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INOVAÇÃO ALÉM DOS LIMITES DO RISCO

Quinta, 28 de Fevereiro de 2008
Duas notícias chamaram minha atenção na semana passada. A primeira delas é a possibilidade da agência de publicidade inglesa Naked entrar no mercado brasileiro. A segunda destacava o favoritismo do filme Ratatouille ao Oscar de melhor animação. Mesmo se tratando de contextos diferentes, ambas destacam o valor da inovação.

Fundada há sete anos, a Naked especializou-se apenas na área de criação e abriu mão de todas as demais etapas do processo publicitário - como produção e veiculação de anúncios. Entre as 100 grandes empresas atendidas pela Naked estão nomes como Coca-Cola, Nike, Nokia e Sony. Todas elas atraídas pela fama de "usina de idéias" que a agência criou.

Numa campanha da fabricante de materiais esportivos Reebok para convencer os britânicos a praticar mais esportes, a Naked colocou um sofá motorizado para circular pelo centro de Londres. A mensagem era óbvia: saia do sofá, calce seu tênis e venha correr. Em outra, para a empresa de telefonia The Number, eles instalaram varais nas principais ruas de várias cidades inglesas. Em cada um deles havia camisetas penduradas nas quais se lia 118-118, o número para informações que a companhia queria divulgar. Em seis meses de campanha, a The Number tornou-se líder desse mercado, com uma fatia de quase 50%.

No inicio do ano, a Naked foi incorporada a Holding Photon Group, em um negócio que envolveu o pagamento antecipado de US$ 38 milhões. Com o aporte financeiro, a Naked prepara um plano de expansão para mercados emergentes, que pode contemplar o Brasil.

Já o caso do filme Ratatouille ilustra como a inovação na indústria do entretenimento pode modificar suas estruturas. Ratatouille já faturou o equivalente a um bilhão de reais, mais do que a soma das bilheterias dos cinco indicados pro Oscar de melhor filme. Detalhe: há alguns anos, a categoria de Oscar para animação nem existia.

Embora Ratatouille seja uma produção francesa, a inovação na indústria de animação é responsabilidade da norte-americana Pixar, responsável por filmes como Toy Story, Monstros S/A, Carros e outros. Nos últimos dez anos, o estúdio faturou mais de 7 bilhões de dólares, entre bilheteria, licenciamento de produtos e vendas de DVD. A média de lançamentos da Pixar é de um filme a cada 18 meses, enquanto seus concorrentes lançam um por ano. Em 1986, Steve Jobs, outro inovador nato, comprou-a por 10 milhões de dólares. Em 2006, a Disney adquiriu a companhia por 7,4 bilhões.

Inovar é sempre correr risco. No Brasil, por exemplo, segundo dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, mais de 80% dos produtos registrados não chegam nem a ser lançados. Contudo, há exemplos à disposição para mostrar que, não importa o setor de negócios, o risco vale a pena.

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ÉTICA: Esta conduta vale ouro!

Quinta, 28 de Fevereiro de 2008
"Nossos fracassos são, às vezes, mais frutíferos que os êxitos."
(Henry Ford)

Em um mundo globalizado, onde a competitividade é extremamente acirrada, a conduta do profissional faz toda diferença e possui o poder de estabelecer as regras do jogo; portanto, o profissional que possui uma conduta ética ao exercer sua profissão irá não apenas destacar-se dos demais, mas posicionar-se no mercado com um diferencial, o que irá contribuir e muito para que o mesmo permaneça no mercado por um longo tempo, tendo sua carreira, além de consolidada, respeitada.

Admite-se que o profissional, cujo pilar de suas ações seja baseado na ética, além de possuir conhecimento e fazer uso do código de ética de sua profissão, age com integridade e transparência. A Integridade no exercício da função significa agir em conformidade com seus princípios morais e valores, sem prejudicar as demais pessoas em sua volta, zelando e preocupando sempre com a boa reputação de seu nome.

Desta forma, o profissional ético, preocupa-se de forma obstinada com sua imagem, pois, tem plena consciência de que mesmo tendo muito conhecimento, competência e talento, caso obstrua sua imagem, sua permanência no mercado ficará comprometida, correndo-se então enorme risco de ser expulso do mesmo. Por esta razão, além de agir como um intra-empreendedor, preocupando em edificar a empresa onde atua, age com muita transparência e seriedade, tendo sempre o cuidado de agir em conformidade com a ética.

De todo o modo, verifica-se que, além de ser digno de confiança, o profissional ético possui grande credibilidade, o que lhe confere a oportunidade de realizar grandes negócios; portanto, além de obter dividendos, agrega valor fazendo um diferencial, desenvolvendo produtos e/ou serviços de qualidade, atendendo e ganhando mercado, contribuindo então, não só para alavancar sua carreira, desenvolvendo e crescendo profissionalmente, como também para que a empresa onde atue deslanche no mercado avançando cada vez mais.

Pode-se dizer que o profissional ético sabe que o resultado obtido depende da soma de esforços de vários colaboradores; por isso, além de valorizá-los, atua de forma a proporcionar um ambiente harmonioso, onde prevaleça um grandioso trabalho em equipe, onde todos possam atuar de forma integrada, inter-relacionada e interligada, dando sua contribuição através do somatório de conhecimentos, bem como de experiências, e exercendo sua função em prol dos objetivos a serem alcançados, obtendo assim resultados esperados.

Vale enfatizar que o profissional, quando age pautado na ética, atua sempre tendo o cuidado de zelar pela transparência nas ações e pelo respeito, prezando não apenas pelo bom convívio, mas agindo sempre com profissionalismo em quaisquer circunstâncias, assumindo responsabilidades e implicações advindas do seu exercício na função. Pautado sempre pelo bom senso, democracia, solidariedade, generosidade e pela justiça, procura manter um equilíbrio dentro da organização junto aos recursos humanos, realizando uma tomada de decisão de forma mais consciente.

Aparentemente trata-se de um conjunto de virtudes um tanto difícil de encontrar-se em uma só pessoa. Ocorre que a ética é a mãe de todas elas. Se um funcionário é ético, por princípio, as outras virtudes podem ser desenvolvidas ou estimuladas. No lado oposto, se o profissional não tem caráter, dificilmente se pode conseguir algo produtivo dele. Assim, não é difícil ter em uma empresa um time de pessoas de qualidade, mas inexoravelmente todos devem ser éticos como qualidade primordial.

É de conhecimento geral que a discussão sobre a ética no terceiro milênio ficou ainda mais evidente; por conseguinte, a necessidade do zelo, tanto pela imagem do profissional quanto pela imagem da empresa, emergiram e emergem cada vez mais; assim, é preciso lembrar a todo instante que "arranhões" na imagem deixam cicatrizes, o que não é nada bom; logo, profissionais e empresas devem estar comprometidos em atuar sempre pautados nos valores e princípios éticos; desta forma, cultivar a ação ética em nossa vida profissional deve ser hoje mais do que uma preocupação, mas uma obrigação, sendo inerente a todos os profissionais e empresas que desejam permanecer por um longo período no mercado e de forma respeitada, conduzindo assim à sua solidificação.

Ademais, é preciso lembrar que antes do colaborador ser um profissional, este é um ser humano que, além de deter conhecimentos, habilidades e talentos, possui anseios, necessidades, valores e princípios, e que a ética é inerente ao ser humano. Pensando assim, a missão, a visão e a cultura organizacional, bem como o programa de ética de uma empresa, deverão ser muito bem elaborados e definidos, pois irá nortear todas as ações, definindo rumos e a maneira de caminhar, bem como estratégias, princípios e condutas a serem seguidas.

A esse respeito, julgo oportuno salientar que, com o objetivo de coibir a prática antiética dentro de qualquer empresa, o profissional que não agir em conformidade com a ética na organização deverá ser punido, correndo-se então, o risco de ser banido não só da empresa onde exerce sua função, como também do mercado, o que poderá comprometer toda sua carreira profissional.

Todas essas ponderações levam à seguinte conclusão: as empresas fazem a contratação dos profissionais observando seus conhecimentos, habilidades e talentos, mas realiza a demissão baseando-se nas suas atitudes, condutas e comportamentos, portanto, uma auto-avaliação ajudará e muito ao profissional que queira permanecer neste mercado incerto, no momento em que através da auto-avaliação o profissional poderá além de rever, repensar, reavaliar a si próprio e mudar, conscientizando-se de que, se agir de forma ética, poderá evitar dissabores e contratempos futuros.

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Reduzir as Dependências da Organização

Quarta, 27 de Fevereiro de 2008
Sempre existiu e sempre existirão dependências mercadológicas da empresa com os outros agentes do mercado, e isso é normal, pois na cadeia de suprimentos sempre haverá o fornecedor de matéria prima que permite o processo produtivo para a próxima etapa, o cliente seja corporativo ou o consumidor final.

O detalhe neste ponto é a forte dependência que a grande maioria das empresas possuem em relação a poucos agentes do mercado, sejam eles fornecedores ou clientes. E esse fato pode ocorrer por alguns motivos, como em relação a diferença do porte das empresas ou algum processo tecnológico empregado na matéria prima que outros fornecedores não conseguiram produzir. Mas para estas situações existem algumas importantes medidas estratégicas que podem ser utilizadas.

Para saber se existe forte dependência de alguns clientes ou fornecedores faça uma conta simples, verifique qual a relação percentual destes em relação ao faturamento ou o total de compras respectivamente. Outra técnica que pode ser usada para verificar a existência de dependências é a curva ABC. Empresas que possuem fortes dependências de poucos clientes e fornecedores são muito vulneráveis a qualquer mudança que possam ocorrer, então existe a necessidade de fragmentação.

Quando existem poucos clientes com grande participação no faturamento existem algumas medidas que podem ser aplicadas a curto prazo para reduzir este percentual, a intenção não é vender menos para estes clientes, mas sim buscar aumentar a participação de outros, de forma que exista equilíbrio.
Reduzir as Dependências da Organização
O primeiro ponto neste caso é buscar prospectar novos clientes, e isso é possível fortalecendo e qualificando a equipe de venda, de forma que estejam preparados para atender a todas as necessidades do mercado. Pode-se também ser realizada uma fragmentação demográfica, ou seja, a empresa buscará participação de mercado em regiões antes não exploradas, mas para realizar este procedimento, todos os cuidados são necessários no sentido de realmente buscar conhecer esta nova região. Por fim, na busca de aumentar a participação relativa da carteira de clientes, a empresa pode entrar em outros mercados, diversificando sua linha de produtos.

No caso de existirem poucos fornecedores com grande influência sobre a empresa, pode-se tomar algumas medidas que muitas vezes impactam não apenas nessa mudança de dependência, como também podem corroborar em maior eficiência, qualidade e redução no custo das matérias primas.

Deve-se primeiramente buscar desenvolver novos fornecedores, e este processo deve ser cuidadosamente analisado, pois a qualidade desta matéria prima influenciará diretamente no resultado final do produto da sua empresa. Verifique se o novo fornecedor possui todas as especificações desejadas quanto a qualidade, capacidade produtiva e tempo de entrega.

Uma medida que também pode ser aplicada é a integração vertical, ou seja, a empresa é seu próprio fornecedor de matéria prima. Por um lado essa medida pode trazer grandes benefícios, mas algumas vezes por este não ser o core business (foco de negócio da empresa principal), o resultado pode ser desastroso.

Mas muitas vezes existe dependência de poucos fornecedores em razão dos outros não possuírem capacidade tecnológica ou estrutural produtiva, neste caso pode-se investir no desenvolvimento deste fornecedor, de forma a prover suas carências.

Desta forma a dependência de poucos clientes ou fornecedores pode ser reduzida significativamente, tornando a empresa menos vulnerável ás oscilações que podem ocorrer no mercado, como exemplo uma falência de algum agente diretamente ligado com a organização.

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Ajudem a divulgar o Portal da Administração

Quarta, 27 de Fevereiro de 2008
Ajude-nos a divulgar o Portal da Administração. Convide parentes, amigos, todos que você conhece para que também usufruam do conteúdo de qualidade disponibilizado gratuitamente para todos.

Caso você tenha um site, crie um link direcionado para o Portal da Administração.

Se houver dificuldade para criar o link, peça nossa ajuda: contatoadm@portaldaadministracao.org

Agradecemos a colaboração de todos!

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Tempero Motivacional para o Ambiente de Trabalho

Quarta, 27 de Fevereiro de 2008
Quem já não teve momentos complicados no ambiente de trabalho e pensou buscar forças que acreditava não mais existirem? Quem também não enfrentou problemas pessoais que acabaram refletindo no desempenho profissional?

Momentos assim que geraram até problemas de saúde... O corpo soma o que o pensamento alimenta.

Tudo é uma questão de motivação humana, ética e bom senso. Conheço uma história em que um funcionário foi demitido porque não quis participar de uma operação ilegal solicitada pelo seu chefe... Hoje, o seu chefe está preso.

O fato é que muitas pessoas saíram de situações complicadas porque encontraram o ingrediente certo: acreditaram em si próprias, dando um tempero todo especial de motivação para suas vidas.

É mentira essa história de que numa empresa os indivíduos são profissionais e em casa são pessoas. Não dá para dizer aos funcionários: No trabalho você só pensa, lá fora você sente. Você pensa, sente e vive dentro da empresa. É por isso que a produtividade cai quando o ambiente não é bom.

Tempero Motivacional para o Ambiente de Trabalho



As empresas com visão de longo prazo sabem disso, criam mecanismos para atrair e reter talentos, desenvolver equipes... Percebemos hoje porém, que se fala muito em "reter talentos", mas na prática tem-se vendido a idéia que o bom funcionário é aquele que fica poucos anos numa empresa.

Essa mentira de mercado criou "executivos relâmpagos", "entusiasmados sem causa", "donos da verdade", com belos currículos, mas fracos na execução do trabalho e no relacionamento com pessoas e por conseqüência fracos na formação de uma equipe comprometida.

Ninguém tem nervos de aço e como seres humanos somos afeto em pessoa, carentes de sentimentos melhores, de espiritualidade, de motivação, de se acreditar crescendo e, sobretudo, de família e quando um dos pilares cai, a possibilidade de erro, de desconcentração, de maus resultados é muito maior.

Há muita pressão nos dias de hoje. Se alguém estiver desempregado, enfrenta pressão em casa, na família... Se estiver em plena carga de trabalho, cobra mais resultados de si mesmo ou recebe esta carga de seus superiores ou ainda do próprio medo dos bons ventos irem embora.

As empresas mais lucrativas do mundo tem o seu foco centrado num bom ambiente de trabalho onde impera a confiança, o bom humor, a motivação pela vida e o compromisso de todos com as metas, com os resultados. Exemplos? São muitos... Vou citar aqui apenas um: Microsoft.

A empresa que quer resultados precisa motivar pessoas. E para motivar pessoas é preciso criar uma cultura interna e treinar até a exaustão.

É um equívoco e um mito afirmar que custa caro investir em motivação de pessoas, de equipes... Mais caro é ter uma empresa com pessoal desmotivado. Essa "desculpa" gera pessoas descompromissadas com o negócio. E aí, adeus sucesso!

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!