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Autogestão em Saúde: uma ferramenta empresarial III

Quinta, 11 de Setembro de 2008
Após apresentar alguns conceitos acerca do modelo de Autogestão em Saúde, abaixo listo os principais benefícios que poderão ser atingidos com sua adesão, em um comparativo com os demais modelos de assistência à saúde:

- Custos aproximadamente 40% inferiores aos planos de saúde equivalentes em outras modalidades do mercado;

- Programa de saúde concebido de acordo com as características e necessidades da organização, a Autogestão possibilita a adequação de qualquer fator referente ao plano para melhor atender as demandas da empresa, um modelo de saúde altamente personalizado;

- Garantia da qualidade, abrangência, economia e burocracia reduzida proporcionam o maior índice de satisfação dentre todos os modelos de assistência médica (Seguradoras, Administradoras de Planos, Cooperativas Médicas e Medicinas de Grupo), média de 51% frente à 20% de outras operadoras. (fonte: Consultoria Towers Perrin);

- Permite interferência direta na administração do programa, ou seja, na escolha dos credenciados e na prestação e utilização dos serviços, preservando a qualidade da assistência;

- Permite a correção de problemas e a criação de novas alternativas, por ser um modelo muito flexível, possibilita reajustes a qualquer tempo por parte da empresa;

- Possibilita o desenvolvimento de programas de promoção e prevenção à saúde e de incentivo à qualidade de vida;

- Facilita ações conjuntas com o programa de saúde ocupacional.

Na busca por um equilíbrio entre a atratividade para contratar e manter talentos e um menor custo com benefícios oferecidos aos colaboradores, as empresas tem enfrentado um verdadeiro duelo e neste caso, a Autogestão torna-se um modelo pioneiro que trará os maiores benefícios a um menor custo. Muitos empresários ainda tratam com incerteza este novo conceito mas vale lembrar que diversas empresas já aderiram este modelo, como: Itaú, RBS, Perdigão, Wolkswagem, Embraer, Banco do Brasil, entre outras muitas.

Não é à toa que a Autogestão é considerada o futuro da assistência a saúde das empresas, informe-se.

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A importância do pós-venda

Domingo, 31 de Agosto de 2008
Tudo deu certo. O plano estratégico apresentou um bom posicionamento, que orientou diversas decisões de investimento. O departamento de marketing soube definir bons conceitos, assim como boas ações de comunicação. A área Comercial fechou bons acordos com o mercado, que garantiu boa distribuição, exposição dos produtos e prestação de serviços. Antes disso, o pessoal de compras fechou boas parcerias com seus fornecedores e a área de finanças administrou bem o capital e seu fluxo de caixa. O resultado de todo movimento coordenado? Vendas, clientes satisfeitos e, o melhor, repercutindo - falando bem para seus contatos.

Mas cuidado: o jogo não está ganho. Mesmo que tudo dê certo e as vendas ocorram, o trabalho não termina com os negócios realizados. Pelo contrário, começa. Há um pensamento, quase um paradigma, que faz muitos empresários focarem no complexo processo de conquista de mercado, vendas e clientes e crerem que, após todo esse movimento, o restante é conseqüência: a satisfação, a fidelização e o boca-a-boca do cliente. Isso explica porque muitas estratégicas terminam nas vendas e não se preocupam com a manutenção delas.

É preciso quebrar esse paradigma: não é porque o cliente comprou que ele ficará satisfeito, comprará de novo e ainda multiplicará sua experiência para seus contatos. As coisas não acontecem assim ou, infelizmente, não acontecem mais assim. É preciso trabalhar depois das vendas.

Porque só o ato de vender não é garantia de satisfação. Há de se lembrar que a competição é enorme e que o cliente sempre tem opção comparável. Comprar, para o cliente, é o início de uma experiência, um teste mesmo. Será na condição de usuário que comprovará a qualidade prometida do produto e os serviços disponibilizados pela empresa e seus parceiros. Daí poderá surgir a verdadeira satisfação. Só o ato de adquirir e de possuir não mantém cliente satisfeito. Então por que muitos empresários não investem nas ações depois das vendas?

Uma prova da existência desse paradigma é a falta de processos constantes para medir a satisfação do cliente. A toda hora, em toda interação, o empresário deveria questionar o cliente e coletar sua opinião. No entanto, isso é incomum. E quando acontece são processos de pesquisa mal gerenciados, com dados coletados que pouco parecem alimentar novas atitudes. Pesquisar é importante, ajuda a compreender que sempre temos clientes com graus diversos de opinião e satisfação. Além de ajudar a compreender onde erramos, aprendemos também ao saber onde acertamos e ainda temos a chance de coletar sugestões dos clientes.

A recomendação é simples e fácil de implementar. Em todo contato, toda oportunidade, colete a satisfação do cliente. Se for negativa busque resolver e saiba que duas palavras são importantes com clientes insatisfeitos: atenção e feedback. Escute e responda. Nem tudo pode ser resolvido e nem sempre o cliente tem razão, porém, na maioria das vezes, problemas têm raízes operacionais e administrativas - com auditoria interna é possível compreender erros e resolvê-los. E se forem com essas duas palavras, ainda pode-se conseguir o respeito e reconhecimento do cliente.

Aos que declaram satisfação, faça mais duas perguntas, a primeira: “Quais foram os fatores que o deixaram satisfeito?” As respostas darão dicas para definir o que agrega, ou não, valor. Entender o que gera satisfação ajuda a compreender o que é realmente importante na visão do cliente.

E a segunda pergunta é: “O que podemos fazer para melhorar?” Clientes satisfeitos têm sugestões para dar. E idéias, como se sabe, são fundamentais para a continua postura competitiva da empresa, então nada melhor que conseguir transformar clientes satisfeitos num batalhão gerador de sugestões e novidades. E eles ficarão ainda mais satisfeitos ao perceberem que suas opiniões são relevantes.

Já pensou quantas idéias poderiam surgir consultando o cliente, coletando informações e ouvindo suas opiniões? Faça isso sempre. Será um ótimo começo para o marketing depois das compras.

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RH Sem Fantasias, Mas Com Valor Agregado

Segunda, 25 de Agosto de 2008
Historicamente RH foi vitaminado pela confluência de quatro processos: movimento sindical, as políticas do estado de bem estar, o avanço da legislação trabalhista e pela crescente dificuldade de administrar as organizações complexas.

A gradativa evolução do DP (Departamento de Pessoal) rumo a um RH assistencial e desenvolvimentista ocorre em função do embate histórico acima mencionado.

Vejamos agora as questões sociológicas e administrativas que criaram o RH tal como o conhecemos. Segundo Russell Ackoff as profissões e as organizações podem ser definidas de três maneiras: pelos insumos, pela produção e pelos usuários (clientes).

RH é uma Área de insumo; produção e vendas são áreas de outputs. Esta inserção na estrutura e dinâmica organizacional e dos negócios tem conseqüências claras e devem ser observadas quando delineamos o escopo, os papéis, as competências e os indicadores de eficácia de RH.

Esta simples providência pouparia RH das manias de grandeza nunca realizáveis e da falta de mensurabilidade quanto ao retorno sobre os investimentos. Em troca teríamos um RH focado na efetiva agregação de valor.

Pois o dever de uma profissão de insumo é contribuir para que as áreas de output evoluam constantemente nos resultados. Por não ter uma métrica objetiva do valor agregado, RH corre o risco de, no lugar de prestar serviços, se transformar num ente serviçal; no lugar de prover utilidades, prover penduricalhos (RH frufru segundo Dave Urlich) ou macetes para driblar a incapacidade de provar a sua contribuição (Peter Drucker).

É preciso clareza a respeito do fato que a cadeia de criação, agregação e transferência de valor é uma cadeia de causas e conseqüências. Em outras palavras, a função de RH e de todas as Áreas de apoio é contribuir para CAUSAR os RESULTADOS perseguidos pela organização.

Sendo assim, os efeitos podem ser observados, descritos, mensurados (quantitativa e qualitativamente), reproduzidos e aperfeiçoados ao longo do tempo.

O rabo da porca só torce quando o que RH faz não produz o impacto esperado sobre o trabalho dos usuários, digo, clientes.

Muitos dirão que questões como índice de permanência e progresso de funcionários selecionados por RH, redução de acidentes de trabalho após o treinamento de segurança, o nível, qualidade e produtividade das idéias e sugestões dadas por funcionários e aplicadas pela organização no Workshop sobre Criatividade, são afetadas por outras variáveis fora do alcance das ações de RH.

Concordo! Porém, mesmo nestas condições é possível recorrer a métodos estatísticos que ensejam uma análise sobre como os eventos acima foram influenciados por RH e quais se devem a outros fatores: estilo gerencial, novos equipamentos de segurança, recompensas psicológicas ou materiais, etc.

É assim que o mundo e as organizações funcionam. Afinal, nem sempre um único golpe logra enterrar o prego na parede. Com as ações de RH acontece o mesmo, ou seja, é preciso que outros agentes, fatores e variáveis concorram para produzir os resultados.

Recrutamento e Seleção não são capazes de assegurar a qualidade, a quantidade e a retenção dos funcionários recrutados. Esta é uma ação conjunta que envolve RH, gerência, políticas e normas organizacionais.

É assim também com Treinamento. Não é T&D e o treinando que garantem a aplicação da aprendizagem e a melhoria do desempenho humano. Esta é um tarefa multidisciplinar para a qual concorrem RH, o corpo gerencial, os processos de trabalho, o clima organizacional, a quantidade e qualidade dos recursos alocados, políticas, normas etc.

Poderia dar um sem número de exemplos, mas acredito que esses são suficientes. As palavras mágicas são: parceria, competências específicas e multidisciplinares, mensurabilidade dos efeitos das diversas ações, aperfeiçoamento contínuo das alianças e processos que provocaram os resultados organizacionais que dependam do talento e do esforço humano.

É por essas e outras que tenho ojeriza de palavras como RH estratégico. RH É TÁTICO e quando cumpre com esmero e competência o seu papel, ele agrega valor e contribui para os resultados operacionais e estratégicos da Organização.

O que define a nossa profissão não são sonhos ou delírios e sim a função da Área e a competência para exercer o papel que nos cabe na orquestração da competitividade Organizacional. Nesse particular, RH é uma Área chave para implementar a estratégia de negócio. É assim que agregamos valor para nossos clientes.

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O papel da tecnologia dentro da Organização

Sexta, 25 de Julho de 2008
Uma organização é o conjunto de pessoas e de tecnologia que, de forma intencional, trabalham para atingir um determinado objetivo. Dentro desta definição, podemos dizer que a empresa é uma organização, cujo objetivo principal é gerar lucros. Mas também podemos considerar como sendo organizações um departamento, uma divisão e até um determinado grupo de trabalho dentro de uma empresa maior. Uma organização também é um sistema, cujas entradas são constituídas por pessoas, dinheiro e materiais, sendo que as saídas mostram o fim ao qual o sistema se propõe como serviços educacionais, bens de consumo, roupas e informação. Dentro de todo esse processo, temos a transformação dos recursos disponíveis em lucro, que ajuda a assegurar que a organização continue com suas operações. Assim, podemos afirmar que toda empresa, sendo um sistema que é conceituado como organização, possui três partes básicas: pessoas, tarefas e administração.

As empresas não existem isoladas umas das outras, e para existirem dependem de vários elementos externos, como seus fornecedores e clientes. Toda organização está inserida dentro de um ambiente, e interage com as diversas forças presentes no mesmo, sofrendo as influências das mesmas e, por sua vez, exercendo ela própria determinada força sobre todo o ambiente.

Por fim, temos no cerne de toda organização a sua atividade e sua tecnologia, representada pelo conhecimento desenvolvido através do tempo, pelos métodos e fluxo de trabalho e pelos equipamentos, utilizados para processar essa tecnologia. A atividade pode ser qualquer uma, e mostra a função que a organização desempenha para existir, como processos governamentais, fabricação de carros, limpeza pública, administração de informações. Todos os dias surgem necessidades que justificam o desenvolvimento de uma nova atividade ou até a combinação de várias destas em busca de um determinado resultado. Mas, uma vez que uma organização surge com a proposta de cumprir uma dada atividade e utilizar determinada tecnologia, ela irá mudar a forma como todo o ambiente em que atua de forma decisiva. A tecnologia define o tipo de empregos que são ofertados no mercado de trabalho e as conseqüentes oportunidades profissionais, bem como o comportamento dos grupos que se desenvolvem para suprir as necessidades das empresas e nas práticas administrativas adotadas pelas mesmas.

Quando tentamos entender os fatores que determinam as boas práticas administrativas, devemos levar em consideração todo esse conjunto de elementos, sendo que o conhecimento da tecnologia utilizada por uma organização e a forma como esta impacta nas empresas é fundamental para estabelecer sua real situação dentro do ambiente. A tecnologia usada determina desde o clima de relacionamento dentro da empresa até seu planejamento estratégico, e o conhecimento da mesma é um ponto fundamental na hora de iniciar um novo negócio ou expandi-lo. A tecnologia não tem sido vista ou compreendida adequadamente pelas empresas e seus gestores, apesar de ser decisiva para o planejamento estratégico. Na verdade, determiná-la corretamente é a primeira coisa que devemos fazer no momento de entender ou criar uma empresa.

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O quê determina o sucesso de um profissional?

Quarta, 30 de Abril de 2008
Entende-se que todos nós aspiramos à realização pessoal como uma necessidade básica da vida, sendo que a condição de uma pessoa realizada envolve muitos aspectos, entre os quais a vida profissional. Normalmente possuímos certo modelo do que seja alguém de sucesso na nossa área de atuação, e buscamos fazer as coisas certas para que nós mesmos alcancemos esse nível de satisfação pessoal. Mas o quê determina o sucesso de um profissional?

Para entender alguns dos fatores que podem ou não levar uma pessoa ao sucesso na carreira escolhida, vamos generalizar e classificar os administradores brasileiros em dois grupos definidos. Aqueles que estão inseridos no contexto das modernas práticas administrativas, aqui apontados como profissionais bem sucedidos, e a grande massa que gravita nas margens desse foco de modernidade e realização profissional. Estes últimos não são pessoas sem qualificação ou sem formação acadêmica. Dos que saem das faculdades de administração e das escolas de negócios (business schools), quantos destes realmente irão se tornar profissionais de sucesso? O sucesso, no meio empresarial, pode ser entendido pela capacidade que um individuo possui de construir uma carreira e obter reconhecimento do mercado, e o critério utilizado aqui se resume apenas nesse ponto e no ideal que todo estudante de Administração de Empresas possui, o de alcançar um alto grau diretivo em uma grande organização.

Vamos considerar que o profissional de sucesso ocupa seu primeiro cargo de gerência antes dos trinta anos, alcança uma diretoria aos quarenta e termina a carreira como consultor ou palestrante renomado. Ele vive na prática todos aqueles conceitos aprendidos na faculdade e lê toda a imensa literatura que está sendo construída para ele, os livros de auto-ajuda motivação pessoal que encontram em qualquer conto oriental ou experiência de vida uma aplicação prática no mundo dos negócios, passando pelos decálogos e mandamentos das pessoas de sucesso. Em contrapartida, temos os demais profissionais que não são executivos de grandes empresas, os que alcançam e mantém por muitos anos um cargo de gerência em uma empresa de porte pequeno a médio, que concluem um curso superior aos trinta anos porque descobriram estar desatualizado no mercado, que também lêem as histórias de monges e generais, e procuram adaptar os conceitos áureos da administração à realidade de suas empresas, amputando aqui e inventando ali. Ambos os tipos são administradores de empresas, mas parecem estar presos a duas realidades diferentes, como os dois lados da moeda. E vale a pena fazer a pergunta: o quê determina o destino que está reservado a determinado individuo? Idade? Formação? Oportunidades? Ou será simplesmente o fator sorte atuando?

A citação mais popular de Peter Drucker diz que o futuro deve ser realizado por nós mesmos. Planejamento pessoal é determinante para o sucesso, a construção de metas e objetivos claros fazem com que nós sigamos um caminho que leve a um futuro promissor. Para um administrador de empresas, é fácil conceber isso. Mas para uma pessoa que nunca ouviu falar em Planejamento, Estratégia e em Objetivos e Resultados, pode parecer algo inalcançável estabelecer um plano de vida e conseguir adaptá-lo de acordo com as mudanças do ambiente. A menos que possua um feeling natural muito forte, o individuo sem noções básicas de Administração vai ouvir falar e não vai conseguir assimilar esses conceitos de maneira produtiva. Surge uma nova aplicação da teoria da predestinação, onde uma pequena parcela da sociedade nasce para administrar. Talvez Bill Gates seja um desses eleitos.

A verdade é que, por mais que nos esforcemos, inevitavelmente poucos de nós chegarão de fato ao sucesso, tal como foi apresentado. O motivo mais óbvio e plausível é que as grandes organizações seguem à risca a lei de Malthus: o número de profissionais que entram no mercado tem crescimento em uma progressão quase geométrica, sendo que as vagas para executivos de sucesso crescem aritmeticamente, se é que crescem. Se voltarmos para a pergunta feita há pouco, o quê determina o sucesso na carreira de Administrador de empresas, dentro desse cenário extremamente competitivo? A resposta é complexa. Alguns elementos para o sucesso profissional foram apresentados aqui. Estabelecer metas, ter um certo planejamento, saber identificar as oportunidades, possuir formação acadêmica. Vários livros tentam passar fórmulas de sucesso com base nas experiências vividas por seus autores, mas o quê é válido para um, pode não ser para outro. A fórmula para alcançarmos aquilo que aspiramos, como profissionais e como seres humanos, talvez seja produto de nossa vontade, a vontade de fazer um algo acontecer. E para isso, devemos começar entendendo a questão principal do tema: o quê é Sucesso para cada um de nós?