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Webmarketing para Webmasters

Quinta, 31 de Maio de 2007
Dias, semanas e até meses de trabalho para desenvolver o seu site. Tanta dedicação, cuidados com o layout, imagens tratadas, textos impecáveis, links sem defeito, tudo para agradar o seu futuro visitante e quando tudo está pronto, o contador de visitas só mostra suas próprias passagens pelo site?

Neste imenso mundo virtual, um site pode passar meses despercebido se não for divulgado de maneira eficiente. Existem muitas formas de divulgação na web, que não causam danos ao seu bolso e trazem retornos bastante significativos.

Confira a seguir alguns métodos:

Cadastro em sites de busca
Uma forma já bastante conhecida de divulgação e uma das primeiras utilizadas ainda trazem bons resultados se for feita corretamente. Para cadastrar procure os links no sites de busca como "cadastro", "novo site" , ou algo do tipo e preencha corretamente seguindo as informações pedidas. Não aceite pagar por um cadastro, pois os sites de busca precisam dos seus dados, do mesmo modo que o seu site precisa do sistema deles.

Boca a boca
Se as pessoas próximas a você, não sabem da existência do seu projeto, como pretende que outras fiquem sabendo? Um conteúdo com qualidade, de alguma forma será passado e repassado entre diversas pessoas, que voltarão a fazer uma nova visita.

E-mail (não SPAM)
Deixe um espaço para que o visitante possa incluir o seu e-mail e seja notificado sobre as novas atualizações do site. Evite pedir nome, telefone, endereço, cidade, etc. Isso não vai lhe trazer nenhum benefício. O e-mail é a única informação que você realmente precisa, pois com ele você nunca perde o contato com o seu usuário.

Parcerias com outros sites
Se pensar que o seu conteúdo é único na web, está muito enganado. O que você pensou agora em oferecer, outros já estão oferecendo de forma aprimorada. Propor parceria com sites do mesmo tipo que o seu pode ser a forma mais lucrativa de aumentar a sua audiência. Ao visitar o seu site e não encontrar a informação que deseja, é 99% confirmado que o visitante irá procurar em outros da mesma espécie para encontrar o que procura. Essa união entre os sites, traz benefícios para ambos e torna mais fácil a busca por uma determinada informação.

Prontinho! Depois disso é só ajustar os contadores e esperar para conferir os resultados.

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Você Seria Seu Cliente?

Quinta, 31 de Maio de 2007
Seja sincero ao responder esta pergunta "você seria seu cliente?".

Você acredita que sua empresa tenha uma linha de frente cordial, eficiente e qualificada?

Alguma vez você já se preocupou em avaliar o grau de satisfação do s clientes que freqüentam a sua empresa?

Será que eles voltam? Indicam para os amigos?

O ambiente interno gera satisfação para o cliente que entra na sua loja?

Todos esse s fatores precisam ser analisados e avaliados. Coloque-se no lugar do cliente que procura a sua empresa. Seja para a compra de um produto ou serviço. Desde o primeiro contato do cliente com sua empresa ele precisa sentir-se confortável, ter a sensação que esta sendo atendido por pessoas qualificadas e que suas dúvidas, incertezas e necessidades serão supridas desde o primeiro momento.

Vários são os tipos de clientes que fazem contato com sua empresa todo dia e sua equipe de trabalho precisa estar ciente de que cada cliente tem um jeito, mas que todos precisam obter bons e positivos resultados, sejam dos serviços ou produtos.

Reúna sua linha de frente de atendimento, peça sugestões, ninguém melhor do que eles podem dar um feedback do que os clientes buscam no dia a dia, opinar sobre algumas mudanças no atendimento, diferenciações ou desejos que os clientes costuma sempre falar.
Anote todas as sugestões, faça uma análise dos seus resultados atuais e coloque em prática as novas idéias.

Sugiro que seja uma de cada vez para ir avaliando as mudanças nos resultados e o comportamento dos clientes.

Incentive sua linha de frente com premiações pelo melhor atendimento, motive seus funcionários a ter orgulho e comprometimento com o trabalho realizado.

Coloque em prática o Marketing de Relacionamento, crie um cadastro dos seus clientes com todas as informações que conseguir obter e faça contatos regulares com eles.

Promoções, lançamentos, datas comemorativas, pós-venda, tudo é motivo para contatar seus clientes e com isso conseguir que eles se sintam importantes para você e realmente são.

Não tenha medo de implantar mudanças na sua empresa, pois o mercado gira em torno da globalização que muda a cada minuto, porque não inovar, arriscar, fazer algo mais e crescer?

Cada etapa de mudança na linha de atendimento deve ser anotada e avaliada constantemente e tenha sempre uma forma de obter dos seus clientes um retorno do atendimento recebido.
Faça isso pessoalmente, por que não?

Tire umas horas do dia e esteja na frente de sua loja, buscando um contato maior com seu público, verificando se estão satisfeitos.

Quem não se lembra do Comandante Rolim, que com suas iniciativas inovadoras marcaram a evolução da TAM e da aviação brasileira.

Rolim afirmava que "O cliente é o maior bem que uma organização pode ter. Eu sempre digo aos nossos funcionários: Olha, avião para a empresa, um a mais, um a menos, não significa grande coisa. O que não podemos é quebrar esse pilar da credibilidade, da comunicação, do canal que permite às pessoas saberem que podemos resolver o seu problema. Isso não há dinheiro no mundo que pague".

Hoje o comandante Rolim já não existe mais, faleceu em 2001, e a TAM tem passado algumas crises, mas que fique a filosofia do comandante "Os clientes, estes sim são fundamentais".

Márcia Nana - site: www.ideiaconsultoria.blogspot.com - e-mail: mnanas2003@yahoo.com.br

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A Visão do Futuro

Quinta, 31 de Maio de 2007
"Uma visão sem ação não passa de um sonho.

Ação sem visão é só um passatempo.

Mas uma visão com ação pode mudar o mundo". (Joel Baker)

As frases acima fecham com chave de ouro o excelente vídeo "A Visão do Futuro", produzido por Joel Baker e comercializado com exclusividade no Brasil pela Siamar, inclusive para locação. É um vídeo que costumo apresentar ao final de algumas palestras pois tem um poder reflexivo incontestável. Não há como ir para casa sem se perguntar: "O que estou fazendo comigo, com minha família, com minha empresa, para ser feliz?"

O texto de hoje tem este objetivo. Quero despertar em você a auto-reflexão sobre como tem tratado sua empresa - ou seu projeto de empresa, caso ainda não tenha constituído uma.

Desejo que você desligue este piloto automático de sua vida, através do qual você não conduz, mas é conduzido por uma rotina sem sequer saber para qual direção. E passe a vislumbrar diante de si apenas duas palavras: sonhos e futuro.

Futuro e Liderança

O futuro não é o lugar para onde estamos indo. É o lugar que estamos construindo e que dependerá daquilo que fizermos no presente. Por isso, digo que a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.

Aqueles que constróem o próprio futuro, constróem o futuro dos outros. A capacidade de empreender o próprio futuro está se tornando uma questão de sobrevivência. Administrar bem um negócio é administrar seu futuro; e administrar seu futuro é administrar informações. O futuro não é mais sobre tecnologia. É sobre informação. Se a história testemunhou a triste divisão entre nações ricas e pobres, o futuro pode nos reservar a separação entre as que sabem e as que não sabem.

Nenhuma empresa sobreviverá se depender de gênios para administrá-la. Ela precisa ser capaz de ser conduzida por seres humanos medianos. Lidar com gente já é difícil. Levar gente a enxergar o futuro é ainda mais difícil. Jack Welch colocou com propriedade que os gerentes fracos acabam com as empresas, acabam com os empregos. Mas os gerentes fracos são fruto de nossas decisões, são nossa responsabilidade... A melhor pessoa do mundo no negócio ou no cargo errado ainda tem alguma chance. O melhor negócio ou cargo do mundo com a pessoa errada não tem chance nenhuma.

Na qualidade de empreendedores, somos diferentes, iluminados, pois onde todos vêem problemas, vemos oportunidades. Viajamos num carro chamado imaginação, tendo a criatividade como co-piloto, a meta como motor e a persistência como combustível. Sabemos que só o melhor é suficiente e controlamos direta ou indiretamente o destino de muitas pessoas. Fazê-las vibrar com a mesma intensidade com o intangível futuro criado em nossas mentes é nossa missão suprema alcançável através da liderança. E o verdadeiro líder é aquele que consegue capilarizar esse sentimento nos grupos por onde passa.

Sonhos e Metas

O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. E, parafraseando Victor Hugo, não há nada como um sonho para criar o futuro. Tudo isso pode parecer piegas, mas você deve continuadamente monitorar seus passos em relação aos seus sonhos e nunca se afastar deles. Se preferir ser mais técnico, menos filosófico, substitua a palavra "sonhos" por "metas". Mas siga sempre confiante em direção ao cumprimento de seus planos, reto como uma flecha, pois o que torna um sonho irrealizável é a inércia de quem o sonha. O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo.

A maioria das pessoas toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Elas vêem as coisas e dizem o porquê delas. Já os empreendedores dizem: "Por que não?" Poucos aceitam o fardo da própria vitória; a maioria desiste dos sonhos quando eles se tornam possíveis. O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas. Nunca temos tempo para fazer direito. Mas sempre temos tempo para fazer de novo...

"Eu tive um sonho de que meus quatro filhos um dia irão viver em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter". Quando Martin Luther King Jr. proferiu estas palavras em seu famoso discurso, encontrou evidentemente grande resistência no seio de uma sociedade conservadora e racista que ainda hoje prima por ser preconceituosa. Seu pensamento "subversivo", entretanto, encontrou aliados. King não pôde viver para presenciar o efeito de seus atos. Mas o tempo encarregou-se de concretizar seu sonho. Se não o de igualdade, ao menos o de oportunidade.

Sempre que ensinar, ensina também a duvidar do que ensina

Não precisamos saber nem "como" nem "onde", mas existe uma pergunta que todos nós devemos fazer sempre que começamos qualquer coisa: "Para que tenho que fazer isso?" Voltando ao início deste texto, você conduz ou é conduzido? Você escolheu ou foi escolhido para seu negócio?

Entre o certo e o errado há sempre espaço para erros maiores. A vida nem sempre é baseada nas respostas que recebemos, mas também nas perguntas que fazemos. Eu, particularmente, ao repassar minha vida, sinto que sempre estive numa corrida de obstáculos, sendo eu, o maior de todos. A grande chave para a satisfação é algo que quase sempre nos escapa. Não é conseguir o que queremos, mas sim querer aquilo que conseguimos.

Toda glória é fruto da ousadia. A ousadia de tentar ser sempre melhor. Não é tarefa fácil, pois há sempre uma casca de banana à espreita de uma tragédia. E sombras são sempre negras, mesmo sendo de um cisne. Mas espero ver você refletindo repetidamente sobre o que conversamos aqui hoje - sonhos, futuro, objetivos - corrigindo sempre sua rota e banhando-se nas águas permanentes da mudança.

Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo.

Tom Coelho, com graduação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP e especialização em Marketing pela MMS/SP, é empresário, consultor, escritor e palestrante, Diretor da Infinity Consulting, Diretor do Simb/Abrinq e Membro Executivo do NJE-Fiesp.
PS: O texto utiliza frases de Amyr Klink, Arthur Schopenhauer, Clemente Nóbrega, Eleanor Roosevelt, Gandhi, Jack Parr, Paulo Coelho, Pedro Mandelli, Peter Drucker, Ronaldo Sardenberg, Tancredo Neves, Tom Morris.

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Visões da Aldeia Global de McLuhan no Futuro Próximo, Arthur C. Clarke e William Gibson

Quinta, 31 de Maio de 2007
No final da década de 1980, circulava entre os fãs de ficção científica a seguinte história: em uma conferência, pouco depois do lançamento de seu livro Neuromancer, o escritor americano William Gibson teria sido abordado por ninguém menos que Marshall McLuhan, que lhe disse: "Você realizou meu sonho."

Esse encontro não é citado em nenhum texto biográfico referente aos dois escritores - porque provavelmente jamais ocorreu. McLuhan morreu em 1980, três anos antes de Gibson concluir o que é até hoje considerada sua obra-prima. Mas si non è vero, è bene trovato: o livro de Gibson descrevia pela primeira vez (na literatura de ficção científica ou fora dela) a possibilidade de um mundo completamente interconectado: a comunicação universal, sem fronteiras, propiciada pelo ambiente virtual e surreal que Gibson chamou de ciberespaço - uma realidade consensual, ou, mais adequadamente, em suas próprias palavras, "uma alucinação consensual"*.

O advento do ciberespaço seria, para muitos desses fãs, uma interpretação bastante adequada do conceito mais famoso do professor canadense Marshall McLuhan: a aldeia global - precisamente o "sonho" que Gibson teria realizado ao construir o mundo de Neuromancer.

Um sonho que não era novo. Desde a publicação, em 1964, de Understanding Media, pelo menos um conhecido escritor já havia tentado dar vida ao conceito de aldeia global: Arthur C. Clarke. Conhecido mundialmente como o autor da história que deu origem ao filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, Clarke escreveu diversos livros de ficção que abordam com detalhes a idéia da comunicação instantânea universal. Mas sua contribuição mais importante à viabilização de uma futura aldeia global não se deu exatamente pela via da literatura.

A Visão de Clarke - Comunicação Limpa e Sem Obstáculos

Autor, entre outros livros, de Encontro com Rama e A Cidade e as Estrelas, Clarke é conhecido como criador de mundos fantásticos e utópicos. Contudo, o que pouca gente sabe é que este inglês radicado no Sri Lanka, além de escritor, é físico e matemático, e contribuiu ele próprio com a ciência ajudando a desenvolver o radar durante a Segunda Guerra Mundial e criando em 1945 o conceito do satélite de órbita geoestacionária, que revolucionaria as comunicações em escala global.

Talvez por isso, antes de William Gibson, nenhum outro escritor tenha se interessado tanto pela idéia de comunicação instantânea universal. Em diversos de seus livros de ficção, como Terra Imperial e 3001 - a Odisséia Final, ele descreve sociedades em que todos os habitantes do globo estão interligados constantemente, e em obras de divulgação científica, como Um Dia na Vida do Século XXI, escrito em 1986, conceitos como e-learning (educação à distância) e teleconferências utilizando realidade virtual são descritos como lugares-comuns em 2019.

É nesse livro, aliás, que Clarke deixa clara sua afinidade com as idéias de McLuhan, ao citar parte de um discurso que realizou em 1983 na Organização das Nações Unidas, no Dia Mundial das Telecomunicações:

A tão anunciada Aldeia Global já está quase conosco, mas durará apenas um breve momento na história da humanidade. Antes de percebermos que chegou, será suplantada - pela Família Global.*

A idéia de Família Global, uma extensão do conceito de McLuhan, parece evocar uma sensação de belonging, de pertencimento, a um grupo unido e fechado, que convive em harmonia e protege seus membros - uma visão de mundo coerente com o momento histórico em que Arthur C. Clarke (nascido em 1917) foi criado. Hoje, num mundo no qual, entre muitas outras noções, o conceito de família começa a ganhar contornos mais fluidos, as palavras de Clarke parecem transmitir uma mentalidade ainda ligada de modo inconsciente ao passado. Como Bruce R. Powers observa no prefácio a The Global Village - Transformations in World Life and Media in the 21st Century, "as pessoas passam suas vidas criando simulações razoáveis do que foi feito na era precedente. (...) O homem do século dezenove vivia na Renascença. Nós vivemos no século dezenove."* Depois do advento da Web e da nova economia global, essa afirmação de Powers pode estar datada, mas ainda fazia sentido na época do discurso de Clarke - assim como na época em que ele escreveu a maioria de seus livros.

Clarke vislumbra efetivamente um futuro onde o mundo se tornou uma aldeia global, mas nessa aldeia, as casas são todas limpas e assépticas. As histórias de seus livros não excluem guerras e catástrofes, mas os conflitos ocorreram no passado, e o homem soube aprender com seus erros e construir uma civilização mais avançada, sem fome e miséria, e onde a doença e a morte não foram erradicadas, mas estão praticamente sob controle. Mesmo os erros e as imperfeições são previstos e calculados. Um wishful thinking característico da ficção científica de caráter utópico, herdeira do pensamento de H.G.Wells - não por acaso um socialista científico, que acreditava que o progresso da ciência traria o bom senso às mentes dos cidadãos, e conseqüentemente a paz e o bem-estar geral a todas as sociedades humanas.

McLuhan - Totalidade com Variedade

Em nenhum momento ao longo de Understanding Media McLuhan nos dá uma definição precisa do que é a aldeia global. No prefácio, ele diz que:

Hoje, depois de mais de um século de tecnologia elétrica, projetamos nosso próprio sistema nervoso central num abraço global (itálico nosso), abolindo tempo e espaço. Estamos nos aproximando rapidamente da fase final das extensões do homem: a simulação tecnológica da consciência, pela qual o processo criativo do conhecimento se estenderá coletiva e corporativamente a toda a sociedade humana*.

E, mais adiante:

Eletricamente contraído, o globo já não é mais do que uma aldeia*. A velocidade elétrica, aglutinando todas as funções sociais e políticas numa súbita implosão, elevou a consciência humana de responsabilidade a um grau dos mais intensos. É este fator implosivo que altera a posição do negro, do adolescente e de outros grupos. Eles já não podem ser contidos, no sentido político de associação limitada. Eles agora estão envolvidos em nossas vidas, como nós na deles - graças aos meios elétricos.

Se na primeira afirmação McLuhan alude a um "abraço global" que uniria todas as pessoas numa espécie de consciência coletiva, na segunda ele complementa essa idéia mencionando a inclusão das minorias na vida cotidiana de todos, por intermédio de meios que em seu tempo eram apenas elétricos (rádio e TV), e hoje são eletrônicos (Internet).

McLuhan e Clarke parecem concordar quanto ao abraço global, mas é no chamado "fator implosivo" que as diferenças se estabelecem - precisamente porque McLuhan não descarta as diferenças, sejam sociais, culturais ou raciais, ao contrário de Clarke, que prefere esquecê-las em detrimento de um pretenso governo mundial. Clarke não é racista (vários de seus protagonistas são negros, como os personagens de O Fim da Infância e Rama II), mas advoga a idéia de um grande direcionamento das culturas para um único vetor - o das nações mais avançadas tecnologicamente. Em seus livros, países tão distantes e diferentes entre si como Sri Lanka, África do Sul e Fiji encontram-se inteiramente colonizados pela cultura dos Estados Unidos e da Europa, a ponto de as raras manifestações culturais locais serem tratadas como superstições ou, na melhor das hipóteses, como curiosidades históricas que eventualmente podem ser dignas de registro em museus ou bancos de dados.

McLuhan vê parte desse processo (a invasão da tecnologia em todos os recantos do mundo) como inevitável, mas está bem ciente de suas armadilhas, como a alienação, a julgar pela seguinte afirmação:

Não estamos mais bem preparados para enfrentar o rádio e a televisão em nosso ambiente letrado do que o nativo de Gana em relação à escrita, que o expulsa de seu mundo tribal coletivo, acuando-o num isolamento individual. Estamos tão sonados em nosso novo mundo elétrico quanto o nativo envolvido por nossa cultura escrita e mecânica.*

A Visão de Gibson - Comunicação Global Sim, Mas Com Ruído

Alienação é uma das palavras-chave para se compreender o universo supertecnológico criado por William Gibson em suas histórias. Desde contos como Johnny Mnemonic (1981), em que o personagem-título é na verdade um misto de yuppie com ciborgue, mais preocupado em apresentar um bom desempenho nos negócios (no seu caso, transferência de dados através de um disco rígido implantado em seu cérebro) do que com as conseqüências morais ou mesmo puramente físicas de seus atos, até a recente "Bridge Trilogy" (composta pelos romances Virtual Light, Idoru e All Tomorrow's Parties), Gibson descreve uma realidade que é a epítome do pós-moderno, dentro da qual se movimenta como ninguém: o universo cyberpunk.

Embora fruto de um movimento, criado no começo da década 1980 com outros autores*, a visão de mundo cyberpunk foi melhor definida por Gibson em Neuromancer: o melhor e o pior dos mundos possíveis; o charme das tecnologias do mais alto nível convivendo numa nem sempre agradável simbiose com a sujeira punk das ferramentas obsoletas e maquinário sucateado. A reinvenção, ou, para utilizarmos um termo pós-moderno, o sampleamento de velhas técnicas para quem não tem dinheiro para pagar os confortos da sociedade futura. O mundo cyberpunk é um mundo dividido (mal) entre os muito ricos, que dispõem de acesso fácil à comunicação instantânea universal e os muito pobres, os mendigos e loucos da aldeia global, que lutam nos subterrâneos por esse acesso, criando tribos e subculturas que trocam informações entre si sem parar, fomentando guerrilhas midiáticas não muito diferentes das que vemos atualmente (vide as atividades recentes dos coletivos Luther Blissett e Wu-Ming, na Itália). É a aldeia global possível.

Quando Gibson concluiu Neuromancer, em julho de 1983, a Internet havia sido criada exatamente seis meses antes - em 1o. de janeiro, a ARPANet migrou para o protocolo TCP/IP, dando origem à rede mundial de computadores. Mas a World Wide Web, que só seria criada em 1990, não passava de mera especulação - assim como o ciberespaço vislumbrado por Gibson. Mas o fator humano já estava lá - o espírito punk de "no future", tomado de empréstimo dos ingleses e metamorfoseado para as necessidades de um possível século XXI, onde quem tem tecnologia (ou domina o seu uso, seja oficialmente, como as megacorporações, seja subterraneamente como o grupo pós-hacker dos Panther Moderns, que cria sua própria tecnologia ou sucateia a já existente) tem tudo, e quem não a possui é um pária. Ou seja, não só não há justiça social como não há futuro no futuro.

As grandes guerras podem até ter acabado no mundo de Neuromancer, mas deixaram profundas seqüelas em níveis macro e microeconômicos, e a sociedade não parece ter aprendido com os erros do passado. É uma aldeia malgré elle même, parafraseando Moliére. Mais ou menos como o mundo em que vivemos.

Gibson exerce uma função profética bastante semelhante à de McLuhan ao criar o conceito de aldeia global em Understanding Media. E, entre os escritores de ficção científica, é ele quem parece ter melhor compreendido que o McLuhan quis dizer, criando em Neuromancer um mundo praticamente todo interconectado, onde as minorias têm vez e voz (a um ponto tal que coloca talvez até mesmo em discussão a definição de minorias) e as casas dessa aldeia são regidas acima de tudo pelo paradigma da variedade. Ninguém é igual a ninguém, ou por outra: em termos de posse e utilização de tecnologias, uns são mais iguais que outros.

Conclusão: O Presente - Nem Isto Nem Aquilo

A Internet e a sua interface gráfica, a World Wide Web, estão evidentemente muito mais para os sonhos de William Gibson do que os de Arthur C. Clarke - mas o ciberespaço, a realidade consensual tal como imaginada por Gibson ainda não existe, e talvez nunca venha a existir.

A Web é a terceira margem do rio que corta a aldeia global de McLuhan. Ela ainda está apenas no começo de suas possibilidades - que já estão sendo discutidas por escritores da chamada segunda geração cyberpunk, como Neal Stephenson, em Snow Crash, e por Bruce Sterling, antigo parceiro de Gibson, que acabou se tornando o ideólogo dos cyberpunks e de uma nova geopolítica tecnológica, discutida tanto sob a forma de ficção (como em Zeitgeist, de 1999) quanto sob a chancela bastante interessante da não-ficção em seu recém-lançado Tomorrow Now - numa tradução literal para o português, O Amanhã Agora. Um amanhã cuja única certeza é que ele não será jamais aquele que imaginamos em nossos sonhos, mas que Clarke e Gibson, de maneiras bem diferentes, ajudaram a moldar. Com as bênçãos de Marshall McLuhan.



Referências Bibliográficas



BLISSETT, Luther, (2001) Guerrilha Psíquica São Paulo: Conrad Editora

CLARKE, Arthur C., (1989) Um Dia Na Vida Do Século XXI Rio De Janeiro: Nova Fronteira

CLARKE, Arthur C., (1999) 3001 - A Odisséia Final. Rio De Janeiro: Nova Fronteira

GIBSON, William, (1981) Burning Chrome New York: Ace Books

GIBSON, William, (1984) Neuromancer New York: Ace Books

MCLUHAN, Marshall, (1964) Understanding Media New York: Mc-Graw-Hill Book Company

MCLUHAN, Marshall, (1969) Os Meios De Comunicação Como Extensões Do Homem São Paulo: Cultrix

MCLUHAN, Marshall Et POWERS, Bruce R., (1989) The Global Village - Transformations In World Life And Media In The 21st Century New York: Oxford University Press .


Fábio Fernandes é mestrando em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP.

Fonte: GHREBH - http://revista.cisc.org.br

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Valorgrafia nos Produtos e Serviços

Quinta, 31 de Maio de 2007
Os consumidores estão acostumados a julgar o valor dos produtos em função dos preços.

E, perguntam, será o que estou pagando vale realmente?

Existe uma relação exata entre o preço deste produto e o tipo de serviço e ou benefício oferecido?

Os benefícios que estou recebendo tem real valor de uso e de informação?

Estes tipos de perguntas e muitas outras estão na mente dos consumidores, a espera de respostas competentes.

Ao aplicar os princípios da valorgrafia , os consumidores passam a perceber que o valor dos produtos e serviços não estão somente nos preços e nos preços da concorrência.

Estamos na era do valor adicionado.

Valor é a capacidade de oferecer produtos ampliados com qualidade e gratuitos.

Se estamos em uma economia estável com preços aparentemente estáveis e forte concorrência, oferecer produtos e serviços é muito mais que uma relação de troca.

Primeiro os preços precisam corresponder exatamente o valor dos produtos, e muito bem explicados.

Isto é valorgrafia.E mais.A valorgrafia mostra aos consumidores de um modo concreto como os produtos e serviços contribuem, e não tem apenas custos.

O preço valorgráfico bem posicionado é um bom começo de estratégia para exibição dos produtos e serviços.

Qualidade do produto, estratégia de distribuição, credibilidade, crédito, fácil comunicação, merchandising, catálogos, promoção, força de vendas, reconhecimento da marca, pesquisa em banco de dados, programas educacionais de consumo, pontos de venda, follow-up, marketing direto, todos estes recursos podem e devem ser aplicados ao conceito de valorgrafia, isto é adicionar valor aos produtos, e oferecer serviços extras e cada vez mais personalizados.

Adicionar valor é dar significado a todo composto de produto de um modo maximizado, muito bem articulado, e oferecer serviços adicionais gratuitos.

Por exemplo, a oferta em um display do produto creme de leite, aplicado os fundamentos da valorgrafia, o produto será acompanhado, com o preço bem explicado em função do seu composto, estar posicionado em um ponto de vendas de fácil percepção, propor descontos, sugerir novos modos de uso, promover uma degustação, oferecer um brinde, promover um concurso, oferecer um curso de culinária, premiar o consumidor pelo freqüente uso do produto.

A valorgrafia é a rota diferenciada para desenvolver seus produtos e serviços.

Ela é importante porque, não exige necessariamente a mudança de processos de produção, ampliar espaços, redesenhar produtos.

A valorgrafia aproveita, otimiza, tudo aquilo que já se tem.

Mostra novos ângulos, novas possibilidades.

Para a organização não implica em custos adicionais significativos, para os consumidores mostra e amplia benefícios, sem aumento de preços.

A valorgrafia é um modo mais criativo, inteligente de ofertar produtos e serviços junto aos consumidores.

Trabalha-se com juízos de valor, torna os produtos e serviços mais inteligentes.

A valorgrafia responde aos consumidores; veja o que posso fazer para os seus benefícios sem implicar em custos adicionais.

Na valorgrafia tudo adquire significado, nada é deixado para o segundo plano.

Lembre-se que os consumidores querem cada vez mais :

Preços justos.

Precisão; ou seja receber exatamente aquilo que pediram, e rápido.

Facilidades.Acesso fácil.

Parceria.

Desejam aprender alguma coisa com você, seu negócio, produto e serviço.

Wagner José dos Santos - Consultor de Marketing