Tom Coelho
Terça, 4 de Novembro de 2008
“Em uma crise, quando as pessoas são forçadas a escolher entre diversos tipos de
ação,
a maioria escolherá a pior ação possível.”
(Lei de Rudin)
É sempre assim. Quando uma crise qualquer ecoa em uma empresa, quem paga o pato
é o cafezinho! Explico-me.
Tenho conduzido processos de reestruturação em empresas ao longo dos últimos
anos. E o receituário para corporações em conflito passa necessariamente pela
redução de custos.
Assim, procuro focar os cortes em ações significativas, atacando desperdícios e
despesas supérfluas, revendo contratos de fornecimento, cuidando com atenção das
despesas financeiras e, em especial, coibindo abusos da alta gestão por meio de
uma nova cultura. Isso significa separar gastos pessoais de corporativos, no
caso de pequenas e médias empresas, e adotar critérios mais rigorosos para
pagamento de bônus e concessão de benefícios, nas empresas de grande porte.
Todavia, há ainda quem inicie um plano de estabilização pela extinção do café
servido na copa, seguido da suspensão de treinamentos e programas de qualidade
de vida, meio ambiente e sustentabilidade, propaganda e promoção, e até pesquisa
e desenvolvimento. Claro que no final da linha está projetada uma indefectível
onda de demissões, varrendo a empresa e assombrando os trabalhadores.
Em tempos de crise propalada como a que ora experimentamos, quando a panacéia
toma conta não apenas dos mercados financeiros, mas também da cabeça dos
gestores de empresas, cegando-lhes diante da realidade dos fatos e ceifando-lhes
a racionalidade, há que ter ponderação, bom senso, prudência e visão de futuro.
Porém, a posologia míope adotada por muitos gestores coloca em um mesmo saco
despesas operacionais e investimentos. Os aumentos de produtividade auferidos
por meio de programas de capacitação são esquecidos. Os ganhos intangíveis de
médio e longo prazo decorrentes de programas de qualidade de vida são
desconsiderados. A melhoria na imagem institucional em função de ações
relacionadas ao desenvolvimento de uma cultura de sustentabilidade é ignorada.
Iniciativas que demandaram meses ou anos para serem planejadas, estruturadas
e implementadas são abortadas. Assim, jogam no lixo não somente o investimento
realizado, mas também o entusiasmo, o comprometimento e as expectativas das
pessoas envolvidas. A mudança nas regras do jogo desequilibra o sistema. A
confiança, esteio das relações, é abalada com severidade.
No exato momento em que a comunicação precisa ser reforçada, campanhas
publicitárias são suspensas. Quando novas tecnologias e processos precisam
florescer, a inovação recrudesce.
Por fim, ocorrem as demissões irracionais, úteis apenas para enviar cérebros que
conhecem o negócio, o mercado e a empresa para os braços da concorrência.
Não estou minimizando a conjuntura atual, mas apenas lhe conferindo a dimensão
adequada. A economia sofrerá uma contração graças ao princípio da profecia
auto-realizável: o pessimismo vai permear todo o sistema, reduzindo crédito,
investimento e consumo em cadeia.
Algumas atividades sofrerão retração decorrente de menor demanda; a agricultura
poderá sofrer perdas se, por ocasião da colheita, os preços vigentes não
remunerarem o maior custeio atual da safra; há empresas que pagarão o preço por
terem apostado em operações com derivativos quando deveriam ter focado sua
atividade-fim. Mas não me venham com essa balela de real depreciado porque a
cotação do dólar está há meses aquém de um patamar mínimo aceitável, nem com
essa retórica de depressão econômica mundial iminente.
O que falta aos gestores – públicos e privados – é primeiro questionar onde, de
fato, a crise está aportando. Depois, identificar as oportunidades ocultas. E,
finalmente, diante da necessidade de ajustes, procurar cortar as gorduras – e
não a carne.
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Alexander Baer
Quinta, 16 de Outubro de 2008
Qual é a importância de ser comunicativo e saber “vender seu peixe”? Ora, essa é
a saída quando se está diante de um mercado que exige cada vez mais dos
profissionais, como o atual. Hoje, para ter sucesso, é necessário conhecer o
próprio “produto”, saber seu preço, estabelecer metas, identificar sua posição
no mercado, quem é seu cliente e então se comunicar com ele, divulgando e
fortalecendo a própria “marca”. Em outras palavras, é preciso fazer marketing
pessoal.
Conhecer suas qualidades e defeitos e explorar o que há de bom no seu perfil:
essas ações são a essência do marketing pessoal. Profissionais que se valem
delas são mais produtivos e vendem mais. Em via oposta vão os que pensam que o
marketing pessoal se resume ao uso de roupas adequadas a cada ocasião e à
passagem por cursos de oratória.
Essas são apenas duas etapas do processo, já que a execução completa deste
requer autoconhecimento e conhecimento do seu público-alvo. Isoladamente, elas
não são capazes de assegurar uma posição profissional. Com esse intuito, é
preciso se preocupar com o auto conhecimento e desenvolvimento, o aprimoramento
da inteligência emocional, o planejamento estratégico pessoal e profissional, o
comprometimento com objetivos e resultados, o espírito de equipe, entre outros
tópicos que sustentam a eficácia do marketing pessoal.
Conteúdo também é muito importante. Sem ele, qualquer chance de visibilidade
pode ter efeito nulo. Tomemos como exemplo o caso de pessoas que conseguem, em
determinado momento, grande exposição em programas de televisão e que, sem saber
se aproveitar disso, voltam rapidamente para o absoluto anonimato. Para evitar
situações como essa, o segredo está na comunicação de qualidade. São fatores a
favor dela:
1. Ter sempre o currículo atualizado.
2. Identificar e conhecer muito bem o produto chamado “você”, suas habilidades,
competências, diferenciais, forças e fraquezas.
3. Ter muito claro quanto você vale, pois se você não se valorizar ninguém irá
fazê-lo.
4. Mapear todos os seus clientes em potencial: família, amigos, colegas de
trabalho – na igreja, no jogo de futebol, no shopping, nas palestras, cursos e
assim por diante.
5. Vender seu peixe:
- Tendo sempre um cartão de visita com celular, e-mail e empresa (se for o
caso);
- Esforçando-se para transmitir uma imagem adequada, tanto no aspecto estético
quanto comportamental.
- Sendo atencioso e educado.
- Ouvindo muito, prestando atenção às pessoas, olhando dentro dos olhos.
- Falando, sem medo nem arrogância – para que as pessoas o conheçam melhor.
- Ajudando os que realmente precisam de você.
- Proferindo palestras na igreja, em comunidades, na faculdade, e arriscando
sempre para que você vença a timidez caso esta seja uma limitação sua.
- Relacionando-se com pessoas de sua empresa e de mercados afins, sem esquecer a
troca de cartões de visita.
- Enviando textos seus, de opinião, para jornais de bairro, veículos de
comunicação de sua empresa ou revistas especializadas de sua cidade, região ou
até de abrangência nacional.
- Tentando se fazer fonte de referência para jornalistas.
- Sendo 100% ético (nunca a ética esteve tão valorizada).
- Usando sites de relacionamento de forma profissional e madura, sem expor,
nunca, sua vida privada.
- Mandando e-mails com notícias e informações relevantes para sua network e
participando de grupos de discussão, para manter vivo o contato com as pessoas e
fazê-las lembrar de sua existência.
- Ligando para os amigos periodicamente, e não somente quando se está
desempregado e precisando deles.
- Sendo proativo.
- Investindo, de forma equilibrada, tanto em seu conhecimento como em sua vida
pessoal.
Siga essas dicas e comece a aparecer agora! Afinal, de nada adianta ser o melhor
profissional desconhecido do mundo.
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Charlyton Vasconcelos
Domingo, 5 de Outubro de 2008
Atualmente a tarefa de administrar apresenta variáveis e situações incertas e
desafiadoras. O cenário que se projeta é de um sem-número de variáveis e
transformações carregadas de ambiguidades e de incertezas. O Administrador se
defrontará com problemas multifacetados e cada vez mais complexos com sua
atenção disputada por eventos e por grupos situados dentro e fora da empresa que
proporcionarão informações contraditórias, complicando o seu diagnóstico
perspectivo e a sua visão dos problemas a resolver ou das situações a enfrentar.
São exigências da sociedade, dos clientes, dos fornecedores, dos agentes
regulamentadores. São os desafios dos concorrentes, as expectativas da alta
administração, dos subordinados, dos acionistas, dos governos, das organizações
não-governamentais.
Todas essas exigências, desafios e expectativas exigirão do Administrador uma
combinação adequada e consistente das habilidades técnicas, humanas e
conceituais, ora de cunho especializado, ora de cunho generalista.
A Administração, por e através de seus agentes cada vez mais, necessitará
compreender as normas, valores e visões do mundo dos colaboradores diretos,
grupos, unidades e de toda a organização. A compreensão de tais questões formam
a base a partir da qual se visualiza o futuro e se decide sobre os novos
conhecimentos que são legítimos e os que não são. Trata-se, portanto, de algo
que ultrapassa a mera referência à visão/missão da organização, descrição de
postos de trabalho, organograma e ferramentas a serviço da organização. As
pessoas participam e contribuem para o seu conhecimento, para o conhecimento da
organização onde trabalham, para a família, a igreja, o clube social, etc. Todas
essas experiências de mão dupla influenciam a maneira de ser da organização onde
trabalham e vice-versa.
A inovação e a criatividade organizacional serão tão importantes para a
Administração quanto é hoje considerado o processo administrativo de planejar,
organizar, dirigir e controlar.
Caberá a Administração, tornar o conhecimento cada vez mais produtivo. Uma coisa
é certa. Esse capital intangível provocará na estrutura de cargos, nas carreiras
e nas organizações, mudanças tão dramáticas como as que resultaram na mudança da
produção artesanal para a produção em série com a Revolução Industrial,
operacionalizada por Taylor e seus seguidores.
O desenvolvimento do conteúdo informativo das atividades profissionais, a
difusão das ferramentas de tratamento de informação e sua inserção em uma rede
de informações e comunicação, desaparecerão progressivamente com as fronteiras
tradicionais entre outros setores (produção, armazenagem, distribuição),
favorecendo a mobilidade entre os empregos, até agora separados em categorias
isoladas. Assim, o trabalho estará crescentemente mais abstrato, mais
intelectualizado, mais autônomo, coletivo e complexo. Cada vez mais, as funções
diretas e indiretas estarão sendo incorporadas pelos sistemas técnicos e o
simbólico se interpondo entre o objeto e o conteúdo do trabalho. O próprio
objeto do trabalho torna-se imaterial numa nítida constatação da migração de uma
atividade centrada na competência técnica para uma competência interpessoal e
conceitual.
Aos que estudam, desenvolvem e praticam Administração, caberá uma participação
significativa no desenvolvimento da idéia de solidariedade. Segundo Drcker a
administração por essência envolve participação e parceria para que as coisas
possam acontecer.
No que se pode entender segundo o filósofo Peter Drucker a grande palavra do
século XXI deverá ser a solidariedade. O profissional não pode estar alheio a
este fato. A globalização tem efeitos tremendamente espetaculares, o que pode
aumentar nossa riqueza na comunicação, nos conhecimentos que estamos
desenvolvendo, na geração do conhecimento. Porém, esses processos também
conduzem ao aumento de desigualdades sociais e nisto a questão da cidadania, a
reação do profissional com a cidadania é cada vez mais importante.
Demasiadamente influenciadas pela eficiência econômica, os profissionais muitas
vezes se esquecem de que têm que buscar a igualdade social em suas gestões têm
que buscar, também, fortalecer a cidadania e fortalecer a igualdade social.
Enfim, o que se pode ver no pensamento de Drucker é a eterna filosofia, a eterna
procura de formas, conceitos e atos que contemplem a humanidade com valores que
lhe são caros como sustentadores de tal humanidade. Tal qual os clássicos,
Drucker se lança a frente do que está posto, daquilo que cerceia o homem, ou
seja, da ignorância e do egoísmo.Não podemos dizer que Drucker trás receitas
milagrosas, e nem poderia faze-lo pois os limites de todo pensamento é dado
pelas fronteiras da sociedade em que vivemos, a sociedade capitalista e que tem
o individuo como referência.
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Sérgio Dal Sasso
Domingo, 7 de Setembro de 2008
Se tivesse que ensinar algo a alguém, talvez dissesse que tudo tem a ver com o
formatar da direção, completando-a com o que se pode adicionar para os avanços
(força pessoal, treinamento intelectual e vontade) e assim reforçar seu sentido
de execução tática até que tudo seja incorporado dentro do que você pretende.
O que poderia valer mais: Saber dirigir de fato ou ser o melhor teórico
conhecedor das leis (que regulamentam a boa condução do que fazemos)? Nesse caso
se tivesse que optar por um dos dois, iria ser aquele que na prática aprendeu a
dirigir pela persistência até que a evolução me conduzisse por antecipação à
sensibilidade e conhecimento do saber desviar, do brecar e do acelerar para
distanciar-me dos problemas. Por outro lado teria a consciência contínua pela
necessidade de acrescentar os acessórios faltantes para completar as garantias
de seguranças e desenvolvimento ao já que vem sendo feito.
O encontrar da direção é muito mais profundo do que ter objetivos claros na
vida, ou mesmo qualificação adequada ao seu exercício. A direção define por onde
começamos e projeta possibilidades para que possamos chegar aonde queremos,
enquanto os objetivos são possibilidades mutantes que acompanham a própria
evolução da maturidade, decorrentes de erros e acertos versus resultados.
Sua trajetória deve ser enriquecida para uma formação variável de
possibilidades, que garantam percepções de que diferentes caminhos podem ser
usados, para superar os desvios e atingir os objetivos compostos pela direção.
Querer ser o melhor dos melhores (novamente uma tese temporária) está pela
perspectiva de conseguirmos alcançar a própria visão analítica que destine as
direções, formulando equações longe das que só medicam, mas não curam e dos
modelos afirmativos dos que querem vender sua teses, do tipo assino, mas não
garanto ou executo.
“O ADMINISTRAR USA E MUITO AS CIÊNCIAS EXATAS, MAS MESMO A MATEMÁTICA OFERECE
INÚMERAS ALTERNATIVAS PARA PODER FAZÊ-LO CHEGAR (EM MUITAS VÊZES) ANTES QUE OS
OUTROS TENHAM SEQUER PENSADO EM INICIAR”.
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Débora Martins
Sexta, 22 de Agosto de 2008
Ainda está nervoso?
Calma, calma. Estou aqui para ajudá-lo. No primeiro texto falamos sobre
comportamentos. Lembra? Chicletes, celulares, acompanhantes e procedimentos
inconvenientes. Chegou a hora de falar sobre aparência, algo que envolve todo o
conjunto: vestimentas, perfumes, aparência física, etc.
Insisto para que preste atenção a este comportamento e não corra riscos. Você é
bom! Só precisa aumentar suas chances de sucesso frente à acirrada competição
que, mais do que nunca, se intensifica no mercado global.
- Comparecer à entrevista vindo direto da balada
No meu tempo dizia-se noitada... Bem, não faz muito tempo assim. Enfim, as
impressões que ficam ainda são as mesmas. Comparecer à entrevista com a cara
amassada no meio da semana pode assustar o selecionador. Cheirando a álcool,
então, nem merece comentários.
- Comparecer de chinelo de dedo
A mocinha era linda e super descolada, mas a vaga era para recepcionista de uma
rede internacional de hotéis. A questão é que depois da entrevista inicial ela
deveria seguir imediatamente para uma segunda etapa do processo no próprio
hotel. Sinto muito, mas chão de mármore e arabescos não combinam com chinelos de
dedo. O candidato deve estar preparado para causar uma boa impressão em qualquer
ambiente. Aparência conta sim!
- Vestimentas muito ousadas ou extravagantes
Decotes, saia e calças muito justas, tecidos transparentes e cores berrantes.
Como citei anteriormente, a aparência conta muito no momento da entrevista. As
empresas procuram por pessoas sóbrias e capazes de executar atividades que
contribuam para o crescimento da organização. Aí você pergunta: vão me julgar
pela roupa? Sim! Eles ainda não te conhecem, não sabem da sua capacidade. De
acordo com suas roupas podem fazer outro juízo de você. Portanto, procure
trajar-se de forma conservadora. Mas lembre-se de se sentir à vontade e manter
seu estilo, sem exageros.
- Cuidado para não exagerar no perfume
Realmente perfume é algo muito pessoal. Inclusive certos tipos, que exigem hora
e lugar para serem usados. Minha amiga Iolanda Moura, por exemplo, recentemente
tirou minhas dúvidas e até sugeriu uma lista de fragrâncias e como usá-las de
forma adequada. Bem, se você não tem ninguém para orientá-lo o melhor é lembrar
que quando estamos em busca de emprego vamos lidar com vários tipos de pessoas e
freqüentar diversos ambientes. Portanto, seja marcante, mas por seu conteúdo.
Hoje ficamos por aqui. Sim, vale lembrar que muitas vezes uma aparente e pequena
agência de empregos pode ter como cliente empresas multinacionais. Pense nisso!
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