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RESILIÊNCIA E GRATIDÃO

Quinta, 2 de Outubro de 2008
De acordo com o Aurélio, resiliência é a propriedade que determinados materiais apresentam de voltar ao estado natural tempos depois de sofrer alguma deformação. No caso dos seres humanos, resiliência está associada à capacidade de alguém retornar ao estado normal depois de passar por um choque emocional ou dificuldade de qualquer natureza.

Todos os dias a capacidade de resiliência do ser humano é testada, razão pela qual resiliência é a palavra de ordem para o seu desenvolvimento profissional e pessoal. Quanto maior a sua capacidade de resiliência, maior a chance de você crescer interiormente, conquistar seus objetivos e sair fortalecido para os inúmeros desafios que a vida vai apresentar até o fim da sua experiência terrena.

Por experiência própria, posso dizer que a capacidade de resiliência do ser humano é inesgotável. Por inúmeras vezes eu me vi em situações que pareciam irreversíveis, no âmbito pessoal e profissional. Há muito tempo eu tomei o carro emprestado de um colega de trabalho, dois dias depois de ele ter cancelado o seguro. O dia estava chuvoso e, apesar de todas as recomendações, você deve estar imaginando o que aconteceu.

Minha inexperiência no transito curitibano provocou um prejuízo que eu levaria alguns anos para pagar, entretanto, quando eu acreditava que o mundo ia desabar e tudo estava perdido, por conta do acidente, problemas de saúde e uma série de dívidas acumuladas, uma grande alma apareceu na minha vida e mudou a história dos acontecimentos.

A despeito de todas as dificuldades encontradas ao longo do caminho, eu procurei cultivar a maior de todas as virtudes: a gratidão. Eu havia confidenciado para essa boa alma o meu drama e, praticamente um mês depois do ocorrido, recebi um cheque polpudo na época, fruto de uma “vaquinha” organizada junto aos colegas de trabalho com intuito de amenizar o meu sofrimento. Seu nome é José Moraes de Barros Neto, um grande ser humano, além de mentor, por quem eu tenho a maior consideração embora ele já tenha partido desse mundo.

Inúmeros obstáculos eu encontrei pelo caminho, mas a vida foi generosa comigo. Vim para Curitiba com a cara e a coragem, dinheiro apenas para o básico, consegui trabalhar em oito empresas diferentes em trinta anos de carreira, não hesitei em abandonar um emprego para não perder outro mais promissor, tive a oportunidade de conviver com dezenas de chefes exemplares, outros nem tanto e, além de ter passado pela terrível experiência de demitir em torno de trinta pessoas durante a carreira, fui demitido também, graças a Deus, e aprendi muito.

Se isso não tivesse ocorrido, dificilmente eu teria direcionado esforços para a minha verdadeira vocação. Hoje eu posso dizer que nada mais me assusta, pois tenho convicção de que a resiliência faz parte da minha caixa de ferramentas pessoal para resolução de problemas. Todas as adversidades nos fazem crescer, portanto, basta uma simples convicção de que somos capazes e a nossa capacidade de resiliência se encarrega de recolocar nossa vida nos trilhos.

Segundo Montaigne, pensador francês, “os mais severos e freqüentes males são aqueles que a imaginação nos faz alimentar”, razão pela qual a maioria dos problemas está muito mais na nossa cabeça do que na nossa capacidade de solução. Problemas vão e vêm, portanto, não se preocupe com a origem, mas com a melhor forma de resolvê-los. Para todos os problemas a vida nos apresenta uma ou mais soluções desde que sejamos maiores do que eles.

Ser pessimista e desmotivado é fácil. Difícil ser agradecido depois de enfrentar situações que parecem ir além dos nossos limites. Ao praticar a gratidão, depois de cada problema resolvido, a resiliência fará parte da nossa consciência e vocabulário. Resiliência e gratidão é tudo o que você precisa para enfrentar as adversidades que o acompanharão durante toda a vida. Pense nisso e seja feliz!

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VOCÊ TEM IDO À TERRA DO NUNCA?

Sexta, 25 de Abril de 2008
J.M. Barrie criou a peça Teatral intitulada em Terra do Nunca, onde hoje muitos a conhecem como Peter Pan. Aquele garoto que não queria crescer nem ficar mais velho e vivia na Terra do Nunca. Lá as crianças jamais envelheciam, eram felizes e viviam aventuras maravilhosas. Podiam até voar desde que tivessem bons pensamentos.

Acredito que todos em algum momento já visitamos a Terra do Nunca. Seja em nossos sonhos durante a noite de sono, seja em nossos sonhos acordados em um momento de reflexão de nossas vidas. De alguma maneira, sonhamos poder ter ou viver um momento de alegria o qual normalmente encontramos distantes de nossa realidade.

Na Terra do Nunca Peter Pan era perseguido pelo Capitão Gancho. O motivo desta perseguição era simplesmente devido ao Capitão Gancho não aceitar o eterno sorriso esboçado na face de Peter Pan. A alegria demonstrada explicitamente por Pan em tudo o que vivia a cada segundo. Como Peter Pan conseguia viver em tanta alegria, harmonia e maravilhosas aventuras enquanto o Capitão Gancho não tinha as mesmas oportunidades?

Podemos encontrar em parte pessoas que não compreendem ou não aceitam nossas alegrias e nosso bom humor. Há aquelas que dedicam mais tempo para julgar nossas atitudes a melhorar o próprio comportamento em busca da própria felicidade. Isso sem contar as que querem o que temos não para se realizarem, mas para se compararem ou se sobressaírem sobre outras pessoas. Assim como o Capitão Gancho, não possuem bons pensamentos ou alegria em suas vidas e também não tentam conseguir de uma maneira saudável.

Seguir o conselho de Peter Pan e ter bons pensamentos nos levará a voar através de nossos sonhos, conscientemente ou não e encontraremos a felicidade. Biologicamente nosso corpo se envelhecerá com o passar dos anos, mas nosso espírito seguirá a escolha pelo nosso modo de vida. Poderemos ser jovens eternamente e curtir a vida com alegria, bom humor, diversão e incontáveis aventuras.

O tempo nos persegue, assim como o Crocodilo Tic Tac da história perseguia o Capitão Gancho. Tic Tac era o crocodilo que tinha engolido a mão do Capitão Gancho quando ela havia sido cortada em uma luta com o Peter Pan. O crocodilo também havia engolido um relógio o qual lhe rendeu tal apelido. Quando se ouvia "tic tac... tic tac" sabia-se que o crocodilo estava por perto.

O crocodilo do tempo nos persegue constantemente. Extinguem-se os ponteiros dos relógios que tilintam os tic tacs, mas permanecem os milionésimos de segundos que nos obriga a correr diariamente. Correr para realizar nossas atividades do trabalho, da escola, da faculdade ou em busca do sono.

Deixamos o tempo comandar nossas vidas amedrontadas por este monstro que nos domina. O tempo nos informa se é tempo de brincar, estudar, trabalhar, namorar, sonhar, realizar ou viver. Tudo tem o tempo certo para acontecer. Jamais temos tempo a perder. Não se recupera o tempo perdido, assim como o pêndulo de um relógio não vai e volta... ele sempre vai. Cada "tic" e cada "tac" é um segundo que já se passou... para a esquerda ou direita, o tempo sempre está indo.

Histórias infantis e peças teatrais à parte jamais deveríamos abandonar a Terra do Nunca. É nela que realizamos nossos sonhos mesmo que por alguns segundos. Preciosos, eternos e irrecuperáveis segundos.

É nela que através de bons pensamentos conseguimos voar e ir além de nossos limites, de nossos medos e de nossas inseguranças. Não envelhecemos e não crescemos, porém não significa que não aprendemos, não evoluímos ou não nos tornemos melhores.

De nada adianta uma fruta de casca bonita mas com o fruto estragado. Não nos alimentará. Da mesma maneira não nos satisfaremos com uma boa aparência, roupas ou vários bens, mas com nosso coração, auto-estima e amor próprio estiverem ressecados ou estragados. É como diz o ditado: "mente são, corpo são".

Dedique mais tempo a você, reflita, viaje a sua Terra do Nunca diariamente e desperte a felicidade em sua vida. Tenha bons pensamentos e voe sobre os Capitães Gancho que estão a sua volta e lutam contra sua alegria. Continue sorrindo e não tente derrotá-los mas sim se divertir com eles, afinal, derrotá-los acabaria com suas aventuras e perderia a graça.

E o crocodilo do tempo? Tic tac tic tac tic tac... sempre perseguirá a todos, mas enquanto você estiver em busca de seus sonhos, ele jamais o alcançará, porque tudo tem o tempo certo, e o seu tempo é você quem o define, basta acreditar e ir de encontro aos seus sonhos. Tenha bons pensamentos e voe em busca de sua alegria!

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Matriz BCG em Marketing

Sexta, 12 de Outubro de 2007
A matriz BCG (Boston Consulting Group) é usadas como ferramenta em Marketing para analisar um portfólio de produtos ou unidades de negócios, com um conceito similar ao do Ciclo de vida do produto, tem o objetivo de criar Valor em um longo prazo, mas também a empresa deve ter em seu portfólio uma gama de produtos que variam entre os produtos com grandes crescimentos no mercado e aqueles que estão praticamente estáveis em crescimento.

Com o uso da matriz BCG pode-se avaliar a posição ou tomar a decisão necessária para que um produto permaneça ou não em um mercado, mas não basta somente olhar para a matriz e decidir, existem fatores que podem influenciar na tomada de decisão de uma empresa e perpetuar produtos que não estão mais em crescimento ou até mesmo causem uma certa perda para a organização, mas que por estarem fixados na mente e gosto do consumidor não podem ser retirados do mercado.

Ao observar a matriz BCG pode-se notar que suas dimensões são:

  • Crescimento de mercado: basicamente é como o produto lançado atingiu o público-alvo, ganhou força com o aumento das vendas e consegue ampliar a fatia de consumidores com um esforço relativamente algo em seu início, mas que irá diminuir ao longo do tempo;



  • Participação relativa de mercado: é a fatia conquistada, quanto mais consumidores estiverem adquirindo o produto, melhor, mas há o risco do produto tornar-se um problema para a empresa.


Quanto ao posicionamento diante da matriz BCG, podem ser definidos como:

  • Em questionamento (também conhecido como Ponto de Interrogação ou Criança Problema): com uma característica muito ruim, na verdade a pior de todas, quanto ao seu fluxo de caixa, com muito pouco ou nenhum retorno e muito investimento, conquista uma baixa participação no mercado; quando não há a tomada de decisão para mudar a participação no mercado, o produto consome um grande investimento e pode tornar-se um abacaxi para a empresa;



  • Estrela: necessita de grandes investimentos e estão sempre em destaque no mercado (líderes), geram uma boa receita e podem ter um equilíbrio no fluxo de caixa, também pode tornar-se uma vaca leiteira quando não há perda de mercado;



  • Vaca leiteira: com bons lucros e fluxo de caixa, possui um crescimento de mercado baixo, poucos investimentos devem ser realizados e pode representar a base em uma empresa;



  • Abacaxi (também conhecido como Cachorro, Vira-lata ou Animal de estimação, "expressões que não traduzem bem o conceito em Português"): estes produtos devem ser evitados ou minimizados em empresas, com exigência de altos investimentos em recuperação, o investimento deve ser feito caso haja a possibilidade de recuperação diante do mercado, caso contrário deve-se abandonar, mas pode ser necessário mantê-lo por exigência de um grupo de consumidores.


Matriz BCG



Algumas desvantagens podem ser notadas, como:

  • Alta participação de mercado não é o único fator de sucesso;



  • Crescimento de mercado não é o único indicador de atratividade de um mercado;



  • Às vezes um "abacaxi" pode gerar mais caixa que uma "vaca leiteira".


De acordo com Bruce Henderson (criador da matriz BCG): "Para ter sucesso, uma empresa precisa ter um portfólio de produtos com diferentes taxas de crescimento e diferentes participações no mercado. A composição deste portfólio é uma função do equilíbrio entre fluxos de caixa. Produtos de alto crescimento exigem injeções de dinheiro para crescer. Produtos de baixo crescimento devem gerar excesso de caixa.Ambos são necessários simultaneamente."

Colaborador: Rafael M. Menshhein

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O que é a Base da Pirâmide?

Quinta, 11 de Outubro de 2007
De acordo com as estatísticas cerca de quatro bilhões de pessoas vivem hoje no mundo com menos de dois dólares por dia. Durante os últimos 50 anos programas do Banco Mundial, dos governos das grandes nações, agências de desenvolvimento e ONGs das mais diversas, vêm assistindo essa enorme massa humana, sem, no entanto conseguir erradicar a pobreza e dar mobilidade social a todas essas famílias que formam o que os economistas chamam de: a Base da Pirâmide.

A frustração diante dessa incapacidade é que faz C.K. Prahalad iniciar seu livro "The Fortune at the Bottom of the Pyramid", com uma simples e revolucionária proposição: "Se nós pararmos de pensar nos pobres como vítimas ou como um fardo e começarmos as reconhecê-los como empreendedores resilientes e criativos e consumidores, um mundo novo de oportunidades se abrirá."

De tão óbvia essa constatação chega a ser aparentemente absurda, mas Prahalad comprova em sua tese que esses quatro bilhões de pobres podem ser o motor para um novo círculo virtuoso para o comércio e a prosperidade globais.

A um só tempo desse desafio surgirão importantes inovações nas relações comerciais, nas indústrias e nas prestadoras de serviços que, para atender as demandas dos existentes na base da pirâmide terão de rever conceitos e trabalhar de uma forma colaborativa com organizações da sociedade civil e governos locais para servir seus clientes. Além disso, o desenvolvimento de mercado na base da pirâmide criará também milhões de empreendedores novos neste nível.

Prahalad apresenta sua visão para solução do problema como uma ação que envolve as seguintes partes:

  • Empresas privadasBase da Pirâmide



  • Agências de desenvolvimento e auxilio



  • Consumidores da Base da Pirâmide



  • Empreendedores da Base da Pirâmide



  • Sociedade Civil e governos locais.


Ele define os Doze princípios da Inovação para os Mercados da Base da Pirâmide como sendo as seguintes atitudes:

1. Concentre suas energias em preço-desempenho de produtos e serviços.

2. A inovação requer soluções híbridas (misturando velhas e novas tecnologias)

3. Como os mercados da Base da Pirâmide são imensos, as soluções por ele desenvolvidas devem ser escaláveis e transportáveis entre países, culturas e idiomas diferentes.

4. Redução da intensidade de recursos. Todas as inovações devem observar a conservação dos insumos (eliminar, reduzir, reciclar)

5. O desenvolvimento do produto deve começar por um profundo entendimento da funcionalidade, não apenas da forma.

6. Construção de infra-estrutura logística e de produção.

7. Adequar o trabalho necessário às aptidões existentes. O projeto deve levar em conta os níveis de qualificação, infra-estrutura deficiente e dificuldades de acessar serviços em áreas remotas.

8. Educar os consumidores ao uso dos produtos.

9. Os produtos devem funcionar em ambientes hostis (barulho, poeira, poluição, oscilações de voltagem, etc)

10. Interface de uso adaptável devido à heterogeneidade dos consumidores da base

11. Método de distribuição deve ser desenvolvido para alcançar tanto mercados rurais e urbanos.

12. Foco na ampla arquitetura do sistema (a plataforma) a fim de possibilitar a fácil incorporação de novas particularidades.

Aprofundando-se nas análises de C.K. Prahalad vamos descobrir algumas aplicações básicas e inovadoras para utilização junto ao mercado que está na Base da Pirâmide

· Esta estrutura fornece um ímpeto para uma participação mais ativa do setor privado em construir um sistema de marketing que transforme a base da pirâmide.

· Ajuda a reconsiderar e mudar a opinião, suposições e ideologias por muito tempo arraigadas.

· Fornece indícios para o desenvolvimento de produtos e serviços para os consumidores da Base da Pirâmide.

Benefícios do pensamento da Base da Pirâmide
Mesmo sendo em menor quantidade, existe dinheiro na Base da Pirâmide e movimentar essa quantia na direção do consumo exige atitudes diferenciadas.

Não podemos pensar em uma abordagem convencional. Devemos pensar em uma venda porta-a-porta, (como as Mulheres da Avon), quando os vendedores (as) difundem qualidade e avalizam marcas com maior eficiência por estarem no mesmo nível social, sendo portanto melhor aceitos.

A dualidade valor da marca e valor do dinheiro está arraigada junto as categorias de consumidores mais pobres. Tanto por serem mais fiéis quanto por necessidade de aplicar bem seus poucos recursos.

Ao contrário da visão popular, os consumidores da Base da Pirâmide estão se conectando e usando redes revelando que eles acolhem mais rapidamente tecnologias avançadas e apresentam uma maior demanda reprimida nesse segmento de mercado, tanto que as empresas de informática trabalham com ofertas de baixo custo e longo prazo e têm uma resposta imediata.

Condições para o desenvolvimento da Base da Pirâmide
O autor ensina que os pobres não podem participar dos benefícios da globalização sem um envolvimento ativo do setor privado e sem o acesso a produtos e serviços que representam os padrões globais de qualidade.

Mas é inegável que o mercado da Base da Pirâmide se abre como  espaço para expansão do setor privado e como um fórum para inovações. Portanto, quem quiser chegar até aqui devem abandonar as soluções velhas e experimentadas em outros estratos sociais.

Por tudo isso, os mercados da Base da Pirâmide devem se transformar numa parte integral do trabalho e negócio do setor privado. Devem estar em suas metas e não podem ser deixados e tratados apenas como uma iniciativa de Responsabilidade Social das empresas.

Ou seja, devem ser visto como novas oportunidades de bons negócios e não somente como uma atitude de benemerência.

Colaborador: Andrei Lima

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Como construir seu negócio antes de deixar o seu emprego

Quinta, 6 de Setembro de 2007
Assim como mergulhar de um trampolim de 10 metros (daqueles utilizados nos saltos ornamentais) pela primeira vez, deixar um trabalho estável para abrir seu próprio negócio pode ser algo um tanto assustador. É necessário estar preparado para este grande salto antes de simplesmente "pular sem olhar para baixo". Sendo assim existem maneiras seguras de alcançar o sucesso e aumentar as possibilidades de ser bem sucedido na abertura do novo negócio.

Para alcançar os objetivos é preciso antes de tudo determinar até que ponto é possível manter as duas coisas, conseguindo extrair o melhor de ambos os mundos.

Por que não utilizar a rede de relacionamentos criada ao longo de sua carreira de empregado e executivo até conseguir firmar seu novo empreendimento? Muitas das coisas que funcionam e que não funcionam em um empreendimento pode ser bem analisado nesta fase inicial, antes de se comprometer em tempo integral com este novo negócio. A idéia é tentar alcançar uma renda mínima suficiente para atender a manutenção de seu padrão de vida, antes de dar o pulo.

Seu Negócio



Não é um objetivo fácil de ser atingido, mas vale a pena o esforço.

Fazendo essa transição com naturalidade, tudo acontecerá mais facilmente, mesmo sendo sua primeira experiência como empreendedor.

Segue uma relação de dez perguntas a serem feitas, cujas respostas determinarão a hora exata de sair do trabalho para se dedicar 100% ao seu novo negócio.

1. Você tem um bom produto ou serviço a ser oferecido?
Uma idéia, uma amostra, um protótipo ou o simples gosto (ou aptidão) não contam. É necessário ter uma real oportunidade de negócio, que possa (ou deva) já entrar em funcionamento. Se possível, deve ser testado, e estar amparado por um sólido plano de negócios. Não vale a pena deixar o trabalho estável apenas por ter uma boa idéia na cabeça. Por isto é preciso planejar com segurança. Tenha, de antemão, uma visão clara dos custos do produto, para se possa ter uma idéia da rentabilidade do negócio como um todo. Conhecer bem todos os custos e despesas envolvidos (mesmo que superestimados no início) é fundamental para o sucesso do empreendimento.

2.Existem clientes reais?

Independente se os clientes são usuários finais, distribuidores, varejistas ou outras empresas. É preciso avaliar se de fato eles existem e têm interesse em comprar seu produto ou serviço. De nada adianta ter uma excelente idéia, se o publico consumidor não se interessar por ela.

3.Seu novo negócio possui um caixa suficiente para sustentar o negócio durante um longo período de baixa?
Com o negócio em funcionamento é necessário avaliar se o caixa é suficiente para suportar um longo período de recessão. Muitas empresas simplesmente quebram por não ter um caixa suficiente, mesmo que estejam vendendo bem. Avaliar e dimensionar com segurança o caixa da empresa fará com que você verifique melhor a sustentabilidade do negócio antes de abandonar seu emprego.

4.Seu negócio próprio será mais agradável e trará mais satisfação que o seu emprego?
Isto é mais fácil para as pessoas que simplesmente odeiam seu trabalho do que é para aqueles que se sentem satisfeitos no trabalho atual. É necessário ter uma paixão e entusiasmo excepcional pelo novo negócio, senão estará condenado ao fracasso. Isto é sempre verdadeiro se você for o responsável pelas vendas, por exemplo. É necessário amar o seu produto e ter certeza que ele é a melhor opção disponível. A atitude do proprietário afeta a empresa inteira.

5.Já fez uma análise da concorrência?
Se seu grande concorrente tiver recursos ilimitados, pode criar uma barreira de entrada para o seu produto, afetando assim a sustentabilidade de seu negócio. Por isto é importante manter os olhos abertos para a concorrência, sabendo diferenciar o seu produto e defender-se de eventuais ataques que possam acontecer. Por exemplo, na hora em que estiver tudo pronto para entrar em ação, o concorrente pode, simplesmente, baixar o preço do produto ou serviço, tornando sua entrada no mercado inviável.

6.O negócio não irá à quebrar nos próximos três anos?

Esta é uma realidade triste, mas verdadeira. A maioria das empresas não consegue alcançar uma vida muito longa. Na verdade, cerca de 50% dos novos negócios fecham suas portas ao final do segundo ano. Há muitas razões para que uma companhia feche suas portas, mas não alcançar lucro é obviamente o principal. Aqui é importante avaliar como o negócio está indo, saber ler o mercado e verificar se sua empresa está bem sucedida e preparada para eventuais crises. Não existe nada pior do que abrir uma empresa, o que por si só gera grandes expectativas e ter que fechar as portas dois ou três anos depois, para encarar novamente o mercado de trabalho.

7.Você tem a disciplina necessária para ser o dono do próprio negócio e seu próprio patrão?
Não possuir a disciplina necessária para manter ou perder a paixão pelo seu negócio pode fazer com que as coisas não saiam como esperado, tornando-se um desastre. Ser empreendedor é matar um leão por dia, literalmente. Quando se é empregado você se preocupa apenas em receber seu salário no final do mês. Como dono não. Precisa estar de olho nas vendas, pagar as contas, os salários, os impostos e ter controle sobre tudo o que gira em torno de sua empresa.

8.Você transformou-se em um especialista na sua área?
Deixar uma carreira de 20 anos na indústria de seguro para começar uma confecção pode ser arriscado. Todo conhecimento e expertise acumulados ao longo da carreira podem não ser suficientes para manter seu empreendimento. As habilidades são outras e o próprio ambiente do negócio é diferente. Neste caso é aconselhável tentar abrir um negócio numa área mais próxima de sua especialidade, desta forma a transição será facilitada. Além disto você irá aproveitar a credibilidade alcançada ao longo da carreira para tornar seu negócio sustentável.

9.Você tem um boa rede de contatos na área?
Uma rede de contatos produtiva é um grande recurso ao construir um novo negócio. Se você conhece as pessoas certas, nos lugares certos relacionados ao seu negócio, isto pode ser uma vantagem inicial para desenvolver sua nova empresa. Trabalhar o networking sempre é uma alternativa saudável para a organização e pode sempre representar novos clientes e novas vendas. Use sua rede para divulgar sua empresa e os resultados virão.

10.Você tem, e aceita conselheiros?
Escolha pessoas que podem lhe ajudar no seu desenvolvimento pessoal e também no desenvolvimento do seu negócio. Conselheiros, sejam eles outros empresários ou mesmo consultores podem fazer a diferença para o desenvolvimento de sua empresa. Estes conselheiros podem também ajudar a determinar quando incrementar ou encerrar seu negócio.

É necessário um auto-conhecimento muito grande para determinar a hora certa de sair do emprego e se dedicar integralmente a seu novo empreendimento. Por isto mesmo, é bom procurar desenvolver o novo negócio sob circunstâncias experimentais tanto quanto possível, ainda mantendo o seu trabalho. Você terá assim, mais tranqüilidade para desenvolver a nova empresa. Pode ser que nesta fase, o negócio não renda o esperado, mas sem dúvida neste período ele estará criando uma base sustentável para crescer de forma consistente no futuro.

Portanto a principal dica é: tente desenvolver seu empreendimento até chegar ao ponto em que você se veja forçado escolher entre seu emprego e o negócio.

Colaborador: Andrei Lima