Fernando Gomiero
Sexta, 30 de Novembro de 2007
As organizações que almejam a liderança do mercado no atual mundo competitivo precisam estar com as antenas ligadas na atual conjuntura econômica e nas tendências do setor de atuação e do mercado consumidor, de forma que as estratégias adotadas anteriormente definidas no planejamento estratégico sofram as adequações necessárias com vistas a não perder o rumo e a direção do negócio.
Na busca incessante pela excelência e qualidade nos produtos e serviços prestados aos clientes, as empresas se viram obrigadas a adotar uma série de ações essenciais para o sucesso do negócio. São eles:
1. Foco no negócio: Definir exatamente em qual mercado a empresa irá atuar, quem serão seus públicos-alvos, quais produtos e serviços serão oferecidos aos clientes, qual faixa etária e região geográfica será explorada, quem serão os seus concorrentes, quais serão os seus parceiros, quem serão os seus fornecedores e quais tipos de colaboradores farão parte da organização;
2. Busca de colaboradores com espírito empreendedor: Buscar as grandes "cabeças pensantes" do mercado que tenham perfis empreendedores, iniciativa, pró-atividade, empatia e bom relacionamento interpessoal com qualidades de comunicador, visionário, articulador e planejador, fazendo as coisas acontecerem conforme esperado;
3. Flexibilidade: Adotar uma postura flexível diante das intempéries do mercado referente às inúmeras variáveis do ambiente interno e externo, realizando alterações de rumo e rotas, abertura às mudanças e inovações e aceite de sugestões e críticas do atual sistema de liderança;

4. Crescimento através de parcerias: Realizar parcerias com empresas de ramos interdependentes, fornecedores estratégicos e em alguns casos até com os concorrentes como é o caso da formação dos consórcios de exportação, visando única e exclusivamente à redução das despesas e o aumento dos lucros e resultados.
5. Agilidade de respostas ao mercado: Responder prontamente às demandas e exigências do mercado no que diz respeito à qualidade e a oferta dos atuais e dos novos produtos/serviços oferecidos ao consumidor, preços, promoções e facilidades nos pagamentos, visando brecar as ações dos concorrentes juntos aos clientes;
6. Marca de Confiança: Oferecer ao mercado a confiabilidade necessária com imagem de qualidade e solidez, com vistas a fidelizá-lo e torná-lo fixo em sua carteira de clientes, fornecendo uma marca de confiança com a certeza de que o cliente voltará novamente ao estabelecimento para comprar seus produtos/serviços;
7. Qualidade/Diferencial: Obter a qualidade e o diferencial que realmente os consumidores esperam no atendimento, no oferecimento de produtos/serviços, no trabalho de pós-venda, nas ações de responsabilidade social, nas transparências de seus balanços, nos trabalhos voluntários, entre outros fatores não menos importantes, assim como vantagens competitivas que se mostram superiores aos dos concorrentes, satisfazendo e superando as necessidades e as expectativas dos clientes. Quesitos estes que com certeza fazem a diferença na escolha desse ou daquele produto/serviço.
É de extrema importância que as empresas tenham como pré-requisito a adoção de ações que venham de encontro aos fatores mencionados e aos anseios do mercado de forma que o sucesso nos negócios e os lucros nos balanços sejam uma conseqüência no atual mundo empresarial. Que tal fazer o teste?
Categorias:
Liderança, Planejamento, Estratégia, Qualidade, Planejamento Estratégico, Marca, Mercado, Negócio, Parceria, Flexibilidade, Competitividade, Foco, Diferencial,
|
Luís Sérgio Lico
Sexta, 30 de Novembro de 2007
Procurar emprego (ou manter-se nele) pode se transformar num verdadeiro inferno. Para os empregados há sempre um "abismo" de competências, nunca preenchido por seus esforços. Para os desempregados, jargões incompreensíveis, discursos metaorganizacionais, perfis e exigências impossíveis de serem cumpridas na busca de uma vaga com carteira assinada. Há um solo poroso sobre o qual nos movemos, feito de fios, teias e redes relacionais.
Cada dia surge uma nova sigla ou estrangeirismo, mas nossos problemas persistem. Precisamos lançar uma luz sobre os "mitos corporativos". Um exemplo: o mercado não aceita bem quem passa da chamada barreira dos 40 anos. Ou seja, toda a sua experiência pode não servir para nada. Com faculdade ou sem a chapa pode esquentar. O Brasil é um dos poucos países no mundo que despreza a maturidade e experiência.
Mulheres também não são bem vindas, afinal ou são chefes muito duras, masculinizadas em sua forma agressiva ou sequer chegarão ao escalão intermediário, vocês sabem: filhos, marido, tpm, licença-maternidade e todos os empecilhos do gênero. Corporativo? Não, é claro, mas sexista e especista. Enfim, dizem os manuais, elas não foram feitas para mandar. Quer mais? Continuemos.

Outro exemplo corriqueiro: até que ponto os formatos atuais de testes, podem determinar com razoável acuracidade o "que é" um indivíduo? Como se comportará? Servirá para a organização? Será bom para você ou não? Não temos aí qualquer fundamento científico, porque, afinal ciência é apenas uma escolha entre metodologias. Qual sua aposta?
Confiar em estatísticas para medir o sucesso profissional é como ler a sorte na mão. Mas, hoje todos estão sendo assim avaliados: antes da contratação uma enxurrada de metáforas e planilhas. Depois empresas se decepcionam quando não conseguem fazê-lo "render" ou integrá-lo às suas rotinas. O mesmo vale para o colaborador, que logo se frustra com a distância entre o real e o prometido. Mas ele não importa tanto assim...
Os profissionais estão se tornando cada vez mais invisíveis pela miopia corporativa e as práticas massivas de recursos humanos. Frente às metas e exigências de retorno imediato e da volatilidade ética das forças do mercado, ninguém está isento de culpa! Isto invalida a conquista e retenção de talentos, desmotiva a equipe e transforma os candidatos em cidadãos de segunda classe. Sem falar na postura antiética e, muitas vezes ilegal de modelos. Na verdade, vivemos uma ditadura de indicadores.
As chamadas rotinas dos subsistemas de RH, tais como: técnicas de seleção, programas de desenvolvimento, atribuições e avaliações podem ter momentos hilários, apresentar desafios, mas escondem armadilhas fatais para quem não conhece o lado negro da força. Precisamos estar atentos para este quadro de indignidade, ele afeta todos nós. Afinal, um dia podem lhe chamar para mais uma reunião improdutiva e você estará na rua.
Aí são dois extremos: se tentar voltar eles não vai querer mais você, velhinho! Se virar consultor e não tiver realmente diferencial irá apenas engrossar o cordão dos palpiteiros. Se eu fosse você, começaria a pensar em abrir uma pizzaria agora mesmo.
Luís Sérgio Lico é Filósofo, Escritor e Conferencista. Especialista em Treinamentos, Palestras & Workshops de Alto Impacto Motivacional. Professor, Articulista e Autor do Livro: O Profissional Invisível. Um Manual Prático para (Des) Empregados
|
Rafael M. Menshhein
Sexta, 30 de Novembro de 2007
Um dos primeiros passos que encaminhará o sucesso de um produto é o teste de seu conceito perante o público-alvo, apresentando-lhe a base de todo o projeto para a elaboração e introdução no mercado.
Este teste é utilizado para minimizar os gastos das empresas, também possibilita alterações ainda na fase inicial do processo e deixa em aberto a oportunidade de realizar melhorias ou até mesmo possíveis correções.
O simples fato de o público-alvo poder ter em mãos um objeto muito próximo do que irá encontrar no mercado futuramente, caso o produto seja bem aceito e aprovado.
Como a criação de um protótipo é muito dispendiosa, o teste de conceito é um fator que vêm trazer para a empresa um consumidor muito mais informado, com uma opinião muito mais importante e que permitirá mudanças no produto, quando, dentro desta Pesquisa, apontam-se opiniões e soluções de um grupo relevante de consumidores. Atualmente utiliza-se também a realidade virtual para testar o conceito do produto, são utilizados computadores e dispositivos sensoriais (como luvas e óculos) para simular a realidade.
Muitas empresas hoje utilizam a engenharia orientada para clientes para projetar novos produtos, essa abordagem valoriza a incorporação das preferências dos clientes no projeto final.
O teste de conceito implica apresentar aos consumidores uma versão elaborada do conceito, também são realizadas algumas perguntas como:
* Os benefícios estão claros e você acredita neles? * Você acha que esse produto resolve um problema ou preenche uma necessidade? * Há outros produtos que atualmente atendem a essa necessidade e a satisfazem? * O preço é razoável em relação ao Valor? * Você compraria o produto? Qual é a sua resposta: certamente, provavelmente, provavelmente não, com certeza ou não? * Quem utilizaria esse produto, quando e com que freqüência?
As respostas indicam se o conceito tem um apelo amplo e forte junto ao consumidor, com que produtos esse novo produto concorre e qual é o melhor público-alvo, o nível de necessidades não atendidas e o de intenção de compra podem ser verificados em comparação a padrões da categoria de produtos, com a finalidade de checar se o conceito tem o potencial de ser um sucesso instantâneo, uma tentativa com certa probabilidade de sucesso ou um fracasso.
O mais importante para o profissional de Marketing é saber como utilizar o teste, principalmente quando o produto não faz parte do portfólio da empresa, mas foi apontado em Pesquisas como uma oportunidade de mercado e que traz para a organização uma Vantagem perante os concorrentes.
Fonte: KOTLER, Philip. Administração de Marketing, São Paulo, 10ª Edição, 2004.
Categorias:
Marketing, Pesquisa, Mercado, Consumidor, Público-Alvo, Conceito de Marketing, Profissional de Marketing, Protótipo, Realidade Virtual, Oportunidade de Mercado,
|
Administrador
Quinta, 29 de Novembro de 2007
O fórum foi criado justamente para oferecer um espaço democrático para discussão sobre qualquer tema relacionado a Administração de Empresas, por isso aproveitem para trocar conhecimentos e tirar dúvidas.
Participe de discussões e faça perguntas sobre os temas:
-Economia; -Estratégia / Planejamento; -Finanças / Contabilidade; -Marketing; -Produção; -Qualidade; -Recursos Humanos; -Tecnologia da Informação.
|
Franco Rosário
Quinta, 29 de Novembro de 2007
Em meados deste mês de setembro o IBGE divulgou os resultados de sua pesquisa PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Mais de 400 mil pessoas foram entrevistadas para este estudo que é um dos mais completos sobre a realidade brasileira.
Entre as diversas informações da pesquisa, podemos destacar algumas:
* A renda do brasileiro aumentou, mas o salário médio do trabalhador em 2006 foi de R$ 888,00; * 71% dos trabalhadores ganhavam, ano passado, até 2 salários mínimos por mês (cerca de R$ 700,00); * 50% dos trabalhadores não têm carteira assinada; * O consumo de bens duráveis aumentou e vêm aumentando nos últimos anos.
Sobre este último aspecto, inclusive, vale citar o publicitário Luiz Marinho, em sua coluna no Blue Bus. Ele diz que o aumento da renda do trabalhador o levou às compras, ajudado também pela facilidade de crédito. Este movimento fez aumentar a classe C, com 42% da população; uma classe ávida por consumo, mas que ganha mal. Segundo Marinho, "como nada na vida é perfeito, esse segmento, que representa quase a metade da população, quer muito, mas ganha pouco. Por isso, indústria e varejo terão que quebrar a cabeça para encontrar maneiras de embalar melhor seus produtos para atender aos desejos emergentes desse povo, oferecendo ao mesmo tempo acesso e prestígio".
Aí se encontra uma ótima oportunidade para as pequenas indústrias e os pequenos comerciantes: criar e vender produtos de qualidade por um valor acessível. As classes B e C gostam de consumir mas não têm dinheiro para gastar. Para atraí-las é preciso boa apresentação e preços baixos.
Já há um movimento de algumas empresas neste sentido. É possível observar em São Paulo, por exemplo, o nascimento de muitas lojas de bijuterias e semi-jóias que vendem acessórios modernos, com design bonito e preços acessíveis. Aliás, este é um mercado em expansão. Outra idéia é fazer como alguns varejistas estrangeiros e investir em design e marketing. Eles vendem roupas com bons preços e qualidade mediana, porém assinadas por estilistas e até mesmos celebridades.
Em resumo, o fato é que o trabalhador brasileiro está longe de uma boa renda e acesso aos melhores produtos, mas quer comprá-los. Sairá na frente quem puder suprir esta necessidade.
|
| |