Depois de trabalhar durante 20 anos com turismo, Heide Zamboni achou que já era hora de ter uma empresa. O primeiro passo foi procurar uma rede de franquias. A parceria não deu certo e Heide resolveu seguir sozinha.

Em 2004, ela procurou vários consultores. Depois de dois anos de pesquisa e estudos, Heide formatou a própria franquia, num investimento de R$ 50 mil.

"Em cima daquele briefing que me foi passado, tentei me reorganizar um pouco mais. Então, somos uma empresa de aparência de pequeno porte, mas temos estrutura de uma grande empresa. Nós temos webdesigner, departamento de contabilidade, advogados. É uma empresa formatada, pois só assim poderíamos ser aprovados na ABF", explica Heide.

A empresária montou uma agência e tem três funcionários, cada um com sua própria mesa de trabalho. Nos computadores, eles têm à disposição os serviços de 148 empresas especializadas em pacotes turísticos, que incluem passagem, hotel e passeios.

"Qualquer pessoa que viaje vai ficar muito feliz, como sempre fiquei nas viagens que fiz", elogia a cliente Vilma Blanco Oliveira.

O espaço da agência também é utilizado para treinar os futuros franqueados. Durante duas semanas, eles acompanham o dia-a-dia da loja e tiram as principais dúvidas.

Em menos de um ano, Heide conquistou oito franqueados. Ela oferece dois formatos de negócio. Para quem pretende abrir uma loja, o investimento inicial é de R$ 23 mil. Mas, a maior procura é pela opção mais econômica, conhecida como Home Base.

Para montar uma franquia neste formato, ou seja, um escritório dentro de casa, o espaço nem precisa ser tão grande. O franqueado tem de ter pelo menos um computador, um telefone e um fax. O investimento inicial é de R$ 6 mil. As irmãs Cláudia e Paula Marchi, por exemplo, começaram a trabalhar no quarto delas.

"Nós acordávamos às 8h e começávamos a trabalhar às 9h. Das 9h às 18h nosso quarto se transformava em nossa empresa. Até que fomos crescendo, a procura foi aumentando e tivemos que abrir um escritório", conta Paula.

A franquia foi um presente dos pais para as filhas, Paula, de 23 anos, e Cláudia, de apenas 18.

"Valeu muito a pena, pois elas gostam demais. No horário certinho elas estão aqui e os negócios estão indo muito bem", elogia Rita Marchi, mãe das fraqueadas.

Leila e o marido Roberto Camargo Filho adquiriram a franquia há um mês. Eles pretendem abrir uma agência no interior de São Paulo e, agora, se dedicam ao treinamento.

"Eles já têm um know how. Então, a facilidade é maior para começar o próprio negócio. Você já começa num parâmetro melhor", argumenta o franqueado Roberto Camargo Filho.

Representantes de operadoras de turismo vão até a agência de Heide Zamboni para preparar os franqueados. Eles aprendem a navegar nos principais portais de turismo. Airton Lira é um dos representantes e passa o dia inteiro com o franqueado.

"O treinamento básico é desmistificar o portal do agente. Ou seja, como entrar no portal, como acessar a reserva, como solicitar a reserva sem ter que ligar para a operadora. Desta forma, o agente de viagem consegue fazer tudo on-line", explica Airton Lira.

A franqueada Leila Ozawa acredita que o treinamento é muito importante para dar uma base sólida para iniciar o negócio.

"Todas as explicações de procedimentos operacionais, como é o dia-a-dia da agência, o funcionamento, o contato com as operadoras. Isso é muito importante", garante.

Segundo o consultor André Giglio, o Home Base é uma boa opção de negócio para quem quer conhecer o mercado com um baixo investimento.

"É o investimento inicial mais reduzido, pois não existe a necessidade de investir na montagem de um escritório ou de uma loja", argumenta André Giglio.

Em quatro meses, as jovens empresárias já fecharam mais de 15 pacotes de viagens.

"É um bom mercado, que está crescendo cada vez mais e eu estou muito feliz", comemora a franqueada Cláudia Marchi.

Fonte: PEGN