Gilberto Wiesel
Domingo, 24 de Agosto de 2008
É comum encontrarmos pessoas dispostas a zelar pela saúde física.Elas dedicam
parte do seu tempo prevenindo-se de possíveis doenças. Conscientes do seu papel,
elas fazem sua parte, enquanto outros deixam na mão dos especialistas a solução
da saúde.É bom lembrar que a competência dos outros nem sempre salva nossa vida.
Para muitos está faltando competência para administrar e prevenir futuras
doenças. Isso explica a grande incidência de morte devido a problemas
cardíacos.Sem nossa interferência consciente, as artérias vão aos poucos
obstruindo nossa vida. E o que contribuiu para a obstrução das artérias? Querem
saber? Pois bem, em grande parte podemos atribuir a causa principal à rigidez.
O que é RIGIDEZ?
Rigidez está definida no dicionário como dureza, tensão, rigor e aspereza.
Isso significa que a rigidez é o oposto de flexibilidade.
A maioria das pessoas pode ser considerada rígida e, nesse caso não importa o
grau de instrução, a classe social, nem o cargo que ocupa. Este dado é
alarmante, à medida que sabemos que o grau de rigidez de uma pessoa determina o
grau de relacionamento que ela tem com o mundo e por conseqüência, consigo
mesma.
O interessante é a relação direta que existe entre saúde física e postura de
vida.
Sabe-se hoje que uma das grandes causas de morte, no mundo, é provocada pela
aterosclerose.
A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica que evolui com a formação de
placas de gordura que vão se instalando, aos poucos, nas paredes das artérias,
comprometendo o cérebro, o coração, rins, os membros superiores e inferiores. As
artérias vão perdendo sua flexibilidade, tornando-se duras e rígidas. Vários são
os fatores de risco, entre eles destaco a vida sedentária e o estresse
emocional. A rigidez, portanto, é um péssimo sinal. O corpo físico grita em
forma de doença, denunciando a postura rígida que mantemos em relação à vida.
Portanto, viva a FLEXIBILIDADE. Viva as pessoas com motivação suficiente para
lerem os novos tempos. Estamos numa época em que a saúde e o trabalho estão
interligados.
A flexibilidade é o antídoto contra a rigidez. Precisamos de flexibilidade nas
artérias e na vida. Quantos de nós insistimos em manter um estilo de vida, mesmo
sabendo que ele não é adequado.
Este é o caso dos fumantes, dos sedentários, dos autoritários, dos rebeldes, dos
obesos, dos pessimistas, dos rígidos com colegas e familiares, dos negativos,
dos tristes e confusos, enfim, uma infinidade de comportamentos tão ásperos que
corroem qualquer artéria.
Nas organizações empresariais, encontramos muitos motivos para entupimento de
artérias.Tudo é sempre muito urgente, mais do que o corpo físico consegue
suportar. É lógico que o corpo não resmunga, nem reclama, o que ele faz é
adoecer. E às vezes é tarde demais para qualquer possibilidade de mudança. Pois
o tempo cansa de nos dar um tempo e então envelhecemos antes do esperado.Isso é
tão intenso que chegamos ao ponto de nos atrofiarmos. O interessante é que, na
maioria das vezes, somos responsáveis pelo que fazemos ao nosso corpo e,
portanto, ao nosso destino.
Em todo processo de limpeza, somos obrigados a jogar fora o que pesa, o que nos
enferruja, o que nos limita e, finalmente, o que nos absorve a ponto de nos
tornarmos rígidos e doentes. Por esse motivo devemos fazer de tudo para
flexibilizar a vida. Dessa forma, as artérias ficarão flexíveis também e, em
silêncio, elas nos permitirão mais tempo de vida. De vida plena!
A rigidez impede que absorvamos o melhor da vida. Flexibilizar, portanto, é um
ato que acena para uma vida longa... Uma longa vida, na qual o bem estar é
compromisso diário!
Diga não à rigidez, diga sim à VIDA!