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Transformando Estratégias em Resultados

Quarta, 30 de Abril de 2008
Não é nenhuma novidade que possuir estratégias claras, compreensíveis e bem definidas é indiscutivelmente a chave para o sucesso de qualquer empresa. No entanto o primeiro passo para evitar que durante a execução destas estratégias o resultado seja uma verdadeira catástrofe, está diretamente relacionada com a maneira de como foram comunicadas.

Além de bem comunicado, o conjunto de estratégias deve ser principalmente compreendido para então ser vivenciado pelas equipes de líderes e gerentes que serão responsáveis pela materialização das estratégias na forma de resultados.

Na seqüência vem a sistematização dos projetos estratégicos, que é o nome dado as iniciativas, ou conjunto de ações, ou programas que produzirão os resultados tão almejados.

Exemplos de projetos estratégicos:

- Criar um sistema CRM para melhorar a oferta de produtos para os clientes;

- Implementar e-commerce para melhorar a capilaridade de mercado.

Obrigatoriamente estes projetos estratégicos devem ser devidamente equipados com pessoas e verbas suficientes para que possam ser executados com eficiência. O conjunto de investimentos totais deve estar refletido numa análise de impacto no negócio e também de retorno sobre investimento. Esta análise pode ser mais ou menos tangível conforme a natureza do projeto.

Não caia na conversa de gestores que chamam "abacaxis" de "desafios", com discursos do tipo: "Estamos te dando esta responsabilidade porque confiamos no seu potencial. Infelizmente não temos verba para este projeto, mas confiamos na sua criatividade e poder de motivar o time".

Os americanos criaram uma palavra que explica extremamente bem este tipo de atitude contra produtiva. A palavra é bullshit.


A ratificação dos projetos estratégicos
A empresa certamente não terá recursos suficientes para investir em todos os projetos estratégicos, portanto é fundamental saber priorizá-los e seccioná-los conforme os recursos disponíveis. Existem várias metodologias que podem ser aplicadas para auxiliar nesta tarefa.

Uma maneira muito prática para entreter o debate e finalmente ratificá-los é dar preferência aos projetos que tenham maior impacto no negócio e melhor possibilidade de retorno sobre investimento. Prefira os projetos que forem tanto criativa quanto analiticamente bem pensados, arquitetados e sistematizados. Entretanto, mesmo com o mais absoluto rigor, na maioria das vezes o calculo do R.O.I. - return on investment - não é 100% precisa.

Cabe ao gestor a responsabilidade de identificar o risco, informá-lo a seus pares e superiores, e aí sim, ir enfrente com a execução.

Resumindo os passos...

Se sua empresa não possui um plano estratégico compreensível, não invista em nada. Provavelmente estará jogando o dinheiro, portanto pare e planeje!

Se sim, ou seja, se sua empresa tem um plano mesmo que ainda rudimentar, tenha certeza de que elencou o grupo de estratégias que melhor representa sua realidade. Use a matriz SWOT para garantir que você não está tentando ser agressivo numa situação de defesa ou vice versa. Elimine o poder do entusiasmo nesta fase e seja friamente realista!

Desenhe o mapa estratégico (exemplo tabela 1). Não pule esta etapa de forma alguma. Ela cria as sinergias necessárias entre diferentes grupos na empresas e garante que caminharão na mesma direção tendo este mapa como guia. Se você não souber como montar um mapa estratégico com B.S.C. balanced score card busque ajuda, nem que seja comprar um livro de BSC for Dummies!

Elabore e sistematize os projetos estratégicos com muita atenção aos detalhes. Lembre-se que antes da ação, o grupo deve:

1. Debater abertamente alternativas;

2. Escolher a mais adequada;

3. Sistematizá-las.

Um projeto estratégico sem sistematização é só uma idéia. Uma empresa não vive de idéias, mas de resultados.

Priorize os projetos estratégicos que receberão verba e pessoas. Respeite a envergadura do time, o perfil das pessoas, os limites financeiros e de tempo.

Não de uma mordida maior que sua boca pode mastigar .

Crie um sistema de follow up para remover barreiras e garantir progresso (exemplo tabela 2).

O que não pode ser medido não deve ser executado.

Um time que trabalha junto na mesma sala, e se possível na mesma mesa, pelo menos meio dia por semana tende a ser mais produtivo e mais coeso conforme vão progredindo na execução. Este processo auxilia a eliminar os "micro mundos", reduz o impacto das "agendas pessoais" e principalmente antecipa surpresas desagradáveis já que expõe fatores ocultos de líderes misteriosos.

E finalmente have fun!!!

Trabalhe duro, mas não esqueça que tem que ser divertido. Balancear a carga de trabalho e vida fora da empresa é fundamental para higiene mental pessoal e do time.

Anexo, veja tabelas 1 e 2 (Clique na imagem para ampliar)

Tabela 1 Tabela 2
Tabela 1 Tabela 2

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O quê determina o sucesso de um profissional?

Quarta, 30 de Abril de 2008
Entende-se que todos nós aspiramos à realização pessoal como uma necessidade básica da vida, sendo que a condição de uma pessoa realizada envolve muitos aspectos, entre os quais a vida profissional. Normalmente possuímos certo modelo do que seja alguém de sucesso na nossa área de atuação, e buscamos fazer as coisas certas para que nós mesmos alcancemos esse nível de satisfação pessoal. Mas o quê determina o sucesso de um profissional?

Para entender alguns dos fatores que podem ou não levar uma pessoa ao sucesso na carreira escolhida, vamos generalizar e classificar os administradores brasileiros em dois grupos definidos. Aqueles que estão inseridos no contexto das modernas práticas administrativas, aqui apontados como profissionais bem sucedidos, e a grande massa que gravita nas margens desse foco de modernidade e realização profissional. Estes últimos não são pessoas sem qualificação ou sem formação acadêmica. Dos que saem das faculdades de administração e das escolas de negócios (business schools), quantos destes realmente irão se tornar profissionais de sucesso? O sucesso, no meio empresarial, pode ser entendido pela capacidade que um individuo possui de construir uma carreira e obter reconhecimento do mercado, e o critério utilizado aqui se resume apenas nesse ponto e no ideal que todo estudante de Administração de Empresas possui, o de alcançar um alto grau diretivo em uma grande organização.

Vamos considerar que o profissional de sucesso ocupa seu primeiro cargo de gerência antes dos trinta anos, alcança uma diretoria aos quarenta e termina a carreira como consultor ou palestrante renomado. Ele vive na prática todos aqueles conceitos aprendidos na faculdade e lê toda a imensa literatura que está sendo construída para ele, os livros de auto-ajuda motivação pessoal que encontram em qualquer conto oriental ou experiência de vida uma aplicação prática no mundo dos negócios, passando pelos decálogos e mandamentos das pessoas de sucesso. Em contrapartida, temos os demais profissionais que não são executivos de grandes empresas, os que alcançam e mantém por muitos anos um cargo de gerência em uma empresa de porte pequeno a médio, que concluem um curso superior aos trinta anos porque descobriram estar desatualizado no mercado, que também lêem as histórias de monges e generais, e procuram adaptar os conceitos áureos da administração à realidade de suas empresas, amputando aqui e inventando ali. Ambos os tipos são administradores de empresas, mas parecem estar presos a duas realidades diferentes, como os dois lados da moeda. E vale a pena fazer a pergunta: o quê determina o destino que está reservado a determinado individuo? Idade? Formação? Oportunidades? Ou será simplesmente o fator sorte atuando?

A citação mais popular de Peter Drucker diz que o futuro deve ser realizado por nós mesmos. Planejamento pessoal é determinante para o sucesso, a construção de metas e objetivos claros fazem com que nós sigamos um caminho que leve a um futuro promissor. Para um administrador de empresas, é fácil conceber isso. Mas para uma pessoa que nunca ouviu falar em Planejamento, Estratégia e em Objetivos e Resultados, pode parecer algo inalcançável estabelecer um plano de vida e conseguir adaptá-lo de acordo com as mudanças do ambiente. A menos que possua um feeling natural muito forte, o individuo sem noções básicas de Administração vai ouvir falar e não vai conseguir assimilar esses conceitos de maneira produtiva. Surge uma nova aplicação da teoria da predestinação, onde uma pequena parcela da sociedade nasce para administrar. Talvez Bill Gates seja um desses eleitos.

A verdade é que, por mais que nos esforcemos, inevitavelmente poucos de nós chegarão de fato ao sucesso, tal como foi apresentado. O motivo mais óbvio e plausível é que as grandes organizações seguem à risca a lei de Malthus: o número de profissionais que entram no mercado tem crescimento em uma progressão quase geométrica, sendo que as vagas para executivos de sucesso crescem aritmeticamente, se é que crescem. Se voltarmos para a pergunta feita há pouco, o quê determina o sucesso na carreira de Administrador de empresas, dentro desse cenário extremamente competitivo? A resposta é complexa. Alguns elementos para o sucesso profissional foram apresentados aqui. Estabelecer metas, ter um certo planejamento, saber identificar as oportunidades, possuir formação acadêmica. Vários livros tentam passar fórmulas de sucesso com base nas experiências vividas por seus autores, mas o quê é válido para um, pode não ser para outro. A fórmula para alcançarmos aquilo que aspiramos, como profissionais e como seres humanos, talvez seja produto de nossa vontade, a vontade de fazer um algo acontecer. E para isso, devemos começar entendendo a questão principal do tema: o quê é Sucesso para cada um de nós?

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INTRIGA! A erva daninha que destrói uma organização

Quarta, 30 de Abril de 2008
"Um clima saudável aceita a diferença de opinião, a discussão acalorada e até um certo nível de estresse, mas repudia fatos desagregadores como assédio moral, intriga e estrelismos. Coisas assim, não fazem parte da ordem do dia nas empresas que têm, em sua cultura, uma vantagem competitiva". Eugênio Mussak -Revista VOCÊ S/A (Editora Abril, Fevereiro de 2007).

Pode-se afirmar que o século XXI, apesar de ser a era da cooperação, colaboração e união, não impede de surgir dentro da organização a erva daninha da intriga, que caminha de forma aliada com a inveja, e assim, o que se percebe é que a intriga aflora e com toda força, e isso requer de cada profissional a sabedoria no que tange ao seu gerenciamento.

O profissional deve agir com inteligência, não deixando que intrigas, boatos maliciosos e "fofoquinhas" prejudiquem sua vida profissional. A intriga muitas vezes surge devido ao fato da competência e do sucesso alheio que, além de magoar, produz o incômodo de "confrontar" o outro. É desconcertante observar como o sucesso incomoda muita gente incompetente. Se você parar para pensar, você irá perceber que a pessoa que faz intrigas, além de não conseguir fazer com que sua vida profissional caminhe como deseja, não possui sequer produtividade alguma, pois ocupa seu tempo em prol de "armações" tentando prejudicar as demais pessoas. A essas pessoas deve-se dar atenção especial. De início deverá ser tentado um trabalho intensivo (psicológico, terapias outras) no sentido de tentar mudar tal personalidade. Se não conseguir sucesso o único recurso é a demissão, uma vez que tais pessoas são nocivas em qualquer empresa.

O líder tem que ser inteligente e ter essa percepção, identificando o problema e as pessoas, para não deixar que a erva daninha, como a intriga, ganhe força, e, por conseguinte prejudique o ambiente de trabalho e a produtividade, pois, isto causaria um grande transtorno para a organização.

É de suma importância que o líder saiba filtrar o que escuta, tanto dos maledicentes de plantão, quanto o que escuta no corredor, pois deverá ter o máximo de cautela para não prejudicar o próximo e nem ser prejudicado.

Na vida profissional existem profissionais e profissionais; existem os que se entregam de corpo e alma em tudo o que se propõem a fazer, e por conseqüência alcançam o sucesso, e os que nada fazem, mas querem que o resultado "caia do céu"; então costumam querer obter o resultado esperado através da bajulação, através de boatos, traições e intrigas, ou seja, tudo que propõem é tentar derrubar o outro, a qualquer custo.

Podemos dizer que, no mundo dos negócios, esses pobres de espírito de plantão se tornam especialistas em fazer o mal. Esse tipo de profissional faz do mal um hábito, realizando planos mirabolantes, fazendo tudo de forma detalhada, mas não em prol da organização, e sim com o objetivo de "derrubar" o colega, o que é lamentável.

Por este raciocínio percebe-se que o mais interessante é que as intrigas, assim como as fofocas, têm um custo alto, pois o profissional ao fazer a intriga deixa de produzir para dedicar o seu precioso tempo em conspirar contra outros, enquanto a organização perde e muito; por conseguinte, os demais profissionais podem ficar ressentidos e aquele que é vítima da maledicência perde muito no que tange a produtividade, criatividade e melhoria contínua, tornando o ambiente de trabalho, bem como a convivência um grande obstáculo.

É importante ressaltar que o mais curioso é que determinados líderes deixam-se levar por determinados profissionais invejosos e maquiavélicos, não enxergando que o profissional competente prejudicado é de grande valia para a sua organização, e então se deixa consumar o "arrastar do tapete", sendo que nessa história quem acaba sendo o maior prejudicado, talvez, seja a própria organização, pois, se assim o for, deixa de ganhar um grande profissional, que com certeza contribuiria muito para que sua organização decolasse no mercado.

Sabedor de que o maior bem que uma organização possui são os profissionais que a compõem, este líder deve reconhecer determinados limites e saber de fato gerenciar, mostrando aos "joios" de plantão que, quem é o líder da organização é ele. É ele quem de fato rege a orquestra, pois ele é o maestro da organização e não a erva daninha a ser eliminada; caso contrário, as intrigas e fofocas ganharão força total e irão muito mais além, causando dificuldades e transtornos à empresa.

Nesse contexto, o profissional deve conscientizar que está no serviço para trabalhar, para contribuir com a organização com seus conhecimentos, habilidades e talentos; portanto, está em prol da organização, está sendo remunerado para realizar suas atribuições. E o mínimo que se tem a fazer é esquecer a vida alheia e dedicar-se muito, desempenhando suas funções de modo a alcançar resultados além do esperado; portanto, deve-se manter o foco no trabalho e não nas fofocas e intrigas.

Será necessário enfatizar que, nesta era de desafios, era da incerteza, era de grande competitividade, este tipo de profissional "intriguento", o qual não se conseguiu recuperar com iniciativas na empresa (já citadas acima), deve ser banido da organização, uma vez que o mesmo não é um colaborador, assim como não representa uma soma dentro da organização, sendo um inimigo da organização em potencial, levando todos, bem como a própria organização, ao inevitável naufrágio.

Isto posto, o líder deverá saber administrar este problema, pois as fofocas e as intrigas irão desencadear conflitos, e se o mesmo não estiver disposto a passar por um estresse e/ou por um desgaste desnecessário, estas intrigas poderão impulsionar a demissão voluntária de um exímio profissional, fazendo assim com que a organização, além de perder grandes talentos, fique comprometida perante o mercado.

Em resumo, todos saem perdendo, quando o propósito é ganhar!

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Reunião não é ponto de encontro

Terça, 29 de Abril de 2008
As reuniões são instrumentos de trabalho muito úteis para o gerenciamento das rotinas e para a tomada de decisão. E assim deveriam ser vistas pelos participantes. No entanto, não é totalmente verdadeiro o propósito das reuniões. Ao menos na prática. A sobrecarga de trabalho é tamanha que as reuniões tornam-se um ato social dentro das organizações. Os participantes aproveitam para acertar detalhes entre si em razão da oportunidade do encontro de agendas. Aquele mais descontraído aproveita para falar do resultado do campeonato no final de semana ou da importante notícia do jornal naquela manhã. Durante a reunião, assuntos interligados ou citações que estimulam outros temas sobrepõem o assunto previsto. É preciso intervenção do líder da reunião. Algumas vezes definido como um inconveniente, um chato!

É preciso rever esta postura. A reunião não foi feita para ser um ponto de encontro. Não se trata de uma roda de amigos que se encontram para jogar conversa fora ou para celebrar um acontecimento. Ainda que muitos gestores tenham estabelecido que estas oportunidades, o cafezinho no corredor, o horário de almoço e muitas oportunidades informais virem atos oficiais. Quantas decisões têm ocorrido dentro das organizações devido a estes encontros casuais que se transformam em oficiais? E muita discórdia e insatisfação se seguem, também. E muito stress, muitas doenças têm início nestas oportunidades, nervosismo, etc. é como se o profissional fosse obrigado a estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo. E, ainda assim querem aproveitar as reuniões estabelecidas para dar continuidade às outras atividades - as chamadas pendências. Pendências de quem? Minha, sua... Parte da responsabilidade é do coordenador da reunião que convoca pessoas que nada podem contribuir com a reunião. E aqueles que serão os verdadeiros interlocutores, em geral estão muito ocupados ou não puderam se preparar. Muitas vezes nem enviam representantes. Assim a reunião pode perder o sentido. Algumas vezes a reunião é convocada para que o grupo solucione um problema daquele que justificou a sua necessidade.

Reunião

Uma boa solução é estabelecer adequadamente a pauta. Ser prático e objetivo. Cumprir os prazos definidos ainda que algo permaneça pendente. Depois que o principal foi cumprido libere os participantes para assuntos não previstos e até mesmo para decisões caso a caso. Permita que conversem com quem necessitam. Abra espaço para comunicarem com quem desejam falar e peça para que estes permaneçam para estas conversas adicionais (não é mais a reunião!). Libere os demais. Faça isto uma, duas, muitas vezes em troca da objetividade da reunião principal. A expectativa é de sucesso nas suas decisões. Acrescente, portanto, na sua pauta: assuntos adicionais e, assuntos diversos (para o futebol, noticias do jornal, etc.). Mas dê liberdade para aqueles que não desejam permanecer.

Administrar o tempo é crucial para a rotina das organizações. As reuniões estão hoje, entre os maiores tomadores de tempo. Se você puder evitar reuniões indesejadas ou improdutivas, faça-as com ações práticas e objetivas e que, acima de tudo dispensem a marca de ponto de encontro. E o que você está fazendo para melhorar as suas reuniões.

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Alinhamento e Comissões de Vendas

Terça, 29 de Abril de 2008
Certa ocasião, eu escrevi um artigo sobre o livro Results, de Pasternak e Neilson, que deu bastante o que falar entre meus assinantes. Vários enviaram mensagens perguntando basicamente o mesmo - como alinhar a remuneração dos vendedores com outra coisa que não seja faturamento?

Em Results, os autores defendem que precisa existir um alinhamento entre os quatro grandes blocos de DNA da empresa: estrutura/organograma, direitos de decisão, fatores motivacionais e cadeia de informação.

Exemplo claro de desalinhamento: empresas que dizem à força de vendas que é preciso atender bem o cliente, mas só remuneram seus vendedores por faturamento ou volume (x% de comissão por venda). O que essas empresas estão motivando e estimulando, exatamente? Qualidade na venda ou quantidade de venda? A resposta é óbvia - vendedor que é vendedor vai atrás da comissão, não do blablablá.

Jim Collins, nos livros Good to Great e Feitas para Durar, fala a respeito do assunto em alguns capítulos - sobre como as empresas vencedoras definem métricas diferentes para determinar o que é sucesso. Depois, remuneram suas equipes de acordo com essas métricas. Frederick Reichheld, considerado por muitos o papa da fidelização de clientes (ele prefere o termo lealdade) também mostra diferentes casos em que as empresas remuneram por lealdade de cliente - não apenas pela sua conquista.

O que eu, pessoalmente, tenho defendido é o uso de um scorecard, com as variáveis que o vendedor tem de atingir além das metas normais. Seja qual for a sua preferência, a questão toda é de alinhamento. Você precisa definir como sua empresa ganha dinheiro, o que é lucro e como acontece (acredite - é mais difícil do que parece: pergunte para cinco pessoas na sua empresa e analise as respostas). Depois de ter definido isso, o certo seria remunerar seus vendedores de acordo com esses padrões.

Ou seja, é um exercício de trás para frente. Se você remunerar por volume, os vendedores não prestarão muita atenção à qualidade da venda. Por mais que você fale, repita, treine, etc., eles farão o que dá dinheiro. Esse é o verdadeiro incentivo. E se trazer um novo cliente para empresa dá dinheiro, mesmo que amanhã ele/ela não pague ou nunca mais volte, é isso que farão.

Quando feito corretamente, a diferença das empresas que mudam sua remuneração é brutal. Os índices de lealdade de clientes disparam e a lucratividade também. Muda a maneira como você recruta, seleciona e treina vendedores. Muda tudo. Mas dá trabalho.

É uma questão delicada, com certeza - mas algo de que não podemos fugir. Pare, olhe para sua equipe e pense: a comissão que é paga, hoje, estimula quais tipos de comportamento, exatamente? Se forem os corretos, parabéns. Se não, hora de repensar algumas coisas.