
A indústria se mexe
Administrador
Terça, 22 de Maio de 2007
A última Sondagem Conjuntural realizada pela FGV do Rio junto a 1.075 empresas do setor da indústria de transformação - a pesquisa foi feita no mês de abril, em 24 estados da federação, em empresas que empregam no total um milhão e 135 mil trabalhadores - mostra que é forte a disposição para o investimento em capital fixo.
O dado mais importante é o que aponta a expansão da capacidade de produção como o principal motivo dos investimentos. Nada menos do que 47% dos entrevistados, quase a metade, apontou aquele motivo ao justificar o aumento de inversões. Isso é uma indicação das boas perspectivas de crescimento, conforme já observado pela FGV em outros anos de cenário otimista semelhante.
Já o aumento da eficiência produtiva foi o segundo motivo apontado na pesquisa (por 31% das empresas) para a realização dos investimentos. Já o ítem "substituição de máquinas e/ou equipamentos" justificou os investimentos para 16% dos entrevistados. Segundo a FGV, este é o maior percentual para o ítem desde o início da série histórica.
No geral, 34% das empresas responderam que estão investindo mais neste primeiro semestre de 2007 em comparação com o semestre anterior e o mesmo percentual de respostas projetam mais investimentos no segundo semestre deste ano.
Como se vê, parece que o câmbio não está impedindo as empresas de aumentarem seus investimentos. A rigor, o que está puxando o interesse das industrias é a perspectiva de expansão do mercado que tende a crescer na medida em que os juros vão caindo.
Mas os investimentos poderiam ser maiores, tornando mais pujante a economia brasileira. O que atrapalha é a carga tributária. Esse é para 49% das empresas entrevistadas o principal fator de inibição para o investimento físico este ano.
Fonte: Maria Clara do Prado
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