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Marketing - A Questão da Tradução para o Português

Quinta, 31 de Maio de 2007
Não obstante, em alguns setores acadêmicos mais tradicionalistas e conservadores, permanece o desejo respeitável de nacionalizá-la, i.é, dar-lhe tradução mais "pura" em nosso idioma, o que se tenta desde meados da decada de 40, quando o termo norte-americano foi introduzido no Brasil.

Neste texto registram-se as principais ocorrências nesse sentido, dicionarizadas.

MARKETING - Principais definições formais

São muitos os enunciados das definições de Marketing, pelos diversos autores. Contudo, as variações ocorrem mais na forma vocabular do que no significado essencial.


Definição-padrão

Recomenda-se tomar como padrão o enunciado mais difundido universalmente e, portanto, consagrado, que é o da AMA - American Marketing Association:

- Marketing é a execução das atividades de negócios que encaminham o fluxo de mercadorias e serviços, do produtor aos consumidores finais industriais e comerciais.

A esta definição básica, para melhor elucidação, gostaríamos de acrescentar dois adendos de autores renomados:

l) Adendo Gerencial, de Jerome McCarthy:
"... de maneira a satisfazer clientes e a realizar cs objetivos da empresa."

2) Adendo societal, de Philip Kotler:
"... observando sua responsabilidade de garantir o bem-estar do consumidor e do público, a longo prazo".

Definições diferenciadas de Mercadização, Mercadologia e Merceologia

Desde meados da decada de 40 buscou-se, no Brasil, traduzir Marketing para o vernáculo.

Dessas buscas resultaram as definições registradas no "Glossário de Mercadologia" da Fundação Getúlio Vargas - F.G.V., de 1962, o qual distingue os três termos, a saber:

1) Mercadização
Exatamente igual à definição da A.M.A. citada acima.
Portanto, Mercadização á a atividade, o fazer.
Exemplos:
Fulano é o Gerente de Mercadização da Empresa X.
O plano de Mercadização da empresa é ótimo.

2) Mercadologia
Estudo sistemático da Mercadização, quer sob os aspectos descritivos ou analíticos.
Portanto, Mercadologia é o estudo, o saber.
Exemplo:
Fulano é Professor (ou estudante) de Mercadologia.
O curso de Mercadologia desta Escola é um dos melhores.

A palavra Mercadologia aparece escrita pela primeira vez no Brasil no livro "Ciência da Administração", de Alvaro Moitinho, em 1947.

3) Merceologia
Planejamento dos bens econômicos a serem mercadizados, ou seja: planejamento do produto ou serviço certo, no local certo, no tempo certo, em quantidades certas e ao preço certo.

Portanto, nesta acepção, Merceologia é sinônimo perfeito de Merchandising.

Marketing: significado literal
A palavra inglesa Marketing é, a rigor, intraduzível ipsis verbis para o português, isto porque é um gerúndio, forma verbal nominal latina, que se perdeu em nosso idioma vivo e que equivaleria ao particípio do futuro passivo latino, deixando como traço residual a dessinência ndo(a).

A tradução mais próxima possível do literal seria uma expressão composta, algo assim como:

- Fazendo o Mercado
- Operando o Mercado
- Executando a Mercadização.

Cid Pacheco - Consultor Associado

Editor de www.cidpacheco.com.br

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O QUE É BI - BUSINESS INTELLIGENCE

Sabado, 14 de Abril de 2007
Um dos principais conceitos disponíveis atualmente no que diz respeito a gestão empresarial é o BI.

BI é um termo muito utilizado mas ainda pouco compreendido no mundo dos negócios. Podemos notar, pelas diversas definições que apresentaremos adiante, que o assunto está longe de apresentar uma definição única.

No site da Dall Piero - Agência de Inteligência Competitiva (www.dallpiero.inf.br) encontramos uma definição bem focada para BI:

"É o conjunto de softwares que ajudam em decisões estratégicas"

Segundo Carlos Barbieri, BI é, de forma mais ampla, "a utilização de variadas fontes de informação para se definir estratégias de competitividade nos negócios da empresa".

Uma das maiores fornecedoras de software para BI - MICROSTRATEGY - define BI como, "Injetar inteligência nas informações latente nas empresas para traduzir medidas tangíveis em estratégia e objetivos para a empresa".

Segundo Tyson (1997), "BI é um processo que envolve a coleta, análise e validação de informações sobre concorrentes, clientes, fornecedores, candidatos potenciais à aquisição, candidatos à joint-venture e alianças estratégicas. Inclui também eventos econômicos, reguladores e políticos que tenham impacto sobre os negócios da empresa. O processo de BI analisa e valida todas essas informações e as transforma em conhecimento estratégico"

A definição acima é a que mais se enquadra com nosso entendimento, fazendo apenas um adendo que para se montar uma ferramenta confiável para análise de informação se faz necessário ter equipamentos (hardwares) e, principalmente, sistemas de informação (softwares) compatíveis a estrutura e necessidade da sua empresa.

Conhecimento do negócio na era da competição global e das comunicações on-line, passou a ser chamado de BI ou IN (Inteligência de Negócios).

Como falamos anteriormente, a empresa deve traçar suas metas e possuir ferramentas compatíveis à estrutura da mesma, para então pensar em implantar um BI.

Já que inteligência é o resultado de um processo que começa com a coleta de dados e esses dados são organizados e transformados em informações, a empresa deve possuir ferramentas e estrutura compatíveis com o que deseja alcançar.

Falamos também sobre os SISTEMAS INTEGRADOS de GESTÃO (ERPs), mas como será que são armazenadas todas as informações que esses sistemas geram ao longo do tempo referente as operações de determinada empresa?

Um bom projeto de BI deve ser feito modularmente, isto é, com a construção de pequenos Datamarts (repositório de dados departamentais. Por exemplo, datarmat de marketing), cujos resultados sejam rapidamente visíveis.

Uma abordagem mais corporativa, que vise a construção de um grande DATAWAREHOUSE corporativo, já mostrou ser um grande risco, pois o projeto torna-se demasiadamente longo (mais de um ano) e caros (centenas de milhares de dólares).

Ao mesmo tempo, um projeto com abordagem departamental deve ser feito com cuidado para que haja integração total entre os datamarts e não haja retrabalho.

Como se pode observar, um projeto de BI é bastante complexo e deve ser feito a partir da análise das informações do cliente.

Mas nem sempre a implantação do BI é um bom negócio. Existem muitos casos de fracasso. Geralmente isso acontece quando há falha da integradora ou consultoria que implementa o projeto, por permitir que a empresa organize os dados sem antes estabelecer qual é a prioridade e que tipos de benefícios espera conseguir. Pelo fato de não atuar em pontos estratégicos, o sistema acaba sendo pouco utilizado e não se obtém o retorno esperado sobre o investimento.