Mateus Paulini
Sexta, 31 de Agosto de 2007
Sua empresa ou a empresa onde você trabalha está com problemas financeiros? Será que existe volta?
Muitas vezes o tamanho do "buraco" apenas é percebido quando não é mais possível voltar atrás. Em termos técnicos financeiros, este ponto é chamado de estado de insolvência.
Insolvência significa que a empresa não consegue mais realizar suas operações, suas contas estão em níveis alarmantes, e não existe saída a não ser decretar falência e tentar negociar com funcionários, fornecedores e governo. Mas existem possibilidades de prevenção, para que uma empresa chegue a este ponto.
Sempre existem sinais que devem ser "lidos" de acordo com o momento que a empresa atravessa, possibilitando analisar falhas e corrigi-las antes que torne-se um problema maior.
 Alguns pontos são fundamentais para análise inicial de medição da "saúde" financeira de qualquer empresa, e com isso, diagnosticar se está caminhando para o crescimento sustentável, ou eminente estado de insolvência.
Uma gestão consciente do fluxo de caixa resultará em tranqüilidade financeira, pois as obrigações serão visíveis e planejadas. Mas o fluxo de caixa não limita-se apenas as movimentações de entrada e saída de recursos. Todo o processo é complexo com muitas variáveis que devem ser constantemente e cuidadosamente analisadas.
O NCG (Necessidade de Capital de Giro) é outro importante indicador a ser analisado. Lembre-se de tomar cuidados fundamentais ao analisar índices, deve-se ter em mente a situação atual da empresa para conseguir realizar uma análise contundente. Para ilustrar meu raciocínio, imaginemos que a empresa obteve aumento do NCG em 35% com relação ao período anterior.
O que isso quer dizer em primeiro momento?
Resposta: Nada. Primeiro é necessário observar o momento. A empresa pode estar realizando aumento programado de estoques, aumentando os prazos de vendas, antecipando pagamento para fornecedores (prática habitual quando há desconto por pagamento antecipado). Todos os itens mencionados anteriormente resultam em aumento do NCG, mas isso não quer dizer que a empresa está passando por dificuldades.
Quando tratamos da gestão financeira de qualquer empresa, independentemente do segmento ou porte, todo cuidado é pouco. Evitar insolvência financeira é possível, e para isso existem inúmeros mecanismos de fiscalização como os citados neste artigo, possibilitando assim corrigir o caminho, mas depois que entrou nesse estágio, o que resta é apenas aguardar o fim.
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Rafael M. Menshhein
Quinta, 30 de Agosto de 2007
Os serviços são intangíveis, o resultado é percebido somente após sua execução e deve ser feito com um cuidado igual ao de um produto.
As empresas que têm serviços a ofertar ao consumidor buscam atender necessidades, o consumidor sempre buscará o melhor serviço.
Muitos produtos consumidos passam pelas mãos dos vendedores, algumas organizações não conciliam o produto, tangível, e o serviço ali existente, então perdem clientes e não descobrem os motivos.
Ser bem atendido é o mínimo esperado por um consumidor, nenhuma pessoa volta ao local onde o atendimento lhe causou algum desconforto.
Este é um momento em que o mercado está voltado para os serviços, é uma tendência do consumidor valorizar o atendimento, o relacionamento entre quem vende o produto e o comprador.
O profissional de Marketing sabe que todo o relacionamento com seus consumidores de serviços é ligeiramente mais delicado, não há como substituir o que foi feito, a satisfação e exigências do consumidor têm padrões mais altos.
Os concorrentes também estão atentos a esse detalhe, que algumas empresas deixam de lado, imaginam-se donas do cliente e acabam perdendo a oportunidade de criar um ambiente favorável à fidelização.
Qualquer serviço prestado é baseado no relacionamento entre consumidor e empresa, mas são as pessoas da empresa que devem estar preparadas para prestar o melhor serviço, desde o vendedor do serviço até quem realmente o faz.
Com a globalização houve uma mudança significativa com a prestação de serviços, os profissionais de Marketing mais preparados não necessitaram de tempo para adaptar-se ao novo contexto e conseguiram uma fatia maior de mercado.
Um dos serviços que as pessoas mais tem contato diariamente é o de centrais telefônicas das organizações (call centers), esta central é uma extensão do Marketing da organização, é fonte para ouvir o feedback do consumidor, suas dúvidas, elogios e até mesmo reclamações, mas poucas dão o devido valor.
A Índia é um país em que a especialização em prestação de serviços para o mercado global chama a atenção, existem call centers de inúmeras empresas instaladas lá, independente do idioma, o país estruturou-se para atender o consumidor de qualquer região, de qualquer empresa e por um custo relativamente baixo.
Um dos melhores meios de se fazer Marketing é saber servir ao consumidor, deixando-o satisfeito com os serviços prestados, especialmente o atendimento, que deve seguir um padrão comum a todos os consumidores, se distinção.
Enquanto algumas organizações ainda estão na fase de produzir e ponto final, muitas estão acompanhando a evolução do mercado e gerando ao cliente o conforto de ser bem atendido e receber serviços adequados ao padrão de mercado, senão melhores.
Colaborador: Rafael M. Menshhein
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Administrador
Quinta, 30 de Agosto de 2007
O principal é compreender que o "comprador" não irá lhe fazer todas as perguntas necessárias ou possíveis. Ele presume que você sabe delegar. E que, se delegou para ele, ele tem que ser competente para isso - sua tarefa é comprar o que foi pedido para comprar - ele está certo!
Resumindo o que e como fazer em uma frase: Coloque-se no lugar da outra pessoa (ou departamento), pense em cada dúvida ou opção que ela poderá ter, e lhe passe as informações ou critérios para resolver ou decidir cada uma.
COMO FAZER - 5 pontos principais: 1. Passe as informações por escrito. Pode ser até num guardanapo, mas escreva. O ato de escrever o que comprar ressalta que está se passando instruções e por si só induz a melhor instruir. Sem falar em mal-entendidos e esquecimentos. E, se o comprador não souber ler (pode ser uma criança), o vendedor saberá.
2. Identifique o que é para ser comprado, passando instruções claras e suficientes. Exemplos: descrição ou marca, modelo, código, dimensões, quantidade, cor, embalagem, prazo de entrega, horários, local, transporte, carga, descarga, limpeza, normas, desenhos, memoriais, garantias, prazo de validade, procedimentos, etc., etc.
3. Informe as condições comerciais a serem observadas. Pode ser um simples valor de referência, uma planilha de valores, critérios, um planejamento financeiro, uma minuta de contrato.
4. Esclareça os Procedimentos Operacionais: responsabilidades, responsáveis, trâmites, verificações, aprovações, etc.
5. Reveja toda a sua solicitação - lembrando que você só terá razão em reclamar sobre o que contrariar as suas instruções. Coloque-se no lugar do comprador ou do fornecedor e verifique onde ficou chance para "desvios" que você não vai querer aceitar - "se você não definir uma cor, qualquer cor será aceitável".

Proceder conforme acima requer um dispêndio de tempo. Mas, com certeza bem menor que do que se gastaria resolvendo os problemas e transtornos assim evitados. E, no caso mais comum, onde se tem tipos de compras habituais, a elaboração e uso de Procedimentos e Check-Lists minimiza muito esse problema. Ganha-se - não só tempo - mas dinheiro e qualidade também.
Para finalizar, se quiser testar com um exercício rápido e até divertido, experimente fazer uma "Solicitação de Compra" à sua secretária, para comprar cerveja e petiscos - para uma confraternização com 5 amigos, na sua casa, amanhã às 21:00h. Depois de pronta, verifique você mesmo de quantas maneiras essa compra ainda poderia ser feita - correta perante a Solicitação - mas insatisfatória para você. Você vai se surpreender.
Colaborador: Charbel A. Antonio
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Administrador
Quarta, 29 de Agosto de 2007
São vários os fatores que conduzem as pessoas ao mercado de trabalho, entre eles a busca pelo primeiro emprego, a procura por uma atividade mais adequada ao perfil profissional, um trabalho mais prazeroso, a vontade de mudar de área ou o desemprego.
Independente do motivo, quando um profissional está "disponível" no mercado de trabalho o que ele mais deseja é conseguir uma (re)colocação. Então, onde procurar emprego?
Candidatura Espontânea Você não precisa esperar a divulgação de uma oportunidade para enviar seu currículo a uma determinada empresa. Faça isso espontaneamente! Entre em contato com o RH da organização e envie seu currículo juntamente com uma carta comunicando seu interesse. Seja objetivo, formal e sensato. A persistência é uma característica interessante, mas não podemos dizer o mesmo da insistência. O profissional de RH deve se lembrar de um candidato interessado, e não enfadonho.
Resposta a Anúncios Nos anúncios de emprego as empresas informam como desejam receber os currículos. Siga a orientação e juntamente com o currículo envie uma carta de apresentação. Se enviar o currículo por e-mail substitua a carta por uma mensagem eletrônica, objetiva e elegante.
Agência de Emprego As agências de emprego recebem diariamente centenas de dezenas de currículos, o que nos faz pensar que algum deles pode não ser lido. E isso pode acontecer mesmo! Para não cair no esquecimento mantenha seu cadastro e seu currículo sempre atualizados. Acompanhe as oportunidades divulgadas pelas agências e envie um currículo específico para aquelas de seu interesse e qualificação.
Empresas de Recolocação Empresas de recolocação prestam serviço de orientação ao profissional que procura uma oportunidade. Facilitam sua (re)inserção no mercado indicando-o para as empresas solicitantes e preparando-o para o processo seletivo. Ao contratar os serviços de uma empresa de recolocação peça referências e verifique sua idoneidade.
Entidades de Classe São as associações, conselhos e sindicados profissionais. As entidades de classe, além de reunirem informações diversas sobre uma profissão especifica, mantêm contato com empresas intermediando a contratação dos profissionais. Filie-se e acompanhe a divulgação das vagas.
Órgãos do Governo Existem órgãos do governo que atuam voltados para o apoio ao trabalhador, encaminhando-o para cursos de qualificação, comunicando oportunidades de emprego e intermediando sua contratação. Procure o órgão atuante em sua região e cadastre-se gratuitamente.
Internet Uma opção bastante usual em tempos de avançada tecnologia é a internet. As empresas cadastram suas oportunidades de emprego em sites especializados e os candidatos enviam seus currículos. A internet é muito utilizada pelas empresas, que através dela otimizam o processo seletivo. Além dos sites especializados você também pode participar de fóruns e de redes de relacionamento profissional.
Indicação As pessoas com quem você se relaciona podem representar uma porta para seu novo emprego. Através dessas pessoas você pode ter acesso às vagas que não são divulgadas na mídia, e também se aproximar do responsável pela contratação. Mas não pense que o simples fato de ser indicado basta. É preciso que você mostre suas competências.
Estágio Muitas empresas investem em programas de estágio e em programas trainee, considerando os benefícios da formação profissional. Para isso divulgam suas oportunidades na mídia ou entram em contato diretamente com as instituições de ensino. Fique atento às divulgações e mantenha um relacionamento próximo com os coordenadores de cursos.
Bom, seja qual for a opção escolhida por você o envio do currículo é inevitável.
Colaboradora: Daniela Guimarães
Categorias:
Internet, Currículo, Recursos Humanos, RH, Emprego, Perfil Profissional, Recolocação, Mensagem Eletrônica, Qualificação, Agência de Emprego, Estágio,
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Administrador
Quarta, 29 de Agosto de 2007
Para todas as pessoas que já possuíam ativos, as reformas financeiras foram uma bênção extraordinária. É como se aparecesse uma fada e com sua varinha de condão tivesse aumentado as contas bancárias. Mas a pergunta que se faz agora é o que a fada vai fazer (se realmente pensa em fazer alguma coisa) pelas pessoas que não tinham ativos financeiros em 2002, quando começou a expansão.
A magnitude dessa riqueza financeira que se materializou como por mágica é enorme. O valor das ações listadas no Brasil, por exemplo, cresceu de US$ 94,8 bilhões no terceiro trimestre de 2002 para pouco mais de US$ 1 trilhão em julho deste ano. Durante esse mesmo período, o montante administrado pelos fundos de pensão privados no Chile cresceu de US$ 33 bilhões para US$ 100,9 bilhões. O aumento foi de aproximadamente US$ 4.250 per capita. Mas a riqueza não se acumulou igualmente para todos os habitantes do país. Os lucros beneficiaram desproporcionalmente aqueles que tinham as ações que mais se valorizaram.
A pergunta é como conseguir lucros para os que, até agora, têm ficado de fora dessa festa. Essa idéia sempre esteve no ar, mas agora é urgente. A crítica é que os países que conseguiram grandes resultados com as reformas financeiras não têm feito o suficiente para levar os benefícios às classes média e baixa. Já os ricos ficaram extraordinariamente ricos. Caso sejam necessárias provas, o mexicano Carlos Slim ultrapassou Bill Gates como a pessoa mais rica do mundo. Todavia, enquanto isso, os assalariados de classe média estão no mesmo nível.

Há uma ampla gama de medidas que os países podem tomar. Muitas parecem atraentes, mas devem ser analisadas com cuidado porque podem enfraquecer ou descarrilhar a expansão financeira. A inovação que se discute aqui cria um novo tipo de ativo financeiro, que os participantes do mercado de capital poderiam comprar ou vender da mesma maneira que fazem com bônus ou ações. Ele funcionaria porque os mercados de capitais da região conquistaram a capacidade de captar e distribuir dinheiro. A inovação usa uma técnica moderna para fazer uma pequena, mas crucial mudança de risco em alguns tipos de bônus. Seu objetivo deverá ser o de canalizar grandes montantes para atividades novas e promissoras que hoje não recebem tanto financiamento quanto necessitam.
Como os mercados de capitais nacionais estão canalizando dinheiro para grandes empresas em vários países da região, apenas se devem modificar ligeiramente os fluxos de crédito nesses países de forma que os mercados canalizem o crédito para empresas menores. Estas, incluindo as que têm potencial para crescer rapidamente, não têm podido atrair muito financiamento porque são muito arriscadas. Tenta-se emitir bônus, mas os investidores são reticentes em comprá-los.
Uma maneira de resolver esse problema é identificar um grupo diversificado de empresas médias, por exemplo, vinte empresas de diferentes setores, de forma que seus riscos não estejam relacionados. Cada uma delas emite notas promissórias. Em seguida, juntam-se as notas em um grupo, que deve oferecer menos riscos que os papéis individuais que o compõem. O passo seguinte deve ser o de convidar investidores a comprar participações nesse pool.
Criar pools de notas arriscadas ajuda a reduzir o risco, mas o risco de investir em uma parte de um pool ainda pode ser grande. Um passo adicional é comprar uma garantia para esse fundo em uma seguradora internacional de primeiro nível. A garantia dá ao investidor um seguro contra perdas ou contra perdas maiores. Essas garantias já têm sido usadas na América Latina para conseguir financiamentos a projetos de infra-estrutura e não são proibitivamente caras. As companhias de seguro que as emitem são especialistas em avaliação de riscos e têm força financeira para cobrir as garantias que oferecem. Esse novo tipo de intermediação de risco pode superar um obstáculo que no passado bloqueou o acesso ao financiamento para muitas empresas médias na América Latina.
A inovação proposta deve ter um grande efeito. Essa afirmação fia-se em que, caso as companhias médias consigam financiamento suficiente, vão criar mais postos de trabalho. Além disso, essas vagas terão mais valor agregado, como salários maiores. Essa inovação pode ajudar a conservar os trabalhadores jovens e altamente qualificados, que constantemente recebem ofertas de empregos mais de acordo com seu nível.
John C. Edmunds Doutor em Administração de Empresas pela Universidade de Harvard, professor de finanças do Babson College em Boston e co-autor de Wealth by Association
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