio percebe-se que o mais interessante é que as intrigas, assim como as fofocas, têm um custo alto, pois o profissional ao fazer a intriga deixa de produzir para dedicar o seu precioso tempo em conspirar contra outros, enquanto a organização perde e muito; por conseguinte, os demais profissionais podem ficar ressentidos e aquele que é vítima da maledicência perde muito no que tange a produtividade, criatividade e melhoria contínua, tornando o ambiente de trabalho, bem como a convivência um grande obstáculo.

É importante ressaltar que o mais curioso é que determinados líderes deixam-se levar por determinados profissionais invejosos e maquiavélicos, não enxergando que o profissional competente prejudicado é de grande valia para a sua organização, e então se deixa consumar o "arrastar do tapete", sendo que nessa história quem acaba sendo o maior prejudicado, talvez, seja a própria organização, pois, se assim o for, deixa de ganhar um grande profissional, que com certeza contribuiria muito para que sua organização decolasse no mercado.

Sabedor de que o maior bem que uma organização possui são os profissionais que a compõem, este líder deve reconhecer determinados limites e saber de fato gerenciar, mostrando aos "joios" de plantão que, quem é o líder da organização é ele. É ele quem de fato rege a orquestra, pois ele é o maestro da organização e não a erva daninha a ser eliminada; caso contrário, as intrigas e fofocas ganharão força total e irão muito mais além, causando dificuldades e transtornos à empresa.

Nesse contexto, o profissional deve conscientizar que está no serviço para trabalhar, para contribuir com a organização com seus conhecimentos, habilidades e talentos; portanto, está em prol da organização, está sendo remunerado para realizar suas atribuições. E o mínimo que se tem a fazer é esquecer a vida alheia e dedicar-se muito, desempenhando suas funções de modo a alcançar resultados além do esperado; portanto, deve-se manter o foco no trabalho e não nas fofocas e intrigas.

Será necessário enfatizar que, nesta era de desafios, era da incerteza, era de grande competitividade, este tipo de profissional "intriguento", o qual não se conseguiu recuperar com iniciativas na empresa (já citadas acima), deve ser banido da organização, uma vez que o mesmo não é um colaborador, assim como não representa uma soma dentro da organização, sendo um inimigo da organização em potencial, levando todos, bem como a própria organização, ao inevitável naufrágio.

Isto posto, o líder deverá saber administrar este problema, pois as fofocas e as intrigas irão desencadear conflitos, e se o mesmo não estiver disposto a passar por um estresse e/ou por um desgaste desnecessário, estas intrigas poderão impulsionar a demissão voluntária de um exímio profissional, fazendo assim com que a organização, além de perder grandes talentos, fique comprometida perante o mercado.

Em resumo, todos saem perdendo, quando o propósito é ganhar!