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A gestão de requisitos demanda novas competências

Terça, 27 de Maio de 2008
Produzir ou disponibilizar produtos ou serviços requer atualmente muito mais do que atender aos desenhos e especificações. É preciso atender a uma série de requisitos que estão associados à atividade ou negócio da empresa. São requisitos de legislação para atender exigências locais, são requisitos ambientais para não agredir a natureza, são requisitos éticos para dispor de uma imagem de confiança, são requisitos sociais para associar a empresa e/ou produto à comunidade, são requisitos comerciais para permitir o comércio adequado entre localidades e países. Para todos estes requisitos existem leis, normas, acordos, exigências contratuais e iniciativas da própria organização. Isto nos faz refletir o quanto é diferente os produtos atuais do que se fazia há poucos anos atrás. Há ainda uma transição, pois aqueles que estão distante da nova realidade podem oferecer preços mais atrativos e acabam por contaminar o mercado e transferem a responsabilidade àquelas companhias que buscam cumprir todo o grupo de requisitos. O ônus ainda é de quem está agindo corretamente, quando deveria ser o contrário, devido à concorrência tornar-se desleal em função do impacto econômico e financeiro e, diante dos cenários dos países onde atuam.

A questão principal é resolver a equação onde estão inseridos os fatores como requisitos e competitividade. É preciso estar atento a cada letra, a cada vírgula, a cada interpretação dos requisitos aplicáveis ao produto e à organização. A demanda é extensa e praticamente não há profissionais capacitados para tal tarefa. Ainda não foi integralmente incorporada esta atribuição às responsabilidades profissionais. Ainda será necessário arcar, por um longo tempo, com os custos necessários, para identificar cada requisito que se aplica ao negócio. É uma competência que tende a crescer vertiginosamente nos próximos anos. São temas que vão além do aspecto jurídico, como querem crer a maioria dos gestores. É preciso saber como aplicar adequadamente na organização, no produto e, avaliar seus impactos e benefícios. É preciso encontrar novas soluções que atendam às necessidades e, aprender a distinguir-se positivamente daqueles que não o faz. Este exercício deverá inverter a curva de custos futuramente e promover um diferencial na preferência dos clientes e consumidores finais. Faz-se necessário investir na formação e capacitação de profissionais especializados que no médio e longo prazo devam tornar-se gestores e ou consultores nas organizações promovendo a disseminação do conhecimento e integrando tais atribuições a cada uma das funções. É certo que tudo isto deve elevar as demais competências, mas espera-se um aumento da produtividade e da qualidade com conseqüente redução de riscos e da provisão de despesas com eventuais falhas.

A proposta é que se possa identificar profissionais com facilidade e interesse em absorver tamanha quantidade de conhecimento. Estes, certamente já estão dentro da organização e normalmente se oferecem para os mais variados projetos, frequentemente são aqueles que têm transito livre nos diversos departamentos e áreas. São potencialmente líderes. Têm iniciativa e aceitam desafios crescentes. Portanto, é a hora de fazer-lhes uma oferta que os leve a superar o estágio de desenvolvimento atual e, provoque a disseminação por todos os ambientes que serão necessários e oportunos. Dê-lhes o bastão e acompanhe o desenvolvimento deste novo projeto. O resultado será impressionante.

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Produção Agroecológica é certificada como tecnologia social

Domingo, 2 de Setembro de 2007
O Programa Pais, desenvolvido pelo Sebrae em 12 unidades da Federação, foi certificado pela Fundação Banco do Brasil no Prêmio de Tecnologia Social 2007.

Programa de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), desenvolvido pelo Sebrae, foi certificado pela Fundação Banco do Brasil (FBB). A certificação é uma das etapas do Prêmio de Tecnologia Social, que está em sua quarta edição e é promovido pela fundação.

A consultora da Unidade de Agronegócios do Sebrae Nacional Newman Costa ressalta que essa certificação trará ainda mais credibilidade ao programa. "O certificado comprova que a tecnologia é social e traz resultados concretos para a sociedade", diz.

O Pais já está implantado em 12 estados brasileiros que abrigam 1.080 unidades em 36 municípios. Com uso de tecnologia ecologicamente correta, o Pais estimula a produção de alimentos orgânicos em pequenas propriedades familiares. A produção de frutas e hortaliças conta com auxílio da irrigação por gotejamento.

Geração de renda e preservação do meio ambiente são alguns dos benefícios do programa. "Com o Pais, as famílias produzem de forma sustentável e, sem agredir a natureza, obtêm os alimentos", destaca Newman.

Na Paraíba, por exemplo, o Pais trouxe para algumas famílias uma renda mensal de R$ 1,2 mil. Isso acontece porque além de plantar para consumo próprio, as famílias também vendem o excedente em feiras agroecológicas.

Há também locais em que a prefeitura está comprando os alimentos cultivados de acordo com a tecnologia do Pais. Esses produtos são usados na merenda escolar. "Resultados como esses têm motivado as famílias a participar do programa", diz Newman.

Os participantes do Pais também agregam outros cultivos às unidades. No Cariri paraibano, uma produtora faz plantio de flores em meio às verduras, frutas e hortaliças. Em Porto Velho (RO), onde serão implantadas 100 unidades do Pais, além das flores e folhagens tropicais, em cada uma dessas unidades os produtores vão colocar 20 colméias de abelhas indígenas.

Prêmio

Além do Pais, outras 119 tecnologias sociais foram certificadas pela FBB. O Prêmio de Tecnologia Social 2007 recebeu inscrição de 782 práticas ligadas aos temas: educação, renda, alimentação, água, habitação e energia. A primeira seleção foi a certificação.

A próxima etapa do prêmio será a escolha das tecnologias finalistas, que serão analisadas segundo critérios de mérito, efetividade e resultado alcançado. Somente 24 tecnologias serão selecionadas e receberão o troféu de finalista do prêmio.

A fase seguinte é a de julgamento, cujo resultado final será conhecido em novembro. O prêmio está dividido em oito categorias: Região Geográfica, sendo considerada uma categoria por região do País: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, além das categorias Aproveitamento/tratamento de rejeitos/resíduos/efluentes de processos produtivos, Direitos da Criança e do Adolescente e Gestão de Recursos Hídricos.

Assim, oito instituições, uma de cada categoria, receberão o prêmio de R$ 50 mil para destinar a atividades de expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da tecnologia social premiada.(Giovana Perfeito / Agência Sebrae)