Mateus Paulini
Sexta, 29 de Junho de 2007
Na conceituação de administração do caixa, é relevante sua importância para análise da situação financeira da empresa, devendo ser considerada a mensuração do capital de giro, projeção de créditos a realizar e das contas a pagar, avaliação de eventuais dificuldades de recursos e do movimento econômico com a necessária cautela na análise de créditos da clientela.
É importante considerar as armadilhas geradas pela avaliação de crédito baseada no resultado contábil e na análise e interpretação da geração histórica de caixa, preocupando-se na elaboração de um modelo de projeção de fluxo de caixa com escolha da moeda de projeção.
Assim, a eficiência da administração do caixa exige sistemático estudo dos aspectos operacionais, tais como: receitas, custos e capital de giro; investimentos e política de dividendos; avaliação e previsão de balanços; estrutura e custo de capital; discussão de alternativas de financiamento de capital de giro; determinação do ponto de equilíbrio em face do movimento econômico e o fluxo financeiro, sempre com vistas à eficiência da estabilidade e resultados positivos da empresa.
Considerando a necessidade de controle da administração econômica e financeira da empresa, bem como do necessário cuidado na gestão dos seus empreendimentos e negócios visando sempre melhores resultados, a otimização de procedimentos e agilidade no controle permanente do movimento econômico se torna obrigatória através da administração do caixa, cuja eficiência resultará na redução de custos e no efetivo controle do fluxo financeiro, ações dinâmicas que conseqüentemente impulsionarão o aumento da rentabilidade.
Deve-se observar que o aumento da rentabilidade não depende única e exclusivamente da boa gestão do fluxo de caixa, mas também da boa gestão de todo conjunto de processos e operações da empresa. Por exemplo, se uma venda ou compra forem mal feitas por seus respectivos departamentos, consequentemente será resultado em perdas para a empresa comprometendo sua rentabilidade.
Infelizmente a maioria das empresas não utiliza métodos atuais e eficientes para gerenciamento de caixa.
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Contabilidade, Custo, Finanças, Rentabilidade, Crédito, Receita, Investimento, Ponto de Equilíbrio, Administração Financeira, Capital de Giro, Contas a Pagar, Administração de Caixa,
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Quinta, 28 de Junho de 2007
Conjunto de normas internacionais que busca averiguar a existência de um sistema de garantia da qualidade implementado na empresa, verificando os requisitos da norma com a realidade encontrada. Em sua abrangência máxima engloba pontos referentes à garantia da qualidade em projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços associados; objetivando a satisfação do cliente pela prevenção de não conformidades em todos os estágios envolvidos no ciclo da qualidade da empresa.
A ISO série 9000 compreende um conjunto de cinco normas (ISO 9000 a ISO 9004). Entretanto, estas normas oficializadas em 1987, não podem ser consideradas normas revolucionárias, pois elas foram baseadas em normas já existentes, principalmente nas normas britânicas BS5750.
Além destas cinco normas, deve se citar a existência da ISO 8402 (Conceitos e Terminologia da Qualidade), da ISO 10011 (Diretrizes para a Auditoria de Sistemas da Qualidade), ISO 14000 (para a gestão ambiental) e de uma série de guias ISO pertinentes à certificação e registro de sistemas de qualidade.
As normas ISO 9000 podem ser utilizadas por qualquer tipo de empresa, seja ela grande ou pequena, de caráter industrial, prestadora de serviços ou mesmo uma empresa governamental.
Deve ser enfatizado, entretanto, que as normas ISO série 9000 são normas que dizem respeito apenas ao sistema de gestão da qualidade de uma empresa, e não às especificações dos produtos fabricados por esta empresa. Ou seja, o fato de um produto ter sido fabricado por um processo certificado segundo as normas ISO 9000 não significa que este produto terá maior ou menor qualidade que um outro similar. Significa apenas que todos os produtos fabricados segundo este processo apresentarão as mesmas características e o mesmo padrão de qualidade.
Portanto, as normas ISO não conferem qualidade extra a um produto (ou serviço), garantem apenas que o produto (ou serviço) apresentará sempre as mesmas características. Os princípios básicos das normas de ISO 9000 são uma organização com documentação acessível, ágil, que tenha equipamentos limpos e em bom estado. Mas um dos aspectos mais importantes é o da auditoria interna.
A empresa deve ser constantemente auditada, estar sempre se auto-averigüando, para descobrir defeitos e promover as ações preventivas e corretivas para que eles não se repitam. Enfim, vai montar um sistema de qualidade que faça com que o empregado não se perca dentro da sua própria função.
Agindo assim, tem condições de atender à demanda, sabe onde estão as coisas, tem tudo documentado e, acima de tudo, tem uma administração que está comprometida com a qualidade.
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Qualidade, Requisitos, ISO 9000, ISO 14000, Produção, ISSO, Gestão da Qualidade, Auditoria Interna, Administração da Qualidade, Sistema de Qualidade, Sistema de Garantia, ISO 9004, ISO 10011,
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Mateus Paulini
Quarta, 27 de Junho de 2007
Seria muita ingenuidade pensarmos que os Estados Unidos (país que mais consome combustíveis no mundo) seria apenas um bom comprador do nosso Etanol e Biodiesel,..... isso seria perfeito, mas tenho minhas dúvidas se isso vai durar por muito tempo.
Então alerto a todos que trabalham em empresas e segmentos que visam com objetivo fim a produção dos tão comentados combustíveis limpos (baixo poluição) brasileiros.
Poucos países possuem as condições climáticas é produtivas que o Brasil possui atualmente, não vou comentar sobre o conhecido custo de logística (ponto extremamente negativo), que ficará para uma outra postagem. E os Estados Unidos dificilmente conseguirão abastecer seguramente seu mercado interno, substituindo para um combustível limpo........ dificilmente hoje, mas em breve....
Existem fortes investimentos caminhando para um novo combustível: HIDROGÊNIO. E quando isso acontecer, o Brasil não vai ter demanda para consumir tanto Etanol ou Biodiesel, sendo uma catástrofe para uma economia cada vez mais dependente deste segmento.
Em algumas pesquisas, observei que no prazo de 5 anos, o hidrogênio será tão comum quanto a gasolina, então meus leitores perguntam:
Onde está a vantagem do hidrogênio em relação aos outros combustíveis limpos?
Primeiramente, o processo de produção do hidrogênio é menos poluente que os outros combustíveis (vantagem ambiental). E o principal, o hidrogênio é fabricado em laboratório, ou seja, os custos de logística que há nos combustíveis provenientes da agricultura não existem (vantagem no custo/produto).
Atualmente, o processo de produção do hidrogênio está sendo desenvolvido e aprimorado, para permitir produção em larga escala, quem quiser saber mais sobre, leiam o artigo que saiu na revista Structure.
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Economia, Logística, Biodiesel, Etanol, Laboratório, Produção, Gasolina, Hidrogênio, Processo Produtivo, Combustível Limpo, Condições Climáticas, Larga Escala,
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Terça, 26 de Junho de 2007
Eu estava passando no blog da Cris e me deparei com uma interessante notícia: Venda de biodiesel a países ricos começa em agosto. Primeiro segue a notícia na íntegra, coletada do Terra Magazine:
A Petrobras vai iniciar em agosto a exportação de biodiesel para os Estados Unidos e para países europeus, disse nesta quarta-feira Júlio César Arnauld, gerente de comercialização da estatal brasileira.
Arnauld afirmou, durante o primeiro Encontro Luso-brasileiro de Biocombustíveis, evento que ocorre na capital paranaense até sábado, que a Petrobras está à procura de parcerias com empresas brasileiras e estrangeiras para desenvolvimento do mercado de biodiesel.
"Há um grande interesse no mundo inteiro. Nosso objetivo é ser um grande player no mercado mundial de biodiesel, nos próximos anos", salientou.
A Petrobras está investindo na implantação de três centrais de produção de biodiesel: duas no Nordeste (Ceará e Bahia) e uma em Minas Gerais.
O objetivo da estatal é atingir uma produção de cerca de 880 milhões de litros de biodiesel em janeiro de 2008.
Etanol
Júlio César Arnauld adiantou ainda que a Petrobras está investindo US$ 2 bilhões em infra-estruturas capazes de garantir a exportação de etanol, outra grande aposta da empresa no mercado de combustíveis limpos.
Entre as obras de infra-estruturas, está a construção de uma rede de dutos de mais de 2.500 quilômetros de extensão, ligando as principais regiões produtoras de etanol aos portos brasileiros.
"Essa rede vai garantir vantagens competitivas ao etanol brasileiro no exterior, dentro da estratégia de criar um mercado internacional para garantir que o crescimento da indústria do setor seja sustentado", afirmou.
"O objetivo é globalizar o uso do etanol que tem uma facilidade maior em ser introduzido na matriz energética de outros países", sublinhou.
A empresa estatal brasileira está desenvolvendo parcerias com empresas de energia da Venezuela, Nigéria e do Japão para a produção e exportação de etanol.
Logicamente a exportação do biodiesel traz muitos benefícios econômicos para o brasil, como também para o meio ambiente, e o etanol vai seguir a mesma tendência. Será que a produção destes 2 combustíveis suportará a demanda interna?, é obvio que para os produtores (grandes produtores agrícolas e usineiros) é vantagem priorizar o mercado externo ($$$DÓLARES$$$).
A dúvida é: haverá algum tipo de regulamentação para garantir o abastecimento interno?, eu sinceramente acho que não.
Como já ocorrido em outras reuniões do governo com a "classe usineira", os fatores de mercado definem o mercado (demanda e oferta), ou seja, será ofertado produto ao exterior, reduzindo a quantidade da oferta interna, RESULTADO = o combustível (Biodiesel e Etanol) ficarão mais caros no mercado brasileiro.!
Só uma última observação, no final da reportagem: "A empresa estatal brasileira está desenvolvendo parcerias com empresas de energia da Venezuela,..........". Ainda não entendo, depois de tudo o que aconteceu e está acontecendo neste pequeno país ao lado, o Brasil incluí-lo em seus planos!
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Economia, Europa, Ethanol, Biodiesel, Estados Unidos, Etanol, Mercado, Oferta, Produção, Dólar, Lula, Infra-Estrutura, Demanda, Países Europeus, Combustível Limpo,
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Segunda, 25 de Junho de 2007
Um dos primeiros usos do conceito "estratégia" ocorreu há aproximadamente 3.000 anos pelo estrategista chinês Sun Tzuo (A Arte da Guerra), que afirmava que "todos os homens podem ver as táticas pelas quais eu conquisto, mas o que ninguém consegue ver é a estratégia a partir da qual grandes vitórias são obtidas".
O vocábulo teve sua origem na Grécia Antiga, significando inicialmente, "arte do general" (STEINER e MINER,1981), adquirindo posteriormente uma conotação voltada para a guerra, denotando "General" (estratego) - "a arte e a ciência de conduzir um exército por um caminho". (MEIRELLES, 1995)
"Poucas palavras são objeto de tantos abusos no léxico das empresas, são tão mal definidas na literatura gerencial e estão tão expostas a diferentes significados quanto a palavra estratégia". FAHEY (1999)
Gosto particularmente de uma definição para o conceito: "intensão sutil e engenhosa ..." (principalmente quando não quero entrar em detalhes) por ser assertiva, sem firulas. Porém nem todas ações sutis e engenhosas são estratégicas, o que deixa a definição incompleta! O que está faltando? No dicionário, um dos significados sem conotação militar é "arte de aplicar com eficácia os recursos de que se dispõe ou de explorar as condições favoráveis de que porventura se desfrute, visando ao alcance de determinados objetivos" (Houaiss), porém considero incompleta também!
Vamos listar algumas definições (em Administração) clássicas do vocábulo:
- "Medidas que visem diretamente modificar o poderio da organização em relação à concorrência". (Konichi Omae)
- Orientações que possibilitem melhor posicionamento da organização no ambiente.
- "Conjunto de decisões que determinam o comportamento a ser exigido em um determinado espaço de tempo". Simon)
- "Forma de pensar no futuro, integrada no processo decisório, com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados". (Mintzberg)
Se analisarmos os conceitos acima notaremos um primeiro traço comum: medidas, orientações, decisões, forma de pensar no futuro, termos que no contexto das respectivas frases nos dão a idéia de "intensão" e "ação futura".
Continuando a análise observamos a alusão à uma condição: poderio, posicionamento, comportamento (exceção à Mintzberg).
Uma terceira observação é quanto ao referencial: concorrência, ambiente, (excluindo Simon e Minzberg) sugerindo a participação de outros atores.
Decompondo o conceito:
Objeto (o quê) - intensão, ação futura.
Objetivo (para que) -obter poderio, vantagem, supremacia
Condição (como) - alterar posicionamento, comportamento
Referência (a fim de) - concorrência, ambiente externo.
A(s) estratégia(s) pressupõe um conjunto de medidas (plano) abrangentes que num tempo futuro visam a vantagem competitiva da organização. Uma somatória de esforços empreendidos no intento de desenvolver ou potencializar competências centrais (essenciais) tornando-as competências de vanguarda.
E quanto à tática? Ela assume características mais visíveis, pontuais, circunscritas à áreas específicas da organização. ("...podem ver as táticas pelas quais conquisto, mas o que ninguém consegue ver é a estratégia a partir da qual grandes vitórias são obtidas". Sun Tzuo). Uma das acepções do termo Tática: "método ou habilidade para sair-se bem em empreendimentos, disputas, situações de vida, relativo a arranjo, organização, alinhamento, manobra hábil". (Houaiss)
Alguns exemplos de táticas: uma nova tecnologia (equipamentos computadorizados), implementação de metodologia (sistema ISO), racionalização de produtos (pesquisa), modificação de portfólio (inovação), melhoria de competência (treinamento) ...
A estratégia se locupleta pela adoção de medidas táticas que por sua vez, viabilizam-se através de medidas operacionais levadas à termo nos nichos funcionais da empresa formando a cadeia de resultados: ações operacionais -> ações táticas -> ações estratégicas, orientadas na dimensão temporal do curto ao longo prazo.
Imagino que o leitores tem agora, plena condição de completar a definição que iniciamos no quarto parágrafo! (a da definição sem autor, que construí - sem pretensão!).
As ações operacionais (curto prazo), as ações táticas (médio prazo) e as ações estratégicas (longo prazo) orientadas, seqüenciadas, articuladas e formalizadas compõe o conjunto de medidas que estruturam o planejamento estratégico.
Wagner Herrera
Fonte: www.wagnerherrera.blogspot.com
Categorias:
Estratégia, Planejamento Estratégico, ISO, Posicionamento, Ambiente Externo, Mintzberg, Tática, Administração Estratégica, Sun Tzuo, A Arte da Guerra,
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