Sempre é um drama quando acabam os copos da copa aqui do escritório: a maioria fica esperando que alguém vá buscar mais no almoxarifado, mesmo estando com uma sede danada. Sentem preguiça de levantar da cadeira e andar uns 50 metros. A mesma coisa acontece com o papel da impressora. Geralmente são as mulheres que reclamam:

"- Tá sem papel na impressora, né?"

E na verdade elas querem dizer:

"- Ô, mané, acabou o papel da impressora. Vai buscar mais, já que você está aí, sem fazer nada (mesmo a pessoa estando atolada de serviço)!"

A minha vontade é de responder:

"- Não acabou não, é que o papel é transparente, sua mula!"

Pessoas assim contribuem para gerar um clima bem chato no ambiente de trabalho, principalmente quando têm o apoio da chefia. Elas se mostram como gente sem proatividade, e se os gestores os protegem, pedindo para outros façam o que elas poderiam muito bem fazer, então os colaboradores abusados passam a vê-los como privilegiados na seção.

Como consequência, é armado o circo das vaidades dentro do ambiente de trabalho.

A falta de proatividade por parte dos funcionários de uma empresa pode determinar o caminho do fracasso para as mesmas. Colaboradores que não têm vontade de mexer uma palha sequer além do que lhes foi dito para fazer deixa a execução das atividades vagarosa, já que eles sempre estão esperando que um colega faça algo que eles acham estar abaixo de seu nível. Só que o colega esperado também está aguardando que outro faça, e assim se segue, passando a responsabilidade de pessoa em pessoa. Enquanto um espera pelo outro, a realização das tarefas, mesmo que rotineiras e simples, ficam morosas e ineficientes. A empresa, numa reação em cadeia, vai perdendo sua agilidade perante a concorrência.

Muitos devem pensar que estou exagerando, mas creio que não estou.

Principalmente em empresas de serviços e nas que lidam com prazos rigorosos, a proatividade dos funcionários é elemento chave para que a atividade fim esteja constantemente no nível esperado pelo cliente.

Para trabalhar nos funcionários o voluntarismo nas tarefas diárias, recomendaria as seguintes atitudes:

* A empresa deve fazer com que o funcionário entenda que a produção está diretamente ligada ao seu ganho mensal e a garantia do seu emprego por mais alguns anos e que, portanto, se prontificar nas atividades atribuídas é o mais prudente a se fazer;

* Deve-se, sempre que possível, premiar os funcionários que se destacam por sua agilidade no cumprimento do lhe foi atribuído, fazendo despertar o mesmo sentimento positivo nos seus colegas de setor. Ao mesmo tempo, deve-se repreender, educada e individualmente, todo funcionário que se mostrar relaxado em colaborar para o bem da empresa;

* Também se deve "passar um pente fino" e chamar a atenção dos gestores que protegem os que não são proativos, por amizade ou outro interesse extra trabalho, evitando assim que prevaleça um clima ruim no local de trabalho.

Além das colocações feitas a partir da ótica do empregador, podemos destacar que a proatividade do colaborador ao exercer as atividades do dia-a-dia constroem para o gestor uma imagem de um profissional competente e em condições de ascensão dentro da organização. Quem é proativo geralmente se destaca com facilidade entre colegas.

A proatividade pode ser o passaporte para uma carreira promissora no disputado mercado, mas com certeza é a garantia de prosperidade e evolução para as empresas de qualquer porte. Não mata nem engorda!

Gabriel Galvão