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O preço dos seus produtos e serviços estão corretos? – parte II

Sexta, 17 de Outubro de 2008
No Gestão em Vendas da semana passada abordamos os 3 tipos básicos para a formação de preço: precificação por custo, por comparação dos concorrentes e por valor para o cliente.

Nesta semana vamos aprofundar-nos no assunto preço, analisando um de seus lados que é pouco comentado – o desconto. Descontos fazem parte do modelo de precificação de uma empresa e como tal devem ser encarados. As 7 principais formas de desconto são:

1. Desconto por quantidade: é o incentivo dado para o comprador que, quanto mais compra, maior o desconto dado. Embora a princípio possa parecer que perca um pouco da lucratividade por produto ou serviço, na verdade recuperará no volume, por aumentar o valor médio de cada compra (muitas vezes chamado de ‘ticket médio’).

2. Desconto por forma de pagamento: desconto oferecido para o cliente que utilizar a forma de pagamento mais interessante a você (pagar à vista; pagar em cartão etc). Perde-se um pouco da lucratividade no preço da venda, mas ganha-se na diminuição da inadimplência e no recebimento mais rápido, gerando fluxo de caixa positivo.

3. Desconto para “pacotes de produtos ou serviços”: É o que tecnicamente convencionou-se chamar de cross sell - desconto oferecido incentivando que o comprador adquira outros produtos ou serviços da empresa ao mesmo tempo. Ao invés de aumentar sua participação de mercado, você aumenta sua participação no orçamento total do cliente, fazendo com que ele passe a comprar mais de você. Além disso, já está comprovado que quanto maior o mix de compras, maior a fidelidade do cliente.

4. Lei do Contraste: o consultor de vendas César Frazão ensina esta estratégia em seus treinamentos. O vendedor demonstra ao cliente produtos ou serviços similares bem mais caros ou qualquer oferta que seja a mais alta da empresa, mesmo que não seja aquilo que o cliente esteja realmente procurando. Em seguida, mostra o produto ou serviço ideal, aquele que o comprador tem interesse. Como a referência do cliente ficou no preço mais alto que foi mostrado, quando o vendedor falar o preço do produto/serviço que ele quer, dificilmente será pedido desconto, pois para o consumidor já está “barato”. É a melhor forma de negociar porque o desconto dado é mental e simbólico, não um desconto real.

5. Brindes: Por terem um custo que deve ser de alguma forma embutido no preço, brindes também podem ser considerados descontos. A estratégia correta neste caso é, no lugar de oferecer descontos, oferecer um brinde que tenha baixo custo para sua empresa mas alto valor percebido pelo cliente. Por exemplo: não adianta investir R$200 em um
“brinde” quando na verdade R$100 em desconto no preço final tem mais valor para o cliente. Neste caso sua empresa estaria perdendo lucratividade. O brinde ideal é aquele que tem um alto valor para o cliente e um custo para a empresa menor do que se desse o desconto.

6. Programas de fidelização: são cupons, créditos, pontos, milhagens etc., oferecidos ao cliente incentivando uma posterior compra da mesma empresa. Essa estratégia é muito usada por restaurantes, principalmente os de entrega à domicilio: pedimos comida chinesa e ganhamos cupons de descontos para serem usados na próxima compra. Empresas aéreas usam a mesma tática: oferecem milhas para que, da próxima vez, você opte por voar naquela mesma empresa aérea para ganhar uma passagem grátis. Perde-se um pouco da lucratividade na próxima compra, mas ganha-se no aumento da freqüência.

7. Bonificação: esta última é a mais velha de todas. Ao invés de você dar um desconto de 5% ao cliente, você dá 5% de bonificação a mais. Se ele comprou 100, você dá 105. A sacada aqui está no fato de que você agrega valor, ‘treina’ o cliente a pagar preço cheio e oferece em troca algo que para você é mais barato (se você parar para pensar, os 5% extra só tem seu custo interno, sem margem, enquanto que um desconto de 5% sobre o valor total daria um valor maior por causa da margem de lucro).

Esses são os 7 tipos básicos de desconto. A maior parte das empresas não pára para pensar como usá-los afeta realmente a lucratividade e o posicionamento estratégico. Dar desconto por bonificação, brindes, volume, ou cross selling certamente vai influenciar seu faturamento mas, principalmente, afetará também a forma como você é visto no mercado. E não só por clientes: a forma escolhida para negociar influencia decisivamente a maneira como seus vendedores vão se comportar.

Por isso é fundamental que o preço definido para seu produto ou serviço seja comunicado corretamente aos clientes e, principalmente à equipe de vendas. Antes de vender para o cliente temos que vender para nossos funcionários pois se os vendedores não concordarem com o preço, não conseguirão justificá-lo para o cliente, perdendo vendas.

Ao precificarmos um produto ou serviço, estamos criando uma imagem, um posicionamento. Sair dando descontos da forma errada não só prejudica a imagem como pode ser a ruína de toda a estratégia. As coisas têm que estar todas coordenadas.

A utilização de descontos pode ser muito atrativa e funciona para o aumento das vendas. Porém, esse desconto também tem que ser calculado e ter um limite, senão pode chegar ao ponto de descobrir que está praticamente “pagando” para que seus clientes comprem.

Não se esqueça que testar todas essas estratégias para seus produtos ou serviços é muito importante, pois empresas diferentes reagem diferentes a cada uma dessas ações. Implemente, teste, faça alterações, calcule e identifique quais são mais adequadas para a sua empresa.

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O sucesso deixa pistas

Quinta, 16 de Outubro de 2008
“Eles podem porque pensam que pode”
Virgílio


Você deseja ter sucesso na vida? O que você tem feito para conseguir sucesso na carreira? Trabalha com vendas e quer saber como se tornar um campeão inexorável? Leia esse artigo até o final e conseguirá dicas importantes para vencer.

Via de regra, a pessoa que faz sucesso em algum campo é porque conseguiu dominar a arte de sua profissão. Veja, por exemplo, nos esportes: se há um jogador de futebol que faz sucesso é porque ele dominou a arte de desempenhar boas jogadas e gols. Caso ele seja um goleiro e faz sucesso é porque consegue executar defesas espetaculares. Se você é um consultor de vendas e quer ser o maior vendedor da empresa, no setor de atuação, do Brasil ou mesmo do mundo, poderá fazê-lo se for capaz de desenvolver as técnicas necessárias para se tornar um campeão em vendas.

“O homem é o que ele acredita”
Anton Tchecóv


Mas, esse é o único caminho para alcançar o topo? Não só não é, como também, não é a melhor opção. Será possível lograr uma posição ao topo adotando uma alternativa a qual chamamos de modelagem. E o que significa modelagem? Se você for consultar os dicionários, vai descobrir que modelagem significa operação de modelar, ou seja: reproduzir exatamente como o original.

O que estou tentando explicar é que você tem basicamente duas opções: estudar todo o conteúdo existente na área que você quer desenvolver e criar a sua própria técnica ou então, você copia alguém que já tenha feito isso e aperfeiçoa o seu método.
Bem, não seria eclético fazer algo igual? Saiba que muitos feitos sublimes seguiram esse caminho. Como você acha que os Japoneses conseguiram crescer tanto depois da segunda guerra mundial? Se você acredita que foi investindo em pesquisa de laboratório está redondamente enganado. Saiba que eles agiram com congruência e copiaram tudo que havia de melhor na face da terra e otimizaram.

“Nada se cria tudo se copia”.
Chacrinha


Se você prestar atenção vai descobrir que muitos dos negócios que temos por aqui são cópias fiéis de modelos que funcionam em outros países. Caso você tenha a oportunidade de conhecer a China e ainda um modelo plausível de venda de empadas empregado por lá, certamente se copiá-lo, você terá sucesso se implementá-lo em sua cidade. Já dizia o velho guerreiro: “nada se cria tudo se copia”.

Bom, se sabemos disso, basta encontrar alguém que tenha feito muito sucesso no campo de atuação o qual pretendemos desenvolver e copiá-lo, correto? Exatamente, mas antes temos que tomar alguns cuidados básicos. O primeiro deles é que precisamos saber que não basta copiar, temos que clonar. Isto quer dizer fazer exatamente da mesma forma. Muitas pessoas já tentaram copiar alguém de sucesso. No entanto elas não conseguiram os mesmos resultados porque não tomaram o cuidado de modelar o processo por completo e sim, partes isoladas. Creia: qualquer idéia pensada por um humano poderá ser copiada.

“Uma pessoa com uma crença é igual à força de noventa e nove que só têm interesses”.
John Stuart Mill


Outro aspecto não menos importante para você alcançar o topo diz respeito a crença. Se quisermos modelar com excelência, precisamos aprender a modelar as crenças daqueles que alcançaram excelência. As crenças são responsáveis pelas decisões, escolhas, comportamentos etc. Lembre-se que a história da humanidade é a história da crença humana. As pessoas que mudaram a história – Cristo, Maomé, Einstein entre outros, foram as que mudaram nossa crença. Portanto, o primeiro passo para se copiar um modelo é começar por suas crenças. John Stuart Mill escreveu: “uma pessoa com uma crença é igual à força de noventa e nove que só têm interesses”.

Em resumo: se você for capaz de copiar algo de forma pragmática, seu feito será exaltado, o contrário revelará um infortúnio. Pense nisso e muita sorte.

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“Quem não se comunica se trumbica”, já dizia Chacrinha

Quinta, 16 de Outubro de 2008
Qual é a importância de ser comunicativo e saber “vender seu peixe”? Ora, essa é a saída quando se está diante de um mercado que exige cada vez mais dos profissionais, como o atual. Hoje, para ter sucesso, é necessário conhecer o próprio “produto”, saber seu preço, estabelecer metas, identificar sua posição no mercado, quem é seu cliente e então se comunicar com ele, divulgando e fortalecendo a própria “marca”. Em outras palavras, é preciso fazer marketing pessoal.

Conhecer suas qualidades e defeitos e explorar o que há de bom no seu perfil: essas ações são a essência do marketing pessoal. Profissionais que se valem delas são mais produtivos e vendem mais. Em via oposta vão os que pensam que o marketing pessoal se resume ao uso de roupas adequadas a cada ocasião e à passagem por cursos de oratória.

Essas são apenas duas etapas do processo, já que a execução completa deste requer autoconhecimento e conhecimento do seu público-alvo. Isoladamente, elas não são capazes de assegurar uma posição profissional. Com esse intuito, é preciso se preocupar com o auto conhecimento e desenvolvimento, o aprimoramento da inteligência emocional, o planejamento estratégico pessoal e profissional, o comprometimento com objetivos e resultados, o espírito de equipe, entre outros tópicos que sustentam a eficácia do marketing pessoal.

Conteúdo também é muito importante. Sem ele, qualquer chance de visibilidade pode ter efeito nulo. Tomemos como exemplo o caso de pessoas que conseguem, em determinado momento, grande exposição em programas de televisão e que, sem saber se aproveitar disso, voltam rapidamente para o absoluto anonimato. Para evitar situações como essa, o segredo está na comunicação de qualidade. São fatores a favor dela:

1. Ter sempre o currículo atualizado.

2. Identificar e conhecer muito bem o produto chamado “você”, suas habilidades, competências, diferenciais, forças e fraquezas.

3. Ter muito claro quanto você vale, pois se você não se valorizar ninguém irá fazê-lo.

4. Mapear todos os seus clientes em potencial: família, amigos, colegas de trabalho – na igreja, no jogo de futebol, no shopping, nas palestras, cursos e assim por diante.

5. Vender seu peixe:

- Tendo sempre um cartão de visita com celular, e-mail e empresa (se for o caso);

- Esforçando-se para transmitir uma imagem adequada, tanto no aspecto estético quanto comportamental.

- Sendo atencioso e educado.

- Ouvindo muito, prestando atenção às pessoas, olhando dentro dos olhos.

- Falando, sem medo nem arrogância – para que as pessoas o conheçam melhor.

- Ajudando os que realmente precisam de você.

- Proferindo palestras na igreja, em comunidades, na faculdade, e arriscando sempre para que você vença a timidez caso esta seja uma limitação sua.

- Relacionando-se com pessoas de sua empresa e de mercados afins, sem esquecer a troca de cartões de visita.

- Enviando textos seus, de opinião, para jornais de bairro, veículos de comunicação de sua empresa ou revistas especializadas de sua cidade, região ou até de abrangência nacional.

- Tentando se fazer fonte de referência para jornalistas.

- Sendo 100% ético (nunca a ética esteve tão valorizada).

- Usando sites de relacionamento de forma profissional e madura, sem expor, nunca, sua vida privada.

- Mandando e-mails com notícias e informações relevantes para sua network e participando de grupos de discussão, para manter vivo o contato com as pessoas e fazê-las lembrar de sua existência.

- Ligando para os amigos periodicamente, e não somente quando se está desempregado e precisando deles.

- Sendo proativo.

- Investindo, de forma equilibrada, tanto em seu conhecimento como em sua vida pessoal.

Siga essas dicas e comece a aparecer agora! Afinal, de nada adianta ser o melhor profissional desconhecido do mundo.

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Saiba como formar preços! – Parte I

Terça, 14 de Outubro de 2008
Como gestores de vendas, sabemos que o preço é muito importante em qualquer ato de compra e venda. Definir o preço certo para nossos produtos e serviços é mais complicado do que parece. Há muito estudo sobre essa área em qualquer bom livro de administração e também de marketing, já que o preço faz parte do composto de marketing – os quatro Ps – preço, produto, ponto-de-venda e promoção.

Para atribuirmos um preço aos nossos produtos e serviços, é necessário o estudo de uma série de variáveis: a demanda (quantidade de pessoas que querem comprar o produto/serviço), o ciclo de vida (se o produto/serviço é novo, está em crescimento, etc.), os fatores demográficos e os psicológicos, e a elasticidade do preço (quão sensível ao preço é a demanda).

Cada uma dessas variáveis deve ser constantemente analisada ao longo dos anos. Muitas empresas (e gerentes) não percebem a grande diferença que o preço correto de seus produtos e serviços faz na lucratividade da empresa, e acabam não dedicando tempo e pessoas para isso.

Outro erro comum, principalmente na área de vendas, é achar que quem tem de pensar estrategicamente no preço é somente o dono da empresa. Os gerentes e vendedores não entendem que grande parte da informação relevante para a correta formação de preços está em suas mãos, já que são os responsáveis pelo contato direto com o cliente, entendendo seus desejos e principalmente, sua percepção de valor. Infelizmente, o que temos visto são vendedores que só pensam em dar descontos, sem entender como isso influencia a lucratividade da empresa.

Veja que esse “despertar” para a importância do constante estudo da formação de preços em sua empresa é fundamental para seu sucesso em vendas.

Então, como atribuir o preço correto ao produto ou serviço?

A formação de preço pode ter diferentes abordagens. Vamos a elas:

- Preço calculado sobre o custo: como princípio de toda empresa com fins lucrativos, o preço de seus produtos e serviços deve cobrir os custos fixos (custos que você terá, não importa a quantidade produzida/ofertada/ vendida, como salários administrativos, aluguel, etc.) e variáveis (custos que variam de acordo com a quantidade, como comissões de vendas, compra de matéria-prima, etc.), e ainda obter um determinado lucro.

Com essa estratégia, o preço é determinado justamente calculando-se todos os custos que envolvem o produto ou serviço, tanto de produção como de comercialização, e somando-se a porcentagem desejada de lucro. A soma desses fatores resultará no preço de venda.

Apesar desse cálculo ser bastante fácil, essa estratégia apresenta uma grande limitação que é não levar em consideração os clientes/demanda da empresa. Isso pode acarretar dois problemas: você poderá vender seu produto ou serviço por um preço menor do que seus clientes pagariam (perdendo lucro) ou poderá vender por um preço maior do que deveria (perdendo vendas e não corrigindo o custo de seus produtos/serviços para que você possa de fato ter uma margem de lucro sobre eles).

- Preço em comparação com a concorrência: os concorrentes têm uma grande importância na formação dos preços. Essa estratégia leva em consideração custos, preços e reações dos preços dos concorrentes. Deve ser usada por empresas que têm produtos ou serviços muito parecidos com seus concorrentes, impossibilitando criar uma diferenciação de valor que justifique um preço mais alto.

Produtos ou serviços similares devem ter preços próximos, ou os vendedores terão de estar muito bem treinados para lidar com as objeções de compradores. Se a estratégia da empresa for ganhar fatia de mercado, ou incomodar seus concorrentes, o melhor será oferecer um produto ou serviço melhor, e vender por um preço menor ou igual aos concorrentes.

O grande cuidado que se deve tomar é também conhecer os custos dos concorrentes, além do preço. Muitas vezes esses custos são menores, o que possibilita oferecer um preço mais baixo. Se sua empresa acompanhar, poderá perder grande parte da margem de lucro e até ter prejuízo.

- Preço via valor do cliente: é a determinação de preço baseada no valor que o produto/serviço tem para o cliente: quanto ele está disposto a pagar pelas vantagens e benefícios ofertados. Aqui, conta muito o valor da marca e o que ela significa em termos de qualidade e confiabilidade.

Estima-se quanto seus clientes estão dispostos a pagar e depois compara-se ao custo do produto/serviço para saber se o projeto é viável ou não. Na maioria das vezes, quando o que você está vendendo tem de fato atributos importantes e oferece benefícios (e você desenvolve uma estratégia correta de valor de marca), você descobrirá que muitos de seus clientes se disporiam a pagar mais (ou precisam ser “treinados” a valorizar e pagar mais).

Sabemos que muitas pessoas, inclusive nós mesmos, não compram sempre as coisas mais baratas em um supermercado ou em uma loja de roupas, por exemplo. Também, na maioria das vezes, não compram o carro mais barato ou viajam para o hotel mais barato. Há outras coisas que influenciam o ato da compra além do preço, mesmo sendo ele tão decisor. A análise correta é: dentro do que seus clientes querem, dentro das suas expectativas e dos seus desejos, qual é o preço mais apropriado?

Acompanhe na próxima semana a continuação sobre a importância, as estratégias e maneiras de ter uma correta formação de preços. Por enquanto, vá pensando na maneira como a sua empresa tem formado seus preços.

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RISCOS e OPORTUNIDADES NA GESTÃO BRASIL DOS NEGÓCIOS

Terça, 14 de Outubro de 2008
O que se faz comum nesse momento da economia mundial são os fatores que de fato acabaram levando as coisas onde estão:

1) O mundo que chamamos de competitivo, na verdade foi desenhado pela agressividade comercial, amparado por um marketing inteligente, para poder gerar impulsos de decisões de compra, aonde todos são convencidos a ter um estereotipo do que o não ter algo está fora do circuito, quase como na época do que o não fumar era estar fora da moda. Resumidamente ao longo dessas décadas, e em tudo, fomos sendo trabalhados para o convencimento de que até o supérfluo é parte das nossas necessidades.

2) Para poder estabelecer essa relação do comprar pelo comprar, o ponto comum da estratégia, quando nada era tão inovador, foi o de “criar políticas” que aparentemente faziam com que se esquece o que já se tinha, dizendo-se ser obsoleto até o que mal conhecia, e assim continuar pela inclusão da renovação dentro do conceito do ser moderno, do ser percebido pelo materialismo exigido pelos que lhe cercam.

3) O acumulo do capital circulante não produtivo no mundo, é reflexo da ausência de segurança de que o investimento no produtivo já não é mais alvo das atenções. E é nesse fluxo de entrar e sair de negócios (derivativos) que o mundo percebe o quanto não é mais sustentável, pois de há muito tempo, valores como geração de empregos e produção se limitam a uma demanda, não natural e segura, criada sem lastro para o giro dos negócios.

4) Dizer nesse momento que o estopim da crise parte do USA, é utopia. Apenas se iniciou por lá pela questão de que se trata do centro do mundo capitalista, do autor da obra da globalização. O que se espera daqui para frente (independente dos aportes dos BC´s) é que tenhamos uma progressão geométrica de empresas no fim do posso e sem volta, já que muitas também chamadas de agressivas tinham seu capital circulante apoiadas em negócios de risco. Loginho e semanalmente, empresas, uma a uma e em todos os cantos do mundo apresentarão suas marcas, colocando abaixo as décadas e séculos das suas tradições inabaláveis, e muitas ainda culparão seus colaboradores pelo mau uso do capital, como se não soubessem de nada do que estava acontecendo.

5) Bom! O sinal positivo disso tudo é que temos que olhar mais pelo que acontece dentro das nossas próprias casas, centralizarmos os esforços para garantir consumos reais internos, educar transformando o conhecimento em algo que valorize o que já somos, e assim poder ofertar as mesmas coisas que já possuímos com um valor especial, para uma demonstração sustentável do “Made in Brazil”, com um toque verde de garantia e segurança.

6) A crise vai nos afetar, mas são nesses momentos que temos que aprender e ousar sem pensar muito no resto do mundo, pois toda história bem analisada pode gerar oportunidades de consolidação do que realmente podemos ser.

“Apenas uma questão para repensar: QUER SE MOTIVAR? Então trabalhe duro para que seus resultados sejam estendidos pela sua participação, pelo uso da sua utilidade propiciando garantias de ter uma vida pessoal qualificada, pois no fundo todo empenho profissional tem a ver com a segurança que queremos aos que nos cercam”.