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E a Internet Parou!

Sexta, 4 de Julho de 2008
Em 03 de julho de 2008, o principal sistema de banda larga do Estado de São Paulo, simplesmente parou. No meu caso percebi a ausência da conexão a 1h00 da madrugada, e como todos os usuários dependentes, ficamos em parafuso.

Primeiramente diante desse colapso virtual, logo achei que o problema se encontrava em algo dentro do meu próprio sistema. Ajusta aqui, limpa ali, tiram-se o excesso de spams acumulados nos arquivos temporários, reorganizam-se os dados acumulados no Windows e nada.

O desespero tornou-se maior e ai vem a última tentativa, acionar contato com os responsáveis. Digita-se o telefone com DDD e logo vem a fantástica notícia (em forma de recado eletrônico) de que o sistema está fora do ar, mas que em pouco tempo (prazo de uma hora) tudo estará resolvido.

Passa-se tal hora, mais e mais, e verificamos que a coisa é seria. A rede é hoje tão vital para os negócios, como eram os cadernos de apontamentos do passado, a máquina de datilografia, a Xerox, os "combines" que fazíamos nos PC consolidando dados, em proporção com o volume de pessoas necessárias para tocar tudo isso. Ainda lembro bem que quando usávamos mais o potencial humano diante dos conflitos, as soluções paliativas criadas eram menos impactantes, do que o despreparo atual "pessoas x tecnologia", quando detectamos obstáculos.

O mundo nos integrou, mas com o mal de concentrar e convergir tudo para o hábito da facilidade eletrônica. Aproximou-nos em escala de um universo de pessoas, mas que no fundo, tal como a dependência da rede, vem transformando nossas aproximações em algo estranho pelos extremos: Aberto, mas distante das saudáveis relações duradouras.

Não cabe nesse momento justificar o porquê das causas que geram as interrupções, apenas reflito quando um dos motivos maiores é o de vender na frente da adequação de suporte, fazendo com que o atrativo do marketing de massa acumule ganhos, antes da real sustentabilidade estratégica para que prevaleçam garantias de qualidade e respeito ao consumidor. Resumindo... Estamos perdendo os princípios da dignidade e transparência, por processos de negociações dirigidos e insistidos diante de um consumidor de impulso, com atitudes articuladas artificialmente para satisfazer o presente, sem a plena certeza de que vamos sustentar o próprio futuro.

Cabe-me também agradecer essas ausências temporárias e virtuais, para que possa refletir que nada disso tem grande valor quando deixamos de lado as coisas que ainda devem ser feitas para que sejamos apenas felizes.

Obrigado "Telefônica", pelo dia de reflexão que nos propiciou! Prometo que não ligo mais para receber as mesmas explicações, automatizadas e possíveis dentro de tanta ganância por volumes, que respondem por um total distanciamento do que seria o investimento ideal, com a inclusão de gente que de fato entenda de gente. Segue uma breve sugestão para o momento: Tente fazer menos marketing e acertar aquilo que se propuseram de forma a evitar que um exército de clientes deserte pelo não mais acreditar no que vocês construíram.

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O que uma orquestra tem a ensinar às empresas!

Terça, 8 de Abril de 2008
Palestrante defende transferência de práticas do meio musical para o organizacional

No final de fevereiro, a Filarmônica de Nova York esteve na Coréia do Norte, para uma apresentação que marcou a tentativa de resgate das relações diplomáticas entre esse país e os Estados Unidos. Situações como essa mostram como o concerto de uma orquestra pode adquirir significado muito maior que o de mera sessão de entretenimento. Há quem veja a dinâmica das orquestras como algo de grande valia inclusive para o ambiente empresarial.

"Em 1998, Peter Drucker, um dos maiores gurus da Administração, já dizia que no século 21 as empresas seriam como orquestras", lembra Alexander Baer, palestrante motivacional e professor convidado da FGV Management. Segundo o palestrante, as etapas entre a afinação dos instrumentos e o gestual do maestro contêm boas práticas nas quais organizações de todo tipo podem se espelhar. "Uma orquestra não tem uma segunda chance", frisa. Para exemplificar isso dinamicamente, Baer trouxe para suas palestras sobre o tema os músicos e o maestro, que se encarregam de ilustrar o que é dito pelo palestrante com a execução de peças bem conhecidas do público.

Em meio aos apontamentos feitos por Baer nesses eventos, constam as ferramentas de gestão e os equipamentos utilizados pelas empresas. De acordo com o palestrante, ajustá-los à realidade do negócio é um dos primeiros passos a se tomar. "As organizações precisam 'afinar' melhor seus profissionais, instrumentos, gestão e sua comunicação", sugere. Outra recomendação é a de que se sigam com esmero normas do mercado, regimentos internos e o planejamento estratégico - tal qual fazem os músicos com suas partituras.

Ainda no que diz respeito ao planejamento estratégico, Baer acrescenta: é fundamental que toda a equipe esteja ciente do rumo futuro que a empresa quer tomar e do papel de cada funcionário para consegui-lo. "O que seria de uma orquestra se não houvesse sintonia entre os músicos e eles não soubessem que obra tocar, quando, onde, para quem e como?", compara o palestrante.

O paralelo não pára por aí. Uma orquestra é feita de músicos com talentos individuais e coletivos divididos entre os diversos naipes de instrumentos. Assim como as empresas são feitas por colaboradores com talentos individuais e coletivos, distribuídos por departamentos que precisam estar em perfeita sintonia sistêmica e estratégica, afirma Baer.

Ele também chama a atenção, entre outros elementos, para o desempenho do maestro - em alusão ao equilíbrio e à liderança pelos quais os executivos devem primar. "O maestro usa a batuta geralmente na mão direita para expressar as normas e procedimentos, enquanto a mão esquerda clama pelo amor e pela paixão, que devem estar presentes no momento certo do desenrolar da obra musical", descreve. "Razão e emoção andam juntas, inclusive dentro das empresas - isso nenhum líder pode ignorar. O mais indicado é se valer da melhor combinação entre elas", finaliza o palestrante.

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E se o Brasil fosse uma empresa? (parte 2)

Quarta, 19 de Dezembro de 2007
Em uma empresa o departamento de Recursos Humanos seria responsável pelas contratações e treinamentos. A falta de treinamento aos colaboradores proporcionará perdas, desperdícios, retrabalhos, quebras de equipamentos, acidentes de trabalho, absenteísmo e desmotivação. Percebemos que há uma grande similaridade entre empresa e Estado. Em uma empresa, seriam verificados os problemas existentes, perfil dos colaboradores, qualificação, plano de cargos e salários de acordo com qualificações, levantamento de habilidades e competências, materiais disponíveis e aproveitamento do tempo e recursos necessários para um melhor resultado.

O "departamento" responsável pela saúde anda enfermo há tempos. Faltam médicos, hospitais, postos de saúde, as verbas chegam atrasadas, os poucos médicos existentes no setor público faltam e as consultas ou atendimentos são agendados em longo prazo, deixando a população morrer enquanto espera. Em uma empresa, dependendo do segmento, a simples falta de um ambulatório ou CIPA poderá gerar multas e até impedimento de funcionamento. As empresas investem na estrutura, contratam profissionais qualificados para garantir a segurança e a saúde de seus funcionários. Algumas empresas, como a Petrobrás, por exemplo, doam quantidades expressivas de recursos financeiros a Entidades como a Santa Casa, para que esta tenha condições de investir em equipamentos necessários para dar um bom atendimento a população e também a seus funcionários, o que é muito bem vindo, uma vez que os órgãos responsáveis não suprem esta necessidade.

Os "departamentos" jurídicos (vamos somar aqui legislativo e executivo) se perdem na criação de milhares de leis que não conseguem executar. Há mais de 181 mil leis no Brasil. Ives Granda Martins Filho, Ministro do afirmou que um total de 500 a 1000 leis seria o suficiente para administrar um país, porém, são criadas novas leis diariamente, na maioria das vezes, sempre beneficiando um número pequeno de pessoas, politicamente protegidas. Uma organização empresarial precisa ter suas normas e regulamentos, porém, seria caótico possuir, por exemplo, 100 normas. Pior ainda se criassem centenas de normas que estreitassem demasiadamente o departamento comercial, cobrança, financeiro, de marketing etc. Com toda a certeza a empresa ficaria estagnada e os departamentos seriam desnecessários.

O "departamento" financeiro precisa ter seu setor de contas a pagar e receber. Na empresa as vendas de produtos ou serviços geram os recursos para liquidar as despesas realizadas, os investimentos, folha de pagamento entre outros. O país precisa obter recursos através de seus impostos e taxas. Assim, o Estado retém em média 40% de impostos de cada cidadão e empresa brasileira, para honrar seus compromissos. Em uma empresa, o departamento financeiro trabalha com previsões realizadas no ano anterior, junto ao departamento comercial e de marketing, ajusta seus recursos com base nas previsões estipuladas e caso surja algum imprevisto, luta incansavelmente pela redução de gastos, aproximação dos resultados, otimização de tempo e readequação das estratégias do ano vigente. Se um dos departamentos não cumpre o previsto, os responsáveis passarão, com certeza, por uma dolorosa reunião, que em muitos casos gera demissão ou realocação de pessoas dentro da organização. Diferentemente do Estado, uma empresa não pode "enfi
ar goela abaixo" um preço ou produto para seus clientes. Precisa conquistá-los, obter sua aprovação e caso não gostem, trocam de produto ou serviço, indo para os concorrentes e assim, comprometendo o resultado financeiro da empresa.

O "departamento" comercial do país precisa buscar parceiros globais, trazer empresas, fechar bons acordos comerciais com outros países, além de proporcionar condições que favoreçam o crescimento da economia nacional, através da geração de empregos e consumo. No entanto, são doados milhares de dólares para países vizinhos sem qualquer vínculo produtivo para o Brasil, há apoio político a países negativamente visíveis no exterior. Isso acaba refletindo na imagem do Brasil perante os demais países, pois como diz o velho ditado: "diga-me com quem andas que direi quem és".

O departamento comercial de uma empresa anda juntamente com o departamento de marketing. Procuram compreender seus clientes, analisam o mercado, desenvolvem estratégia, lançam produtos que causem interesse, comodidade e realização. Agregam valor ao produto ou serviço, atualizam constantemente os modelos, procurando atuar no mesmo ritmo que o mercado mundial, afinal, a globalização posicionou o mercado de maneira tão competitiva que se as empresas nacionais não seguirem o mesmo ritmo, as empresas estrangeiras retaliarão as nacionais pois terão mais tecnologia, menores custos, mais qualidade e inovações.

Recentemente foi publicado o resultado do PISA, onde 57 países participaram realizando testes de Leitura, Matemática e Ciências entre jovens de 15 anos de idade. Mais uma vez, o Brasil ficou entre os últimos colocados em todos os testes. Houve quem afirmou (inclusive alguns eram ministros) que a classificação não seria tão trágica assim, afinal nossa educação estava sendo comparada aos países europeus e por isso deveria ser aceitável tal classificação, pois no conceito destes deveríamos ser comparados com países da América do Sul apenas.

Fazemos parte de um dos maiores países do mundo, beneficiado por excelente localização geográfica, rico em terras produtivas, recursos minerais, população heterogênea, com mescla maravilhosa de culturas européia, saxônia, oriental e africana. Há uma grande preocupação em sermos "supremos" no futebol, os únicos, mas falta o cuidado e preocupação em desenvolver nosso país.

Se o Brasil perde um jogo ou copa do mundo, reclamamos dos jogadores, do goleiro, do técnico e até do gandula, se vacilar. Porém, quando nosso amado país vai mal na educação, saúde, desenvolvimento, PIB per capita, geração de empregos, violência, entre outros, nós o comparamos com os piores, insinuando que entre os piores estamos melhores. É uma infeliz inversão de valores. Excesso de orgulho em um esporte e descaso com a ética, moral e desenvolvimento do país.

Uma vez que devemos ser os melhores no futebol, superando os europeus, porque na educação, saúde, tecnologia, desenvolvimento, precisamos ser comparados de forma inversa? Uma empresa se satisfaz ganhando apenas um mercado e segmento e desiste de tentar conquistar outros segmentos que ainda não domina? Deixa de investir em tecnologia para investir apenas em fachada? Sem resultados não obtém desenvolvimento. Sem desenvolvimento não obtém recursos. Sem recursos não consegue sobreviver de forma competitiva no mercado global.

Não se trata apenas de um país com problemas e sim de pessoas despreparadas que administram um Estado através de um "voto de confiança" de milhares de pessoas. A responsabilidade é de quem governa e é governado, mas se quem realiza seu voto tem seus valores pessoais limitados a uma simples sobrevivência, sem saúde, educação e cultura, sua escolha terá a mesma qualidade: miséria - miséria política.

Uma empresa jamais conseguiria se manter em funcionamento sem profissionais qualificados em todos os níveis para realizar cada um sua tarefa, dar sugestões e desenvolver novas estratégias. Não poderia simplesmente inserir milhares de colaboradores com salários além do piso, para realizarem tarefas em que 1% desse mesmo quadro de funcionários poderia fazer, desde que tivesse recursos, treinamento e tecnologia. O foco não é a quantidade, mas a qualidade e o resultado.

Se uma empresa não acompanha a tendência do mercado logo perde seus colaboradores, reduz as vendas, minimiza os recursos e poderá ser fechada ou comprada pelos concorrentes que crescem e investem constantemente. Pode até ser que um país não feche suas portas, mas com certeza acabará abrindo-as para outros países governarem indiretamente, em troca de favores ocultos realizados ano a ano.

Devemos então, fazer nosso papel escolhendo bem quem realizará o Planejamento Estratégico e Tático de nosso país, pois com o Planejamento Operacional já nos comprometemos todos os dias. É, na verdade, tudo uma questão de escolha, literalmente!

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Rio ajusta cobrança do ICMS ao Simples Nacional

Quinta, 6 de Dezembro de 2007
Governador Sérgio Cabral sanciona lei com este objetivo nesta quinta-feira (6) em solenidade na sede do Sebrae/RJ

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sanciona, nesta quinta-feira (6), a lei que ajusta a cobrança do ICMS ao Simples Nacional - sistema de tributação das micro e pequenas empresas em vigor desde julho deste ano. A sanção será na sede do Sebrae local, às 15h, com a participação de parlamentares e empresários. Com o Rio, já são três os estados que fazem essa adequação. O primeiro foi o Paraná, seguido de Sergipe.

O Simples Nacional foi criado pela Lei Complementar 123/06, conhecida como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, e foi baseado em proposta elaborada pelo Sebrae depois de ouvir empresários e especialistas. Ele vale para todo o País e unifica seis tributos federais mais o ICMS e o ISS. Mas, a lei estabelece que, onde o regime de ICMS for melhor do que as alíquotas do Simples Nacional, ele seja mantido via legislação própria em consonância com o Simples Nacional.

No Rio de Janeiro, projeto do governo com esse objetivo foi aprovado dia 27 último pela Assembléia Legislativa. Além de retomar o regime especial de ICMS para micro e pequenas empresas que existiam antes do Simples Nacional, o governo amplia os benefícios.

As alíquotas de cobrança do imposto variam de 0,7% a 0,99% gradualmente para empresas com faturamento bruto anual de até R$ 360 mil. Para empresas com faturamento bruto anual entre R$ 360 mil até R$ 1,560 milhão, as alíquotas variam de 1,5% até 3,4%. A partir daí são mantidas as alíquotas do Simples Nacional.

Dependendo do caso, ainda há mais algumas reduções para empresas com receita bruta anual acima desse valor até o teto de R$ 2,4 milhões, segundo explicou a gerente de Políticas Públicas do Sebrae no Rio de Janeiro, Andréia Crocamo.

Paraná
No Paraná, o governador Roberto Requião ampliou o regime especial de ICMS. No Estado, empresas com receita bruta anual de até R$ 360 mil estão isentas do ICMS e há reduções graduais para aquelas que têm receita bruta de até R$ 2,4 milhões por ano. De acordo com o Inspetor Geral de Arrecadação do Paraná, Francisco Inocêncio, das 212 mil micro e pequenas empresas do Estado, 152 mil aderiram ao Simples Nacional.

Segundo ele, mesmo com os incentivos de ICMS, houve aumento em cerca de 30% na arrecadação do Estado, registrado no período de julho (quando o sistema entrou em vigor) a outubro deste ano. Sua avaliação é de que isso é possível pelas próprias características empresariais e econômicas do Estado e pela visão do governo em relação às empresas, que é econômica e social.

Sergipe
Em Sergipe, o governador Marcelo Deda criou um regime diferenciado de cobrança do imposto que também isenta as empresas com receita bruta de até R$ 360 mil ao ano. Nas operações interestaduais, o governo não cobra ICMS mediante valor agregado de nenhum optante do Simples Nacional naquele Estado. Segundo o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Sergipe, Jorge Santana, o governo ainda avalia os impactos das medidas na arrecadação.

Num primeiro momento, disse, a expectativa é de perda, mas acredita que isso se reverterá no primeiro ano com aumento da formalização. Com esse objetivo, governo e empresários deverão trabalhar em parceria numa campanha para informar os benefícios do Simples Nacional. "São medidas que não se atêm apenas ao tributo e sim a ganhos para o conjunto da economia, com geração de emprego, renda, dinamização econômica e mais na frente isso se reverte em ganhos tributários", garante.

Serviço: Dilma Tavares - Agência Sebrae de Notícias

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DINÂMICAS DE GRUPO NOS PROCESSOS SELETIVOS

Quarta, 19 de Setembro de 2007
Ao lançar mão da dinâmica de grupo nos processos seletivos o profissional de RH busca identificar o candidato com perfil mais adequado para ocupar o cargo em questão, e para isso propõe atividades análogas à realidade da empresa contratante.

Como as características e os comportamentos avaliados nas dinâmicas variam de empresa para empresa, não há como se preparar para as atividades, mas é possível adotar algumas medidas que com certeza contribuirão com seu desempenho.

Mantenha o controle emocional e fique atento às explicações do facilitador. Isso otimizará sua participação nas atividades e o emprego correto e adequado de suas habilidades e competências, contribuindo para que você e o grupo alcancem os resultados esperados.

Os imprevistos, tão comuns no dia-a-dia das organizações, também acontecem nas dinâmicas, demandando flexibilidade por parte do participante para lidar com a situação. Paciência e bom senso também são indispensáveis, uma vez que você precisará ouvir todos os candidatos, além de apresentar e defender suas idéias nos momentos oportunos.

É usual o facilitador escrever enquanto acompanha a realização das atividades, o que deixaDinâmica de Grupo alguns candidatos ansiosos. As anotações dizem respeito ao comportamento observado e às atitudes dos candidatos, a fim de compará-las posteriormente com aquelas requeridas para o exercício da função. Assim, controle sua ansiedade e não se incomode se o profissional parar ao seu lado e começar a escrever. Continue trabalhando com seu grupo, sem exceder ao que foi solicitado, e apresente uma linguagem corporal condizente com a situação: elegante e confiante.

Acima de todas as orientações, seja autêntico, seja você mesmo. Não tente fingir para o facilitador, pois se você conseguir enganá-lo, o que é muito difícil, correrá o risco de trabalhar em uma empresa com a qual você não se identifica. Perde a empresa e perde você, que em pouco tempo estará desmotivado e infeliz.

De uma forma geral, os facilitadores gostam daqueles que sabem ouvir, que sabem dividir, que organizam e planejam as atividades antes de executá-las, que apresentam suas idéias de forma clara e objetiva, que demonstram segurança e são bem humorados.

Como a dinâmica de grupo faz parte de um processo de escolha, existem aqueles que costumamos reprovar. São os que não participam, que se mostram arrogantes, aqueles que não têm limites, os que fingem comportamentos, os exibicionistas, os manipuladores, os intolerantes e os impacientes.

Tenha em mente que não existe candidato melhor ou pior, o que existe é o candidato que se ajusta às necessidades e ao momento da organização. Se por acaso você não for aprovado é porque você deve buscar uma empresa e uma atividade mais adequadas ao seu perfil; uma empresa e uma atividade que tenham a sua cara, o seu jeito.

E mais uma coisa: independente de resultados, nós sempre saímos mais maduros de uma dinâmica de grupo.

Colaboradora: Daniela Guimarães