Sérgio Dal Sasso
Domingo, 7 de Setembro de 2008
Se tivesse que ensinar algo a alguém, talvez dissesse que tudo tem a ver com o
formatar da direção, completando-a com o que se pode adicionar para os avanços
(força pessoal, treinamento intelectual e vontade) e assim reforçar seu sentido
de execução tática até que tudo seja incorporado dentro do que você pretende.
O que poderia valer mais: Saber dirigir de fato ou ser o melhor teórico
conhecedor das leis (que regulamentam a boa condução do que fazemos)? Nesse caso
se tivesse que optar por um dos dois, iria ser aquele que na prática aprendeu a
dirigir pela persistência até que a evolução me conduzisse por antecipação à
sensibilidade e conhecimento do saber desviar, do brecar e do acelerar para
distanciar-me dos problemas. Por outro lado teria a consciência contínua pela
necessidade de acrescentar os acessórios faltantes para completar as garantias
de seguranças e desenvolvimento ao já que vem sendo feito.
O encontrar da direção é muito mais profundo do que ter objetivos claros na
vida, ou mesmo qualificação adequada ao seu exercício. A direção define por onde
começamos e projeta possibilidades para que possamos chegar aonde queremos,
enquanto os objetivos são possibilidades mutantes que acompanham a própria
evolução da maturidade, decorrentes de erros e acertos versus resultados.
Sua trajetória deve ser enriquecida para uma formação variável de
possibilidades, que garantam percepções de que diferentes caminhos podem ser
usados, para superar os desvios e atingir os objetivos compostos pela direção.
Querer ser o melhor dos melhores (novamente uma tese temporária) está pela
perspectiva de conseguirmos alcançar a própria visão analítica que destine as
direções, formulando equações longe das que só medicam, mas não curam e dos
modelos afirmativos dos que querem vender sua teses, do tipo assino, mas não
garanto ou executo.
“O ADMINISTRAR USA E MUITO AS CIÊNCIAS EXATAS, MAS MESMO A MATEMÁTICA OFERECE
INÚMERAS ALTERNATIVAS PARA PODER FAZÊ-LO CHEGAR (EM MUITAS VÊZES) ANTES QUE OS
OUTROS TENHAM SEQUER PENSADO EM INICIAR”.
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Marcus Guimarães
Sexta, 29 de Agosto de 2008
Apresentarei em três artigos um modelo de assistência à saúde empresarial que
percebo ser o melhor e mais coerente com o atual contexto do mercado;
necessidade constante de estímulo aos “clientes internos” visando a manutenção
de bons profissionais.
Sabe-se que garantir plano de saúde para funcionários e seus dependentes é hoje
uma das práticas de recursos humanos mais utilizadas e um item decisivo de
atração e retenção de talentos, porém a assistência médica está se tornando
extremamente onerosa para as empresas devido aos altos custos dispendidos para
subsidiar este benefício. Em alternativa para este aumento significativo dos
custos, está sendo cada vez mais difundido um novo modelo de assistência médica,
chamado de AUTOGESTÃO.
A Autogestão em Saúde consiste na montagem e administração, através da empresa
ou de serviços terceirizados, de uma estrutura para a assistência à saúde, um
plano de saúde próprio. O objetivo deste modelo é dar autonomia para a empresa
ter as melhores condições para oferecer à seus “clientes internos”; é um modelo
que por origem não tem fins lucrativos, pois é composto pela empresa visando um
maior padrão de qualidade e acesso à saúde a um menor custo.
Mas como isto é possível? A Autogestão é possível primeiramente para empresas
com um número considerado de funcionários (mínimo 100, dependendo da
centralização das unidades). Existem duas opções para a elaboração de um modelo
assistencial próprio:
1º A empresa terceiriza uma administradora de Autogestão em Saúde; existem
várias empresas especializadas neste tipo de assistência, as principais
vantagens é que possuem todo o conhecimento, tendo em vista sua atuação no
mercado crescente e as condições, estrutura completa para implantação deste
modelo, desde confecção das carteiras para os colaboradores, credenciamento e
referenciamento de unidades médicas, hospitalares e odontológicas até
elaboração, apresentação de relatórios e sugestões para melhoria contínua do
processo.
2º A empresa institui dentro de sua estrutura o modelo, criando todas as
condições para que seus funcionários possam controlar, credenciar e administrar
a Autogestão em Saúde dos colaboradores. Desta forma existe uma aproximação
maior de sua equipe pois os administradores do plano serão eles mesmos, os
colegas terão uma maior intimidade para expor todas as sugestões que possam ser
úteis para a manutenção do modelo.
Independente da opção escolhida a aplicação deste modelo reduz drasticamente os
custos com assistência médica dos funcionários e fornece um serviço de qualidade
ímpar, a qualidade que o próprio profissional exige.
No próximo artigo, mostraremos como funciona este modelo.
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Charlyton Vasconcelos
Segunda, 28 de Julho de 2008
A administração é pertinente a todo o tipo de empreendimento humano que reúne, em uma única organização, pessoas com diferentes saberes e habilidades, sejam vinculados às instituições com fins lucrativos ou não. A administração precisa ser aplicada aos sindicatos, às igrejas, às universidades, aos clubes, agências de serviço social, tanto como nas empresas, sendo responsável pelos seus desempenhos.
Segundo Drucker (2001), os administradores que entenderem os princípios essenciais da administração e trabalharem por eles orientados, serão bem-formados e bem-sucedidos.
A administração trata dos seres humanos. Sua tarefa é capacitar as pessoas a funcionar em conjunto, efetivar suas forças e tornar irrelevantes suas fraquezas. É disso que trata uma organização, e esta é a razão pela qual a administração é um fator crítico e determinante. Hoje em dia, praticamente todos nós somos empregados por instituições administradas, grandes ou pequenas, empresariais ou não. Dependemos da administração para nossa sobrevivência. E a nossa capacidade de contribuição à sociedade também depende tanto da administração das organizações em que trabalhamos quanto de nossos próprios talentos, dedicação e esforço.
 A administração está profundamente inserida na cultura, porque ela trata da integração das pessoas em um empreendimento comum. O que os administradores fazem na Alemanha Ocidental, no Reino Unido, nos EUA, no Japão, ou no Brasil é exatamente o mesmo. Como eles fazem é que pode ser bem diferente. Assim, um dos desafios básicos que os administradores enfrentam em países em desenvolvimento é descobrir e identificar as parcelas de suas próprias tradições, história e cultura que possam ser usadas como elementos construtivos da administração. A diferença entre o sucesso econômico do Japão e o relativo atraso da Índia é explicado em grande parte, porque os administradores japoneses conseguiram transplantar conceitos administrativos importantes para seu próprio solo cultural e fazê-los crescer.
Toda empresa requer compromisso com metas comuns e valores compartilhados. Sem esse compromisso não há empresa, há somente uma turba. A empresa tem de ter objetivos simples, claros e unificantes. A missão da empresa tem de ser suficientemente clara e grande para promover uma visão comum. As metas que a incorporam devem ser claras, públicas e constantemente reafirmadas. A primeira tarefa da administração é pensar, estabelecer e exemplificar esses objetivos, valores e metas.
A administração deve também capacitar a empresa e cada um de seus componentes a crescer e se desenvolver à medida que mudem necessidades e oportunidades. Toda empresa é uma instituição de aprendizado e de ensino. Treinamento e desenvolvimento precisam ser instituídos em todos os níveis da sua estrutura - treinamento e desenvolvimento incessantes.
Toda empresa é composta de pessoas com diferentes capacidades e conhecimento, que desempenham muitos tipos diferentes de trabalho. Deve estar ancorada na comunicação e na responsabilidade individual. Todos os componentes devem pensar sobre o que pretendem alcançar - e garantir que seus associados conheçam e entendam essa meta. Todos têm de considerar o que devem aos outros - e garantir que esses outros entendam. E todos têm de pensar naquilo que eles, por sua vez, precisam dos outros - e garantir que os outros saibam o que se espera deles.
Nem o nível de produção nem a "linha de resultados" são por si sós, uma medição adequada do desempenho da administração e da empresa. Posição no mercado, inovação, produtividade, desenvolvimento do pessoal, qualidade, resultados financeiros, todos são cruciais ao desempenho de uma organização e à sua sobrevivência. Também as instituições não-lucrativas precisam de medições em algumas áreas específicas às suas missões. Tanto quanto um ser humano, uma organização também necessita de diversas medições para avaliar sua saúde e seu desempenho. O desempenho tem de estar entranhado na empresa e na sua administração; precisa ser medido, ou ao menos julgado, além de ser continuamente melhorado.
Finalmente, a única e mais importante coisa a lembrar sobre qualquer empresa é que os resultados existem apenas no exterior. O resultado de uma empresa é um cliente satisfeito. O resultado de um hospital é um paciente curado. O resultado de uma escola é um aluno que aprendeu alguma coisa e a coloca em funcionamento dez anos mais tarde. Dentro.
A administração para Drucker (2002) é considerada como uma "arte liberal". É "arte" porque, como vimos, é prática e aplicação e é "liberal" porque trata dos fundamentos do conhecimento, autoconhecimento, sabedoria e liderança. As origens do conhecimento e das percepções estão nas ciências humanas e sociais, nas ciências físicas e na ética, que devem estar focados sobre a eficiência e os resultados das organizações.
Categorias:
Administrador, Administração de Empresas, Peter Drucker, Empresa, Organização, Posição no Mercado, Inovação, Produtividade, Desenvolvimento do Pessoal, Qualidade, Resultados Financeiros,
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Administrador
Sexta, 18 de Julho de 2008
Presidente do CIEE Nacional falou sobre sua trajetória profissional a Jovens
Administradores
O administrador Paulo Nathanael Pereira de Souza, presidente do CIEE Nacional
(Centro Integração Empresa-Escola), foi o convidado do Comitê Jovens
Administradores para participar de mais um "Caminho das Pedras, Pedras no
Caminho", evento que reúne mensalmente, no Conselho Regional de Administração de
São Paulo (CRA-SP), jovens interessados em conhecer a trajetória de vida de bens
sucedidos profissionais da Administração.
Durante o evento, Nathanael mostrou aos jovens que para construir uma carreira
vencedora é preciso colocar um tijolo de cada vez, trabalhar muito e não esperar
por recompensas imediatas. "Trabalhem! Trabalhem muito, até mesmo após o seu
horário normal de expediente, sem esperar algo por isso. Não trabalhem somente
por salário, mas para construir uma carreira. Com certeza, alguém estará olhando
para você", comentou.
O presidente do CIEE advertiu: "O jovem não deve ser covarde. Precisa ser
corajoso e arriscar, mesmo que, como eu, "quebre a cara", afirmou ao comentar
uma de suas passagens pela vida profissional.
O evento também marcou a presença de alunos dos cursos de Administração de
Empresas de faculdades da grande São Paulo. Para a futura administradora de
empresas, pela FECAP, Amanda Pagliari, "ouvir as palavras do professor Paulo
Nathanael trouxe alento, uma injeção de ânimo e motivação a todos".
Alunos da Universidade São Judas reafirmaram a importância da promoção de
eventos como o Caminho das Pedras, Pedras no Caminho. "É muito importante para
nós, jovens em início de carreira, participar desses encontros, conhecermos a
trajetória de grandes executivos e aprender com essas histórias" afirmam Erik
Alfred Fiuza e Giovani de Lima Conidi, ambos da USJT.
"No formato roda-viva, em ambiente informal e lúdico, dos nossos encontros
participam grandes administradores e executivos que falam para uma platéia jovem
sobre a sua história de vida, carreira e o que fizeram para chegar à posição
atual. O objetivo é ajudar jovens administradores a traçar os rumos para suas
carreiras", comenta Aldo Ferrari, presidente do Comitê Jovens Administradores.
Doutor em Educação, administrador e economista, Paulo Nathanael Pereira de Souza
caminhou por uma longa jornada até chegar à posição atual. Começou sua carreira,
ainda jovem, como professor em uma escola pública e hoje ocupa a presidência de
uma das mais respeitadas instituições ligadas à inserção de jovens no mercado de
trabalho, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), que trabalha com
estagiários, e mais recentemente com jovens aprendizes. Foi também Secretário
Municipal da Educação e Cultura, Reitor da Universidade São Marcos e
Superintendente da Bienal de São Paulo.
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Fernando Silveira
Quarta, 2 de Julho de 2008
A negociação é um evento no qual você entra buscando um acordo mutuamente
satisfatório cujo resultado - por mais difícil que pareça ter sido para
alcançá-lo - deverá ser o mais otimizado possível, gerando satisfação pelo
alcance ou superação dos seus objetivos.
Nem sempre isto é fácil. O dia-a-dia da negociação mostra que muitas vezes você
terá pela frente um negociador duro, difícil de convencer e de trazê-lo para
concretizar um acordo.
Para superar estas dificuldades negociadores experientes e de sucesso possuem um
rol de ações as quais podem fazer a diferença em um encontro. Creio ser oportuno
você conhecer algumas delas instrumentando-se para obter resultados cada vez
melhores em suas negociações. Vejamos:
1 - Fazer a preparação
Toda negociação tem três etapas que determinam o fluxo positivo do seu processo:
a) planejamento das ações, b) execução do evento e c) controle dos resultados.
Logo a preparação é o ponto de partida: você só poderá negociar se tiver
condições de planejar detalhadamente, conhecendo não só o objeto e as
alternativas para a implementação do evento como também tendo acesso a todas as
variáveis internas e externas que o influenciam, sejam elas,
econômicas, financeiras, políticas, sociais, ecológicas e outras que se
fizerem necessárias.
2 - Conhecer seu potencial
Por mais tecnologia que se agregue deve-se ter em conta que a negociação é um
evento fortemente influenciado pela dimensão humana e a verdade é que direta ou
indiretamente todos negociam: seja em casa, na faculdade, no clube, na
comunidade, no trabalho, etc. O resultado objetivo é que você possui um
determinado potencial derivado da sua vivência pessoal e profissional . Para
obter mais consistência em suas negociações será importante você estar
conscientizado do seu próprio potencial para poder buscar a melhoria contínua em
suas ações. Para tanto faça uma auto-avaliação de seu talento natural e
experiência acumulada.
3 - Ser empático
Colocar-se no lugar do outro, buscar identificar seus objetivos pessoais e
profissionais, avaliar o perfil negociador, descobrir os interesses por trás das
posições pessoais e separar as pessoas dos problemas são ações que você
executando com propriedade ajudarão muito na condução do evento e no controle
dos resultados. Leve sempre em conta o perfil do outro negociador procurando
conhecê-lo como pessoa e como profissional. Isto lhe dará uma visão holística
facilitando uma abordagem estratégica.
4 - Agir e exigir ética
Peter Drucker disse: "quanto mais bem sucedido for o administrador maior
terá que ser sua integridade" para que sirva de estímulo e exemplo aos outros.
A Exxon Education Foundation após longos estudos concluiu que "a ética aumenta a
produtividade, reduz conflitos e reforça a instituição. Uma sólida base ética
ajuda os administradores a conviverem com abruptas mudanças".
Você negociando e exigindo ética nas negociações capitalizará credibilidade,
respeito, confiança e servirá de exemplo para os demais.
Siga os quatro passos apresentados por Eric Harvey, em "Walk the talk":
1- Exija e aja com respeito, responsabilidade e resultados; 2- Saiba dizer não
às abordagens anti-éticas ; 3- Procure administrar criteriosamente as situações
conflitantes e 4- Aja de acordo com o que você diz e afirma.
E finalmente uma ação que pode determinar o sucesso ou insucesso em uma
negociação:
5 - Ouvir e fazer-se ouvir
Ouvir na negociação é algo mais que simplesmente escutar. Trata-se da habilidade
para reconhecer as mensagens do interlocutor, decodificando-as, interpretando-as
e dali identificando o que é determinante ao processo na busca de um acordo.
Se você é um bom ouvinte, ótimo! Mas é necessário que você procure fazer do
outro negociador também um bom receptor para suas mensagens pois assim
abrir-se-á a possibilidade de sinergia e cooperação que levarão ao entendimento
rumo ao fechamento da negociação.
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